Avianca cancelou meu voo, e agora? Meu dramalhão peruano!

Quem aí já teve algum problema com cia aérea? Espero que a maioria pense “eu não”, pois eu? Sim! Graças a Avianca que cancelou o meu voo e só esqueceu de me avisar!

Sobrevoando São Paulo – Foto by Évelin Karen

Eu sempre tive curiosidade de conhecer o serviço da Avianca, mas confesso que minha primeira experiência não foi das melhores. Senta que lá vem textão com várias reclamações (sim, eu sei que gente que só reclama é um saco, mas quero apenas compartilhar o que aconteceu e quem sabe talvez ajudar alguém com meu relato).

Meu voo de ida São Paulo – Lima estava previsto para sair às 05:55, mas atrasou mais de 2 horas (uma passageira passou mal no taxiamento da aeronave, os comissários demoraram para constatar que o problema era grave e precisaria de um médico e no final das contas a passageira teve que desembarcar, os funcionários tiveram que localizar a bagagem, etc). Fato é que eu deveria desembarcar em Lima às 08:50, porém só cheguei próximo ao meio dia (o que acarretou prejuízos na hora de realizar meu câmbio, assim como me fez perder o passeio que realizaria neste dia).

Alguns dias depois peguei outro voo Avianca de Lima para Cusco e tudo foi bem tranquilo, mas… o pior estava por vir.

Meu voo de volta Cusco – Lima, que seria as 18:02 foi cancelado e não fui informada. Aparecia um voo que sairia 4 horas mais cedo (14:05) mas não consegui realizar o check in pelo app, pois mostrava a mensagem que eu deveria entrar em contato com o call center. Como estava sem chip do Peru, cancelei meus passeios e fui direto para o aeroporto. Expliquei para o funcionário que não conseguia fazer o check in pelo app e que estava aparecendo pra mim um voo as 14:05. O funcionário foi extremamente grosso, disse que eu deveria ter embarcado no voo das 11:30 que tinha acabado de sair (e que em nenhum momento me informaram). Então ele decidiu me colocar no voo das 19:02. Preocupada (pois já tinha enfrentado atraso na vinda) pedi para que ele me colocasse no voo das 14:05, pois tinha medo de perder minha conexão. Mais uma vez o funcionário foi grosso e disse que estava me mudando para um voo com “apenas” 1 hora de diferença do voo original, que o voo das 14:05 estava cheio e ainda foi irônico “eu não entendo por que você já está aqui no aeroporto, já que seu voo era só as 18:00”. Peguei meus bilhetes, esperei uns minutos e fui no outro guichê falar com a outra atendente. Expliquei pra ela a minha situação e a minha preocupação em perder minha conexão. Pedi para ela se eu poderia ficar em alguma lista de espera do voo das 14:05, mas a funcionária não demonstrou nem um pouco de empatia, falou que o voo estava lotado e já tinha sido encerrado (detalhe, o relógio ainda nem marcava 13:00 e ela nem olhou em nenhum lugar para checar a informação).

Fiquei no aeroporto desde as 11:50 e quando chegou 19:02 (horário em que o avião deveria decolar) o embarque ainda não tinha nem começado. Então fui ao balcão para saber o que estava acontecendo. Mais uma vez fui muito mal atendida por uma funcionária da Avianca que foi grossa, deselegante e irônica. Disse que o avião estava com um problema mecânico, que estavam consertando e que o voo iria atrasar 30 minutos. Falei pra ela que estava preocupada com o horário da minha conexão. Ela pegou minha passagem Lima – São Paulo (horário das 22:00) e disse “o trecho Cusco – Lima é feito em 43 minutos (mentira, já que demora 1 hora). Saindo daqui as 19:30 você estará as 20:30 em Lima, ou seja, em 1:30 você terá tempo de sobra pra fazer a sua conexão”. Então perguntei “Ah é? Você promete?” e ela respondeu “prometer eu não prometo, mas é óbvio que dará tempo”.

Já fazia mais de 7 horas que eu estava no aeroporto. Estava sem almoço, sem água (pois no aeroporto não tem nem bebedouro) e sem dinheiro (pois achei que ia embora e tinha gastado meus últimos soles). Fato é que o voo só decolou próximo das 21:30 e só chegamos em Lima próximo das 22:30. Ao sair da aeronave uma funcionária da Avianca falou que todas as pessoas com conexão deveriam retirar as malas na esteira e embarcar na van que nos levaria para o hotel, pois nosso voo seria apenas no dia seguinte as 22:00. Neste momento eu fiquei D-E-S-E-S-P-E-R-A-D-A e fui pedir ajuda para vários funcionários da Avianca, pois eu não estava ali devido um atraso de 2 horas… eu estava ali devido uma série de erros da Avianca: cancelaram meu voo e não me avisaram; me ofertaram um novo voo, mas não tinha assento disponível; me colocaram num voo mais tarde e em nenhum momento demonstraram preocupação em eu perder minha conexão (e os problemas que isso poderia me ocasionar), não me deram nem um suporte ou ao menos um copo de água.

Perguntei para vários funcionários o que poderia ser feito, mas um jogava o problema para o outro. A Avianca faz parte da rede Star Alliance, logo pensei que fosse mais fácil me encaixar num voo de outra cia aérea desta rede (a LATAM tinha um voo para São Paulo às 00:40), mas os funcionários só sabiam dizer que todos os voos estavam lotados. A situação só mudou quando perguntei para funcionária “vocês querem que eu fique aqui mais um dia, mas como farei com a minha medicação? Trouxe meus remédios contados”. Só assim, depois de muito implorar e nitidamente começar a passar mal que decidiram fazer algo. A funcionária contatou algum superior e me informou que estavam tentando me embarcar no voo Latam das 09:15 da manhã seguinte, mas pediu sigilo (pois só tinha uma vaga). Graças a Deus e a uma funcionária que percebeu a gravidade da situação eu consegui embarcar neste voo e tomar meus medicamentos chegando no Brasil. Resumo da ópera: prejuízo no primeiro dia de viagem, prejuízo no último dia de viagem (perdi todos os meus passeios programados, perdi horas fazendo vários nadas no aeroporto aguardando meu voo, passei por stress e constrangimento graças ao péssimo atendimento de alguns funcionários Avianca, sendo que isso que acaba com a tranquilidade e felicidade das férias de qualquer pessoa) e ainda tive que cancelar meus compromissos do dia que eu estaria de volta no Brasil (isso porque no dia seguinte eu já embarcaria pra Recife).

Chegando no Brasil vocês acham que eu fiquei xingando muito no Twitter? Capaz! Entrei no site da Avianca e fiz uma reclamação formal. Aproveitei e coloquei no Reclame Aqui também e em questão de dias um funcionário Avianca entrou em contato comigo lamentando tudo o que eu tinha passado. Finalmente estava tendo algum retorno digno. No final das contas eles me deram um voucher de 180 dólares (que só poderia ser usado em voos Avianca internacionais). Acabei não usando este “agrado”, mas fiquei satisfeita porque eles se importaram comigo e quiseram contornar a situação de alguma forma.

Resolvi compartilhar esta história porque não basta apenas reclamar, é necessário reclamar nos canais certos. Não adianta nada espalhar para os amigos e nas redes sociais que você não gostou de um serviço ou produto sem antes contatar a empresa responsável. Vá direto a fonte, tente resolver e se não conseguir busque seus direitos e compartilhe com todos os contatos para que eles não passem pelo mesmo. #ficaadica

On the Road – Peru – Day 11 e 12 – Cusco

On the Road – Peru – Day 11 e 12 – Cusco

Após 10 dias no Peru minha viagem chegava na reta final e minhas energias já estavam nas últimas também. Depois daquele tour maluco por Machu Picchu ainda encontrei forças para conhecer um pouquinho dos encantos de Cusco.

Cusco – Peru – Foto by Ambulante

No final da manhã saí sem destino pelas ruas da cidade admirando aquela arquitetura linda. Pude entrar nas lojinhas (e comprar vários nadas), almoçar num restaurante local (pagando menos de 8 soles e com direito a entrada e bebida inclusa), tomei uma Cusqueña enquanto comia um bolo delicinha de sobremesa e via os turistas passando… tudo com muita tranquilidade e apenas aproveitando o momento.

Pelas ruas de Cusco – Peru – Foto by Évelin Karen
Arquitetura Cusqueña – Foto by Évelin Karen
Por las calles de Cusco – Foto by Évelin Karen
Pastel y Cusqueña – Foto by Évelin Karen

Por volta das 13:30 fui para a Plaza de Armas onde encontrei o Humberto, o guia queridinho de muitos brasileiros. Então ele me levou até meu grupo que estava no Convento de Santo Domingo, nossa primeira parada.

Iglesia de la Compañia de Jesús y Museo de Historia Natural – Foto by Évelin Karen
Convento de Santo Domingo – Foto by Évelin Karen

O Convento de Santo Domingo também é conhecido como Qoriqancha (ou Templo do Sol), pois a construção foi levantada em cima das paredes de um templo inca. Super vale o passeio pelas histórias e explicações, pois tudo era tão friamente calculado e pensado… parece que o povo inca não construía nada ao acaso.

Convento de Santo Domingo en Cusco – Foto by Évelin Karen
Um pouco das paredes do Convento de Santo Domingo – Foto by Évelin Karen

Depois do Convento partimos para Q’enqo. Dizem que neste lugar eram realizados diversos sacrifícios (e até passamos por uma câmara subterrânea onde, diz a lenda, que o povo inca usava para embalsamar corpos). Pesado, né?

Um pouquinho (bem pouco) de Q’enqo – Foto by Évelin Karen

A próxima parada foi Sacsayhuaman que impressiona pela quantidade de pedras enormes que foram muito bem encaixadas umas nas outras. Ali também avistamos a estátua do Cristo Branco e “curtimos” aquela brisa gelada da tarde.

Sacsayhuaman Peru – Foto by Évelin Karen
Sacsayhuaman Peru – Foto by Évelin Karen
Cristo Blanco Peru – Foto by Évelin Karen

Passamos bem rapidamente por Tambomachay. Ali o cansaço começou a tomar conta do corpo.

Tambomachay Peru – Foto by Évelin Karen
Tambomachay Peru – Foto by Évelin Karen

Pukapukara foi nossa penúltima parada que deve ter durado uns cinco minutinhos, pois a noite já estava caindo.

Pukapukara Peru – Foto by Évelin Karen
Turistando em Pukapukara Peru – Foto by Guia
Pukapukara Peru – Foto by Évelin Karen

Por último rolou mais uma parada pra compras (desta vez me rendi e comprei um cachecol de lã de alpaca). E lá se foi meu último dia de tour.

Imprevistos a parte, preciso dizer pra vocês que esta viagem para o Peru foi simplesmente incrível, não só pelos lugares lindos que visitei, mas também pelas pessoas queridas que conheci (aliás, alguns já tive até o prazer de reencontrar). Além disso, pude me conectar comigo mesma de uma forma que nunca tinha acontecido em nenhuma outra viagem e o resultado disso vocês verão muito em breve.

Se você tem tempo, dinheiro e vontade de conhecer o Peru te digo apenas uma coisa: apenas vá e se surpreenda com este país encantador.

On the Road – Peru – Day 9 e 10 – Águas Calientes – Machu Picchu

Machu Picchu é uma das sete maravilhas do mundo e o destino dos sonhos de muita gente, não é mesmo? Confesso que não estava no topo da minha listinha, mas como escolhi conhecer o Peru não tinha como não dar uma passadinha.

Machu Picchu – Foto by Guia

Fechei meu tour com a “Marcelo Turismo”, uma agência que fica na Plaza de Armas, e não recomendo nem para meu pior inimigo. Super desorganizado o passeio: do início ao final. Estava incluso: traslado Cusco – Hidrelétrica, almoço ida, 1 diária em quarto compartilhado em hostel em Águas Calientes, jantar, café da manhã, ingresso Machu Picchu (período da tarde) e traslado de volta Hidrelétrica – Cusco. Paguei 325 soles.

Avisaram que a saída seria as 07:00 na frente da agência. 07:15 chegou um cidadão que me levou para uma outra praça e foi buscar mais turistas. No final das contas saímos de Cusco depois das 08:30.

Paramos por alguns minutinhos em Ollantaytambo para tomar café (no meu caso foi um Coca gelada pra curar a ressaca da noitada no Loki). Voltamos pro carro e dali pra frente a estrada nos presenteou com paisagens de tirar o fôlego: seja as montanhas nevadas ou os famosos precipícios que víamos aflitos da janela do carro. Na minha opinião, muitos motoristas que fazem estes tours dirigem como uns loucos (e é claro que tanto o motorista da ida quanto o da volta faziam parte deste grupo). Ele correm sem medo de curvas, neblina, neve ou chuva. Emoção do início ao fim (ou seria medo?).

Machu Picchu – Foto by Guia

Chegamos na hidrelétrica próximo das 14:00. Ali almocei (buffet simples, mas comidinha bem gostosa e inclusa no meu pacote), usei o banheiro (pago… acho que 1 sole), arrumei minha mochila e me preparei pra encarar a tal trilha.


Machu Picchu: Tô chegando – Foto by Évelin Karen

Perto das 15:30 iniciei o trajeto junto com o bonde dos brasileiros (incluindo aqueles 7 que eu falei que estavam no meu quarto do Pariwana) e duas turcas. Em questão de minutos me distanciei do pelotão porque eu queria viver a experiência daquela trilha e curtir cada minuto: os sons dos pássaros e cachoeiras, aquele cheiro de natureza quase intocada. Sei que o que vou dizer agora vai parecer maluquice pra muitos, mas pra mim esta foi a melhor parte do passeio. Toda vez que eu paro pra lembrar desta trilha sou tomada por um sentimento maravilhoso que enche meu peito de alegria e paz. Ali pude pensar em tudo e ao mesmo tempo em nada. Ali senti muita gratidão pela minha vida, minha coragem, por aquela paisagem linda que Deus nos deu, por cada canto de pássaro, por cada “hi” acompanhado de sorrisos de turistas que cruzei pelo caminho. É impossível descrever em palavras o que eu senti, mas esta trilha foi um dos pontos altos da minha visita ao Peru. Se você gosta de andar e de curtir a natureza eu super recomendo!

Caminhando e admirando as montanhas do Peru – Foto by Évelin Karen
Surpresas da trilha – Foto by Évelin Karen

Foram pouco mais de duas horas caminhando beirando a linha do trem. Já era fim de tarde quando eu avistei a plaquinha de Machu Picchu e, é claro, fui tirar fotos e fazer a turisteira.

Machu Picchu, chegay! – Foto by Turista Solidário

Chegando em Águas Calientes subi a calle principal procurando o meu hostel. Gravem este nome Pirwa Hostel: o pior que já fiquei em toda a minha vida. Banheiro mofado, com goteira, banho quente apenas no primeiro dia, quarto sem janelas, apenas 1 tomada… lugar horroroso.

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Mas temos um ponto positivo do tour: as comidas: almoço e jantar inclusos eram bem saborosos e o café da manhã foi simples mas gostoso.

Fui dormir cedo e no dia seguinte, perto das 09:00, eu já estava no onibusinho a caminho de Machu Picchu. Esta foi a melhor decisão que eu tomei neste tour, pois desci a pé e vi que subir aquelas dezenas de degraus era bemmmm tenso. Paguei 12 dólares.

Segundo meu ingresso o tour começaria às 12:00, porém o guia pediu pra gente chegar até às 10:00, pois era possível entrar mais cedo (acabamos entrando às 11:00). A grande maioria das pessoas que fazem o tour a tarde descobrem esta informação, então a entrada fica super muvucada (tipo metrô da Sé em horário de pico). Depois que você passa a catraca é preciso achar o guia e esperar o restante do grupo. Acho que é mais proveitoso fechar este passeio por conta e contratar o serviço de um guia privado. Não é difícil de encontrar, já que vários deles ficam na entrada oferecendo os serviços.



Entrada de Machu Picchu = Mar de Gente – Foto by Évelin Karen

A caminhada por Machu Picchu é super tranquila (em termos de esforço físico) e bem conturbada (devido a grande quantidade de turistas). É preciso paciência e tempo para tirar a foto perfeita. No dia que eu visitei peguei um tempo super estranho: estava bem abafado, chovia, fazia sol… Coloca a capa e sente calor, tira a capa e começa a chover rs

Plena em Machu Picchu – Foto by Guia
Modelando com meu look mara do dia – Foto by Turista Francês

Em menos de duas horas percorremos o trajeto do parque com o nosso guia. Graças a Deus a  chuva parou um pouco e conseguimos aproveitar bastante. Tivemos várias paradas pra foto, ouvimos várias histórias e sentimos um pouquinho daquele lugar tão rico e importante para o povo Inca.

Aquela foto clássica – Foto by Évelin Karen
Machu Picchu – Foto by Évelin Karen
Pelas ruínas de Machu Picchu – Foto by Évelin Karen

Como eu não consegui comprar a passagem pra voltar de trem (erro no site e no guichê só aceitava doletas), fiz o tour corrido e fui embora. Quem vai com tempo pode continuar caminhando com mais calma, mas não pode ir e voltar dos lugares pelo mesmo caminho. Lembrem-se: antes da saída é possível carimbar seu passaporte. Mais uma forma de deixar Machu Picchu ficar marcado na sua história.

Saí do parque e fiz a trilha de volta das escadarias quase correndo. Cheguei na parte debaixo derretendo e com as pernas bambas. Respirei fundo, coloquei o sorriso no rosto e encarei as duas horas de trilha de volta até a hidrelétrica.

A alegria de quem conheceu mais 1 das 7 maravilhas do mundo – Foto by Évelin Karen

Minha volta foi um tanto conturbada, já que demorei quase uma hora pra encontrar o carro que eu iria embora. Me senti um saco de batata porque cada motorista me jogava pra uma van diferente. Na estrada muito medo, já que era noite, em alguns trechos chovia, em outros nevava e é claro que o motorista corria loucamente. Em um ponto da viagem um dos passageiros comentou com o motorista “a estrada é bem perigosa, não poderia ir mais devagar?” E o motorista respondeu com toda a delicadeza “quem está dirigindo? Eu ou você?”. Achei que ia estourar a terceira guerra mundial, mas parou por aí e eu continuei o caminho rezando e pedindo a proteção de Deus.

Cheguei em Cusco depois da meia noite, fui pro hostel, tomei banho e capotei. Não dormi muito bem porque desta vez fiquei num quarto com gringos bem barulhentos (quem faz a mala às 3 da matina?). Ainda tinha um dia e meio em Cusco e a vontade de conhecer a tal Montanha Colorida, mas o cansaço me venceu e acabei optando por um passeio mais de boa: City Tour em Cusco para fechar minha saga no Peru!

On the Road – Peru – Day 8 – Cusco – Vale Sagrado

On the Road – Peru – Day 8 – Cusco – Vale Sagrado

O tour pelo Vale Sagrado é algo mais que clássico para os turistas que visitam Cusco. Diversas agências oferecem o passeio, por isso é possível negociar e fechar um bom negócio.

A caminho do Vale Sagrado – Foto by Évelin Karen
A caminho do Vale Sagrado – Foto by Évelin Karen

O meu tour saiu da Plaza de Armas por volta das 08:30.  Paramos primeiro num centro de artesanato onde encontramos várias opções de lembrancinhas e estas lhamas e crianças fofinhas.

Da série Fofuras Peruanas – Foto by Évelin Karen

Andamos mais um pouco e descemos para comprar o famoso boleto turístico, obrigatório para entrar em diversas atrações do circuíto. Nosso primeiro sítio arqueológico foi Pisac. Fiz várias fotos e um tour recheado de histórias que nos fazem retornar à época da escola. Em alguns momentos a gente se sente num documentário da Discovery Channel. Muito legal aprender os significados e as funções de cada construção e invenção de anos e anos atrás.

Vale Sagrado – Pisac – Foto by Évelin Karen
Turistando em Pisac – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Pisac – Foto by Évelin Karen

Paramos para almoçar na cidade de Urubamba num restaurante super delicinha. Comida e sobremesa inclusa no valor do meu passeio (que já não me recordo mais) e bebidas pagas a parte. Tivemos uma boa variedade de pratos e é realmente uma pena eu não ter mais detalhes do local pra compartilhar com vocês. 

Docinhos que gosto pouco #sqn – Foto by Évelin Karen

Na parte da tarde visitamos Ollantaytambo. É dali que muitos turistas decidem embarcar nos trens com destino a Águas Calientes – Machu Picchu. Achei o lugar bem arrumadinho, cheio de lojinhas e barzinhos bonitinhos (bem turístico). Ouvi mais histórias e fiz mais fotos pelas ruínas incas. Além disso, ali pude ver melhor o contraste entre as construções antigas que se mesclam com a cidade atual.

Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen

Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen

A parte que eu mais gostei no meu tour no Vale Sagrado foi da penúltima parada numa loja em Chinchero que vendia uma grande variedade de artesanatos locais. Até aí nada de novo, mas a diferença se comparado com outros rolezinhos de compras é que neste nos foi mostrado o processo de produção artesanal das roupas: como era a lã de alpaca, como ela era lavada utilizando detergente natural (o negócio parecia nabo ralado e na água fazia uma espuma branquinha que deixava aquela lã imunda clarinha em questão de segundos), da onde eles extraem as cores para tingir as lãs (sementes, folhas e outras coisas da natureza), assim como o processo de tecer. Tudo isso misturado com muita simpatia e humor das chincheras. Ainda rolou chazinho quentinho pra aquecer aquele fim de tarde. Nem preciso dizer que muita gente gostou do atendimento VIP e comprou várias lembrancinhas.

Que dizer destes pets na parada do mercado em Chinchero? – Foto by Évelin Karen

A última parada do meu tour pelo Vale Sagrado foi em Chinchero onde existe outro sítio arquelógico e a igreja mais diferente que eu já vi na vida, com pinturas da escola de arte cusqueña. Confesso que nunca tinha visto nada parecido, por isso achei a Iglesia Colonial de Chinchero um pouco sinistra (peço desculpas pela falta de conhecimento em artes, mas as pinturas me causaram desconforto). Não é permitido tirar fotos lá dentro, por isso não terei como compartilhar com vocês 🙁

Vale Sagrado – Iglesia Colonial de Chinchero – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Iglesia Colonial de Chinchero – Foto by Évelin Karen

Voltei para Cusco, cheguei no Pariwana depois das 19:00, tomei um banho e ainda fui curtir a noite do Loki Hostel. Festa, beer pong, reggaeton, funk e as migas loucas que eu tinha conhecido em Huaraz: Mari e Manu.

A noitada foi mara! Fui dormir as 3, acordei 06:30, fiz check out, guardei minha bagagem no locker e parti para minha saga até Águas Calientes. Conto tudo pra vocês como foi conhecer Machu Picchu no meu próximo post!!!

On the Road – Peru – Day 7 – Lima (City Tour)/ Cusco

Você é daquelas que visita uma cidade turística e não sente que a viagem está completa enquanto não faz um city tour? Eu sou destas e é claro que Lima não poderia ficar de fora da minha listinha. 

Lima – Foto by Évelin Karen

Em Lima existem duas empresas que possuem passeio em ônibus turístico: a Mirabus e o Turibus. Tinha visto os horários dos tours destas empresas previamente pela internet e tinha me programado para realizar o passeio no dia que cheguei em Lima, mas como rolou aquele atraso acabei não fazendo. Porém, na rua do hostel onde fiquei hospedada encontrei a agência Cólon Travel e foram eles que salvaram minha vida. Conversei brevemente com a Amparo no primeiro dia de viagem, peguei o cartão dela e reservei tudo por e-mail ainda em Huaraz. Fui muito bem atendida pela Amparo que fez de tudo para que eu embarcasse neste passeio (leia-se pegar o próprio carro e me levar até a van que já tinha passado pela agência). Investimento: 87 soles!

O tour começou em Miraflores, próximo ao shopping Larcomar e com aquela paisagem belíssima em frente ao Pacífico. 

Vista do Larcomar – Foto by Évelin Karen

Passamos pela Parque John Kennedy o qual eu já tinha conhecido no dia em que cheguei e em questão de minutos estávamos em Huaca Pucllana: nada mais nada menos que ruínas de pirâmides consideradas território sagrado pelo povo Inca. No meu passeio tive apenas uma visão panorâmica, mas quem gosta de história e tem interesse e tempo vale a pena comprar o ingresso para fazer um tour em Huaca Pucllana e assim descobrir um pouco mais deste patrimônio incrível. 

Huaca Pucllana – Foto by Évelin Karen

Seguimos viagem e admiramos um pouco as ruas e construções do bairro de San Isidoro que possui uma bela arquitetura. Por ali também vimos o Parque La Reserva onde a noite acontece o famoso Circuito Mágico das Águas.

Nossas paradas ficaram concentradas no centro histórico colonial. Passamos pelo Paseo de la Republica, Plaza Mayor, Palacio de Gobierno, Museo del Banco Central, Casa de Literatura Peruana, Plaza San Martín e a famosa Catedral de Lima.

Casa de Literatura Peruana – Foto by Évelin Karen
 Lima Colonial – Foto by Évelin Karen
Palacio Municipal de Lima – Foto by Évelin Karen
Palacio de Gobierno Lima – Foto by Évelin Karen
Basilica Catedral de Lima – Foto by Évelin Karen

Também passamos por uma ruazinha perto da Catedral onde paramos numa lojinha e fizemos uma degustação de Pisco Sour que estava delicinha, mas fiz a viajante mochileira e não comprei.

A tal ruelinha – Foto by Évelin Karen

Nossa última parada foi na Basílica y Convento de San Francisco. Entramos na Igreja, fiz minhas orações, além de admirar a bela arquitetura e as pinturas do lugar.

 Iglesia de San Franscisco – Lima – Foto by Évelin Karen
Por dentro da Iglesia San Francisco – Lima – Foto by Évelin Karen 
 Iglesia San Francisco – Lima – Foto by Évelin Karen
Iglesia De San Francisco – Lima – Foto by amizade instantânea

Depois foi hora de conhecer as famosas Catacumbas. Infelizmente não rola fazer fotos e vídeos lá dentro, mas o lugar impressiona tanto pela história quanto pela quantidade de ossos que vemos.

 Convento y Iglesia San Francisco – Foto by Évelin Karen
Convento y Iglesia San Francisco – Foto by Évelin Karen

O tour começou às 10:00 e perto das 13:00 finalizamos. Foi curto? Um pouco, mas pra mim foi ótimo porque deu pra descobrir um pouquinho dos encantos de Lima. Tivemos apenas 2 paradas para tirar fotos, mas é disso que gosto no city tour: você tem a oportunidade de ver um pouquinho de tudo e assim pode escolher quais lugares voltará mais tarde para explorar mais. Como eu só tinha algumas horas em Lima achei muito proveitoso e fiquei com aquela vontadinha de voltar (mas numa próxima vez teria que ser no verão para eu colorir a Lima cinza que ficou na minha recordação).

No período da tarde fui pro aeroporto, comi um Mc Donalds pra economizar e no fim da tarde parti para Cusco. Cheguei no começo da noite e logo de cara achei o lugar lindo: arquitetura antiga, conservada e bem iluminada. Confesso que fiquei impressionada. 

Noite em Cusco – Foto by Évelin Karen

Em Cusco me hospedei no Pariwana e foi uma experiência bem gostosa. Hostel limpo, café da manhã muito bom, cheio de atividades e com baladinha animada. Caí num quarto com outros 7 meninos (todos brasileiros) e foi suuuuper tranquilo. A noite sempre rolam várias festas com direito a free shots, funk e muito reggaeton.

Nesta primeira noite saí rapidamente pra saber por quanto estavam vendendo os ingressos pra Machu Picchu, assim como comprar meu tour pro Vale Sagrado. Mas este é assunto do meu próximo post!!!

On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

Você já ouviu falar da Laguna 69? Se está pesquisando sobre Huaraz certamente verá algum texto ou comentário relatando como é sofrido chegar na tal Laguna, mas é claro que no meu caso a tensão foi nível hard.

Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Acordamos antes das 5, pois 05:30 nossa van já estava na porta do hostel para nos buscar. Nesta aventura fomos as 3 mosqueteiras: Mari, Manu y yo. Rodamos um pouquinho pelas ruas de Huaraz pegando alguns passageiros e por fim embarcamos em um micro ônibus que nos levou até o Parque Nacional de Huascarán.

Migas, suas locas – Foto by Évelin Karen

A Laguna 69 também está localizada no Parque Nacional de Huascarán. Portanto, assim como no Glacial Pastoruri, também será necessário pagar uma taxa de entrada (mas lembre-se: se você pretende fazer mais que dois passeios no Parque é possível comprar um boleto com valor diferenciado).

Lembro que por volta das 7:30 paramos num lugar bem simples para tomar café e ir ao banheiro. Neste lugar também era possível comprar algumas opções de snacks para levar na trilha.

Por volta das 9 já estávamos chegando perto da entrada da famosa Laguna 69. Em todos os tours que realizei em Huaraz fui presenteada com trajetos recheados de belas paisagens. Neste meu último a cereja do bolo que estava pelo caminho foi a Laguna Chinancocha. Mesmo em um dia cinza, a beleza da Laguna consegue transformar um dia chuvoso e triste em sorrisos e suspiros de admiração que a grande maioria dos turistas solta ao ver aquela bela paisagem de tirar o fôlego.

Laguna Chinancocha – Foto by Manu

Ficamos com vontade de curtir um pouco mais da Chinancocha, mas a chuva e as rajadas de vento nos fizeram embarcar no nosso ônibus novamente. Ali começamos a rezar pra Santa Clara clarear e nos proporcionar um trekking até a Laguna 69 sem chuva, mas… não foi o que aconteceu. Por isso, digo e repito: leve capa de chuva e de mochila, vá com roupas adequadas, casaco e calça corta vento e impermeáveis assim como uma bota de trekking confortável e impermeável porque a caminhada será longa! No meu caso, nos 14  km do trajeto (ida e volta) consegui vivenciar muita coisa: garoa, chuva, vento, granizo, neve… combine isso com a altitude de 4600 metros e terás um dos rolês mais cansativos da vida (no meu caso foi). Lembre se que as condições climáticas podem potencializar o nível hard da trilha.

Ficou assustado? Não fique, pois é uma trilha possível. Dica: se você é sedentário comece a caminhar, correr ou fazer algum tipo de exercício alguns meses antes da sua viagem (e é claro, antes de praticar qualquer exercício consulte o seu médico). Sua saúde agradece e ter o mínimo de preparo físico vai te ajudar e fazer a diferença!

A trilha começa com uma linda cachoeirinha que parece de filme! Dá vontade de parar e fazer várias fotos, mas não caia em tentação. Como o tempo do passeio é cronometrado vale mais a pena seguir a trilha e na volta fazer fotos se der tempo (melhor que correr o risco de não concluir o percurso e ficar sem ver a famosa 69).

O começo da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

No começo pegamos um trecho plano e pensamos “sério que falaram tanto pra isso?”. Mas não se engane! Aquela parte não é nem o aquecimento.

Pra não me alongar muito vou dizer que subimos, subimos mais um pouco e depois subimos mais ainda. E faltava ar, dava sede, o cansaço batia. Depois de quase 2 horas andando, chegamos num trecho menos roots, com uma pequena lagoa, um trecho plano, mas logo a subida começou novamente.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

A Mari corre meia maratona, então nos primeiros minutos de trilha ela deslanchou na frente. Manu e eu éramos umas das últimas que ficava próximo ao final da fila junto ao maior pelotão do grupo. Andávamos um pouco, parávamos pra respirar, beber água e tentávamos seguir as ordens do guia de que dizia pra gente não sentar que era pior e mais perigoso.

Li alguns blogs antes de viajar e o relato que eu li no Uma Sul Americana me fez acreditar que era sofrido, mas era possível e eu ia conseguir. Assim como a Aline, eu respeite os limites do meu corpo, parei sempre que necessário (tipo, quase a cada minuto) e depois de 3:20 de trilha conseguimos avistar a plaquinha!

Laguna 69: a chegada – Foto by Manu

A sensação de superação ao chegar no topo é incrível. Tive vontade de chorar porque próximo ao final da trilha eu achei que não iria conseguir, mas… quem acredita sempre alcança e este foi o resultado.

Laguna 69 – Foto by Manu

Sim, foram 3:20 pra subir e menos de 20 minutos admirando a laguna e os pequenos floquinhos de neve que caiam do céu!

Teve neve sim – Foto by Manu

Dizem que pra descer todo santo ajuda, mas foi preciso ter bastante cuidado pra não escorregar e cair ribanceira abaixo. Voltei com passadas largas, parando bem menos e tentando capturar pequenas memórias dos lugares por onde passei.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Fiz fotos, andei, andei, andei e parecia que nunca chegaria no nosso ponto de encontro onde estava o ônibus. Porém, depois de mais de duas horas de caminhada, avistei a bela cachoeirinha novamente. Desta vez parei, fiz minhas fotos, terminei de subir e sentei falecida no ônibus que me levaria de volta pro hostel.

O que vemos pelo caminho – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Neste mesmo dia apenas tomei um banho e saí com Manu para jantar e embarcar pra Lima. Passamos a noite viajando e durante a viagem meu joelho inchou e doeu muito, isso porque nunca tive problemas no joelho. Hora de tomar o bom e velho Dorflex e passar pomada Cataflam, pois na manhã seguinte iria encarar meu city tour na capital peruana. Quer saber como foi? Confira no próximo post!

On the Road – Peru – Day 5 – Huaraz: Glacial Pastoruri

On the Road – Peru – Day 5 – Huaraz: Glacial Pastoruri

Depois de quase ver a morte na trilhazinha da Laguna Parón resolvi tirar a próxima manhã para descansar? Capaz! No meu segundo dia em Huaraz acordei cedo porque iria conhecer o famoso Glacial (ou Nevado) Pastoruri.

O caminho (antes da entrada do Glacial) – Foto by Évelin Karen
 Será que o Glacial é atrás daquelas montanhas nevadas? – Foto by Ma

Vale lembrar que para entrar no Parque Nacional de Huascarán é necessário pagar uma taxa de entrada (já não me recordo mais do valor, mas sei que se você pretende ir mais de dois dias é possível comprar um boleto com um valor diferenciado).

Árvores diferentonas – Foto by Évelin Karen
Paisagens do Caminho Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Pra chegar no destino encaramos 3 horinhas de van mais uma trilhazinha de uns 40 minutos. Mesmo sendo mais longo, achei o caminho mais tranquilo que o da Parón. Este foi o primeiro dia que tomei as tais soroche pills e talvez seja por isso que consegui curtir o passeio de boa, mesmo encarando mais de 5200 metros de altitude. Pra quem tem preguiça de andar, este passeio possui “adicional de cavalinho”, mas é claro que eu não lembro o valor pra compartilhar com vocês (acho que deve ser uns 15, 20 soles). 

Paisagens do Caminho Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Depois da caminhadinha a recompensa: gelo, muito gelo, muito gelo MESMO! Uma paisagem diferente de tudo que eu já tinha visto na vida.

Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen
Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Ao me aproximar pude ver que além do gelo existia muita água escorrendo. Sabe quando falam no jornal que as geleiras estão derretendo? Pude constatar com meus próprios olhos que tais notícias são bem reais. Infelizmente, muita gente não se preocupa com o meio ambiente, poluição, consumo consciente… Mas um dia todos nós iremos pagar pelas agressões cometidas diariamente contra o nosso planeta. Eu ainda pude presenciar a beleza deste glacial, mas infelizmente não se sabe até quando teremos este incrível lugar para visitar.

Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen
Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Turista aleatória
Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Mais uma vez fiquei batendo papo com a guia e mais uma vez fiquei bastante assustada. Acho que ficamos perto de duas horas neste tour (entre percurso de ida, volta e, de fato, no Glacial). Ficamos super impressionados e queríamos fazer um ensaio da Vogue naquela paisagem top. Foi quando ela me falou “Quando eu chamo as pessoas pra ir embora é porque realmente é hora de partir. A maioria dos turistas que estão aqui não são acostumados com a altitude e isso é muito perigoso. Já aconteceu do turista ficar muito tempo aqui, voltar pra van, dormir e nunca mais acordar”. Se a história é verdade eu não sei, só sei que depois disso aumentei minhas passadas, embarquei na van e não preguei os olhos nas 3 horas de retorno (vai que eu durmo e não acordo mais também…).

Paisagens do Caminho Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

A noite o bonde dos brasileiros foi fazer gordice na Luigi´s Pizza. Adorei o lugar: super descolado, paredes cheias de mensagens escritas pelos clientes e trilha sonora super de primeira (estava tocando Manu Chao). Pizza de massa fina, delicinha e com combos promocionais (pizza + bebida) por um preço bem camarada.

Não ficamos acordados até tarde porque no próximo dia nos reservava o passeio mais aguardado de quem visita Huaraz: a famosa Laguna 69. Fiquem de olho no próximo post que será babado!

On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

Depois de um longo dia viajando de ônibus até chegar em Huaraz vem uma longa noite de sono? Não no meu caso! Na minha primeira manhã nesta cidade acordei antes das 5:00 e sem despertador. Não sei se foi culpa da altitude ou da minha ansiedade, só sei que mesmo enrolando um pouco na cama acabei levantando antes das 6:00 para acompanhar o nascer do sol naquele frio próximo do 0 grau.

Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen
Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen

Meu primeiro tour pra Laguna Paron iniciaria apenas as 08:30, então tomei café de boas no hostel (chazinho de anis pra tentar amenizar o soroche) e de cara já fiz amizade com 2 brasileiros: a Mari de Sampa e o Jorge do Mato Grosso. Na van foi hora de conhecer a Manu de Fortaleza e aí sim montamos o bonde dos brasileiros pra compartilhar a sofrência do soroche.

Antes de embarcar na van fui num mercadinho comprar merendinhas pro passeio, arrumei a mochila de ataque e embarquei na minha primeira aventura. No caminho paramos numa cidadezinha onde tomei meu primeiro sorvete de Lucuma. Paguei 4 soles e achei muito delicioso. Quem vai pro Peru não pode deixar de experimentar!

Sorvete de Lucuma – Foto by Évelin Karen
La Iglesia en el caminho

Embarcamos na van novamente e após algumas horas de viagem, subindo e subindo as montanhas, chegamos na entrada do Parque Nacional Huascarán. Chegamos na tal Laguna Parón? “Magina”! Encaramos mais alguns vários minutos subindo as montanhas, curtindo os penhascos e admirando a belíssima natureza peruana.

A caminho da Laguna Paron – Foto by Évelin Karen

Perto do meio dia finalmente chegamos no tal lugar. Valeu cada km percorrido, já que todos ficaram perplexos diante da beleza e dos contrastes daquela paisagem única: aquela laguna de cor esmeralda rodeada por montanhas nevadas é simplesmente uma imagem cinematográfica!


Laguna Parón – A chegada (no filter) – Foto by Évelin Karen

Descemos da van, fizemos um pipis pago (acho que se você guardar o ticket pode usar mais de uma vez), passamos repelente (eita lugarzinho cheio de mosquitos) e fomos encarar nossa primeira “trilha” rumo ao mirante da Laguna. Confesso, a distância é ridícula, mas graças à altitude eu comecei a ver a morte ali mesmo (deve ser por isso que as agências de turismo recomendam este passeio para que o turista possa aclimatar). Quem me conhece sabe que eu faço atividade física (mais pra poder comer que pra ficar sarada, mas tá valendo) e antes de ir pro Peru eu treinei forte pra encarar a altitude e as trilhas que pretendia fazer, mas meus amigos…. senti o perrengue! A subida do mirador da Paron é “simples”… acho q daria pra fazer em 15 minutos ou menos se não fosse a altitude. Doeu a cabeça, baixou o cansaço, coração acelerou… Foi ali que eu literalmente conheci o caminho das pedras. Acho que demorei cerca de 40 minutos para chegar no topo. Mesmo pensando que não ia conseguir eu fui devagar e sempre até chegar no tal mirante para admirar aquela paisagem incrível. 

Laguna Parón – Vista do Mirante (no filter)  – Foto by Évelin Karen
Laguna Paron – Foto by Manu

No mirante fiz belas fotos, mas aproveitei mais pra sentar em uma pedra, admirar, observar, respirar e agradecer por poder conhecer um lugar tão belo como aquele. O que dizer da Laguna Parón? São 4200 metros de altitude, um percurso simples e um pouco cansativo, mas que te surpreende com uma paisagem linda, incrível e mágica, sendo ela a maior laguna da Cordilheira Branca peruana. 

Laguna Parón – Foto by Évelin Karen
Laguna Parón – Foto by Évelin Karen

Aproveitei que estava contemplando aquele lindo lugar e bati um papo com o nosso guia. José me contou sobre a baixa temperatura naquelas montanhas nevadas que cercam a Parón e sobre os acidentes que costumam acontecer entre os amantes de aventura adeptos da escalada. Avalanches são consideradas normais naquela área e, até 14/08/2018, 9 pessoas tinham perdido a vida tentando subir aquelas montanhas nevadas. Ele também me contou a história de um avião que desapareceu naquela área e depois de anos os corpos foram encontrados praticamente intactos e congelados. Sinistro!

Tem gente que encara subir as montanhas geladas do fundo – Foto by Manu

Acho que ficamos no máximo duas horas na Parón, mas foi tempo suficiente para se apaixonar por aquele lugar. Na volta, olhos grudados na janela da van para tentar trazer de recordação pedacinhos daquela paisagem na memória.

El camino – foto by Évelin Karen

Neste passeio também conheci o Dheyvisson de BH. Resultado: o bonde dos brasileiros decidiu repor as energias num jantar delicinha no 13 Buhos. Rolou Cusqueña, pollo con arroz y ensalada (porque eu sou super fitness RYSOS).

O lugar não é dos mais baratos, mas fomos super bem atendidos. Aliás, me deixaram até usar o computador para comprar meu ticket de Machu Picchu e foi ali que eu descobri que… estavam todos esgotados! Tensão? Nervosismo? Desespero? Talvez um pouco, mas estava de férias com o intuito de curtir minha viagem, por isso não iria me desesperar e sim aproveitar!

Jantar no 13 Buhos – Foto by Évelin Karen

Falando em aproveitar, sou brasileira acostumada com sol e mar e conhecer o Peru me proporcionou visitar lugares que só tinha visto em livros e filmes. Quem vai a Huaraz tem a oportunidade de conhecer geleiras bem de pertinho no Glacial Pastoruri. Curiosos para saber como foi este rolê? Fiquem de olho no próximo post!

On the Road – Peru – Day 3 – Huaraz (a chegada)

Manhã se segunda-feira parece um filme de terror na vida de grande parte desta sociedade, não é mesmo? Porém, quando estamos de férias a situação muda completamente, ainda mais se a sua segunda te reserva uma tão esperada viagem para Huaraz!

A caminho de Huaraz – foto by Évelin Karen

Após um domingo super agitado no meu tour Ica – Paracas, acordei antes do despertador tocar e as 07:30 já estava na rua, “no pique da Globo”, tentando achar um lugar legal pra tomar café e uma casa de câmbio aberta. Aproveitei para dar uma volta tranquilamente pelas ruas de Miraflores e pude constatar que o comércio abre apenas após as 9, por isso tive que enrolar e esperar os lugares abrirem pra conseguir resolver minha vida.

Antes de sair do hostel eu abri as mensagens do grupo Peru do Whatsapp e li sobre um acidente que tinha acontecido naquela noite na estrada para Huaraz deixando dezenas de mortos. Confesso que fiquei bem assustada, considerando que no sábado tinha acontecido o acidente nos tubulares e algumas semanas antes um acidente envolvendo dois trens que fazem o trajeto pra Águas Calientes (Machu Picchu). Parecia que a bruxa estava solta e rondando por ali.

De volta no Hostel fiz meu check out, chamei um Uber e fui para a rodoviária da Línea que me levaria para a cidade de Huaraz. Pelo que vi, por ali não existem muitas rodoviárias com ônibus de várias empresas. Por isso é comum cada ônibus sair da garagem da empresa que ele pertence. Eu escolhi a Línea porque tinha lido a respeito na internet e não tinha encontrado reclamações nos blogs que pesquisei. Como vi que alguns viajantes recomendavam e o valor da passagem estava barato (30 soles) acabei comprando pela internet mesmo e com cerca de um mês de antecedência o que me garantiu o assento da frente que fica ao lado da janela, ou seja, viajei de camarote!

A rainha do camarote – Foto by Évelin Karen

Despachei minha bagagem, aguardei alguns minutos e embarquei para a tão esperada Huaraz. Fazia mais um dia bem cinzento em Lima. Como pesquisei um pouco antes de escolher meu destino, decidi viajar durante o dia para ver as paisagens que o caminho me oferecia. Mas pra sair da rodoviária o que encontrei foi muito trânsito!

Acho que meu ônibus saiu da rodoviárias às 11:00. Paramos apenas uma vez por volta das 15:00 para utilizar os sanitários e almoçar. Não tive coragem de comer nada, então fiquei só no sorvetinho. Voltamos pro ônibus e pude ver, cada vez mais de perto, as beleza da Cordilheira Branca.

Paisagens do caminho – Huaraz Peru – Foto by Évelin Karen
Um belo fim de tarde na estrada – Foto by Évelin Karen

Por volta das 19:00 chegamos em Huaraz. Só tirei minha bagagem do ônibus e na calçada já encontrei com a pessoa que me levou pro hostel. Fiquei hospedada no Artesonraju Hostel e fechei meus passeios com a agência Scheler Trekking (na verdade o Scheler é o dono do hostel, então tudo ficou mais fácil rs). Antes de escolher vi dezenas de comentários de brasileiros falando super bem da agência do Scheler, então isso ajudou bastante na hora da escolha.

Finally Huaraz – Foto by Évelin Karen

Fiquei num quarto privado com banheiro e achei muito maravilhosa a relação custo x benefício. As instalações eram limpas, bem conservadas, TV com TV a cabo (pra escutar uma musiquinha no fim do dia), chuveiro quentinho, cama de casal com edredom quentinho e cobertores. Super atendeu as minhas expectativas.

Artesonraju Hostel – Foto by Évelin Karen
Mais um pouco da minha suíte master – Foto by Évelin Karen

Fiz check in, fechei meus passeios dos próximos dias (Laguna Paron, Glacier Pastoruri e Laguna 69), sai pra comprar meu jantar (pollo com papas fritas y ensalada), tomei um banho e dormi, pois meus próximos dias seriam recheados de aventura na Cordilheira Branca.
No próximo post conto como foi meu primeiro passeio: Laguna Paron!

On The Road – Peru Day 2: Ica, Paracas, Huacachina – Uma grande surpresa

On The Road – Peru Day 2: Ica, Paracas, Huacachina – Uma grande surpresa

O relógio marcava 05:30 da matina e eu já estava prontinha, em frente ao Larcomar, esperando para embarcar no meu tão esperado tour Paracas/ Ica. Este era um dos passeios que eu mais queria fazer na minha viagem e já sabia que seria corrido, longo, cansativo, mas que no final valeria a pena.

Escolhi a agência Viajes Picaflor, pois tinha lido uma recomendação em outro blog. Paguei 135 soles pelo meu passeio (o certo seria 165, mas não rolou o passeio de tubulares devido a um acidente que aconteceu na véspera do meu tour e vitimou uma pessoa). No valor do passeio está incluso um lanchinho (biscoitinho e suco de pêssego).

Lanchinho da manhã – Foto by Évelin Karen

Mesmo embarcando super cedo eu queria ficar acordada para ver todas as paisagens possíveis. Logo no início percorremos um trecho beirando a costa e percebi uma grande quantidade de lixo e entulho na estrada e até mesmo na areia de algumas praias. Confesso que fiquei bastante impressionada.

Em algum lugar do Pacífico – Foto by Évelin Karen

Por volta das 9 da manhã chegamos em Pisco e o guia Joel nos contou o significado de Paracas: chuva de areia! Parece que a tarde o vento levanta a areia de uma forma que parece uma tempestade de areia.
Então foi hora de embarcar no barquinho que nos levaria até famosa Islas Ballestras.

A embarcação não é coberta, por isso se você é uma pessoa prevenida deve levar casaco (se possível corta vento), capa de chuva, assim como protetor solar (eu fui num dia nublado, mas tenho fé que existem dias ensolarados na costa peruana).

Desbravando o Pacífico – Foto by Guia

Juro que eu fiquei impressionada com a quantidade de vida que existe no meio do oceano Pacífico. Infelizmente as fotos não conseguem mostrar como é de fato este lugar, mas na minha cabeça guardo esta memória incrível. Eram muitas, muitas, MUITAS espécies de pássaros, lobos marinhos, pinguins… parecia um grande viveiro de animais, então imagine o mau cheiro! A dica é: não coma antes de embarcar no barquinho (ou poderá rolar muita ânsia e enjoo no seu passeio).

Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen
Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen

Neste passeio também tive uma rápida aula de biologia. Você sabia que o pinguim tem uma parceira durante a vida toda enquanto o lobo marinho é um garanhão que pega geral? Isso foi o guia quem contou (Eve também é cultura!).

Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen

E o Candelabro? Passamos por este famoso cartão postal também!

El Candelabro – Foto by Évelin Karen

Voltando do barquinho tivemos uma rápida degustação das famosas choconetas (doce típico da região que parece uma trufa) e voltamos para a van. Desta vez, nosso destino era o restaurante Neto, onde almoçamos (comi pollo, papas fritas e minha primeira Inca Cola) e fizemos um delicioso tour de Pisco a tarde (experimentamos mais de 6 tipos de pisco: perfecto amor, borbonha, gran rose, pisco puro, crema de pisco e nesta hora parei de anotar rs).

Mi almuerzo – Foto by Évelin Karen
Tomando “bons piscos” – Foto by Évelin Karen
Produção de Pisco – Foto by Évelin Karen

Voltamos para a van e nosso último destino foi o oásis em Huacachina. Foi uma pena não rolar os tubulares, mas mesmo assim consegui curtir o passeio. Juro que me senti no Saara, principalmente quando eu via aquelas sombras que subiam as dunas. Outra imagem linda que não sai da minha cabeça e que nenhuma foto consegue ilustrar.

Huacachina – Foto by Évelin Karen
Huacachina – Foto by Évelin Karen
Huacachina – Foto by Évelin Karen

É claro que conheci brasileiros neste dia (assim como em todos os outros passeios). A Débora e a Kenia são do RS, enquanto o Licoln e o João são do RJ. Quatro pessoas sensacionais que tornaram meu passeio mais divertido, seja me fazendo de “lixo de pisco”, ou me fazendo rir dos capotes no sandboard. Aliás, não fiz sandboard porque estava com medo de me machucar no começo da viagem e não aproveitar nada, por isso Huacachina pra mim foi um passeio contemplativo.

 Migos, seus loucos – Foto by Évelin Karen
Admirando Huacachina – Foto by Lincoln

Depois de descarregar os kg de areia que eu trouxe no tênis, parei em uma banquinha, comprei uma Lays de Pollo suuuuper salgada, voltei pra van e voltamos pra Lima. Chegamos pouco depois das 22:00, desci no mesmo ponto do embarque e já passei no Shopping Larcomar para comprar meu jantar. Voltei para o hostel com a sensação de missão cumprida. Tomei banho, ajeitei minhas coisas e fui dormir, pois no dia seguinte embarcaria de manhã para Huaraz (meu segundo destino mais desejado desta viagem). Nunca ouviu falar sobre Huaraz? Então não perca meu próximo post!