Meu sabático de 100 dias – Capítulo 2 – O início da jornada

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 2 – O início da jornada

23 de agosto de 2019

Sim, o último mês passou e eu nem vi. Parece que foi ontem que eu ouvi aquele chamado enquanto fazia a trilha da hidrelétrica a caminho de Águas Calientes. Depois de muito planejamento, economia e uma série de escolhas, finalmente tinha chegado a minha hora de partir.  Era a hora de começar o meu sabático.

“Mas por que Marrocos? Mas você vai sozinha pra lá mesmo? Eu ouvi dizer que eles sequestram mulheres? Já ofereceram camelos pela esposa de um amigo de um primo de um conhecido!”. Estes foram alguns dos vários questionamentos que algumas pessoas me fizeram antes que eu iniciasse minha jornada por este belíssimo país do norte africano. Como se não bastasse a incerteza de abandonar tudo e todos no Brasil, ainda tinha que lidar com meus medos, supostos fracassos e o risco de desaparecer em terras marroquinas. Nem preciso dizer que acabei deixando isso tudo de lado e apenas fui.

Cheguei no aeroporto de Guarulhos, fui fazer meu check in e guess what? Meu vôo iria atrasar uma hora. A vontade era tirar o band daid de uma vez: entrar no avião, chegar logo no primeiro destino e virar a chavinha do sabático na minha cabeça. Mas a vida, muitas vezes, não copia as fantasias da nossa cabeça. Confesso que, no final das contas, a espera nem foi tão longa (aliás, durante a viagem tive que aprender a esperar muito mais). Próximo do embarque fiz uma daquelas amizades instantâneas com uma mulher e o filho que estavam voltando para Portugal e iam fazer escala em Casablanca. Cinco minutos de prosa, passaporte, bilhete e “boa viagem”.

Como iniciei meu voo depois da meia noite, apenas jantei e adormeci. Esta seria a primeira das muitas noites mal dormidas da viagem. E não falo isso em tom de reclamação não. Aliás, durante este sabático pude conhecer vários tipos de noites mal dormidas, mas este assunto fica para outro post. Logo de manhã acordei, abri um pouco a janela e só pude ver aquela imensidão do mar. Estava sentada na última fileira da aeronave. De um lado a janelinha e do outro um brasileiro com quem pude bater papo para a viagem passar mais rápido. Ele estava indo para Portugal com o intuito de morar por lá, mas antes queria alugar um carro em Casablanca para conhecer algumas cidades no Marrocos. Ele falava apenas português, tentou embarcar sem passagem de volta (mas a Air Maroc não autorizou, por isso acabou comprando uma na hora), não possuía reserva de hotel, seguro viagem, nem nada que comprovasse o motivo de sua visita nestes paises. 

É muito louco isso, não é mesmo? Um dos meus maiores medos era ser barrada na imigração e por isso levava comigo uma pasta com todos os documentos possíveis e imagináveis para provar o meu forte vínculo com meu país, assim como motivos para voltar pra minha terra. Se este cara conseguiu ou não entrar em Portugal eu nunca saberei (eu sei, eu deveria ter pego o contato dele pelo menos pra contar o final da história pra vocês, mas… #mejulguem).

Ao chegar em Casablanca o choque veio primeiro na forma de um bafo quente. Eita calor da peste. Logo no desembarque um policial me questionou o motivo da viagem e quantos dias ficaria no país. Passei no raio X de buenas (li vários relatos de pessoas que tiveram problemas), passei pela imigração e já fiz amizade com duas cariocas que estavam indo para Fez. Partilhamos do mesmo perrengue de não falar francês nem árabe, compramos nossas passagens e embarcamos até a estação Casa Voyageurs onde nos despedimos e rumamos cada uma para o seu destino.

Falando em perrengue, o primeiro trem estava vazio, então sentamos no primeiro lugar livre que encontramos. Quando peguei o segundo trem para Marrakesh descobri que os assentos eram numerados. E pra eu entender os números dos carros e dos assentos? Primeiro tentei tirar satisfação com um cara que estava sentado no assento que tinha o mesmo número que o meu enquanto ele tentava explicar que meu carro era outro. Fiquei indo, voltando, subindo e descendo escadinha de vagão, escorreguei no piso molhado e quase caí… é claro que, pra ajudar, não encontrei nenhuma pessoa que falasse inglês para me ajudar. Pela primeira vez na minha vida eu me senti como uma estrangeira em um lugar estranho que ninguém consegue compreender o que eu falava. Mas no final, a boa e velha mímica me ajudou a encontrar meu assento e seguir para Marraquech.

Agora um parênteses: achei o trem no Marrocos bem diferente, pois nunca tinha viajado em um trem com cabines para 8 pessoas. Fechando o parênteses, quanto mais eu me afastava de Casablanca, mais eu notava a diferença de paisagem e me sentia mais próxima do deserto. Algumas horas depois eu desembarcava em Marrakesh e aí veio o segundo choque: um bafo ainda mais quente. Já era final de tarde, mas a temperatura lembrava Rio de Janeiro no verão em horário de almoço.

Esperei alguns minutos e encontrei o motorista que me levaria até o hostel. Sim, eu cheguei no Marrocos com muito medo e por isso acabei pagando caro num transfer de ida até meu destino final. Aproveitei os minutinhos no carro para admirar aquela cidade que parecia bem diferente de todos os lugares que eu já tinha visitado na vida. Entramos em várias ruelas e percebi que realmente tinha feito a melhor escolha por contratar o transfer, caso contrário eu iria me perder com toda a certeza do mundo. Fiz meu check in, conheci minha cama, companheiros de quarto e escolhi meus passeios dos próximos dias.

Confesso que quando escolhi ir para o Marrocos o maior motivo foi Deserto do Saara. Porém, como sou uma pessoa muito impulsiva, comprei minha passagem na louca sem saber ao certo quantos dias eu precisaria para conhecer o Saara. Resultado, meu tempo era curto demais para conseguir realizar este sonho que teve que ficar para outra oportunidade. No hostel conheci um brasileiro (e já fiquei felizona, pois é indescritível a felicidade que sentimos quando estamos fora e encontramos “gente da gente”) que ia fazer o passeio para o Deserto de Zagora no dia seguinte. Até cogitei mudar meus planos, mas acabei mantendo os meus passeios ao invés de conhecer aquele que não era o deserto #realoficial dos meus sonhos. 

Tomei um banho para aliviar a tensão, fiz comprinhas de suprimentos em um mercadinho que tinha perto do hostel e finalmente sentei para tentar compreender que, agora sim, o meu sabático tinha começado. Felicidade? Alegria? Não! Chegou a hora do terceiro e mais forte choque. Senti um misto de nó na garganta e um medo gigante de ter feito uma grande cagada na vida. “Mas por que diabos eu não peguei 30 dias de férias e caí na estrada? Pra que passar tanto tempo fora de casa? Sabático pra que? O que que eu tô fazendo aqui? Será que eu tô ficando louca?”. Mais lágrimas rolaram. Lembra daquela Eve corajosa que pediu demissão? Parece que fugiu e deu espaço para Eve pessimista entrar em ação. 

Sequei as lágrimas, respirei, fui pra cama, lutei contra o fuso e adormeci. O amanhã seria um novo dia e eu precisava dar uma chance para mim mesma e para este meu sabático. Não era mais hora de sonhar acordada, pois finalmente tinha chegado a hora de viver o meu tão esperado sonho.    

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 1 – Eu me demito! Quando a hora finalmente chega

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 1 – Eu me demito! Quando a hora finalmente chega

23 de junho de 2019

Eu me demito! Sabe, por quase um ano eu planejei este momento e pensei que seria fácil. Aparentemente o trabalho estava me consumindo e eu percebia que já não conseguia mais render como de costume. Concentrar nas tarefas era algo cada vez mais difícil, os esquecimentos se tornaram cada vez mais recorrentes e o sentimento de frustração parecia ter tomado conta de mim e da minha vida. Mas no fundo eu achava que aconteceria como nos filmes: um belo dia eu chegaria para trabalhar, chamaria meus chefes pra conversar, falaria a tão sonhada frase “eu me demito” e sairia dançando pelos corredores dançando como num musical de Hollywood. Mas é claro que a vida real nem sempre imita a arte.

Na semana que antecedeu o dia D eu já sentia um leve frio na barriga, mas na véspera fui tomada por um misto de ansiedade, nervosismo e medo… muito medo!

Medo de fazer a maior merda da vida, medo de não conseguir outro emprego, medo de enfrentar todo o processo de seleção e entrevistas novamente, medo de… nem sei do que tenho medo, só sei que tenho!

A ideia de pedir demissão num momento em que o país vive um cenário desanimador e desesperador com mais de 13 milhões de desempregados parece ser bem idiota. Pedir demissão de fato para investir alguns meses da vida em um sonho parece ser idiota ao extremo, mas…

Até quando precisamos viver como se estivéssemos seguindo uma receita de bolo?

Até quando devemos trabalhar loucamente por 30, 40 anos em busca do pote de ouro chamado aposentadoria que poderá nos garantir anos de ócio e curtição?

Por que não podemos nos planejar para realizar nossos sonhos e curtir um pouco da nossa vida enquanto ainda estamos jovens e bem dispostos? 

Um livro que me ajudou a mudar o mindset e abordou estes questionamentos foi o Trabalhe 4 horas por semana do Timothy Ferriss (se você também cansou de viver no automático e quer se jogar no mundo por um tempo, #apenas leia este livro 😉).

E então, depois de muito frio na barriga e tremedeira conversei com minha chefia e… eu me demito! Mesmo sendo grata por todas as conquistas tinha chegado a minha hora. Para minha surpresa, fui bastante apoiada na minha decisão e isso serviu até como uma injeção a mais de ânimo.

A cartinha de demissão foi escrita, assinada e entregue no RH. Em 30 dias a rotina do trabalho será deixada de lado para que eu embarque no Meu Sabático de 100 dias. Em 30 dias iniciarei minha jornada pelo mundo, pois o velho sonho esta prestes a se tornar a mais nova realidade!

Turismo no Marrocos – O que você precisa saber antes de ir

Essaouira – Marrocos

Como muitos já sabem, o primeiro país que visitei no Meu Sabático de 100 dias foi o Marrocos. Confesso que minha maior motivação era conhecer o Deserto do Saara (o que acabou não acontecendo desta vez), porém acabei me abrindo ao novo e pude desvendar um pouco deste país de cultura rica, lugares encantadores, muitas cores, cheiros e sabores.

Antes de embarcar, tanto meus conhecidos quanto as pesquisas que eu fazia na internet estavam me deixando beirando o pânico. Sequestros, assédio, escorpiões… parecia que eu ia embarcar em uma viagem sem volta. Mas, fui com medo mesmo e em 4 dias de viagem pude me surpreender muito em terras marroquinas. 

E você? Também tem vontade de conhecer o Marrocos? Se estiver planejando sua viagem, confira aqui as principais informações que você precisa saber antes de embarcar nesta aventura em solo africano.

Onde fica o Marrocos?

O país está localizado na região norte do continente africano e é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Outro fato que chama atenção é que ele é o país africano que fica mais próximo do continente europeu, por isso muitos turistas que visitam a Espanha e Portugal acabam adicionando o Marrocos no roteiro.

Como chegar no Marrocos?

Se você busca um voo direto saindo do Brasil, a melhor opção é voar pela companhia Royal Air Maroc. Agora se você tem uns dias sobrando pode optar pela TAP, Ibéria ou Air France e ainda fazer um stopover em um destes Hubs (TAP: Porto, Lisboa, Faro; Air France: Paris; Ibéria: Madrid). Eu optei pela Air Maroc, pois fiz um voo direto para Casablanca. 

Minha experiência voando pela Air Maroc foi bem ok. O voo atrasou uma hora para sair de São Paulo, tivemos um jantar e um café da manhã, além de travesseiro, cobertor e uma mini necessaire de plástico com uma meia e um tapa olho. As poltronas possuem TVs individuais e entrada USB para carregar o celular.

No final das contas acho que valeu a pena. Aproveitei e comprei minha passagem para Porto com stopover em Casablanca com uma diferença no valor final da passagem de menos de R$ 100,00 (isso mesmo, pude conhecer dois países pagando pouquíssimo por isso).

De Casablanca a Marrakesh

Chegando no aeroporto de Casablanca eu desci um lance de escadas e já estava na estação ferroviária. Comprei meu ticket de trem saindo do Aeroporto até a estação Casa Voyageurs (Gare de Casa Voyageurs). Já na estação Casa Voyageurs comprei meu ticket com destino a Marrakesh (poderia ter comprados os 2 trechos no aeroporto, mas como o primeiro trem estava prestes a sair tive que fazer a compra em duas etapas).

Dica: é possível comprar o ticket de trem pelo site da empresa ONCF: é mais simples, seguro e assim você evita cair em golpes como aconteceu comigo (no dia que estava voltando de Marrakesh). 

Visto e imigração: como funciona?

Para nós brasileiros não é necessário visto solicitar um visto previamente para entrar no país. Na imigração você terá apenas que preencher um formulário e apresentar seu passaporte para que seja carimbado.

Qual é o idioma falado no Marrocos?

O árabe e o berbere são os idiomas oficiais. Na região de Casablanca e Marrakesh é comum ouvir pessoas se comunicando em francês, porém existem  algumas cidades no país onde é possível ouvir os locais conversando em espanhol também. 

Qual o dinheiro utilizado no Marrocos?

A moeda usada no Marrocos é o Dirham. Como depois eu iria passar uma temporada na Europa, acabei levando Euros para trocar por Dirhans apenas quando chegasse em Casablanca (sim, eu saí do Brasil sem nenhuma moedinha marroquina e não me arrependo por isso). No aeroporto existem várias casas de câmbio, então aproveitei e já troquei todo o dinheiro que eu pretendia gastar durante minha estada (em agosto de 2019 consegui trocar 100 euros por 1030 dirhans).

Como se vestir no Marrocos? 

No Marrocos as mulheres não são obrigadas a utilizar o hijabe, porém muitas marroquinas optam por utilizá-lo (pra quem não sabe, hijabe ou hijab é aquele véu que as mulheres usam para cobrir a cabeça). Quando saí do aeroporto eu resolvi amarrar um lenço na cabeça, porém alguns locais me falaram que não era necessário e eu acabei deixando de usar. Mesmo sem o lenço, durante todos os dias eu me vesti com calça ou saia longa, blusinha de manga ou alguma manga longa. Roupas curtas e decotes não faziam parte do meu dress code. Pra mim era uma questão de respeito a cultura deles, pois quem estava de intrusa ali era eu, não é mesmo? Até vi pessoas se vestindo como se estivessem passeando no verão de Paris, mas eu não recomendo.

Como é o clima?

Marrocos me lembra Deserto do Saaara que me lembra calor, muiiiito calor. Mas nem de sol e suor vive o país. Aliás, você sabia que em alguns lugares do Marrocos chega até a nevar? 

O clima do Marrocos é divido em 4 “zonas”: continental (no interior onde existem as áreas montanhosas), oceânico (em toda a costa ocidental), mediterrânico (região das montanhas do Rif e do litoral) e desértico (na região ao sul das montanhas do Atlas).

Quando ir?

Segundo a maioria dos blogs e sites de viagens, os melhores meses para visitar o Marrocos são de Março a Maio (durante a primavera) ou de Setembro a Novembro (durante o outono), pois nestes períodos o clima é mais ameno. O mês de agosto costuma ter temperaturas bem altas, por isso algumas agências deixam até de realizar o Tour para o Deserto do Saaara. Confesso que eu fui no mês de agosto e não morri! Enfrentei bastante calor em Marrakesh, até senti uma brisa fria quando visitei Essaouria, mas não visitei a região de deserto onde o calor é mais extremo.

Onde ir?

Não vai faltar atrações para você escolher: se encantar com a mais alta cachoeira do norte da África, a Ozoud Waterfall; ver a tal “árvore de cabras” na famosa Argan Tree (e ainda visitar uma fábrica de argan para saber como funciona a produção dos  produtos); curtir um dia de praia em Essaouira; se perder e se encontrar diversas vezes pela Medina de Marrakesh; conhecer a famosa Mesquita Hassan II na maior cidade do país, Casablanca; visitar algumas das cidades que foram cenários de filmes e novelas famosas (como Ouarzazate, conhecida como a Hollywood do Marrocos); ver um pôr do sol inesquecível nas dunas do Deserto do Saara… Vou parar por aqui, mas estes são apenas os principais passeios dentre as diversas atrações que o Marrocos oferece.

Quanto tempo ficar no Marrocos?

Eu fiquei apenas 4 dias e achei muito pouco. Minha sugestão é no mínimo uma semana para que tenha tempo de fazer o passeio de 3 dias e 2 noites no Deserto do Saara.

Preciso fazer seguro viagem para ir para o Marrocos?

Os viajantes que visitam o Marrocos não são obrigados a apresentar a documentação de seguro viagem, porém minha dica é: se você for, faça (ou reze para não ficar doente, senão você vai pagar MUITO caro por isso!

Eu fiz o meu seguro viagem pela World Nomads, pois foi o melhor custo x benefício que eu achei nas minhas pesquisas (ainda mais considerando que este era apenas o primeiro dos diversos países que eu visitei no Meu Sábatico de 100 dias).

O Marrocos é perigoso?

Eu acho que me senti mais insegura pela quantidade de quantidade de comentários negativos que eu ouvi antes de embarcar que de fato pelas situações que vivenciei. Posso falar que eu tive uma experiência positiva durante minha curta estada. Pra mim foi super tranquilo andar sozinha por Marrakesh e não tive nenhum episódio que me senti com medo. Falaram tanto da questão do assédio, dos homens que querem trocar mulheres por camelos, de pessoas que foram sequestradas e nunca mais foram encontradas, mas comigo graças a Deus foi tudo bem tranquilo. Mas é claro, como boa brasileira fique sempre alerta e tente evitar situações que te coloquem em risco (eu, por exemplo, não curto sair a noite e é claro que não saia pelas vielinhas do hostel sozinha quando estava escuro).

Vale a pena ir para o Marrocos?

Com certeza sim! Cruzar o oceano e ver que do outro lado existe uma cultura bastante diferente da nossa é uma experiência enriquecedora. Além disso, vale a pena conferir a beleza dos lugares destas terras africanas. Eu acho que não aproveitei muito, pois fiquei poucos dias e ainda não estava conectada à minha viagem. Espero em breve visitar o Marrocos para aproveitar ainda mais e compartilhar minhas experiências com vocês.

E aí? Partiu Marrocos? Marque nos comentários ou compartilhe este texto com as amigas que estão planejando curtir uma aventura marroquina.

10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão!

Passagens compradas, estadia reservada, passeios planejados e chega o dia do embarque. Mas, antes disso, chega também a hora de arrumar a bagagem. E a pergunta que não quer calar é “como montar e o que levar em um mochilão?”

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No meu caso, além do mochilão eu levei também uma mochila de ataque (com meus documentos e itens de valor). Muita gente ficou curiosa pra saber como eu fiz pra montar estas mochilas para passar 100 dias fora, por isso resolvi compartilhar aqui 10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão.

1- Avalie as condições climáticas dos destinos

O lugar onde você vai faz um frio do Alaska ou um calor do Deserto do Sahara? Veja sempre como está a previsão do tempo para não ser pega de surpresa. No meu caso eu sabia que chegaria no final do verão europeu e voltaria no final do outono, ou seja, muito calor e um frio considerável. Como eu odeio passar frio foquei mais nas roupas quentinhas que nas de verão. Resultado: tive que comprar umas roupinhas pra aguentar os dias quentes. Para os dias frios não comprei nada, mas passei bastante frio!

2- Faça uma lista das coisas que você acha que são essenciais

Roupas, sapatos, produtos de higiene pessoal, eletrônicos… liste tudo, sempre colocando a quantidade que você acha que é necessária. As listas são ótimas, pois você pode fazê-la aos poucos e isso te ajuda a não esquecer de levar nada.

3- Assista vídeos ou leia blogs e depoimentos de outros viajantes 

Assim você pode comparar a sua lista e ver se está de acordo com a quantidade que os viajantes de carteirinha costumam levar. Eu pesquisei bastante antes de montar meu mochilão, por isso levei uma bagagem bem completa. Aliás, foi graças a Ana do @pelagalaxia que eu resolvi levar um rolo de durex e adivinhe: foi ele que salvou a minha vida quando a capinha do meu celular começou a desfazer e eu me recusei a comprar uma nova pagando caro em euros.

4- Escolha roupas curingas

Opte por peças versáteis que combinam com várias coisas ou que sejam bastante funcionais, leves, fáceis de lavar e secar. Antes de embarcar no meu sabático eu fiz uma viagem de 1 semana para Porto Seguro e foi nela percebi que algumas coisas que eu achava essenciais não passavam de peso morto. Deixei de levar, por exemplo, uma bermuda jeans para levar uma de lycra, pois era menor, mais leve, dava para usar na praia e embaixo do vestido. Assim eu deixei de levar até aquele shorts modeladores que uso com vestido ou saia pra não assar as coxas (gordinhas entenderão);

5- Capriche na sua necessaire

Artigos de higiene, maquiagem, acessórios… Veja quais são os itens essenciais que não podem faltar no seu dia a dia e na sua necessaire (de maquiagem, por exemplo, eu levei apenas um lápis, um rímel e um quarteto de sombras… que mal usei). Só fique atenta se irá ou não despachá-la, para não correr o risco de ter que jogar suas coisas fora (como pinças, alicates de unha, sprays e líquidos acima de 100 ml). Antes de embarcar, veja sempre quais são os itens permitidos e proibidos no site da companhia aérea.

6- Leve sempre uma “Farmacinha”

Sabe aqueles remédios que você costuma tomar? Dor de cabeça, cólica, alergia, diarréia… a gente nunca quer ficar doente durante uma viagem, mas se acontecer é bom estar preparada. 

Dica: quem mora próximo a capital paulista pode agendar e passar no Ambulatório do Viajante no Hospital das Clínicas ou Oswaldo Cruz. Eu fui e ao ver que eu iria pro Marrocos a médica me receitou um antibiótico e uns sais para tomar em caso de desidratação ou diarréia (contei como foi minha consulta neste post aqui).

7- Utilize Organizador de bagagem

Como eu economizei o máximo que eu podia acabei não comprando, mas já está na minha wishlist este aqui, que além de deixar tudo separadinho também é compressor e diminui o volume dentro da mochila. Uma outra opção mais barata são os sacos a vácuo (que você consegue comprimir usando o aspirador de pó).

8- Otimize espaços

Vai levar um sapato na bagagem? Então já coloque as meias dentro dele e economize espaço. Outros ítens menores também podem ser encaixados nos cantinhos (mas só encaixe aquilo que você realmente PRECISA, ok?)

Outra dica é, se possível, viaje com as roupas e sapatos que são mais pesados e ocupam mais espaço (que implicará em menos peso pra você carregar).

9- Teste

Será que vai caber tudo? A melhor forma de saber é testando. Assim você evita surpresas desagradáveis (especialmente se você é destas que deixa para fazer a mochila na última hora);

10- Leve uma bolsa ou mala de tecido

Levar uma ecobag pode te ajudar bastante (principalmente se estiver indo pra Europa). Como no mercado eles não dão sacolinhas plásticas igual aqui no Brasil, a ecobag te ajudará muito para que transporte suas comprinhas.

Se você é a rainha das lembrancinhas ou gosta de comprar roupas fora, a dica é levar uma mala de tecido. Assim você evita ter que comprar uma nova bagagem pra poder trazer suas muambas. No meu caso eu levei apenas uma ecobag… pulei a parte das lembrancinhas rs

Bônus: Meu mochilão!

Quer saber como ficou meu mochilão? Clique aqui e veja os stories que eu fiz pra compartilhar com vocês!

Eu, mochila, mochilão e a ecobag (chea de merendas) – Interlaken – Suíça

Lembre-se: você carregará esta mochila nas suas costas, por isso pense bem se você realmente precisa de tudo aquilo que está levando.

7 motivos para tirar um período sabático

7 motivos para tirar um período sabático

Tirar um período sabático é o sonho de muita gente, porém, muitas vezes este sonho nunca sai do papel. Quem me acompanha no Instagram viu que em agosto iniciei esta minha jornada e pensando nisso resolvi listar aqui 7 motivos para você realizar um período sabático

1 Aprender sobre si mesmo

Na correria do dia a dia a gente não consegue parar para pensar em nossa vida, do que a gente gosta ou não gosta, sentimentos, quem somos ou na pessoa que nos tornamos. Ao tirar um sabático pude me colocar como prioridade e me conectar comigo mesma. Foi um momento de reflexão que me fez desconectar do modo automático destes meus 32 anos de vida corrida.

2 Conhecer novos lugares

Alguns acham que tirar um sabático e ir para o outro lado do mundo é apenas uma fuga, mas para mim é muito mais que isso. Conhecer novos lugares, novas culturas e novas histórias me ajudam a mudar a maneira como eu encaro o mundo e são o combustível para eu encarar os desafios do dia a dia. Nos últimos anos descobri que viajar para mim é algo mágico e que me motiva. E você? Já parou para pensar sobre o que te motiva nesta vida?

3 Tirar projetos do papel

Escrever um livro, montar um blog, fazer trabalho voluntário, aprender um novo idioma ou uma nova habilidade. Durante um sabático a gente tem a oportunidade de voltar nossos esforços e atenção para a realização de um sonho que exige nossa completa dedicação. Eu sempre quis passar um tempo fora do Brasil para melhorar meu inglês, espanhol e turistar por aí. Por isso, aproveitei este sabático para colocar em prática aquilo que eu mantinha preso no mundo das ideias. 

4 Realizar descobertas

Durante um sabático pude me abrir a um mundo de possibilidades e foi aí que descobri um pouco mais sobre mim e até habilidades que eu nunca tinha imaginado (já até compartilhei neste post a minha primeira vez de várias coisas). Ajudei uma senhora nos reparos da casa, servi cerveja em bar de hostel, ajudei a fazer os pratos do café da manhã de uma guest house. Descobri estes e outros talentos aos poucos e tenho certeza que eles permaneceriam escondidos se eu não tivesse me dado este sabático de presente. 

5 Fazer o que realmente gosta

Tem dia que a gente quer ler um livro, no outro a gente quer colocar o sono em dia, as vezes a gente quer comer naquele restaurante recomendado, mas em outros casos tudo o que a gente quer é a nossa comidinha com o nosso tempero. Pois bem, num sabático você é a dona das suas escolhas. Por isso, pude fazer tudo aquilo que gosto sem julgamentos ou culpas.

6 Deixar a rotina de lado

Sabe aquele prazer de deitar na sexta-feira com o despertador desligado? Imagine poder fazer isso por vários dias, semanas e até meses? Esta falta de compromisso é só um dos diversos pontos que trabalhei e que me ajudaram a retornar a ativa mais renovada. Nossa mente precisa de um descanso, assim como nós precisamos recuperar nossas energias e recarregar nossa bateria.

7 Repensar a vida

Será que fui feliz nas escolhas que fiz nestes últimos anos? Será que viver é apenas seguir uma rotina até perceber que os dias estão passando? Quais os meus sonhos? Metas? Objetivos? Na correria do dia a dia a gente deixa estas questões de lado e deve ser por isso que ouvimos bastante o famoso “a vida passou e eu nem vi”. Nesta minha jornada pude parar pra pensar e entender que a vida precisa, de fato, ser vivida. Eu não quero apenas ver a banda passar, mas quero sim tocar, dançar e fazer festa com a banda toda!

E aí? Você já pensou em tirar um período sabático ou esta é uma ideia que nunca passou pela sua cabeça? Compartilhe sua opinião comigo nos comentários!

Meu sabático de 100 dias – A primeira vez a gente nunca esquece!

Parece mentira, mas não é. A pessoa que vos fala completou o 1º mês na estrada vivendo o tão sonhado período sabático. E se você tem acompanhado esta minha saga em tempo real no Instagram já deve ter percebido que tem rolado muitas “primeira vez”, não é mesmo?

Se você tá de olho no meu Insta deve ter percebido que além do turbilhão de emoções que tem sido o início desta trip, também pude experimentar uma surra de “primeira vez” de muitas coisas. E como dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, fiz aqui uma listinha de 50 coisas que me permiti fazer ou que aconteceram comigo neste início de sabático.

A primeira vez que eu…

1- Pisei na África!

A primeira parada do meu sabático foi no Marrocos e totalmente por acaso. Comprei minha passagem pela Air Moroc, vi que um stopover iria custar pouco mais de 50 reais, então resolvi conhecer um pouquinho deste país com uma cultura tão rica e diferente da nossa.

2- Visitei um país muçulmano

Marrakesh – Foto by Évelin Karen

Pude ver mesquitas (mesmo que apenas por fora), ouvir várias vezes ao dia o famoso “adhan” que é uma espécie de chamado para a oração e ver pessoas fazendo suas orações seja numa mesquita ou em algum cantinho no aeroporto;

3- Subi em uma moto

Quem vê pensa que eu cruzei uma cidade de moto, mas foram apenas 2 minutos do hostel em Marrakesh até a praça onde saia meu tour. Confesso que foram os 2 minutos mais longos da minha vida;

4- Usei lenço na cabeça

E não foi uma questão de estilo, mas sim respeito.

5- Me comuniquei com alguém que não falava meu idioma (nem eu o dele)

Isso também aconteceu em Marrakesh. O senhor que cuidava do café da manhã do hostel sempre me tratava super bem e tentava me ajudar, seja oferecendo água quente, mais suco, pão… O difícil era tentar agradecer sem saber como. No início até tentei arranhar no francês, mas descobri que ele só falava árabe.

6- Passei tanto tempo fora de casa e longe de Mogi

Já tava na hora, né?

7- Pisei na Europa

Alcazaba de Almeria na Espanha – Foto by Évelin Karen

E me senti num livro de História!

8- Mergulhei no Mar Mediterrâneo

De Indaiá para o Mediterrâneo. Gostei pouco rs

9- Ouvi declarações xenofóbicas

“Portugal é um ótimo lugar para viver, bem tranquilo, só quem rouba aqui é brasileiro”. A vontade de falar “queridinha, vamos voltar a 1500?” foi bem grande, mas e o medo?

10- Ganhei uma gorjeta

Por enquanto foi a única, mas foram 5 euros muito bem vindos!

11- Comi algumas comidinhas locais

A melhor delas foi o tal pastel de nata com brigadeiro do Mercado de Nova Gaia. Também comi as tais bifanas (que eu odiei), bacalhau com natas (sou mais a bacalhoada do meu pai), tapas…

12- Pude andar pelas ruas de dia, a noite e sem medo

E curti uma sensação maravilhosa de liberdade.

13- Percebi o quão louco é morar no Brasil e como é triste viver em um lugar com tanta violência

Porque andar com um celular novo e um antigo na mochila para dar pro ladrão em caso de assalto não é algo normal.

14- Fiz Worldpackers e Workaway

Experimentei estas duas plataformas de work exchange, vi como é possível viajar mais barato e ainda aprendi muita coisa nova!

15- Dormi no aeroporto e na rodoviária

Na rodoviária de Sevilha – Foto by Évelin Karen

O que a gente não faz pra economizar alguns euros das diárias de hostel, né?

16- Lavei roupa loucamente no chuveiro para não gastar com lavanderia

Faltou o amaciante, mas ficou limpinha!

17- Anotei todos os meus gastos num caderno

Não só anotei tudo como fiz escolhas conscientes para fazer com que meu dinheiro rendesse um pouco mais;

18- Uma pessoa se aproveitou de mim por eu ser estrangeira e me aplicou um golpe

Resumindo: na estação de trem de Marrakesh o atendente me roubou 100 dirhans;

19- Fui tratada com muita grosseria pelos locais

Já até perdi as contas quantas vezes isso aconteceu comigo aqui na Europa…

20- Tomei cerveja “Radler” (com suco de limão)

O nome diz que é uma cerveja mas pra mim é um refri!

21- Tive que tentar fazer a fina e deixar um pouco de comida de lado por não comer certos alimentos que faziam parte do prato

E nem teve como selecionar o que eu colocava no prato, porque quem o montou foi a host;

22- Visistei um país e sobrevivi a base de miojo e comidas industrializadas;

Eu no Marrocos! Depois da intoxicação alimentar que eu tive na Bolívia eu entendi que não tenho o estômago blindado.

23- Fui a praia e não vi mulheres de biquíni

Essaouria – Marrocos – Foto by Évelin Karen

Mas enquanto isso os homens seguiam de boa vestindo bermudas.

24- Vi e fiz topless

As peitolas curtiram tomar um solzinho!

25- Guardei as comidinhas do avião e levei pra comer no hostel

Eu já sabia que dias de vacas magras estavam por vir;

26- Visitei um país e não bebi nenhuma cerveja

Cerveja no Marrocos? Nunca nem vi!

27- Fui “atacada” por locais por não poder estar onde eu estava

Essaouria Marrocos – Foto by Kassey

Era uma foto inocente em frente a uma porta, mas levei foi muita terra na cabeça;

28- Bebi vinho verde e Somesrby

Gente, tomar Somersby na praia é mara!

29- Comi lula

Pra mim parecia bacon #mejulguem;

30- Fui parada por um policial no aeroporto por portar um pacote suspeito

Neste caso, uma caixa de paçocas… e pra provar que não eram drogas tive até que comer uma (eita tarefa difícil);

31- Percebi como sinto falta quando não vou a missa

É uma sensação tão estranha… No Marrocos eu me sentia como se estivesse longe de Deus… muito louco isso! (gente, este é um sentimento meu, ok?)

32- Curti o famoso verão europeu

Aguadulce en Almeria na Espanha – Foto by Évelin Karen

Só faltou eu ir causar em Ibiza!

33- Finalmente fui beneficiada por um bug do sistema

E por isso paguei apenas metade do preço numa diária de hostel em Fátima (ao invés de 20 euros paguei 10!);

34- Me hospedei na casa de uma pessoa estranha

Tá certo que era uma amiga de uma amiga, mas… nunca tinha visto e por isso é claro que rolou aquela vergonha que me é peculiar. Porém, percebi que não preciso ser neurótica, pois existem pessoas que sempre recebem muito bem seus hóspedes;

35- Andei de ferry

E me senti num navio!

36- Fui presenteada por um vacilo da atendente

Em Lisboa a garçonete esqueceu do meu pedido e em sinal de desculpas me deu um pastel de nata… gostei pouco rs!

37- Ouvi claramente de um gringo que “mulher brasileira é problema”

Gente, neste dia eu fiquei tão puta. Generalizar sempre é um grande problema!

38- Não bebi por educação

No perfil da minha host tava escrito que ela não gostava de bebidas alcoólicas, então resolvi respeitar.

39- Me pararam na praia pra oferecer drogas

“Olá, vocês vieram para a festa? Curtem drogas?”… Oi?

40- Fiz canapés dignos de sessão de fotos de buffet

Café da manhã da Guest House – Foto by Évelin Karen

Este meu primeiro Worldpackers foi muito sucesso. Nem eu sabia que fazia uns quitutes tão finos.

41- Lavei uma parede

Quem me segue no Insta viu que eu lavei a parede com: um pano, uma vassoura, uma escovinha de roupa, um borrifador, uma mangueira e por último tive que pintar.

42- Cuidei de um jardim

Eu, super inocente, achava que cuidar de um jardim era só jogar água com um regador. Triste ilusão! Bora colher folhas secas, podar ramos e mexer na terra;

43- Tive medo de dormir em um lugar por achar que estava amaldiçoado

A imaginação deste ser humaninho vai longe… – Montagem by Évelin Karen

Pela primeira vez eu me senti como o Chaves naquele episódio que ele entra na casa da Bruxa do 71. Dormi rezando!

44- Vi e visitei castelos e palácios

Dos filmes para a vida! Super fiquei imaginando como era viver nestes lugares anos atrás! As vezes parecia que eu estava num sonho, mas era vida real!

45- Senti medo por ser estrangeira

Isso já aconteceu algum vezes, como quando um cara gritou comigo dentro do ônibus porque eu estava ocupando muito espaço com as minhas mochilas (e ele queria sentar ao meu lado mesmo com diversos assentos livres);

46- Fui parada pela polícia em local público e me pediram documentação

E mesmo estando com tudo em dia fiquei com medo de alguma coisa dar errado.

47- Fiquei mais encantada com o concreto e a arquitetura de uma cidade que com as belezas da natureza de uma praia

A cidade de Valência me encantou muito! Desde o primeiro dia eu me perco e me encanto em cada ruazinha que entro. Mas confesso que quando cheguei na praia fiquei um pouco #chateada

48-Percebi que quando encontramos brasileiros em outro país, mesmo que por alguns minutos, nos sentimos em casa

Eu amo meu país, apesar dos pesares, e também amo meus patrícios! Brasileiros nos fazem sentir em casa em qualquer lugar do mundo.

49- Vi que uma cerveja pode custar mais barato que uma água

Como pode água com cevada ser mais barata que água pura? Alguém me explica?

50- Pude conhecer novos lugares de acordo com o olhar de locais e não apenas com sugestões encontradas em guias de viagem, blogs ou Google

Portimão – Algarve

Tá aí uma vantagem de fazer work exchange. Os hosts apresentam aqueles lugares que eles mais gostam e que, não necessariamente, são os mesmos que os turistas frequentam.

Ainda tem muita trip pela frente e a dúvida é: será que no próximo mês terei vivido mais outras 50 “primeira vez”?