On the road – Rock in Rio 2017

On the road – Rock in Rio 2017

Sabe, em 2001 eu era apenas uma adolescente de 15 anos que curtia NSync, Britney Spears e começava a ouvir rock por influência do meu irmão (Titãs, Legião, Capital, The Offspring). Lembro que eu queria muito ir no Rock In Rio pra ver o dia “Pop em Rio” que rolou com Justin Timberlake e cia, porém não só não fui para o RIR, como fui para Minas, na fazenda da família que fica no meio do nada e nem TV tinha pra eu poder acompanhar os shows.Traumas passados a parte, o Facebook me ajudou a relembrar que em 2011 eu ganhei ingresso pro show do Guns (também no RIR) , mas decidi vender (porque pra mim Guns já “deu” faz tempo…). 

Eis que em 2017 a oportunidade bate na minha porta e, desta vez, eu abri. Ganhamos ingressos no trabalho, tivemos o privilégio de escolher a data que queríamos ir e pude vivenciar uma das experiências mais marcantes da minha vida: assistir um dia de shows do Rock in Rio, este que é um dos principais festivais de música do mundo. 

Paparazzi photo – by Lydia Garcia

A trip foi planejada em um mês e parece que o universo conspirou ao nosso favor. Mesmo comprando passagens de ônibus para o Rio conseguimos encontrar um aéreo cujo valor era quase o mesmo do ônibus, logo fizemos negócio e de quebra ganhamos umas horinhas a mais que fizeram bastante diferença. Nos hospedamos na pousada Hygee House que fica na Barra. Foi um achado!!!! Pegamos um quarto compartilhado por R$ 59,00 (por pessoa) e ficamos bem na boca do gol: pertinho do metrô e da estação de BRT que ia direto para a cidade do Rock. Nas proximidades vários restaurantes, bares, supermercado e a praia (que não visitamos desta vez =[ Achei o quarto arrumadinho, a estrutura bem bacana e moderninha. Café da manhã simples, mas gostoso. O chuveiro tinha pouca pressão (única crítica construtiva). 

Uma dica: se você se hospedar no Hygee e tiver um estilo de viagem mais low cost tome bastante cuidado ou faça o possível para não pegar o ônibus 301 que vai para a rodoviária Novo Rio. Existe um trecho de montanha com várias curvas que fica na Floresta da Tijuca e existem muitos motoristas imprudentes que dirigem sem se preocupar com as vidas que estão no veículo. Eles correm excessivamente a ponto de você pensar que o ônibus vai tombar em alguma daquelas curvas. Juro que fiz o trajeto rezando e, ao conversar com a mulher que estava ao meu lado, fiquei sabendo que os motoristas SEMPRE fazem isso. Ela estava com o filho que ia para uma consulta e me disse que sempre passa mal (tremedeiras e dormência) de tanto nervoso que ela passa quando pega aquele ônibus. Vergonhoso porque sempre precisa acontecer algo grave para tomarem providência. Foi neste momento que eu agradeci pelos radares de SP. Chegamos no Parque Olímpico antes das 18:00. Deu tempo de tirar apenas algumas poucas fotos com a luz do dia. Reconhecemos o território rapidamente e já paramos no Rock District para curtir o show do Rogério Flausino e Sideral – Tributo ao Cazuza. Depois fomos para o Palco Mundo assistir o primeiro show da noite: Capital Inicial. Eu já tinha visto outro show dos meninos, então não tive nenhuma surpresa. 

Rock District – Foto by Évelin Karen

Depois tivemos The Offspring com vários clássicos da minha adolescência (destaque para Come out and play). Rolaram algumas rodas isoladas, tive vontade de entrar e voltar a ser jovem, mas desta vez me poupei rs.

Entre um show e outro a gente passeava pelos outros palcos, curtia um som aqui, outro ali, via algum aspirante a crush. Nestes passeios vimos o fervo no “palco” da Sky, no famoso karaokê da Coca Cola e no Palco Itaú. Também Tentamos ir nos brinquedos, mas não conseguimos porque não nos atentamos que precisava agendar. #chatiada

Palco Itaú – Foto by Évelin Karen

Voltando aos shows, a penúltima banda a subir no Palco Mundo foi 30 Seconds to Mars (eu achei um tédio só). Pouco depois das 00:30 RHCP finalmente entrou no palco e quebrou tudo. Flea sempre sendo o “simpaticão locão do rolê”, Salsicha desengonçado na guitarra, Anthony sem camisa Kids e Chad, como sempre, mandando muito bem na batera. Que dizer de Chili Peppers? A banda que eu comecei a ouvir na época de escola… os cds Californication e By the way são meus hinos de Mogi Bertioga. Pra mim RHCP é praia, sôssego, good vibes… fiquei muito feliz por “vê los ao vivo”. 

RHCP… A foto daquele show que você vê, não enxergas mas imagina, já que está vivenciando a experiência – Foto by Évelin Karen

Sonho em curtir um show deles há tempos e No meu setlist atual não faltaria: Dark necessities, Scar tissue, Aeroplane, Around the world,  Sucky my kiss, Give it away, Snow. As músicas grifadas rolaram, quanto ao resto fiquei na vontade. Achei o show curto… poderia ter tido no mínimo 2 horas, já que não faltariam hits no repertório, mas desta vez não rolou. Como esperado o solo final de Dark Necessities foi incrível e quase me matou. 

” Fica tão colorido mesmo muito distante” – Foto by Évelin Karen

O que dizer desta minha primeira experiência de RIR? Desta vez nossas agendas estavam bem apertadas, mas acho que vale a pena ir pro Rio na véspera do show, curtir a cidade e no dia do show ir cedo pra curtir bem a Cidade do Rock. Se tivéssemos tempo poderíamos ter ido nos brinquedos, conhecido os stands dos patrocinadores, assistido mais shows, conhecido gente. Foi muito bom, mas tem como deixar ainda melhor. 

Pontos positivos do Festival

Acesso: fomos e voltamos super tranquilas de BRT… sem filas, sem tumulto nem brigas. Obviamente existiam milhares de pessoas, porém tanto na ida quanto na volta nós chegamos, embarcamos e saímos em menos de 2 minutos. Outras pessoas podem ter tido problemas, porém conosco funcionou bem. 

Banheiros: só de não ser banheiro químico já bate uma emoção. Além disso, todas as vezes que eu utilizei eles estavam limpos (principalmente se vc equaciona com a quantidade de gente que utilizava ao mesmo tempo). 

Pontos negativos do Festival

Dificuldade para comprar cerveja: longas filas, as vezes chegava a sua vez e o chopp acabava. Além disso, ou você enfrentava a fila dos mochileiros ou ia nas filas da cervejaria, porém a ficha de um não servia para o outro. 

Pulseira: poderia ter mais serventia além do controle de acesso. Eu super achava que eu ia colocar créditos com o meu cartão de crédito na pulseira dias antes para minha consumação no festival. Triste ilusão. A pulseira só serviu mesmo como ingresso e, para alguns, servirá de acessório (igual aquelas fitinhas do Bonfim que a gente faz um pedido e quando a pulseira arrebenta nosso pedido se realiza rs). 

Show do 30 Seconds to Mars. Quem será que teve a brilhante ideia de colocá los antes do Red Hot? Não sei se pela TV o show foi mais legal, porque de lá foi super tedioso. Foi hora de comer, deitar na grama e quase que deu KO. Aliás, tocou KO no som, entre um intervalo e outro, e o público curtiu muito mais uma vez. 

Miga, sua loca – Foto by Évelin Karen

O Rock in Rio deixou de ser rock? Em partes sim, mas ainda temos muitos dias de rock (obrigada Deus), assim como foi dado espaço a outros gêneros musicais. E assim é nosso mundo atual, temos que aceitar e viver bem a diversidade. Deixar todos os pré conceitos e preconceitos de lado. Neste mundo tem espaço pro bate cabeça, pros moshs, pra pagodear, sambar, sertanejar e até fazer quadradinho de oito. Que tal curtir mais a vida e reclamar menos? É um ótimo exercício!

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On the Road – Região dos Lagos – Day 3 – Arraial do Cabo

On the Road – Região dos Lagos – Day 3 – Arraial do Cabo

No meu planejamento mental eu iria passar 2 dias em Cabo Frio, 2 dias em Arraial do Cabo e 2 dias em Búzios, porém eu gostei tanto do Moov Hostel que decidi ficar mais um dia em Cabo Frio e apenas fazer o tour em Arraial.

Eve no Moov Hostel – Foto by Évelin Karen 

Então acordei cedo, tomei café e fui para o ponto pegar um ônibus circular até Arraial. Se você não pega trânsito consegue chegar em menos de 25 minutos (e é claro que este não foi o meu caso rs).

Chegando em Arraial – Foto by Évelin Karen

Como eu cheguei atrasada, saí toda “corredouuuura” até o píer e consegui embarcar na escuna Pelicano que me proporcionou um bom passeio, já que a estrutura atendia as expectativas. Todos os passeios que eu fiz tinha serviço de bordo com espetinhos bem gostosos, cerveja, drinks, refri… tudo bem delicinha.

Miga de viagem – Foto by Évelin Karen
Fazendo a Rose – Foto by miga da viagem

Neste passeio em Arraial conhecemos a Ilha do Farol, as Prainhas do Pontal do Atalaia, Buraco do Meteoro, Fenda de Nossa Senhora, Pedra do Gorila, Gruta Azul e, se você tiver sorte, consegue ver alguns golfinhos (eu tive esta sorte).

Eu vi golfinhos – Foto by Évelin Karen
Gruta Azul – Foto by Évelin Karen
Fenda de Nossa Senhora Arraial do Cabo – Foto by Évelin Karen

Todo mundo que vai pra Arraial fala super bem do lugar então este era o passeio que eu mais esperava fazer. Acabei sendo surpreendida por belíssimas paisagens e uma praia que realmente parecia muito com o mar do Caribe naquele tom de azul e super cristalina. Pena que a água é gelada. Se fosse mais quentinha seria o lugar perfeito.

Praia da Gruta Azul – Foto by Évelin Karen
Curtindo Arraial – Foto by Évelin Karen

Depois do passeio de escuna rolou almocinho barato e sorvete gigante (num restaurante self service e sorveteria que eu esqueci de anotar o nome=[ ). Voltei pra Cabo Frio no fim do dia super cansada. Apenas tomei banho, comi alguma coisinha e fiquei papeando até tarde no bar do hostel.

Apenas um olhar – Foto by Évelin Karen

No próximo post temos o último capítulo da minha saga na Região dos Lagos: conhecendo Búzios!

On the road – As aventuras de Eve nas Olimpíadas Rio 2016

Interrompemos nossa programação normal para publicar este post quente e urgente sobre o Rio de Janeiro que, obviamente, continua lindo!

Olimpíadas rolando a todo vapor no Brasil e é claro que eu tinha que sentir isso mais de perto. Semana passada foi dia de acompanhar as meninas do futebol feminino na Arena Corinthians. O Canadá ganhou da França de 1 x 0, eu adorei o clima da torcida e me apaixonei pelo estádio do Corinthians. Preciso voltar muitas outras vezes.

Arena Corinthians SP, França x Canadá – Foto by Évelin Karen
Eve and her brother, Corinthians Stadium – Foto by Évelin Karen

Acompanhei os jogos doo futebol desde o início. Depois foi hora de ver a cerimônia de abertura e aquilo tudo me encantou tanto que eu decidi: eu preciso passar um dia no Rio para sentir toda esta vibe Olímpica. Então, no dia 15 de agosto embarquei na rodoviária do Tietê com uma amiga e às 07:00 já estávamos no Rio.

Vista do Cristo de Botafogo RJ – Foto by Évelin Karen

Deixamos nossas coisas na casa de um abençoado amigo dela, colocamos roupa de praia e começamos nossa saga. Saindo de Botafogo, misteriosamente, ganhamos uma carona de ônibus de um motorista que estava muito feliz e de bem com a vida. Dava pra ver que o clima daquele lugar estava diferente e ainda melhor (quem me conhece sabe que eu sempre gostei do Rio). Cada lugar com traços Olímpicos rendia fotos.

Passamos o dia inteiro caminhando. Em Botafogo passamos em frente à Casa da Áustria, mas como o tempo era curto nem entramos. Continuamos a caminhada e chegamos em Copacabana onde encontramos muitos turistas, jornalistas, voluntários… gente de diversos lugares do mundo. Aquele momento em que você pensa “estou no exterior ou no Rio?”. Sim, o Rio sempre recebe uma grande quantidade de turistas, mas não se compara com a galera que eu vi ontem.

Turistando no RJ – Foto by Évelin Karen

Passamos pela famosa Arena onde rolam as disputas do vôlei de praia… só de ver de perto a gente já fica feliz. Ali fomos abordadas por alguns gringos querendo vender ingressos para o jogo de basquete do Brasil, mas não quisemos. Sentamos para a primeira cerveja do dia e ficamos bem ao lado do local da prova da Maratona Aquática feminina, onde a brasileira ganhou medalha de bronze. Em Copa vimos os crushs mais tops do rolê. Pena que ali a cerveja é mais cara e não rola uns telões para assistir aos jogos, caso contrário poderíamos ter passado o dia inteiro lá.

 Arena de Vôlei de Praia em Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen
Eve nos Arcos Olímpicos de Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen

Continuamos nossa caminhada e paramos em Ipanema. Lá curtimos sol e praia de buenas na canga. Experimentei a tal esfiha que vendem na praia (e vem com gordurinha… não curti muito não, mas na hora da fome era o que tinha em oferta).

Eve from Ipanema – Foto by Mah
Cada detalhe olímpico é um flash – Foto by Mah

Caminhamos mais um pouco e embarcamos no metrô para o centro. Hora de ver a famosa Pira Olímpica, em frente à Igreja da Candelária. Na TV ela parece linda e grande. Ao vivo e a cores ela é bem menor e chega a decepcionar um pouquinho.

Pira Olímpica/ Catedral da Candelária RJ – Foto by Évelin Karen

Gastamos mais sola de chinelo caminhando pelo Boulevard Olímpico. Na sua extensão encontramos muita, muita gente, artes, grafite, palcos com DJ’s, telões, food trucky e até a Casa do Brasil (com uma fila gigantesca). Uma infinidades de coisas para fazer e conhecer. Acompanhamos o pôr do sol do lado de fora do Museu do amanhã, local que garante fotos lindas!

Selfie no Boulevard Olímpico Foto by Évelin Karen
Museu do Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Pôr do sol no Museu no Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Vista do Boulevard Olímpico  RJ – Foto by Évelin Karen 

Voltamos para o nosso ponto de apoio, tomei um banho e fui para rodoviária. Por sorte consegui comprar minha passagem de volta direto pra Mogi. Jantei, embarquei 22:40 (no mesmo dia 15 de agosto) e dormi a viagem inteira, assim como a grande maioria dos passageiros que também estavam voltando do Rio com o sonho olímpico realizado.

Conclusão: se você quer muito saber como é o clima de Olimpíadas e tem pelo menos R$ 300,00, pegue um ônibus e vá. Se você conhece pessoas que têm carro e também estão afim, o passeio sairá bem mais barato. Com este valor você paga transporte, alimentação e se não rolar muitos bons drinks dá pra pagar até um ingresso (dos mais baratos) para assistir alguma das competições. É loucura fazer isso? Talvez! Porém é uma oportunidade única e uma sensação maravilhosa  fazer parte de um evento tão grandioso quanto este. Trabalha durante a semana? Embarque na madrugada de sexta para sábado, mas VÁ!!!!! Eu super recomendo!

E no próximo post voltamos à programação normal: Bahia e os encantos da Ilha de Itaparica e Ilha dos Frades.