On the road – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

On the road – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

Ir para a Bolívia e não conhecer o famoso Lago Titicaca é um grande erro e é claro que eu não iria cometê lo. Mesmo chegando tarde e cansada de Oruro, levantei as sete da matina e já fui para a rodoviária garantir minha passagem.

Confesso que a viagem é longa e que vale mais a pena dormir pelo menos um dia em Copacabana, porém, depois dos problemas que eu enfrentei para retornar do tour de Uyuni, esta se tornou uma missão impossível.

A caminho de Copacabana – Foto by Évelin Karen

O ônibus para Copacabana é suuuuuuuper confortável (nem parecia aqueles paus velhos que eu tinha encarado) e em alguns pontos dispõe de um fraco wifii. A viagem reserva belas paisagens. Tanto na saída de La Paz quanto na estrada é possível ver montanhas congeladas, povoados charmosinhos e um tipo diferente de vegetação.

 Saindo de La Paz I – Foto by Évelin Karen
Saindo de La Paz II – Foto by Évelin Karen

Fizemos uma pequena parada em um posto para quem quisesse tomar um café ou usar o baño e uma segunda parada para a travessia de balsa. Todos os passageiros precisam descer e seguir numa embarcação enquanto o ônibus vazio segue em outra.

 Parada para travessia pelo Titicaca – Foto by Évelin Karen
 Travessia do ônibus – Foto by Évelin Karen
Travessia dos passageiros – Foto by Évelin Karen

Depois de quase 4 horas de trajeto chegamos na tal Copacabana e lá  o tempo é muito curto. Desci do ônibus perto do meio dia e às 13 já saia a embarcação para a Isla del Sol. Comprei meu ticket da primeira pessoa que vi na rua e fui procurar um lugar para comer alguma coisa.

 Copacabana vista do alto – Foto by Évelin Karen
Bienvenidos a Copacabana – Foto by Évelin Karen
Copacabana – Foto by Évelin Karen

Em Copacabana fiz a minha melhor refeição da viagem: arroz, salada, batata e trutcha. O lugar escolhido foi o restaurante Muras: pequeno, super bem decorado e aparentemente limpo. Foi só o tempo de comer rapidinho, tomar minha Paceña, saborear minha sobremesa e sair correndo para embarcar.

Almoço delícia – Foto by Évelin Karen

Para chegar na Isla do Sol escolhi uma embarcação com dois andares. O percurso leva mais de uma hora, mas vale a pena cada minuto para admirar as paisagens, fotografar e gravar todos aqueles momentos na memória.

A embarcação – Foto by Évelin Karen
Belezas do Titicaca– Foto by Évelin Karen

Chegando na Isla do Sol é possível avistar um pequeno restaurante e algumas poucas construções. Os vendedores aproveitam a oportunidade para oferecer os serviços dos hostels que ficam na ilha.

Isla del Sol – Foto by Évelin Karen
 A simplicidade da ilha – Foto by Évelin Karen

Para conhecer melhor a beleza daquele lugar é necessário subir as escadarias. Super vale a pena o esforço porque a paisagem vista de cima é maravilhosa. Meu problema foi que eu estava cansada, com medo de ter algum piripaque por causa da altitute e o tempo estava curto (neste tour tivemos apenas 30 minutos para desbravar a ilha). A cada 20 degraus que eu subia eu quase via a morte de tanto cansaço. 

Isla del Sol vista um pouco de cima – Foto by Évelin Karen
Isla del Sol – Foto by Évelin Karen

Na primeira parada me juntei a um grupo com guia e descobri que, segundo a lenda, as águas do lago Titicaca faziam parte do mar. A ilha só ficou deste jeito depois daquela movimentação das placas tectônicas que separou os continentes. Antes do “mar” tomar aquela região existiam construções ali. Deve ser por isso que, abaixo da água, existem escadarias com mais de 600 degraus (até falei sobre isso no meu vídeo).

Escadaria da Isla del Sol – Foto by Évelin Karen

onsegui subir só mais um pouco da escadaria para fazer algumas fotos e resolvi retornar para o barco.

Isla do Sol vista de cima – Foto by Évelin Karen

Fizemos mais uma parada em um sítio arqueológico, mas acabei nem descendo, pois o cansaço já tinha me vencido.

Última parada – Sítio arqueológico – Foto by Évelin Karen

No meu retorno fiz amizade com uma brasileira, a Naira de Balneário Camboriú que estava vindo do Peru. Com ela estavam a mexicana Fabíola e a colombiana Catolina: todas viajando sozinhas. É muito legal conhecer pessoas no caminho que partilham dos mesmos sonhos que a gente.

Retorno a Copacabana – Foto by Évelin Karen

Eu estava há uma semana fora do Brasil e adorei meu ônibus de volta. Mesmo sendo micro, menos confortável e sem wi fii tinha algo nele que eu estava sentindo falta: brasileiros! Dominamos o ônibus e pude ouvir aquela bagunça peculiar que eu estava morrendo de saudade. Na travessia de balsa, fomos ao som de “se a canoa não virar” porque a embarcação balançava muito naquela noite gelada. Cheguei em La Paz próximo das onze da noite. Me despedi das minhas amizades instantâneas e voltei para minha última noite no Hostel Perla Negra.

No próximo post contarei sobre meu último dia em La Paz e meu segundo perrengue da viagem. 

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