Turismo no Marrocos – O que você precisa saber antes de ir

Essaouira – Marrocos

Como muitos já sabem, o primeiro país que visitei no Meu Sabático de 100 dias foi o Marrocos. Confesso que minha maior motivação era conhecer o Deserto do Saara (o que acabou não acontecendo desta vez), porém acabei me abrindo ao novo e pude desvendar um pouco deste país de cultura rica, lugares encantadores, muitas cores, cheiros e sabores.

Antes de embarcar, tanto meus conhecidos quanto as pesquisas que eu fazia na internet estavam me deixando beirando o pânico. Sequestros, assédio, escorpiões… parecia que eu ia embarcar em uma viagem sem volta. Mas, fui com medo mesmo e em 4 dias de viagem pude me surpreender muito em terras marroquinas. 

E você? Também tem vontade de conhecer o Marrocos? Se estiver planejando sua viagem, confira aqui as principais informações que você precisa saber antes de embarcar nesta aventura em solo africano.

Onde fica o Marrocos?

O país está localizado na região norte do continente africano e é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Outro fato que chama atenção é que ele é o país africano que fica mais próximo do continente europeu, por isso muitos turistas que visitam a Espanha e Portugal acabam adicionando o Marrocos no roteiro.

Como chegar no Marrocos?

Se você busca um voo direto saindo do Brasil, a melhor opção é voar pela companhia Royal Air Maroc. Agora se você tem uns dias sobrando pode optar pela TAP, Ibéria ou Air France e ainda fazer um stopover em um destes Hubs (TAP: Porto, Lisboa, Faro; Air France: Paris; Ibéria: Madrid). Eu optei pela Air Maroc, pois fiz um voo direto para Casablanca. 

Minha experiência voando pela Air Maroc foi bem ok. O voo atrasou uma hora para sair de São Paulo, tivemos um jantar e um café da manhã, além de travesseiro, cobertor e uma mini necessaire de plástico com uma meia e um tapa olho. As poltronas possuem TVs individuais e entrada USB para carregar o celular.

No final das contas acho que valeu a pena. Aproveitei e comprei minha passagem para Porto com stopover em Casablanca com uma diferença no valor final da passagem de menos de R$ 100,00 (isso mesmo, pude conhecer dois países pagando pouquíssimo por isso).

De Casablanca a Marrakesh

Chegando no aeroporto de Casablanca eu desci um lance de escadas e já estava na estação ferroviária. Comprei meu ticket de trem saindo do Aeroporto até a estação Casa Voyageurs (Gare de Casa Voyageurs). Já na estação Casa Voyageurs comprei meu ticket com destino a Marrakesh (poderia ter comprados os 2 trechos no aeroporto, mas como o primeiro trem estava prestes a sair tive que fazer a compra em duas etapas).

Dica: é possível comprar o ticket de trem pelo site da empresa ONCF: é mais simples, seguro e assim você evita cair em golpes como aconteceu comigo (no dia que estava voltando de Marrakesh). 

Visto e imigração: como funciona?

Para nós brasileiros não é necessário visto solicitar um visto previamente para entrar no país. Na imigração você terá apenas que preencher um formulário e apresentar seu passaporte para que seja carimbado.

Qual é o idioma falado no Marrocos?

O árabe e o berbere são os idiomas oficiais. Na região de Casablanca e Marrakesh é comum ouvir pessoas se comunicando em francês, porém existem  algumas cidades no país onde é possível ouvir os locais conversando em espanhol também. 

Qual o dinheiro utilizado no Marrocos?

A moeda usada no Marrocos é o Dirham. Como depois eu iria passar uma temporada na Europa, acabei levando Euros para trocar por Dirhans apenas quando chegasse em Casablanca (sim, eu saí do Brasil sem nenhuma moedinha marroquina e não me arrependo por isso). No aeroporto existem várias casas de câmbio, então aproveitei e já troquei todo o dinheiro que eu pretendia gastar durante minha estada (em agosto de 2019 consegui trocar 100 euros por 1030 dirhans).

Como se vestir no Marrocos? 

No Marrocos as mulheres não são obrigadas a utilizar o hijabe, porém muitas marroquinas optam por utilizá-lo (pra quem não sabe, hijabe ou hijab é aquele véu que as mulheres usam para cobrir a cabeça). Quando saí do aeroporto eu resolvi amarrar um lenço na cabeça, porém alguns locais me falaram que não era necessário e eu acabei deixando de usar. Mesmo sem o lenço, durante todos os dias eu me vesti com calça ou saia longa, blusinha de manga ou alguma manga longa. Roupas curtas e decotes não faziam parte do meu dress code. Pra mim era uma questão de respeito a cultura deles, pois quem estava de intrusa ali era eu, não é mesmo? Até vi pessoas se vestindo como se estivessem passeando no verão de Paris, mas eu não recomendo.

Como é o clima?

Marrocos me lembra Deserto do Saaara que me lembra calor, muiiiito calor. Mas nem de sol e suor vive o país. Aliás, você sabia que em alguns lugares do Marrocos chega até a nevar? 

O clima do Marrocos é divido em 4 “zonas”: continental (no interior onde existem as áreas montanhosas), oceânico (em toda a costa ocidental), mediterrânico (região das montanhas do Rif e do litoral) e desértico (na região ao sul das montanhas do Atlas).

Quando ir?

Segundo a maioria dos blogs e sites de viagens, os melhores meses para visitar o Marrocos são de Março a Maio (durante a primavera) ou de Setembro a Novembro (durante o outono), pois nestes períodos o clima é mais ameno. O mês de agosto costuma ter temperaturas bem altas, por isso algumas agências deixam até de realizar o Tour para o Deserto do Saaara. Confesso que eu fui no mês de agosto e não morri! Enfrentei bastante calor em Marrakesh, até senti uma brisa fria quando visitei Essaouria, mas não visitei a região de deserto onde o calor é mais extremo.

Onde ir?

Não vai faltar atrações para você escolher: se encantar com a mais alta cachoeira do norte da África, a Ozoud Waterfall; ver a tal “árvore de cabras” na famosa Argan Tree (e ainda visitar uma fábrica de argan para saber como funciona a produção dos  produtos); curtir um dia de praia em Essaouira; se perder e se encontrar diversas vezes pela Medina de Marrakesh; conhecer a famosa Mesquita Hassan II na maior cidade do país, Casablanca; visitar algumas das cidades que foram cenários de filmes e novelas famosas (como Ouarzazate, conhecida como a Hollywood do Marrocos); ver um pôr do sol inesquecível nas dunas do Deserto do Saara… Vou parar por aqui, mas estes são apenas os principais passeios dentre as diversas atrações que o Marrocos oferece.

Quanto tempo ficar no Marrocos?

Eu fiquei apenas 4 dias e achei muito pouco. Minha sugestão é no mínimo uma semana para que tenha tempo de fazer o passeio de 3 dias e 2 noites no Deserto do Saara.

Preciso fazer seguro viagem para ir para o Marrocos?

Os viajantes que visitam o Marrocos não são obrigados a apresentar a documentação de seguro viagem, porém minha dica é: se você for, faça (ou reze para não ficar doente, senão você vai pagar MUITO caro por isso!

Eu fiz o meu seguro viagem pela World Nomads, pois foi o melhor custo x benefício que eu achei nas minhas pesquisas (ainda mais considerando que este era apenas o primeiro dos diversos países que eu visitei no Meu Sábatico de 100 dias).

O Marrocos é perigoso?

Eu acho que me senti mais insegura pela quantidade de quantidade de comentários negativos que eu ouvi antes de embarcar que de fato pelas situações que vivenciei. Posso falar que eu tive uma experiência positiva durante minha curta estada. Pra mim foi super tranquilo andar sozinha por Marrakesh e não tive nenhum episódio que me senti com medo. Falaram tanto da questão do assédio, dos homens que querem trocar mulheres por camelos, de pessoas que foram sequestradas e nunca mais foram encontradas, mas comigo graças a Deus foi tudo bem tranquilo. Mas é claro, como boa brasileira fique sempre alerta e tente evitar situações que te coloquem em risco (eu, por exemplo, não curto sair a noite e é claro que não saia pelas vielinhas do hostel sozinha quando estava escuro).

Vale a pena ir para o Marrocos?

Com certeza sim! Cruzar o oceano e ver que do outro lado existe uma cultura bastante diferente da nossa é uma experiência enriquecedora. Além disso, vale a pena conferir a beleza dos lugares destas terras africanas. Eu acho que não aproveitei muito, pois fiquei poucos dias e ainda não estava conectada à minha viagem. Espero em breve visitar o Marrocos para aproveitar ainda mais e compartilhar minhas experiências com vocês.

E aí? Partiu Marrocos? Marque nos comentários ou compartilhe este texto com as amigas que estão planejando curtir uma aventura marroquina.

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On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

Depois de um longo dia viajando de ônibus até chegar em Huaraz vem uma longa noite de sono? Não no meu caso! Na minha primeira manhã nesta cidade acordei antes das 5:00 e sem despertador. Não sei se foi culpa da altitude ou da minha ansiedade, só sei que mesmo enrolando um pouco na cama acabei levantando antes das 6:00 para acompanhar o nascer do sol naquele frio próximo do 0 grau.

Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen
Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen

Meu primeiro tour pra Laguna Paron iniciaria apenas as 08:30, então tomei café de boas no hostel (chazinho de anis pra tentar amenizar o soroche) e de cara já fiz amizade com 2 brasileiros: a Mari de Sampa e o Jorge do Mato Grosso. Na van foi hora de conhecer a Manu de Fortaleza e aí sim montamos o bonde dos brasileiros pra compartilhar a sofrência do soroche.

Antes de embarcar na van fui num mercadinho comprar merendinhas pro passeio, arrumei a mochila de ataque e embarquei na minha primeira aventura. No caminho paramos numa cidadezinha onde tomei meu primeiro sorvete de Lucuma. Paguei 4 soles e achei muito delicioso. Quem vai pro Peru não pode deixar de experimentar!

Sorvete de Lucuma – Foto by Évelin Karen
La Iglesia en el caminho

Embarcamos na van novamente e após algumas horas de viagem, subindo e subindo as montanhas, chegamos na entrada do Parque Nacional Huascarán. Chegamos na tal Laguna Parón? “Magina”! Encaramos mais alguns vários minutos subindo as montanhas, curtindo os penhascos e admirando a belíssima natureza peruana.

A caminho da Laguna Paron – Foto by Évelin Karen

Perto do meio dia finalmente chegamos no tal lugar. Valeu cada km percorrido, já que todos ficaram perplexos diante da beleza e dos contrastes daquela paisagem única: aquela laguna de cor esmeralda rodeada por montanhas nevadas é simplesmente uma imagem cinematográfica!


Laguna Parón – A chegada (no filter) – Foto by Évelin Karen

Descemos da van, fizemos um pipis pago (acho que se você guardar o ticket pode usar mais de uma vez), passamos repelente (eita lugarzinho cheio de mosquitos) e fomos encarar nossa primeira “trilha” rumo ao mirante da Laguna. Confesso, a distância é ridícula, mas graças à altitude eu comecei a ver a morte ali mesmo (deve ser por isso que as agências de turismo recomendam este passeio para que o turista possa aclimatar). Quem me conhece sabe que eu faço atividade física (mais pra poder comer que pra ficar sarada, mas tá valendo) e antes de ir pro Peru eu treinei forte pra encarar a altitude e as trilhas que pretendia fazer, mas meus amigos…. senti o perrengue! A subida do mirador da Paron é “simples”… acho q daria pra fazer em 15 minutos ou menos se não fosse a altitude. Doeu a cabeça, baixou o cansaço, coração acelerou… Foi ali que eu literalmente conheci o caminho das pedras. Acho que demorei cerca de 40 minutos para chegar no topo. Mesmo pensando que não ia conseguir eu fui devagar e sempre até chegar no tal mirante para admirar aquela paisagem incrível. 

Laguna Parón – Vista do Mirante (no filter)  – Foto by Évelin Karen
Laguna Paron – Foto by Manu

No mirante fiz belas fotos, mas aproveitei mais pra sentar em uma pedra, admirar, observar, respirar e agradecer por poder conhecer um lugar tão belo como aquele. O que dizer da Laguna Parón? São 4200 metros de altitude, um percurso simples e um pouco cansativo, mas que te surpreende com uma paisagem linda, incrível e mágica, sendo ela a maior laguna da Cordilheira Branca peruana. 

Laguna Parón – Foto by Évelin Karen
Laguna Parón – Foto by Évelin Karen

Aproveitei que estava contemplando aquele lindo lugar e bati um papo com o nosso guia. José me contou sobre a baixa temperatura naquelas montanhas nevadas que cercam a Parón e sobre os acidentes que costumam acontecer entre os amantes de aventura adeptos da escalada. Avalanches são consideradas normais naquela área e, até 14/08/2018, 9 pessoas tinham perdido a vida tentando subir aquelas montanhas nevadas. Ele também me contou a história de um avião que desapareceu naquela área e depois de anos os corpos foram encontrados praticamente intactos e congelados. Sinistro!

Tem gente que encara subir as montanhas geladas do fundo – Foto by Manu

Acho que ficamos no máximo duas horas na Parón, mas foi tempo suficiente para se apaixonar por aquele lugar. Na volta, olhos grudados na janela da van para tentar trazer de recordação pedacinhos daquela paisagem na memória.

El camino – foto by Évelin Karen

Neste passeio também conheci o Dheyvisson de BH. Resultado: o bonde dos brasileiros decidiu repor as energias num jantar delicinha no 13 Buhos. Rolou Cusqueña, pollo con arroz y ensalada (porque eu sou super fitness RYSOS).

O lugar não é dos mais baratos, mas fomos super bem atendidos. Aliás, me deixaram até usar o computador para comprar meu ticket de Machu Picchu e foi ali que eu descobri que… estavam todos esgotados! Tensão? Nervosismo? Desespero? Talvez um pouco, mas estava de férias com o intuito de curtir minha viagem, por isso não iria me desesperar e sim aproveitar!

Jantar no 13 Buhos – Foto by Évelin Karen

Falando em aproveitar, sou brasileira acostumada com sol e mar e conhecer o Peru me proporcionou visitar lugares que só tinha visto em livros e filmes. Quem vai a Huaraz tem a oportunidade de conhecer geleiras bem de pertinho no Glacial Pastoruri. Curiosos para saber como foi este rolê? Fiquem de olho no próximo post!

On The Road – Peru Day 2: Ica, Paracas, Huacachina – Uma grande surpresa

On The Road – Peru Day 2: Ica, Paracas, Huacachina – Uma grande surpresa

O relógio marcava 05:30 da matina e eu já estava prontinha, em frente ao Larcomar, esperando para embarcar no meu tão esperado tour Paracas/ Ica. Este era um dos passeios que eu mais queria fazer na minha viagem e já sabia que seria corrido, longo, cansativo, mas que no final valeria a pena.

Escolhi a agência Viajes Picaflor, pois tinha lido uma recomendação em outro blog. Paguei 135 soles pelo meu passeio (o certo seria 165, mas não rolou o passeio de tubulares devido a um acidente que aconteceu na véspera do meu tour e vitimou uma pessoa). No valor do passeio está incluso um lanchinho (biscoitinho e suco de pêssego).

Lanchinho da manhã – Foto by Évelin Karen

Mesmo embarcando super cedo eu queria ficar acordada para ver todas as paisagens possíveis. Logo no início percorremos um trecho beirando a costa e percebi uma grande quantidade de lixo e entulho na estrada e até mesmo na areia de algumas praias. Confesso que fiquei bastante impressionada.

Em algum lugar do Pacífico – Foto by Évelin Karen

Por volta das 9 da manhã chegamos em Pisco e o guia Joel nos contou o significado de Paracas: chuva de areia! Parece que a tarde o vento levanta a areia de uma forma que parece uma tempestade de areia.
Então foi hora de embarcar no barquinho que nos levaria até famosa Islas Ballestras.

A embarcação não é coberta, por isso se você é uma pessoa prevenida deve levar casaco (se possível corta vento), capa de chuva, assim como protetor solar (eu fui num dia nublado, mas tenho fé que existem dias ensolarados na costa peruana).

Desbravando o Pacífico – Foto by Guia

Juro que eu fiquei impressionada com a quantidade de vida que existe no meio do oceano Pacífico. Infelizmente as fotos não conseguem mostrar como é de fato este lugar, mas na minha cabeça guardo esta memória incrível. Eram muitas, muitas, MUITAS espécies de pássaros, lobos marinhos, pinguins… parecia um grande viveiro de animais, então imagine o mau cheiro! A dica é: não coma antes de embarcar no barquinho (ou poderá rolar muita ânsia e enjoo no seu passeio).

Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen
Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen

Neste passeio também tive uma rápida aula de biologia. Você sabia que o pinguim tem uma parceira durante a vida toda enquanto o lobo marinho é um garanhão que pega geral? Isso foi o guia quem contou (Eve também é cultura!).

Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen

E o Candelabro? Passamos por este famoso cartão postal também!

El Candelabro – Foto by Évelin Karen

Voltando do barquinho tivemos uma rápida degustação das famosas choconetas (doce típico da região que parece uma trufa) e voltamos para a van. Desta vez, nosso destino era o restaurante Neto, onde almoçamos (comi pollo, papas fritas e minha primeira Inca Cola) e fizemos um delicioso tour de Pisco a tarde (experimentamos mais de 6 tipos de pisco: perfecto amor, borbonha, gran rose, pisco puro, crema de pisco e nesta hora parei de anotar rs).

Mi almuerzo – Foto by Évelin Karen
Tomando “bons piscos” – Foto by Évelin Karen
Produção de Pisco – Foto by Évelin Karen

Voltamos para a van e nosso último destino foi o oásis em Huacachina. Foi uma pena não rolar os tubulares, mas mesmo assim consegui curtir o passeio. Juro que me senti no Saara, principalmente quando eu via aquelas sombras que subiam as dunas. Outra imagem linda que não sai da minha cabeça e que nenhuma foto consegue ilustrar.

Huacachina – Foto by Évelin Karen
Huacachina – Foto by Évelin Karen
Huacachina – Foto by Évelin Karen

É claro que conheci brasileiros neste dia (assim como em todos os outros passeios). A Débora e a Kenia são do RS, enquanto o Licoln e o João são do RJ. Quatro pessoas sensacionais que tornaram meu passeio mais divertido, seja me fazendo de “lixo de pisco”, ou me fazendo rir dos capotes no sandboard. Aliás, não fiz sandboard porque estava com medo de me machucar no começo da viagem e não aproveitar nada, por isso Huacachina pra mim foi um passeio contemplativo.

 Migos, seus loucos – Foto by Évelin Karen
Admirando Huacachina – Foto by Lincoln

Depois de descarregar os kg de areia que eu trouxe no tênis, parei em uma banquinha, comprei uma Lays de Pollo suuuuper salgada, voltei pra van e voltamos pra Lima. Chegamos pouco depois das 22:00, desci no mesmo ponto do embarque e já passei no Shopping Larcomar para comprar meu jantar. Voltei para o hostel com a sensação de missão cumprida. Tomei banho, ajeitei minhas coisas e fui dormir, pois no dia seguinte embarcaria de manhã para Huaraz (meu segundo destino mais desejado desta viagem). Nunca ouviu falar sobre Huaraz? Então não perca meu próximo post!

On the road – Furnas/ Capitólio

On the road – Furnas/ Capitólio

O destino escolhido desta vez foi um dos que estão no Top 5 do momento: Capitólio! Então no post de hoje vamos ter muitas fotos de canyons, cachoeiras e águas cristalinas deste que também é conhecido como o famoso “mar de Minas”.

Pedreiras – Foto by Évelin Karen

Já começo o post com uma dica: vale a pena ficar hospedado em Passos. A cidade é maior, você encontra mais opções de hotéis, restaurantes e comércio, logo o preço final da sua viagem fica mais baixo. Nos hospedamos no Presidente Hotel situado no centro de Passos. Ótimas instalações, café da manhã delícia, a noite serviram caldo de cortesia para os hóspedes (pra quem curte vale a pena). Se escolherem se hospedar lá lembrem-se de um detalhe: peçam um quarto que não seja virado para a rua (porque o barulho de carros e pessoas na rua incomoda bastante).

Desta vez tive apenas um final de semana para aproveitar longe de casa. O jeito foi encarar a estrada sexta a noite, chegando em Passos quase as 2 da matina. Era o que tinha em oferta! 
Sábado acordamos cedo e as 08:30 todos estavam devidamente instalados nos jipes do Compadres Turismo. Eu sou destas que gosta de viajar e faz questão de fazer os passeios com uma empresa de turismo. Respeito as opiniões dos outros viajantes, mas para mim, ter um guia, ouvir histórias e curiosidades do local, saber para onde estou indo e ter o conforto de ser guiada por alguém faz toda a diferença na viagem. Super recomendo contratar os serviços do Conrado que é super atencioso e, juntamente com o Gil, nos levou num passeio que deixou todos extremamente satisfeitos com o investimento.

Toda a família com o Conrado do Compadres Turismo

A primeira parada foi o mirante da hidrelétrica de Furnas. Ali já deu pra ter uma ideia que o dia nos reservava um misto de belas paisagens. 

Furnas – Foto by Évelin Karen
Nosso jipe na pedreira da barragem – Foto by Évelin Karen
Mirante de Furnas – Foto by Mamis

Depois começaram as paisagens ainda mais bonitas. A Cachoeira do Poço Dourado foi uma delas (com direito a mergulho na água gelada e belas fotos para guardar de lembrança). Dica; se você é alérgico a mosquitos como eu leve seu repelente e passe! Eu esqueci no hotel e nesta parada os mosquitos começaram a me atacar. Por sorte o Gil tinha um pouco no carro e me emprestou, caso contrário eu iria ficar igual um Chokito cheio de bolinhas de picadas. 

Cachoeira do Poço Dourado – Foto by Évelin Karen
Cachoeira do Poço Dourado – Foto y Évelin Karen
Mergulhinho de inverno na água gelada
Fotos by Alex

Depois fomos em algumas pedreiras que me lembraram bastante as lagunas que visitei no Salar na Bolívia.

Pedreira Lagoa Azul – Foto by Évelin Karen
Pedreira Lagoa Azul – Foto by Évelin Karen
Pedreira Lagoa Azul – Foto by Évelin Karen

Nosso almoço foi no restaurante em frente ao local de embarque das lanchas. Existem dois restaurantes: um a la carte e outro por kilo. Como comemos pouco escolhemos o por kilo e achamos a comida razoável. Comi um peixinho bem saboroso, mas muitos do meu grupo não gostaram das carnes que pegaram porque estavam duras.

Depois de almoçar foi hora de fazer o tão esperado passeio de lancha. Câmeras (para as fotos), biquínis (para os mergulhos), casacos (para se proteger do vento frio) e bons drink (pois é! Conrado e Gil arrasaram na produção e levaram até caixas térmicas para gente levar nossas bebidas). Eita passeio que deixa todo mundo a cara da riqueza! Adorei as paisagens, os paredões dos canyons e as cachoeiras. Desta vez não tive coragem de entrar na água, pois o sol não estava batendo nos locais para banho.

Capitólio na lancha – Foto by Évelin Karen
Capitólio – Foto by Évelin Karen
Canyons – Foto by Évelin Karen
Capitólio – Foto by Évelin Karen

Antes de ir embora fomos no mirante no alto dos canyons para apreciar a imensidão e curtir o fim daquele lindo dia em território mineiro.

Mirante Capitólio – Foto y Évelin Karen
Mirante Capitólio – Foto y Évelin Karen

Retornamos para o hotel e depois do banho a maioria escolheu saborear os caldos que eles forneceram de cortesia aos hóspedes. Como eu não sou fã de caldos e sopas preferi atravessa a rua para fazer gordice no Scarpas Beers. Achei o bar bem bonitinho, com um ambiente acolhedor, preços razoáveis e comida Ok.

Scarpas Beer – Foto by Évelin Karen
Curtindo um chopp de leve no Scarpas – Foto by Évelin Karen

No domingo de manhã conhecemos a Igreja de Nossa Senhora da Penha e a Catedral do Centro de Passos. Depois passeamos e fizemos compras na feira livre que rola aos domingos. Lá é possível encontrar de roupa a frutas, verduras, legumes, doces, queijos, brinquedos, pastel de quiabo com Bacon… Eu comprei uns brigadeiros de doce de leite muito maravilhosos.

Igreja de Nossa Senhora da Penha Foto by Évelin Karen
Catedral de Passos – Foto by Évelin Karen

Almoçamos no restaurante Cantinho de Minas (Bar do Barão) que fica em uma fazenda bem bonita: lago, rede, comida boa… só achei que os pratos demoram bastante tempo pra sair, porém vale lembrar que o restaurante estava cheio, era domingo e horário de almoço, portanto fica meio difícil fazer milagre.

Barriga cheia, pé na areia: hora de encarar a estrada e voltar para os nossos lares trazendo apenas boas recordações de um final de semana incrível.

Dicas (apenas relembrando):

– Se quer fazer um passeio completo contrate os serviços da empresa Compadres Turismo. Nossa experiência foi a melhor possível.

– Leve repelente (principalmente se você é alérgico). Eu fui picada mesmo sendo um ensolarado dia de inverno (e no verão os mosquitos fazem a festa sem dó nem piedade).

– Evite a alta temporada, pois ficamos sabendo que as atrações recebem muitos turistas e existe um grande fluxo de lanchas fazendo o passeio (chegando até a ser perigoso).

– Se hospede em Passos (a cidade tem uma estrutura bem melhor que Capitólio).

– Vá com no mínimo 2 dias para realizar passeios (pois assim você consegue conhecer O Paraíso Perdido que dizem ser um lugar incrível).

– Vai de carro? Prepare-se porque é um pouco longe. Gastamos 7 horas de viagem (fazendo apenas 2 paradas de 15 minutos). Se puder colocar um Sem Parar ou Connect Car você irá poupar um bom tempo parado nas filas dos vários pedágios da estrada.

– Vai se hospedar no Presidente Hotel? Peça um quarto que não seja virado para a rua.

– E a dica principal: Visite Capitólio e as belezas da região de Furnas. Você não vai se arrepender!

E no próximo post compartilharei com vocês a realização de um sonho: Rock in Rio 2017.

On the road – As aventuras de Eve nas Olimpíadas Rio 2016

Interrompemos nossa programação normal para publicar este post quente e urgente sobre o Rio de Janeiro que, obviamente, continua lindo!

Olimpíadas rolando a todo vapor no Brasil e é claro que eu tinha que sentir isso mais de perto. Semana passada foi dia de acompanhar as meninas do futebol feminino na Arena Corinthians. O Canadá ganhou da França de 1 x 0, eu adorei o clima da torcida e me apaixonei pelo estádio do Corinthians. Preciso voltar muitas outras vezes.

Arena Corinthians SP, França x Canadá – Foto by Évelin Karen
Eve and her brother, Corinthians Stadium – Foto by Évelin Karen

Acompanhei os jogos doo futebol desde o início. Depois foi hora de ver a cerimônia de abertura e aquilo tudo me encantou tanto que eu decidi: eu preciso passar um dia no Rio para sentir toda esta vibe Olímpica. Então, no dia 15 de agosto embarquei na rodoviária do Tietê com uma amiga e às 07:00 já estávamos no Rio.

Vista do Cristo de Botafogo RJ – Foto by Évelin Karen

Deixamos nossas coisas na casa de um abençoado amigo dela, colocamos roupa de praia e começamos nossa saga. Saindo de Botafogo, misteriosamente, ganhamos uma carona de ônibus de um motorista que estava muito feliz e de bem com a vida. Dava pra ver que o clima daquele lugar estava diferente e ainda melhor (quem me conhece sabe que eu sempre gostei do Rio). Cada lugar com traços Olímpicos rendia fotos.

Passamos o dia inteiro caminhando. Em Botafogo passamos em frente à Casa da Áustria, mas como o tempo era curto nem entramos. Continuamos a caminhada e chegamos em Copacabana onde encontramos muitos turistas, jornalistas, voluntários… gente de diversos lugares do mundo. Aquele momento em que você pensa “estou no exterior ou no Rio?”. Sim, o Rio sempre recebe uma grande quantidade de turistas, mas não se compara com a galera que eu vi ontem.

Turistando no RJ – Foto by Évelin Karen

Passamos pela famosa Arena onde rolam as disputas do vôlei de praia… só de ver de perto a gente já fica feliz. Ali fomos abordadas por alguns gringos querendo vender ingressos para o jogo de basquete do Brasil, mas não quisemos. Sentamos para a primeira cerveja do dia e ficamos bem ao lado do local da prova da Maratona Aquática feminina, onde a brasileira ganhou medalha de bronze. Em Copa vimos os crushs mais tops do rolê. Pena que ali a cerveja é mais cara e não rola uns telões para assistir aos jogos, caso contrário poderíamos ter passado o dia inteiro lá.

 Arena de Vôlei de Praia em Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen
Eve nos Arcos Olímpicos de Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen

Continuamos nossa caminhada e paramos em Ipanema. Lá curtimos sol e praia de buenas na canga. Experimentei a tal esfiha que vendem na praia (e vem com gordurinha… não curti muito não, mas na hora da fome era o que tinha em oferta).

Eve from Ipanema – Foto by Mah
Cada detalhe olímpico é um flash – Foto by Mah

Caminhamos mais um pouco e embarcamos no metrô para o centro. Hora de ver a famosa Pira Olímpica, em frente à Igreja da Candelária. Na TV ela parece linda e grande. Ao vivo e a cores ela é bem menor e chega a decepcionar um pouquinho.

Pira Olímpica/ Catedral da Candelária RJ – Foto by Évelin Karen

Gastamos mais sola de chinelo caminhando pelo Boulevard Olímpico. Na sua extensão encontramos muita, muita gente, artes, grafite, palcos com DJ’s, telões, food trucky e até a Casa do Brasil (com uma fila gigantesca). Uma infinidades de coisas para fazer e conhecer. Acompanhamos o pôr do sol do lado de fora do Museu do amanhã, local que garante fotos lindas!

Selfie no Boulevard Olímpico Foto by Évelin Karen
Museu do Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Pôr do sol no Museu no Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Vista do Boulevard Olímpico  RJ – Foto by Évelin Karen 

Voltamos para o nosso ponto de apoio, tomei um banho e fui para rodoviária. Por sorte consegui comprar minha passagem de volta direto pra Mogi. Jantei, embarquei 22:40 (no mesmo dia 15 de agosto) e dormi a viagem inteira, assim como a grande maioria dos passageiros que também estavam voltando do Rio com o sonho olímpico realizado.

Conclusão: se você quer muito saber como é o clima de Olimpíadas e tem pelo menos R$ 300,00, pegue um ônibus e vá. Se você conhece pessoas que têm carro e também estão afim, o passeio sairá bem mais barato. Com este valor você paga transporte, alimentação e se não rolar muitos bons drinks dá pra pagar até um ingresso (dos mais baratos) para assistir alguma das competições. É loucura fazer isso? Talvez! Porém é uma oportunidade única e uma sensação maravilhosa  fazer parte de um evento tão grandioso quanto este. Trabalha durante a semana? Embarque na madrugada de sexta para sábado, mas VÁ!!!!! Eu super recomendo!

E no próximo post voltamos à programação normal: Bahia e os encantos da Ilha de Itaparica e Ilha dos Frades.