Carnaval 2020: 11 blocos de SP pra você embarcar para outros países

Carnaval 2020: 11 blocos de SP pra você embarcar para outros países

Carnaval é 8 ou 80: ou você ama ou você odeia, pois é bem difícil existir meio termo. Para muitos é um feriado totalmente dispensável, para outros são os dias mais esperados do ano: aquele feriadão que o país para e os foliões aproveitam para tomar bons drinks, se fantasiar e dançar dia e noite.

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Em São Paulo, neste ano de 2020, teremos mais de 644 blocos com música para todos os gostos: axé, mpb, sertanejo, funk, rock, ska, reggae, jazz e por aí vai (até me lembra a Virada Cultural).

Você é destas que ama viajar para outros países mas está sem dinheiro para pegar um voo internacional? Já pensou que você pode viajar para outras culturas indo em alguns blocos aqui mesmo na capital? Pois saiba que opções de bloquinhos com influência gringa não faltarão neste carnaval. Ficou curiosa? Então confira aqui 11 blocos de São Paulo pra você embarcar para outros países.

1 – Inglaterra e o Bloco do Sargento Pimenta

Se você é fã de Beatles e curte carnaval a pedida é se divertir ao som da música dos meninos de Liverpool com o Bloco do Sargento Pimenta. Este será um ano de muita festa, já que o bloco comemora 10 anos e os Beatles 60! Então vai rolar Beatles versão samba, maracatu, marchinhas e muito mais!

Quando? Sábado, 15/02/2020

Concentração: 09:00

Desfile: 10:00 às 13:00

Onde? Av. Brigadeiro Faria Lima na altura do número 1355

Vai de metrô? Desça na estação Faria Lima (Linha Amarela do Metrô, L4).

2- México e o Bloco México pra Baixo 

Este é para os fãs do ritmo latino: rola salsa, cumbia, lambada, Shakira, Anitta, axé, reggaeton… parece uma balada em Cancun, mas é uma festança do Bloco México pra Baixo nas ruas de Pinheiros!

Quando? Sábado, 15/02/2020

Concentração: 13:00

Desfile: 14:00 às 19:00

Onde? Rua Joaquim Antunes (embaixo do pontilhão da rua Teodoro Sampaio).

Vai de metrô? Desça na estação Fradique Coutinho (Linha Amarela do Metrô, L4).

3- França e O Fabuloso Bloco Amélie Pulando

O Fabuloso Destino de Amélie Polain é um clássico do cinema francês e serviu de inspiração para a criação de O Fabuloso Bloco Amélie Pulando. Durante o trajeto os foliões poderão curtir muita música francesa misturada com ritmos brasileiros.

Quando? Sábado, 15/02/2020

Concentração: 14:00

Desfile: 15:00 às 19:00

Onde? Rua Vupabussu, 196, Pinheiros

Vai de metrô ou trem? Então desça na estação Pinheiros (Linha Amarela Metrô, L4 ou Linha Esmeralda CPTM, L9). A concentração fica a 1 km desta estação

4- Índia e o Bloco Bollywood

Quer curtir um pouquinho da cultura das festas de rua da Índia com todo o gingado dos musicais de Bollywood? Então o Bloco Bollywood é pra você! Este ano, além de muitas cores e muita dança bhangra, teremos também a celebração dos 150 anos de nascimento de Gandhi.

Quando? Sábado, 22/02/2020

Desfile: 11:00 às 16:00

Onde? Rua Augusta, 1312, Consolação

Vai de metrô? Desça na estação Consolação (Linha Verde do Metrô, L2) e caminhe 450 metros na Rua Augusta sentido Centro.

5- África e o Bloco BrasAafro Tô na Rua 

No Bloco BrasAfro Tô na Rua podemos curtir um pouco das nossas origens africanas misturadas com a nossa brasilidade. Já sei que vai dar bom!

Quando? Sábado, 22/02/2020

12:00 às 16:00

Onde? Av. Marquês de São Vicente, 230, Barra Funda

Vai de metrô? Desça na estação Palmeiras- Barra Funda (Linha Vermelha do Metrô, L3) e caminhe 650 metros.

6- Japão e o Carnaval do Wadaiko Sho

Se você é fã da cultura japonesa não pode deixar de conferir este rolê e dançar muito ao som do grupo Wadaiko Sho que simplesmente arrasa nos tambores japoneses. Dica: o dress code deste evento é kimono, heim?

Quando? Sábado, 22/02/2020

16:30 às 18:30

Onde? Rua Madre Cabrini, Vila Mariana 

Vai de metrô? Desça na estação Vila Mariana (Linha Azul do Metrô, L1).

7- Bolívia e o Comunidade Boliviana

São Paulo possui uma grande quantidade de bolivianos e é claro que eles também celebram o carnaval conosco. Inspirados no carnaval da cidade de Oruro e com muita dança Tinku (originária do norte da Bolívia), o bloco Comunidade Boliviana traz muita alegria e um pouco da rica cultura boliviana.  

Quando? Domingo, 23/02/2020

Onde? Rua José Paulino (esquina com a Rua Silva Pinto)

Vai de metrô ou trem? Se for de trem você pode descer na estação Júlio Prestes (Linha Diamante CPTM, L8), na estação Luz (Linha Coral CPTM, L11, Linha Rubi CPTM, L7) ou de metrô descendo também na estação Luz (Linha Azul Do Metrô, L1, Linha Amarela do Metrô, L4)

8- Jamaica e o Bloco Batidão Jamaica

Que tal dar um pulinho na América Central? Pra quem curte reggae, dancehall e música jamaicana, o Bloco Batidão Jamaica é uma ótima pedida!

Quando? Segunda-Feira, 24/02/2020

11:00 às 16:00

Onde? Rua Augusta, 1305, Consolação 

Vai de metrô? Desça na estação Consolação (Linha Verde do Metrô, L2) e caminhe 450 metros na Rua Augusta sentido Centro.

9- Estados Unidos e o Carnajazz

Se você quer fugir dos sons costumeiros de carnaval e ama groove e soul você precisa ir no Carnajazz. Dos bares de New Orleans para as ruas do Bixiga, o bloco promete trazer muito swing para os foliões.

Quando? Terça-Feira, 25/02/2020

Onde? Praça Don Orione, Bixiga

Vai de metrô? Desça na estação Brigadeiro (Linha Verde do Metrô, L2) e caminhe 1 km até a Praça Don Orione

10- Itália e o Bloco Novos Italianos

2020 é o ano de estréia deste bloco que promete agitar Pinheiros com uma mistura de música italiana e brasileira. Já estou super curiosa pra saber se no Bloco Novos Italianos vai rolar o famoso “Cantare, ohohohoh”

Quando? Sábado, 29/02/2020

15:00 às 19:00

Onde? Rua Lisboa, 393, Pinheiros

Vai de metrô? Desça na estação Oscar Freire ou Fradique Coutinho (Linha Amarela do Metrô, L4) e caminhe 1 km.

11- Israel e o Kiparada Jewish Bloco

E fechamos o pós carnaval com uma viagem na cultura judaica com o Kiparada Jewish Bloco. Quero muito participar daquelas danças de roda sensacionais!

Quando? Domingo, 01/03/2020

Onde? Rua Albuquerque Lins (sentido Alameda Barros)

Vai de metrô? Desça na estação Marechal Deodoro (Linha Vermelha do Metrô, L3)

Bônus – Conexão Brasil Egito

Se mesmo assim você decidir fugir destes blocos gringos, aposto que entre um bloquinho e outro você acabará se teletransportar para o Egito ao som de “esta é a mistura do Brasil com o Egito” ou a famosa “eeeeeeeeee faraó! Que mara mara mara maravilha ê, Egito, Egito ê”.

E aí? Já decidiu para qual país vai embarcar neste carnaval? Compartilhe comigo nos comentários!

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 1 – Eu me demito! Quando a hora finalmente chega

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 1 – Eu me demito! Quando a hora finalmente chega

23 de junho de 2019

Eu me demito! Sabe, por quase um ano eu planejei este momento e pensei que seria fácil. Aparentemente o trabalho estava me consumindo e eu percebia que já não conseguia mais render como de costume. Concentrar nas tarefas era algo cada vez mais difícil, os esquecimentos se tornaram cada vez mais recorrentes e o sentimento de frustração parecia ter tomado conta de mim e da minha vida. Mas no fundo eu achava que aconteceria como nos filmes: um belo dia eu chegaria para trabalhar, chamaria meus chefes pra conversar, falaria a tão sonhada frase “eu me demito” e sairia dançando pelos corredores dançando como num musical de Hollywood. Mas é claro que a vida real nem sempre imita a arte.

Na semana que antecedeu o dia D eu já sentia um leve frio na barriga, mas na véspera fui tomada por um misto de ansiedade, nervosismo e medo… muito medo!

Medo de fazer a maior merda da vida, medo de não conseguir outro emprego, medo de enfrentar todo o processo de seleção e entrevistas novamente, medo de… nem sei do que tenho medo, só sei que tenho!

A ideia de pedir demissão num momento em que o país vive um cenário desanimador e desesperador com mais de 13 milhões de desempregados parece ser bem idiota. Pedir demissão de fato para investir alguns meses da vida em um sonho parece ser idiota ao extremo, mas…

Até quando precisamos viver como se estivéssemos seguindo uma receita de bolo?

Até quando devemos trabalhar loucamente por 30, 40 anos em busca do pote de ouro chamado aposentadoria que poderá nos garantir anos de ócio e curtição?

Por que não podemos nos planejar para realizar nossos sonhos e curtir um pouco da nossa vida enquanto ainda estamos jovens e bem dispostos? 

Um livro que me ajudou a mudar o mindset e abordou estes questionamentos foi o Trabalhe 4 horas por semana do Timothy Ferriss (se você também cansou de viver no automático e quer se jogar no mundo por um tempo, #apenas leia este livro 😉).

E então, depois de muito frio na barriga e tremedeira conversei com minha chefia e… eu me demito! Mesmo sendo grata por todas as conquistas tinha chegado a minha hora. Para minha surpresa, fui bastante apoiada na minha decisão e isso serviu até como uma injeção a mais de ânimo.

A cartinha de demissão foi escrita, assinada e entregue no RH. Em 30 dias a rotina do trabalho será deixada de lado para que eu embarque no Meu Sabático de 100 dias. Em 30 dias iniciarei minha jornada pelo mundo, pois o velho sonho esta prestes a se tornar a mais nova realidade!

II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes: bora?

II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes: bora?

Hey, você, mulher que curte viajar. Já pensou passar dois dias num evento que pode transformar a maneira que você encara as viagens? Então você precisa participar do II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes que acontecerá na cidade de São Paulo.

Pra quem não sabe, em abril de 2019 rolou o I Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes no Hotel Leques. O evento foi um sucesso e eu até contei aqui como foi minha experiência!

Neste ano, o encontro acontecerá nos dias 07 e 08 de março no Teatro Santo Agostinho (que presentão de Dia Internacional da Mulher, não é mesmo?). Alguns nomes de palestrantes já foram anunciados, assim como alguns dos temas que farão parte da programação: dicas para ajudar a organizar a viagem, histórias de mulheres para se inspirar, formas de ganhar dinheiro com viagem, nomadismo digital… tenho certeza que assunto não vai faltar!

Além de aprender muito nestes dois dias, o evento proporciona ao público uma ótima oportunidade de aumentar o network e conhecer pessoas que partilham da mesma paixão: viajar! Se você tem medo de viajar sozinha, esta é sua chance de fazer novas amizades e, quem sabe, conhecer companhia para seus próximos passeios.

Quer saber mais sobre o evento? Então clique aqui para ver todas as informações e aproveite para já garantir o seu ingresso! (E comprando pelo meu link você me ajuda a continuar te ajudando).

Bora se conectar com esta mulherada viajante ou vai querer ficar de fora desta?

II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes Teatro Santo Agostinho – Rua Apeninos, 118 (Próximo à estação Vergueiro do metrô) Informações e ingressos aqui

Turismo no Marrocos – O que você precisa saber antes de ir

Essaouira – Marrocos

Como muitos já sabem, o primeiro país que visitei no Meu Sabático de 100 dias foi o Marrocos. Confesso que minha maior motivação era conhecer o Deserto do Saara (o que acabou não acontecendo desta vez), porém acabei me abrindo ao novo e pude desvendar um pouco deste país de cultura rica, lugares encantadores, muitas cores, cheiros e sabores.

Antes de embarcar, tanto meus conhecidos quanto as pesquisas que eu fazia na internet estavam me deixando beirando o pânico. Sequestros, assédio, escorpiões… parecia que eu ia embarcar em uma viagem sem volta. Mas, fui com medo mesmo e em 4 dias de viagem pude me surpreender muito em terras marroquinas. 

E você? Também tem vontade de conhecer o Marrocos? Se estiver planejando sua viagem, confira aqui as principais informações que você precisa saber antes de embarcar nesta aventura em solo africano.

Onde fica o Marrocos?

O país está localizado na região norte do continente africano e é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Outro fato que chama atenção é que ele é o país africano que fica mais próximo do continente europeu, por isso muitos turistas que visitam a Espanha e Portugal acabam adicionando o Marrocos no roteiro.

Como chegar no Marrocos?

Se você busca um voo direto saindo do Brasil, a melhor opção é voar pela companhia Royal Air Maroc. Agora se você tem uns dias sobrando pode optar pela TAP, Ibéria ou Air France e ainda fazer um stopover em um destes Hubs (TAP: Porto, Lisboa, Faro; Air France: Paris; Ibéria: Madrid). Eu optei pela Air Maroc, pois fiz um voo direto para Casablanca. 

Minha experiência voando pela Air Maroc foi bem ok. O voo atrasou uma hora para sair de São Paulo, tivemos um jantar e um café da manhã, além de travesseiro, cobertor e uma mini necessaire de plástico com uma meia e um tapa olho. As poltronas possuem TVs individuais e entrada USB para carregar o celular.

No final das contas acho que valeu a pena. Aproveitei e comprei minha passagem para Porto com stopover em Casablanca com uma diferença no valor final da passagem de menos de R$ 100,00 (isso mesmo, pude conhecer dois países pagando pouquíssimo por isso).

De Casablanca a Marrakesh

Chegando no aeroporto de Casablanca eu desci um lance de escadas e já estava na estação ferroviária. Comprei meu ticket de trem saindo do Aeroporto até a estação Casa Voyageurs (Gare de Casa Voyageurs). Já na estação Casa Voyageurs comprei meu ticket com destino a Marrakesh (poderia ter comprados os 2 trechos no aeroporto, mas como o primeiro trem estava prestes a sair tive que fazer a compra em duas etapas).

Dica: é possível comprar o ticket de trem pelo site da empresa ONCF: é mais simples, seguro e assim você evita cair em golpes como aconteceu comigo (no dia que estava voltando de Marrakesh). 

Visto e imigração: como funciona?

Para nós brasileiros não é necessário visto solicitar um visto previamente para entrar no país. Na imigração você terá apenas que preencher um formulário e apresentar seu passaporte para que seja carimbado.

Qual é o idioma falado no Marrocos?

O árabe e o berbere são os idiomas oficiais. Na região de Casablanca e Marrakesh é comum ouvir pessoas se comunicando em francês, porém existem  algumas cidades no país onde é possível ouvir os locais conversando em espanhol também. 

Qual o dinheiro utilizado no Marrocos?

A moeda usada no Marrocos é o Dirham. Como depois eu iria passar uma temporada na Europa, acabei levando Euros para trocar por Dirhans apenas quando chegasse em Casablanca (sim, eu saí do Brasil sem nenhuma moedinha marroquina e não me arrependo por isso). No aeroporto existem várias casas de câmbio, então aproveitei e já troquei todo o dinheiro que eu pretendia gastar durante minha estada (em agosto de 2019 consegui trocar 100 euros por 1030 dirhans).

Como se vestir no Marrocos? 

No Marrocos as mulheres não são obrigadas a utilizar o hijabe, porém muitas marroquinas optam por utilizá-lo (pra quem não sabe, hijabe ou hijab é aquele véu que as mulheres usam para cobrir a cabeça). Quando saí do aeroporto eu resolvi amarrar um lenço na cabeça, porém alguns locais me falaram que não era necessário e eu acabei deixando de usar. Mesmo sem o lenço, durante todos os dias eu me vesti com calça ou saia longa, blusinha de manga ou alguma manga longa. Roupas curtas e decotes não faziam parte do meu dress code. Pra mim era uma questão de respeito a cultura deles, pois quem estava de intrusa ali era eu, não é mesmo? Até vi pessoas se vestindo como se estivessem passeando no verão de Paris, mas eu não recomendo.

Como é o clima?

Marrocos me lembra Deserto do Saaara que me lembra calor, muiiiito calor. Mas nem de sol e suor vive o país. Aliás, você sabia que em alguns lugares do Marrocos chega até a nevar? 

O clima do Marrocos é divido em 4 “zonas”: continental (no interior onde existem as áreas montanhosas), oceânico (em toda a costa ocidental), mediterrânico (região das montanhas do Rif e do litoral) e desértico (na região ao sul das montanhas do Atlas).

Quando ir?

Segundo a maioria dos blogs e sites de viagens, os melhores meses para visitar o Marrocos são de Março a Maio (durante a primavera) ou de Setembro a Novembro (durante o outono), pois nestes períodos o clima é mais ameno. O mês de agosto costuma ter temperaturas bem altas, por isso algumas agências deixam até de realizar o Tour para o Deserto do Saaara. Confesso que eu fui no mês de agosto e não morri! Enfrentei bastante calor em Marrakesh, até senti uma brisa fria quando visitei Essaouria, mas não visitei a região de deserto onde o calor é mais extremo.

Onde ir?

Não vai faltar atrações para você escolher: se encantar com a mais alta cachoeira do norte da África, a Ozoud Waterfall; ver a tal “árvore de cabras” na famosa Argan Tree (e ainda visitar uma fábrica de argan para saber como funciona a produção dos  produtos); curtir um dia de praia em Essaouira; se perder e se encontrar diversas vezes pela Medina de Marrakesh; conhecer a famosa Mesquita Hassan II na maior cidade do país, Casablanca; visitar algumas das cidades que foram cenários de filmes e novelas famosas (como Ouarzazate, conhecida como a Hollywood do Marrocos); ver um pôr do sol inesquecível nas dunas do Deserto do Saara… Vou parar por aqui, mas estes são apenas os principais passeios dentre as diversas atrações que o Marrocos oferece.

Quanto tempo ficar no Marrocos?

Eu fiquei apenas 4 dias e achei muito pouco. Minha sugestão é no mínimo uma semana para que tenha tempo de fazer o passeio de 3 dias e 2 noites no Deserto do Saara.

Preciso fazer seguro viagem para ir para o Marrocos?

Os viajantes que visitam o Marrocos não são obrigados a apresentar a documentação de seguro viagem, porém minha dica é: se você for, faça (ou reze para não ficar doente, senão você vai pagar MUITO caro por isso!

Eu fiz o meu seguro viagem pela World Nomads, pois foi o melhor custo x benefício que eu achei nas minhas pesquisas (ainda mais considerando que este era apenas o primeiro dos diversos países que eu visitei no Meu Sábatico de 100 dias).

O Marrocos é perigoso?

Eu acho que me senti mais insegura pela quantidade de quantidade de comentários negativos que eu ouvi antes de embarcar que de fato pelas situações que vivenciei. Posso falar que eu tive uma experiência positiva durante minha curta estada. Pra mim foi super tranquilo andar sozinha por Marrakesh e não tive nenhum episódio que me senti com medo. Falaram tanto da questão do assédio, dos homens que querem trocar mulheres por camelos, de pessoas que foram sequestradas e nunca mais foram encontradas, mas comigo graças a Deus foi tudo bem tranquilo. Mas é claro, como boa brasileira fique sempre alerta e tente evitar situações que te coloquem em risco (eu, por exemplo, não curto sair a noite e é claro que não saia pelas vielinhas do hostel sozinha quando estava escuro).

Vale a pena ir para o Marrocos?

Com certeza sim! Cruzar o oceano e ver que do outro lado existe uma cultura bastante diferente da nossa é uma experiência enriquecedora. Além disso, vale a pena conferir a beleza dos lugares destas terras africanas. Eu acho que não aproveitei muito, pois fiquei poucos dias e ainda não estava conectada à minha viagem. Espero em breve visitar o Marrocos para aproveitar ainda mais e compartilhar minhas experiências com vocês.

E aí? Partiu Marrocos? Marque nos comentários ou compartilhe este texto com as amigas que estão planejando curtir uma aventura marroquina.

Saúde na viagem – Ambulatório dos Viajantes

Saúde na viagem – Ambulatório dos Viajantes

Você já ouviu falar sobre o Ambulatório dos Viajantes? Não? Então saiba que isso não é coisa da minha cabeça. Se você, assim como eu, é um viajante de carteirinha, mora em São Paulo ou próximo à capital paulista fique de olho nesta dica que compartilharei hoje com vocês!

Que viajar é muito bom isso todo mundo já sabe, porém imprevistos podem acontecer durante o passeio. Pense comigo: adoecer em casa já é algo ruim, mas fora do nosso país pode ser algo pior ainda. Foi pensando nestes riscos de adoecimento durante a viagem que surgiu o Ambulatório dos Viajantes. E é claro que antes de embarcar no meu Sabático eu fui conferir como funciona este serviço.

Onde fica?

Na cidade de São Paulo temos o Ambulatório dos Viajantes localizado no Hospital das Clínicas e o serviço de Medicina do Viajante que fica no Instituto Emílio Ribas. 

Como funciona?

Compartilharei com vocês minha experiência no Hospital das Clínicas, onde o atendimento é realizado às quintas-feiras. Fiz o agendamento pelo telefone e em duas semanas passei em consulta. Cheguei pouco antes das 8 da manhã munida de documento com foto e carteirinha de vacinação. 

A consulta

Primeiro preenchi algumas fichas com informações pessoais e da minha viagem. Neste momento, percebi que existia mais uma viajante para ser atendida. Depois entramos numa sala onde assistimos um vídeo de cerca de 20 minutos apresentando quais são os principais riscos que o viajante corre durante uma viagem. Achei muito bom o conteúdo, pois além de informações bastante relevantes também aprendemos algumas curiosidades e recebemos dicas valiosas (como, por exemplo, o repelente deve ser passado sempre depois do protetor solar… você sabia disso?).

Depois do vídeo a médica atende individualmente os viajantes. Pergunta para qual o país estamos indo, qual será o roteiro da viagem, dá algumas recomendações específicas e, se necessário, receita algum remédio pra gente já levar na bagagem.

Como um dos meus destinos era o Marrocos, ela receitou alguns sais de hidratação, caso eu tivesse algum episódio de diarréia e desidratação (vocês se lembram do meu perrengue quando fui pra Bolívia, né?) e um antibiótico.

Vacinas

Por último, a médica olha a nossa carteirinha de vacinação para saber se estamos em dia ou se precisamos passar na sala do Zé Gotinha (pra tomar uma picadinha, é claro). Eu aproveitei pra tomar a Tríplice Viral e pude viajar um pouquinho mais tranquila.

Vale a pena ir?

As orientações que recebemos pré viagem são super válidas, mesmo porque quando viajamos costumamos ficar mais desatentos e é aí que mora o perigo. Saber se prevenir ou como agir se algo der errado pode salvar nossas vidas. É por estas e outras que eu gostei bastante deste serviço e super recomendo. 

Mas lembre-se, imprevistos podem acontecer durante a viagem, por isso é mais do que necessário também contratar um seguro viagem, ok?

Ambulatório dos Viajantes – Hospital das Clínicas de São Paulo

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, Cerqueira César – São Paulo

Telefone: (11) 2661-6392

7 motivos para tirar um período sabático

7 motivos para tirar um período sabático

Tirar um período sabático é o sonho de muita gente, porém, muitas vezes este sonho nunca sai do papel. Quem me acompanha no Instagram viu que em agosto iniciei esta minha jornada e pensando nisso resolvi listar aqui 7 motivos para você realizar um período sabático

1 Aprender sobre si mesmo

Na correria do dia a dia a gente não consegue parar para pensar em nossa vida, do que a gente gosta ou não gosta, sentimentos, quem somos ou na pessoa que nos tornamos. Ao tirar um sabático pude me colocar como prioridade e me conectar comigo mesma. Foi um momento de reflexão que me fez desconectar do modo automático destes meus 32 anos de vida corrida.

2 Conhecer novos lugares

Alguns acham que tirar um sabático e ir para o outro lado do mundo é apenas uma fuga, mas para mim é muito mais que isso. Conhecer novos lugares, novas culturas e novas histórias me ajudam a mudar a maneira como eu encaro o mundo e são o combustível para eu encarar os desafios do dia a dia. Nos últimos anos descobri que viajar para mim é algo mágico e que me motiva. E você? Já parou para pensar sobre o que te motiva nesta vida?

3 Tirar projetos do papel

Escrever um livro, montar um blog, fazer trabalho voluntário, aprender um novo idioma ou uma nova habilidade. Durante um sabático a gente tem a oportunidade de voltar nossos esforços e atenção para a realização de um sonho que exige nossa completa dedicação. Eu sempre quis passar um tempo fora do Brasil para melhorar meu inglês, espanhol e turistar por aí. Por isso, aproveitei este sabático para colocar em prática aquilo que eu mantinha preso no mundo das ideias. 

4 Realizar descobertas

Durante um sabático pude me abrir a um mundo de possibilidades e foi aí que descobri um pouco mais sobre mim e até habilidades que eu nunca tinha imaginado (já até compartilhei neste post a minha primeira vez de várias coisas). Ajudei uma senhora nos reparos da casa, servi cerveja em bar de hostel, ajudei a fazer os pratos do café da manhã de uma guest house. Descobri estes e outros talentos aos poucos e tenho certeza que eles permaneceriam escondidos se eu não tivesse me dado este sabático de presente. 

5 Fazer o que realmente gosta

Tem dia que a gente quer ler um livro, no outro a gente quer colocar o sono em dia, as vezes a gente quer comer naquele restaurante recomendado, mas em outros casos tudo o que a gente quer é a nossa comidinha com o nosso tempero. Pois bem, num sabático você é a dona das suas escolhas. Por isso, pude fazer tudo aquilo que gosto sem julgamentos ou culpas.

6 Deixar a rotina de lado

Sabe aquele prazer de deitar na sexta-feira com o despertador desligado? Imagine poder fazer isso por vários dias, semanas e até meses? Esta falta de compromisso é só um dos diversos pontos que trabalhei e que me ajudaram a retornar a ativa mais renovada. Nossa mente precisa de um descanso, assim como nós precisamos recuperar nossas energias e recarregar nossa bateria.

7 Repensar a vida

Será que fui feliz nas escolhas que fiz nestes últimos anos? Será que viver é apenas seguir uma rotina até perceber que os dias estão passando? Quais os meus sonhos? Metas? Objetivos? Na correria do dia a dia a gente deixa estas questões de lado e deve ser por isso que ouvimos bastante o famoso “a vida passou e eu nem vi”. Nesta minha jornada pude parar pra pensar e entender que a vida precisa, de fato, ser vivida. Eu não quero apenas ver a banda passar, mas quero sim tocar, dançar e fazer festa com a banda toda!

E aí? Você já pensou em tirar um período sabático ou esta é uma ideia que nunca passou pela sua cabeça? Compartilhe sua opinião comigo nos comentários!

I Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes: Saiba como foi este evento!

I Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes: Saiba como foi este evento!

A primeira edição do I Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes aconteceu no dia 27 de abril de 2019 no Hotel Leques, São Paulo. Pude participar do primeiro dia deste evento onde ouvi histórias de vida incríveis e inspiradoras. Ali, todas as pessoas, palestrantes e público, partilhavam da mesma paixão: a viagem!

Quem foi?

Na platéia um público bem variado: mulheres de todas as idades e estilos. O evento era indicado tanto para aquelas que amam viajar e já se consideram experts do assunto, quanto as que gostariam de viajar, mas ainda sentem medo e precisam de um pouco mais de motivação. Aliás, participar deste evento é uma ótima oportunidade de fazer amizades e, quem sabe, já até conseguir companhia para as próximas aventuras.

Como foi?

As palestras deste primeiro dia trataram sobre diversos temas: inclusão, assédio, motivação, dicas para baratear uma viagem, como rentabilizar e tornar este hobby uma profissão rentável, dentre outros assuntos. Alguns questionamentos também ganharam destaque. A viagem é uma fuga ou solução? A cada história uma reflexão. Poder ouvir todos aqueles depoimentos foi uma injeção de ânimo para conhecer cada vez mais este mundão.

Uma viagem nas histórias da vida

Um dos relatos que mais me tocou foi desta mulher linda da foto deste post. Ela é a Prudence, uma refugiada que conseguiu fugir da República Democrática do Congo e encontrou asilo aqui no Brasil. Esta mulher já viu cada cena horrorosa na vida, mas não fica por aí se lamentando. Pelo contrário, estampa um belo sorriso no rosto e dá o seu melhor, da maneira que pode, para tentar ajudar muitas outras pessoas que vivem numa realidade miserável e sem perspectiva. Fala um português com sotaque francês impecável e nos deixa vidrados com seu entusiasmo.

Logo no início do evento a Gil, organizadora do evento, falou a seguinte frase: “ganhar asas não significa perder as raízes”. No caso da Prudence ela pode até trazer as raízes dentro dela mantendo alguns costumes da sua cultura, porém o fato de ser refugiada não permite que ela volte a sua terra natal para se reconectar com a família, amigos e as raízes de onde um dia teve que partir. Já pensaram o quão difícil deve ser isso?

Vale a pena?

Eu adorei a experiência de participar deste evento. Foi um dia tão especial e transformador que só tenho a agradecer e muito a GirlsGo – Viagens e Descobertas pela iniciativa de fazer um evento tão fodaralho que recarregou ainda mais a minha bateria da motivação para embarcar no Meu Sabático de 100 dias. Se você também é apaixonada por viagens não deixe de conferir a edição 2020!

Conte pra mim: você já foi em algum evento de viagens? Tem curiosidade de participar de um?

On the Road – Peru – Day 9 e 10 – Águas Calientes – Machu Picchu

Machu Picchu é uma das sete maravilhas do mundo e o destino dos sonhos de muita gente, não é mesmo? Confesso que não estava no topo da minha listinha, mas como escolhi conhecer o Peru não tinha como não dar uma passadinha.

Machu Picchu – Foto by Guia

Fechei meu tour com a “Marcelo Turismo”, uma agência que fica na Plaza de Armas, e não recomendo nem para meu pior inimigo. Super desorganizado o passeio: do início ao final. Estava incluso: traslado Cusco – Hidrelétrica, almoço ida, 1 diária em quarto compartilhado em hostel em Águas Calientes, jantar, café da manhã, ingresso Machu Picchu (período da tarde) e traslado de volta Hidrelétrica – Cusco. Paguei 325 soles.

Avisaram que a saída seria as 07:00 na frente da agência. 07:15 chegou um cidadão que me levou para uma outra praça e foi buscar mais turistas. No final das contas saímos de Cusco depois das 08:30.

Paramos por alguns minutinhos em Ollantaytambo para tomar café (no meu caso foi um Coca gelada pra curar a ressaca da noitada no Loki). Voltamos pro carro e dali pra frente a estrada nos presenteou com paisagens de tirar o fôlego: seja as montanhas nevadas ou os famosos precipícios que víamos aflitos da janela do carro. Na minha opinião, muitos motoristas que fazem estes tours dirigem como uns loucos (e é claro que tanto o motorista da ida quanto o da volta faziam parte deste grupo). Ele correm sem medo de curvas, neblina, neve ou chuva. Emoção do início ao fim (ou seria medo?).

Machu Picchu – Foto by Guia

Chegamos na hidrelétrica próximo das 14:00. Ali almocei (buffet simples, mas comidinha bem gostosa e inclusa no meu pacote), usei o banheiro (pago… acho que 1 sole), arrumei minha mochila e me preparei pra encarar a tal trilha.


Machu Picchu: Tô chegando – Foto by Évelin Karen

Perto das 15:30 iniciei o trajeto junto com o bonde dos brasileiros (incluindo aqueles 7 que eu falei que estavam no meu quarto do Pariwana) e duas turcas. Em questão de minutos me distanciei do pelotão porque eu queria viver a experiência daquela trilha e curtir cada minuto: os sons dos pássaros e cachoeiras, aquele cheiro de natureza quase intocada. Sei que o que vou dizer agora vai parecer maluquice pra muitos, mas pra mim esta foi a melhor parte do passeio. Toda vez que eu paro pra lembrar desta trilha sou tomada por um sentimento maravilhoso que enche meu peito de alegria e paz. Ali pude pensar em tudo e ao mesmo tempo em nada. Ali senti muita gratidão pela minha vida, minha coragem, por aquela paisagem linda que Deus nos deu, por cada canto de pássaro, por cada “hi” acompanhado de sorrisos de turistas que cruzei pelo caminho. É impossível descrever em palavras o que eu senti, mas esta trilha foi um dos pontos altos da minha visita ao Peru. Se você gosta de andar e de curtir a natureza eu super recomendo!

Caminhando e admirando as montanhas do Peru – Foto by Évelin Karen
Surpresas da trilha – Foto by Évelin Karen

Foram pouco mais de duas horas caminhando beirando a linha do trem. Já era fim de tarde quando eu avistei a plaquinha de Machu Picchu e, é claro, fui tirar fotos e fazer a turisteira.

Machu Picchu, chegay! – Foto by Turista Solidário

Chegando em Águas Calientes subi a calle principal procurando o meu hostel. Gravem este nome Pirwa Hostel: o pior que já fiquei em toda a minha vida. Banheiro mofado, com goteira, banho quente apenas no primeiro dia, quarto sem janelas, apenas 1 tomada… lugar horroroso.

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Mas temos um ponto positivo do tour: as comidas: almoço e jantar inclusos eram bem saborosos e o café da manhã foi simples mas gostoso.

Fui dormir cedo e no dia seguinte, perto das 09:00, eu já estava no onibusinho a caminho de Machu Picchu. Esta foi a melhor decisão que eu tomei neste tour, pois desci a pé e vi que subir aquelas dezenas de degraus era bemmmm tenso. Paguei 12 dólares.

Segundo meu ingresso o tour começaria às 12:00, porém o guia pediu pra gente chegar até às 10:00, pois era possível entrar mais cedo (acabamos entrando às 11:00). A grande maioria das pessoas que fazem o tour a tarde descobrem esta informação, então a entrada fica super muvucada (tipo metrô da Sé em horário de pico). Depois que você passa a catraca é preciso achar o guia e esperar o restante do grupo. Acho que é mais proveitoso fechar este passeio por conta e contratar o serviço de um guia privado. Não é difícil de encontrar, já que vários deles ficam na entrada oferecendo os serviços.



Entrada de Machu Picchu = Mar de Gente – Foto by Évelin Karen

A caminhada por Machu Picchu é super tranquila (em termos de esforço físico) e bem conturbada (devido a grande quantidade de turistas). É preciso paciência e tempo para tirar a foto perfeita. No dia que eu visitei peguei um tempo super estranho: estava bem abafado, chovia, fazia sol… Coloca a capa e sente calor, tira a capa e começa a chover rs

Plena em Machu Picchu – Foto by Guia
Modelando com meu look mara do dia – Foto by Turista Francês

Em menos de duas horas percorremos o trajeto do parque com o nosso guia. Graças a Deus a  chuva parou um pouco e conseguimos aproveitar bastante. Tivemos várias paradas pra foto, ouvimos várias histórias e sentimos um pouquinho daquele lugar tão rico e importante para o povo Inca.

Aquela foto clássica – Foto by Évelin Karen
Machu Picchu – Foto by Évelin Karen
Pelas ruínas de Machu Picchu – Foto by Évelin Karen

Como eu não consegui comprar a passagem pra voltar de trem (erro no site e no guichê só aceitava doletas), fiz o tour corrido e fui embora. Quem vai com tempo pode continuar caminhando com mais calma, mas não pode ir e voltar dos lugares pelo mesmo caminho. Lembrem-se: antes da saída é possível carimbar seu passaporte. Mais uma forma de deixar Machu Picchu ficar marcado na sua história.

Saí do parque e fiz a trilha de volta das escadarias quase correndo. Cheguei na parte debaixo derretendo e com as pernas bambas. Respirei fundo, coloquei o sorriso no rosto e encarei as duas horas de trilha de volta até a hidrelétrica.

A alegria de quem conheceu mais 1 das 7 maravilhas do mundo – Foto by Évelin Karen

Minha volta foi um tanto conturbada, já que demorei quase uma hora pra encontrar o carro que eu iria embora. Me senti um saco de batata porque cada motorista me jogava pra uma van diferente. Na estrada muito medo, já que era noite, em alguns trechos chovia, em outros nevava e é claro que o motorista corria loucamente. Em um ponto da viagem um dos passageiros comentou com o motorista “a estrada é bem perigosa, não poderia ir mais devagar?” E o motorista respondeu com toda a delicadeza “quem está dirigindo? Eu ou você?”. Achei que ia estourar a terceira guerra mundial, mas parou por aí e eu continuei o caminho rezando e pedindo a proteção de Deus.

Cheguei em Cusco depois da meia noite, fui pro hostel, tomei banho e capotei. Não dormi muito bem porque desta vez fiquei num quarto com gringos bem barulhentos (quem faz a mala às 3 da matina?). Ainda tinha um dia e meio em Cusco e a vontade de conhecer a tal Montanha Colorida, mas o cansaço me venceu e acabei optando por um passeio mais de boa: City Tour em Cusco para fechar minha saga no Peru!

On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

Você já ouviu falar da Laguna 69? Se está pesquisando sobre Huaraz certamente verá algum texto ou comentário relatando como é sofrido chegar na tal Laguna, mas é claro que no meu caso a tensão foi nível hard.

Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Acordamos antes das 5, pois 05:30 nossa van já estava na porta do hostel para nos buscar. Nesta aventura fomos as 3 mosqueteiras: Mari, Manu y yo. Rodamos um pouquinho pelas ruas de Huaraz pegando alguns passageiros e por fim embarcamos em um micro ônibus que nos levou até o Parque Nacional de Huascarán.

Migas, suas locas – Foto by Évelin Karen

A Laguna 69 também está localizada no Parque Nacional de Huascarán. Portanto, assim como no Glacial Pastoruri, também será necessário pagar uma taxa de entrada (mas lembre-se: se você pretende fazer mais que dois passeios no Parque é possível comprar um boleto com valor diferenciado).

Lembro que por volta das 7:30 paramos num lugar bem simples para tomar café e ir ao banheiro. Neste lugar também era possível comprar algumas opções de snacks para levar na trilha.

Por volta das 9 já estávamos chegando perto da entrada da famosa Laguna 69. Em todos os tours que realizei em Huaraz fui presenteada com trajetos recheados de belas paisagens. Neste meu último a cereja do bolo que estava pelo caminho foi a Laguna Chinancocha. Mesmo em um dia cinza, a beleza da Laguna consegue transformar um dia chuvoso e triste em sorrisos e suspiros de admiração que a grande maioria dos turistas solta ao ver aquela bela paisagem de tirar o fôlego.

Laguna Chinancocha – Foto by Manu

Ficamos com vontade de curtir um pouco mais da Chinancocha, mas a chuva e as rajadas de vento nos fizeram embarcar no nosso ônibus novamente. Ali começamos a rezar pra Santa Clara clarear e nos proporcionar um trekking até a Laguna 69 sem chuva, mas… não foi o que aconteceu. Por isso, digo e repito: leve capa de chuva e de mochila, vá com roupas adequadas, casaco e calça corta vento e impermeáveis assim como uma bota de trekking confortável e impermeável porque a caminhada será longa! No meu caso, nos 14  km do trajeto (ida e volta) consegui vivenciar muita coisa: garoa, chuva, vento, granizo, neve… combine isso com a altitude de 4600 metros e terás um dos rolês mais cansativos da vida (no meu caso foi). Lembre se que as condições climáticas podem potencializar o nível hard da trilha.

Ficou assustado? Não fique, pois é uma trilha possível. Dica: se você é sedentário comece a caminhar, correr ou fazer algum tipo de exercício alguns meses antes da sua viagem (e é claro, antes de praticar qualquer exercício consulte o seu médico). Sua saúde agradece e ter o mínimo de preparo físico vai te ajudar e fazer a diferença!

A trilha começa com uma linda cachoeirinha que parece de filme! Dá vontade de parar e fazer várias fotos, mas não caia em tentação. Como o tempo do passeio é cronometrado vale mais a pena seguir a trilha e na volta fazer fotos se der tempo (melhor que correr o risco de não concluir o percurso e ficar sem ver a famosa 69).

O começo da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

No começo pegamos um trecho plano e pensamos “sério que falaram tanto pra isso?”. Mas não se engane! Aquela parte não é nem o aquecimento.

Pra não me alongar muito vou dizer que subimos, subimos mais um pouco e depois subimos mais ainda. E faltava ar, dava sede, o cansaço batia. Depois de quase 2 horas andando, chegamos num trecho menos roots, com uma pequena lagoa, um trecho plano, mas logo a subida começou novamente.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

A Mari corre meia maratona, então nos primeiros minutos de trilha ela deslanchou na frente. Manu e eu éramos umas das últimas que ficava próximo ao final da fila junto ao maior pelotão do grupo. Andávamos um pouco, parávamos pra respirar, beber água e tentávamos seguir as ordens do guia de que dizia pra gente não sentar que era pior e mais perigoso.

Li alguns blogs antes de viajar e o relato que eu li no Uma Sul Americana me fez acreditar que era sofrido, mas era possível e eu ia conseguir. Assim como a Aline, eu respeite os limites do meu corpo, parei sempre que necessário (tipo, quase a cada minuto) e depois de 3:20 de trilha conseguimos avistar a plaquinha!

Laguna 69: a chegada – Foto by Manu

A sensação de superação ao chegar no topo é incrível. Tive vontade de chorar porque próximo ao final da trilha eu achei que não iria conseguir, mas… quem acredita sempre alcança e este foi o resultado.

Laguna 69 – Foto by Manu

Sim, foram 3:20 pra subir e menos de 20 minutos admirando a laguna e os pequenos floquinhos de neve que caiam do céu!

Teve neve sim – Foto by Manu

Dizem que pra descer todo santo ajuda, mas foi preciso ter bastante cuidado pra não escorregar e cair ribanceira abaixo. Voltei com passadas largas, parando bem menos e tentando capturar pequenas memórias dos lugares por onde passei.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Fiz fotos, andei, andei, andei e parecia que nunca chegaria no nosso ponto de encontro onde estava o ônibus. Porém, depois de mais de duas horas de caminhada, avistei a bela cachoeirinha novamente. Desta vez parei, fiz minhas fotos, terminei de subir e sentei falecida no ônibus que me levaria de volta pro hostel.

O que vemos pelo caminho – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Neste mesmo dia apenas tomei um banho e saí com Manu para jantar e embarcar pra Lima. Passamos a noite viajando e durante a viagem meu joelho inchou e doeu muito, isso porque nunca tive problemas no joelho. Hora de tomar o bom e velho Dorflex e passar pomada Cataflam, pois na manhã seguinte iria encarar meu city tour na capital peruana. Quer saber como foi? Confira no próximo post!

On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

Depois de um longo dia viajando de ônibus até chegar em Huaraz vem uma longa noite de sono? Não no meu caso! Na minha primeira manhã nesta cidade acordei antes das 5:00 e sem despertador. Não sei se foi culpa da altitude ou da minha ansiedade, só sei que mesmo enrolando um pouco na cama acabei levantando antes das 6:00 para acompanhar o nascer do sol naquele frio próximo do 0 grau.

Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen
Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen

Meu primeiro tour pra Laguna Paron iniciaria apenas as 08:30, então tomei café de boas no hostel (chazinho de anis pra tentar amenizar o soroche) e de cara já fiz amizade com 2 brasileiros: a Mari de Sampa e o Jorge do Mato Grosso. Na van foi hora de conhecer a Manu de Fortaleza e aí sim montamos o bonde dos brasileiros pra compartilhar a sofrência do soroche.

Antes de embarcar na van fui num mercadinho comprar merendinhas pro passeio, arrumei a mochila de ataque e embarquei na minha primeira aventura. No caminho paramos numa cidadezinha onde tomei meu primeiro sorvete de Lucuma. Paguei 4 soles e achei muito delicioso. Quem vai pro Peru não pode deixar de experimentar!

Sorvete de Lucuma – Foto by Évelin Karen
La Iglesia en el caminho

Embarcamos na van novamente e após algumas horas de viagem, subindo e subindo as montanhas, chegamos na entrada do Parque Nacional Huascarán. Chegamos na tal Laguna Parón? “Magina”! Encaramos mais alguns vários minutos subindo as montanhas, curtindo os penhascos e admirando a belíssima natureza peruana.

A caminho da Laguna Paron – Foto by Évelin Karen

Perto do meio dia finalmente chegamos no tal lugar. Valeu cada km percorrido, já que todos ficaram perplexos diante da beleza e dos contrastes daquela paisagem única: aquela laguna de cor esmeralda rodeada por montanhas nevadas é simplesmente uma imagem cinematográfica!


Laguna Parón – A chegada (no filter) – Foto by Évelin Karen

Descemos da van, fizemos um pipis pago (acho que se você guardar o ticket pode usar mais de uma vez), passamos repelente (eita lugarzinho cheio de mosquitos) e fomos encarar nossa primeira “trilha” rumo ao mirante da Laguna. Confesso, a distância é ridícula, mas graças à altitude eu comecei a ver a morte ali mesmo (deve ser por isso que as agências de turismo recomendam este passeio para que o turista possa aclimatar). Quem me conhece sabe que eu faço atividade física (mais pra poder comer que pra ficar sarada, mas tá valendo) e antes de ir pro Peru eu treinei forte pra encarar a altitude e as trilhas que pretendia fazer, mas meus amigos…. senti o perrengue! A subida do mirador da Paron é “simples”… acho q daria pra fazer em 15 minutos ou menos se não fosse a altitude. Doeu a cabeça, baixou o cansaço, coração acelerou… Foi ali que eu literalmente conheci o caminho das pedras. Acho que demorei cerca de 40 minutos para chegar no topo. Mesmo pensando que não ia conseguir eu fui devagar e sempre até chegar no tal mirante para admirar aquela paisagem incrível. 

Laguna Parón – Vista do Mirante (no filter)  – Foto by Évelin Karen
Laguna Paron – Foto by Manu

No mirante fiz belas fotos, mas aproveitei mais pra sentar em uma pedra, admirar, observar, respirar e agradecer por poder conhecer um lugar tão belo como aquele. O que dizer da Laguna Parón? São 4200 metros de altitude, um percurso simples e um pouco cansativo, mas que te surpreende com uma paisagem linda, incrível e mágica, sendo ela a maior laguna da Cordilheira Branca peruana. 

Laguna Parón – Foto by Évelin Karen
Laguna Parón – Foto by Évelin Karen

Aproveitei que estava contemplando aquele lindo lugar e bati um papo com o nosso guia. José me contou sobre a baixa temperatura naquelas montanhas nevadas que cercam a Parón e sobre os acidentes que costumam acontecer entre os amantes de aventura adeptos da escalada. Avalanches são consideradas normais naquela área e, até 14/08/2018, 9 pessoas tinham perdido a vida tentando subir aquelas montanhas nevadas. Ele também me contou a história de um avião que desapareceu naquela área e depois de anos os corpos foram encontrados praticamente intactos e congelados. Sinistro!

Tem gente que encara subir as montanhas geladas do fundo – Foto by Manu

Acho que ficamos no máximo duas horas na Parón, mas foi tempo suficiente para se apaixonar por aquele lugar. Na volta, olhos grudados na janela da van para tentar trazer de recordação pedacinhos daquela paisagem na memória.

El camino – foto by Évelin Karen

Neste passeio também conheci o Dheyvisson de BH. Resultado: o bonde dos brasileiros decidiu repor as energias num jantar delicinha no 13 Buhos. Rolou Cusqueña, pollo con arroz y ensalada (porque eu sou super fitness RYSOS).

O lugar não é dos mais baratos, mas fomos super bem atendidos. Aliás, me deixaram até usar o computador para comprar meu ticket de Machu Picchu e foi ali que eu descobri que… estavam todos esgotados! Tensão? Nervosismo? Desespero? Talvez um pouco, mas estava de férias com o intuito de curtir minha viagem, por isso não iria me desesperar e sim aproveitar!

Jantar no 13 Buhos – Foto by Évelin Karen

Falando em aproveitar, sou brasileira acostumada com sol e mar e conhecer o Peru me proporcionou visitar lugares que só tinha visto em livros e filmes. Quem vai a Huaraz tem a oportunidade de conhecer geleiras bem de pertinho no Glacial Pastoruri. Curiosos para saber como foi este rolê? Fiquem de olho no próximo post!