Marrocos: 10 curiosidades da minha curta passagem por lá

Se você está aqui acompanhando minha saga, já conferiu que eu comecei o Meu Sabático de 100 dias em terras marrroquinas. Já contei pra você por aqui tudo o que você precisa saber antes de ir, também dei 7 dicas para você curtir sua viagem e agora chegou a vez de contar 10 curiosidades desta minha curta passagem pelo Marrocos. Bora conferir?

1- A Argan Tree é de verdade?

Olha, que ela existe isso eu posso afirmar, mas se aquilo tudo é a realidade ou uma grande armação eu ainda não sei dizer. Mesmo com o guia explicando que os bichinhos sobem na árvore porque são atraídos pelo cheiro do fruto eu fiquei muito desconfiada e ainda acho que os animais são explorados ali diariamente por conta do turismo (me provem o contrário, por favor);

Argan Tree – Foto by Évelin Karen

2- Sobre cerveja marroquina? 

Dizem que se você procurar encontrará, mas eu nunca nem vi! Na verdade eu sabia que era difícil encontrar bebida alcoólica no Marrocos, mas confesso que nem procurei muito. Se tivesse no meu hostel seria ótimo, mas…

3- Amante de Nutella?

Se você gosta de Nutella irá adorar os biscoitos de avelã que eles vendem por lá. São aqueles wafers em embalagens individuais que deixam a gente com vontade de devorar vários pacotinhos de uma só vez (chocólatras me entenderão). Paguei 7 dirhans numa lojinha de conveniência, mas depois achei até por 4 nos comércios locais. 

4- A comida é boa?

Dizem que o tal Tagine é uma delícia, mas eu não provei. Depois que tive intoxicação alimentar na Bolívia fiquei meio com um pé atrás para experimentar comidas novas. Se você não experimentar nunca saberá… eu preferi não saber (mas confesso que me arrependi e este é um hábito que quero muito trabalhar, pois quero treinar meu paladar para experimentar comidas novas). Eu gostei bastante do chazinho deles e dos biscoitinhos que eu comprei num comércio local em Essaouira. Além disso, também reparei que o iogurte de morango não é rosa igual os daqui do Brasil (o deles é branco e bem menos doce).

Biscoitos de Essaouira – Foto by Évelin Karen

5- O que é isso na sua mochila?

Quem acompanhou minha viagem no Instagram sabe bem do que estou falando. No dia que eu estava indo embora, tive que colocar minhas mochilas para passar no raio x para entrar no aeroporto de Casablanca. Eis que o policial mostra um retângulo escuro na minha bagagem “o que é isso? Chocolate?”, mas não: era minha caixa de paçoca que levei para presentear as pessoas queridas que eu encontrasse durante meu sabático. É claro que ele achou que eram drogas e eu tive que fazer o esforço de comer uma pra mostrar que era comida de verdade. No final das contas o policial saiu super meu amigo e ainda ganhou um docinho para experimentar um pouquinho do gostinho brasileiro. 

6- É golpe?

Na estação de trem de Marrakech fui enganada pelo atendente e acabei perdendo 100 dirhans. Preste atenção, seja chata, pergunte várias vezes mas não fique com dúvidas. Uma marroquina me falou que é bem melhor comprar a passagem pelo site ou app para evitar este tipo de situação (que infelizmente acontece no Marrocos e em muitos países do mundo, como Brasil, por exemplo);

7- Cabelos oleosos? 

No Marrocos você passa longe deste probleminha (pelo menos eu passei). Pra que lavar os cabelos todos os dias se você está num lugar seco que tem o poder de deixar suas madeixas com o aspecto bonito? 

8- Posso me vestir do jeito que eu quiser?

Se você sabe que a maioria das mulheres cobrem mais o corpo usando rijab, djellaba, kaftan, não queira fazer a estrangeira moderna e usar saia curta e decote. Eu vi duas mulheres de biquíni na Ouzoud Falls e achei um absurdo, pois para mim isso é muita falta de respeito (mesmo porque você que é a intrusa na terra deles). Meu apelo é bem simples: respeite a cultura local, SEMPRE (e acho que a partir daí você consegue escolher o que deve vestir ou não).

9- Rolou assédio?

Pelo menos para mim, esta questão do assédio foi super tranquila. Porém, vale lembrar que em todos os dias que passei por lá optei por ter o meu corpo sempre mais coberto, seja utilizando calça ou blusas mais fechadas, além de não usar nada muito justo. Não vou falar que não teve um ou outro homem que falou alguma coisa enquanto eu passava, mas não foi nada fora do normal de assustador.

Uma coisa que me chamou a atenção foi quando eu parei para comprar 2 maçãs em uma banquinha de rua, pois a mulher me perguntou “é uma pra você e uma para o seu marido?”. Ver mulheres viajando sozinha é muito diferente pra eles, por isso acabei concordando com a senhora, mas depois comi tanto a minha maçã quanto a do meu marido fantasma.

Essaouira – Foto by Kassey

Só mais um adendo: quem me vê nesta foto mal sabe que tive que sair correndo desta porta porque o dono da casa me “atacou” jogando terra na minha cabeça. Se forem tirar fotos nas portas olhem para cima e fiquem espertas! #ficadica

10- Quanto eu gastei nesta viagem pelo Marrocos?

Colocando tudo na ponta do lápis eu gastei R$ 650,00 (133 euros naquela época), nos 4 dias que eu passei no Marrocos. Constam nestes valores 3 noites de estadia no For You Hostel, passeio para Ouzoud Falls e Essaouira, meus deslocamentos de trem Casablanca – Marrakech – Casablanca, alimentação (leia-se frutas, bolachas, salgadinhos, chocolates e água) e 1 bom e velho imã de geladeira (além dos 100 dirhans que o atendente me roubou).

No próximo post teremos o último capítulo do meu sabático em terras marroquinas onde detalho como foram minhas últimas horas por lá. Fique de olho!

Mas antes disso, diga pra mim: você sabe alguma curiosidade sobre o Marrocos que eu esqueci de mencionar? Compartilhe comigo!

Os principais medos que me impediam de embarcar no meu sabático

Os principais medos que me impediam de embarcar no meu sabático

Quando surge o assunto “período sabático” o que costuma vir a sua cabeça? Se você é uma viajante como eu poderá pensar sobre paisagens paradisíacas, fazer novos amigos pela estrada e uma busca não só por novos lugares, mas também por nós mesmas, numa grande jornada de autoconhecimento. Sei também que algumas de vocês devem associar um sabático ao filme “Comer, Rezar, Amar” e eu não te julgo por isso rs. Tudo parece muito incrível, mas preciso te confessar uma coisa: até para tirar um sabático existem momentos de dúvidas, medos e muitas inseguranças.

No meu post anterior eu fiz uma lista com 10 medos, desculpas e pré conceitos que costumamos colocar como barreira para não tirar um sabático. Mas aqui resolvi contar um pouquinho mais sobre a minha história. Nestes meus 33 anos de vida eu passei no mínimo uns 20 anos sonhando em passar um tempo fora. Porém, quando parei para pensar quais eram os principais motivos que não me deixavam tornar este sonho realidade, acabei percebendo que as 3 perguntas que mais me tiravam o sono eram: 

1- “E se acontecer alguma coisa com a minha família?”

Este sim era meu maior medo: estar longe, do outro lado do oceano e receber alguma notícia de que algo aconteceu com um dos meus familiares. Conversei com algumas amigas que já passaram um tempo fora e com outras pessoas que me alertaram “Eve, se tiver que acontecer alguma coisa não adianta se você está do outro lado do mundo ou do outro lado da sua casa… vai acontecer e não temos muito o que fazer”. Confesso que foi muito difícil criar coragem e correr este risco, mas depois de muito pensar percebi que tinha chegado o meu momento, que eu precisava passar por esta nova experiência e confiar um pouco mais em Deus e nos meus instintos (e não é que deu certo?!).

2- “E se eu nunca mais conseguir um emprego?”

O medo de ficar desempregada costuma ser um dos maiores desafios a ser enfrentado nesta tomada de decisão. O número de desempregados no nosso país é assustador, por isso, estar empregada e pedir demissão para passar um tempo viajando parece ser loucura para muitos. Porém, cheguei num ponto da minha vida onde percebi que era hora de me colocar como prioridade pela primeira vez e, de fato, viver algo que eu sempre sonhei. “E se eu nunca mais arrumar emprego”? “Nunca” é tempo demais e certamente eu iria conseguir me virar fazendo uma coisinha ou outra, enquanto minha carteira não encontrasse um registro novamente.

3- “Mas… e meu cabelo? #comofas?”

Só quem é escrava das químicas sabe: quando a raiz do seu cabelo está crescendo tudo o que você mais quer é agendar uma hora no salão para dar um tapa na peruca e deixar as madeixas em dia. Agora quando você é preta, estar com o cabelo “desarrumado” pode te causar mais insegurança e medo, seja de olhares tortos em uma loja que você entra, até a situações constrangedoras de ter sua bolsa revistada (mas não vou entrar nesta discussão agora). Eu faço relaxamento há mais de 20 anos e nem lembro mais como é meu cabelo sem química. A cada um mês e meio, no máximo dois, corro no salão e passo no mínimo duas horas neste ritual de “libertação capilar”. Sempre que eu pensava em passar um tempo mais longo fora do país vinha a dúvida “mas o que eu vou fazer com o meu cabelo? A raiz vai crescer, vai ficar tudo arrepiado, vou ter vergonha, vou ficar feia” etc, etc, etc. Agora que já fui e voltei percebi que este era o meu medo mais besta. A raiz cresce, o cabelo não fica do jeito que a gente mais gosta, mas isso não faz a menor diferença quando você está curtindo o seu momento. Não vou dizer que não rolaram momentos de preconceito na viagem porque estaria mentindo, porém tenho certeza que a culpa não foi do meu cabelo. Por isso ficou aqui o aprendizado e ouso aqui te questionar: é melhor estar com o cabelo arrumado no seu sofá e sem sair da sua zona de conforto ou estar com o cabelo arrepiado mas admirando os alpes suíços e realizando os seus sonhos por este mundão afora? Agora já tenho certeza que a opção 2 se encaixa melhor no meu perfil.

No final das contas percebi que os motivos que eu tinha para tirar um sabático eram muito mais importantes e relevantes que os medos que eu alimentava. E você? O que te impede de tirar um sabático? Por que você tem adiado a realização dos seus sonhos?

Ter um período sabático é possível? Medos, desculpas e pré conceitos

Ter um período sabático é possível? Medos, desculpas e pré conceitos

O mês de dezembro costuma ser um período de bastante reflexão! Época que muitos param para pensar sobre as conquistas do ano que está finalizando e começam a traçar os planos para o próximo que irá começar. E você? Faz tipo deste clubinho reflexivo ou é destas que não curte ficar pensando muito a respeito? Sei que já estamos em maio, mas nestes tempos de confinamento tem muita gente aproveitando para repensar não só as atitudes como o estilo de vida que tem vivido até então. Confesso que durante 31 anos da minha vida fiz parte do segundo clubinho, mas fiquei feliz em estar aberta a mudanças. No final de 2018 eu tinha apenas uma certeza na cabeça “em 2019 passarei alguns meses viajando pelo mundo e terei meu tão sonhado período sabático”. Porém, para realizar este sonho, tive que vencer uma série de pensamentos sabotadores, medos e pré conceitos que travavam a minha viagem (e que eu sei que também bloqueia muita gente por aí). Por isso, resolvi escrever este texto para compartilhar minhas experiências e te inspirar a cair na estrada (depois que tudo isso passar, é claro)!

Mas o que é um período sabático?

Uma definição bem simples de período sabático é: um período de pausa na carreira profissional o qual podemos nos dedicar a outras atividades de interesse pessoal e ao autoconhecimento. No caso dos viajantes, estas “outras atividades” costumam ser ser viajar! 

Quanto tempo dura?

Eu já vi diversas discussões a respeito e nenhuma conclusão bem definida. Tem gente que acha que o sabático tem que ser superior a 6 meses de pausa, outros acham que pode ter 3 meses, 1 ano… Mas, acredito que cada pessoa sabe muito bem quanto tempo de pausa precisa ou consegue bancar. No meu caso, pude me presentear com pouco mais de 3 meses e curtir o Meu Sabático de 100 dias.

Quais são os principais medos, desculpas e pré conceitos que te impedem de tirar um período sabático?

Pra tornar este sonho do Meu Sabático de 100 dias realidade tive que desconstruir uma série de idéias da minha cabeça. Foi fácil? Não! Mas com muita pesquisa a gente acaba dando um jeito pra tudo e diluindo um pouco destas aflições. 

E foi pensando nisso que eu decidi listar aqui as 10 principais dúvidas com uma série de medos, desculpas e pré conceitos que martelam na cabeça e impedem muita gente de tirar um período sabático. Mas já te aviso que se você tiver foco, planejamento e dedicação poderá vencer não só estes como muitos outros medos que podem surgir no seu processo de decisão.

1- “Mas e se eu nunca mais conseguir um emprego?”

Acredito que um dos principais empecilhos na vida de quem quer tirar um sabático é o medo de sacrificar a vida profissional ao fazer esta escolha. A grande maioria das empresas não oferece opção do funcionário tirar uma licença não remunerada, ou seja, ou você se arrisca e pede demissão ou continua seguindo sua rotina sem viver esta experiência. 

Eu sei muito bem que nosso país vive um momento muito difícil, pra não dizer desesperador. Mas quando você pensa “nunca mais vou conseguir um emprego” não acha que “nunca” é tempo demais? Depois de tirar o meu sabático e realizar alguns voluntariados percebi que tenho outras habilidades que eu nem imaginava. Agora que eu voltei, obviamente procurarei jobs na minha área. Mas e se não rolar? Posso fazer freelas em hostels, em bares, restaurantes, pois sei que dou conta do recado (basta ter a oportunidade).

2- “Mas período sabático é coisa de gente rica!”

Você acha mesmo que eu sou filha do Rei do Gado? Eu estou mais é pro exemplo clássico de proletariada suburbana que acorda as 5 da manhã pra ir trabalhar e só chega em casa depois das 20:00 (aliás, esta é a história da minha vida nestes últimos anos). É uma rotina bem cansativa e estressante, mas quando a gente tem um objetivo definido conseguimos focar, estabelecer prioridades e parece que as coisas começam a fluir.

3- “Mas eu não tenho dinheiro!”

Minha filha, se planejar direito dá pra tirar um sabático sim, mas é claro que a vida é feita de escolhas. Não da pra viver uma vida cheia de regalias, sair todo final de semana, fazer comprinhas e gastar com qualquer coisa. Você precisa saber bem para onde está indo seu dinheiro, portanto listar todos os gastos e separar um valor que será guardado para o seu sabático todos os meses é fundamental. Além disso, estude formas de economizar para conseguir poupar mais dinheiro. 

4-  “Mas eu já sou uma pessoa econômica!” 

Tem certeza que não tem nenhuma despesa que pode ser eliminada da sua planilha de gastos e da sua vida? Eu cortei manicure, boteco e sempre pensava no mínimo 3 vezes antes de comprar qualquer coisa.

Agora, se você realmente não tem mais da onde cortar, uma solução é buscar formas de conseguir uma renda extra. Manja de cozinha? Que tal fazer bolos, brigadeiros, trufas, marmitas? Entende dos paranauês de escrever e redes sociais? Que tal procurar um freela em sites como o 99 Freelas? Pesquise com carinho que você pode encontrar uma forma de conseguir uma graninha extra utilizando uma de suas habilidades.

5- “Mas e se surgir uma emergência e eu não conseguir voltar?” 

E se não surgir? E se você morrer sem nem dar tempo da emergência existir… você acha que a vida terá valido a pena? Será que não é melhor arriscar e se preocupar com o problema apenas se ele, de fato, acontecer? #ficaaduvida

6- “Mas viajar para Europa é muito caro (que também pode ser substituído por: mas o dólar está caro, ou, mas uma passagem pra Ásia ou Oceania é muito cara, etc, etc, etc)”

Olha, eu não vou mentir: pra gente que ganha em reais é caro mesmo. Mas é um sonho possível de realizar, basta saber fazer escolhas. Durante meu sabático eu tentei economizar de várias formas: fazia minha comida ou comprava pronta no mercado para evitar gastar mais em restaurantes, lavava minha roupa no chuveiro (#quemnunca), deixava de pegar transporte público para passar horas caminhando e conhecendo as cidades… e foi assim que fiz meu dinheiro render tornando possível conhecer 12 países durantes os 100 dias.

7- “Mas eu não tenho tempo!”

Este é mais um assunto que você precisa analisar bem para tomar uma decisão. Eu senti no meu coração que era meu momento de me colocar como prioridade para realizar este sonho. Pode ser que no futuro você tenha tempo, mas não tenha saúde ou disposição para fazer os passeios que você sempre quis. E aí? O que você prefere?

8- “E se eu não souber me virar sozinha? E se eu me perder?”

Como assim “se virar”? Você vai viver uma vida “normal”, tirando que você terá toda a liberdade de fazer o que quiser, na hora que quiser e se quiser. É claro que antes de ir você precisa, no mínimo, pesquisar sobre a realidade do lugar que pretende visitar para saber se é seguro, assim como formas para realizar uma viagem mais tranquila. E uma coisa eu te digo: existem muitas pessoas boas no mundo que fazem de tudo para ajudar os outros, principalmente viajantes perdidos que precisam de auxílio. É bem provável que você se perca, mas soluções para resolver este problema não vão faltar (por exemplo: peça ajuda ou use aplicativos como Google Maps, Mapsme, etc). O que você não souber você aprende, simples assim (aliás, neste post aqui eu listei 50 coisas que eu fiz pela primeira vez no meu primeiro mês de sabático).

9- “E se eu não conseguir me comunicar? E se eu não fizer amigos? E se eu ficar sozinha?”

Já ouviu falar em mímica? Pois é, normalmente ela costuma funcionar. Uma coisa que eu aprendi na estrada é que é possível se comunicar mesmo quando não falamos o idioma do local onde estamos. Sorrisos, olhares, expressões e gestos, as vezes, dizem mais que mil palavras. Pude vivenciar isso na minha curta passagem pelo Marrocos. Meu francês era quase zero e meu árabe era totalmente zero, mas mesmo assim conseguia me comunicar com o moço da cozinha do hostel que era sempre muito gentil. Mesmo sem trocar uma palavra ele me ajudava a usar o fogão para ferver água pro meu miojo, entendia que eu não tomava café e por isso me dava mais suco e sempre demonstrávamos nossa gratidão e respeito com sorrisos sinceros.

Quanto as amizades, se você vai se hospedar em hostel já é meio caminho andado, pois não faltarão oportunidades para conhecer novas pessoas: seja dividindo mesa no café da manhã ou tomando uma cerveja e jogando conversa fora no bar do hostel. É bem provável que em alguns momentos você ficará sozinha, mas aproveite, pois pode ser que você perceba que você é sua melhor companhia.

10- “Tá bom Eve, mas e se eu for e não gostar?”

Sinceramente, eu acho bem difícil uma pessoa que tem o sonho de passar um tempo fora ir e não gostar Porém, caso isso ocorra, a resposta é bem simples: você pode voltar! É claro que esta decisão pode doer no seu bolso, mas você se lembra que eu já falei que a vida é feita de escolhas, não é mesmo? Antes de decidir se você deve voltar ou não pense bem sobre os reais motivos desta possível “desistência”. Do que você não está gostando? Não tem nada que pode ser feito para que você possa curtir mais a jornada? Talvez alterar o estilo da sua viagem ou os locais que está visitando? Pense bem antes de tomar qualquer decisão por impulso. Mas, em último caso, se não tiver jeito mesmo, eu acredito que se você decidir voltar pra casa encontrará seus familiares e amigos de braços aberto pra te receber (mas espero de verdade que isso não aconteça).

#ficadica

Quando for planejar seu sabático, converse com outras pessoas que já viveram esta experiência, pois assim você poderá ser mais assertiva nos seu planejamento. Se você está aí com a cabeça cheia de dúvidas, pode me mandar uma mensagem que farei o possível para ajudar. Agora, se você quiser um serviço de consultoria profissional eu super recomendo o site Sabático na Prática. A Dani e a Mari tem um passo a passo bem legal para te ajudar a tirar este seu sonho do papel. Além disso, no site delas tem vários materiais gratuitos que vão te ajudar muito durante todo o seu processo de sabático.

No meu próximo post (que já sai na próxima terça-feira), vou contar pra vocês quais eram os 3 principais medos que me impediam de realizar este sonho (e sei que serei julgada por muitos por conta do meu 3º da lista). Mas enquanto o post novo não vem conte pra mim: você tem vontade de tirar um período sabático? Se sim, para onde gostaria de ir?