Meu sabático de 100 dias – Capítulo 2 – O início da jornada

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 2 – O início da jornada

23 de agosto de 2019

Sim, o último mês passou e eu nem vi. Parece que foi ontem que eu ouvi aquele chamado enquanto fazia a trilha da hidrelétrica a caminho de Águas Calientes. Depois de muito planejamento, economia e uma série de escolhas, finalmente tinha chegado a minha hora de partir.  Era a hora de começar o meu sabático.

“Mas por que Marrocos? Mas você vai sozinha pra lá mesmo? Eu ouvi dizer que eles sequestram mulheres? Já ofereceram camelos pela esposa de um amigo de um primo de um conhecido!”. Estes foram alguns dos vários questionamentos que algumas pessoas me fizeram antes que eu iniciasse minha jornada por este belíssimo país do norte africano. Como se não bastasse a incerteza de abandonar tudo e todos no Brasil, ainda tinha que lidar com meus medos, supostos fracassos e o risco de desaparecer em terras marroquinas. Nem preciso dizer que acabei deixando isso tudo de lado e apenas fui.

Cheguei no aeroporto de Guarulhos, fui fazer meu check in e guess what? Meu vôo iria atrasar uma hora. A vontade era tirar o band daid de uma vez: entrar no avião, chegar logo no primeiro destino e virar a chavinha do sabático na minha cabeça. Mas a vida, muitas vezes, não copia as fantasias da nossa cabeça. Confesso que, no final das contas, a espera nem foi tão longa (aliás, durante a viagem tive que aprender a esperar muito mais). Próximo do embarque fiz uma daquelas amizades instantâneas com uma mulher e o filho que estavam voltando para Portugal e iam fazer escala em Casablanca. Cinco minutos de prosa, passaporte, bilhete e “boa viagem”.

Como iniciei meu voo depois da meia noite, apenas jantei e adormeci. Esta seria a primeira das muitas noites mal dormidas da viagem. E não falo isso em tom de reclamação não. Aliás, durante este sabático pude conhecer vários tipos de noites mal dormidas, mas este assunto fica para outro post. Logo de manhã acordei, abri um pouco a janela e só pude ver aquela imensidão do mar. Estava sentada na última fileira da aeronave. De um lado a janelinha e do outro um brasileiro com quem pude bater papo para a viagem passar mais rápido. Ele estava indo para Portugal com o intuito de morar por lá, mas antes queria alugar um carro em Casablanca para conhecer algumas cidades no Marrocos. Ele falava apenas português, tentou embarcar sem passagem de volta (mas a Air Maroc não autorizou, por isso acabou comprando uma na hora), não possuía reserva de hotel, seguro viagem, nem nada que comprovasse o motivo de sua visita nestes paises. 

É muito louco isso, não é mesmo? Um dos meus maiores medos era ser barrada na imigração e por isso levava comigo uma pasta com todos os documentos possíveis e imagináveis para provar o meu forte vínculo com meu país, assim como motivos para voltar pra minha terra. Se este cara conseguiu ou não entrar em Portugal eu nunca saberei (eu sei, eu deveria ter pego o contato dele pelo menos pra contar o final da história pra vocês, mas… #mejulguem).

Ao chegar em Casablanca o choque veio primeiro na forma de um bafo quente. Eita calor da peste. Logo no desembarque um policial me questionou o motivo da viagem e quantos dias ficaria no país. Passei no raio X de buenas (li vários relatos de pessoas que tiveram problemas), passei pela imigração e já fiz amizade com duas cariocas que estavam indo para Fez. Partilhamos do mesmo perrengue de não falar francês nem árabe, compramos nossas passagens e embarcamos até a estação Casa Voyageurs onde nos despedimos e rumamos cada uma para o seu destino.

Falando em perrengue, o primeiro trem estava vazio, então sentamos no primeiro lugar livre que encontramos. Quando peguei o segundo trem para Marrakesh descobri que os assentos eram numerados. E pra eu entender os números dos carros e dos assentos? Primeiro tentei tirar satisfação com um cara que estava sentado no assento que tinha o mesmo número que o meu enquanto ele tentava explicar que meu carro era outro. Fiquei indo, voltando, subindo e descendo escadinha de vagão, escorreguei no piso molhado e quase caí… é claro que, pra ajudar, não encontrei nenhuma pessoa que falasse inglês para me ajudar. Pela primeira vez na minha vida eu me senti como uma estrangeira em um lugar estranho que ninguém consegue compreender o que eu falava. Mas no final, a boa e velha mímica me ajudou a encontrar meu assento e seguir para Marraquech.

Agora um parênteses: achei o trem no Marrocos bem diferente, pois nunca tinha viajado em um trem com cabines para 8 pessoas. Fechando o parênteses, quanto mais eu me afastava de Casablanca, mais eu notava a diferença de paisagem e me sentia mais próxima do deserto. Algumas horas depois eu desembarcava em Marrakesh e aí veio o segundo choque: um bafo ainda mais quente. Já era final de tarde, mas a temperatura lembrava Rio de Janeiro no verão em horário de almoço.

Esperei alguns minutos e encontrei o motorista que me levaria até o hostel. Sim, eu cheguei no Marrocos com muito medo e por isso acabei pagando caro num transfer de ida até meu destino final. Aproveitei os minutinhos no carro para admirar aquela cidade que parecia bem diferente de todos os lugares que eu já tinha visitado na vida. Entramos em várias ruelas e percebi que realmente tinha feito a melhor escolha por contratar o transfer, caso contrário eu iria me perder com toda a certeza do mundo. Fiz meu check in, conheci minha cama, companheiros de quarto e escolhi meus passeios dos próximos dias.

Confesso que quando escolhi ir para o Marrocos o maior motivo foi Deserto do Saara. Porém, como sou uma pessoa muito impulsiva, comprei minha passagem na louca sem saber ao certo quantos dias eu precisaria para conhecer o Saara. Resultado, meu tempo era curto demais para conseguir realizar este sonho que teve que ficar para outra oportunidade. No hostel conheci um brasileiro (e já fiquei felizona, pois é indescritível a felicidade que sentimos quando estamos fora e encontramos “gente da gente”) que ia fazer o passeio para o Deserto de Zagora no dia seguinte. Até cogitei mudar meus planos, mas acabei mantendo os meus passeios ao invés de conhecer aquele que não era o deserto #realoficial dos meus sonhos. 

Tomei um banho para aliviar a tensão, fiz comprinhas de suprimentos em um mercadinho que tinha perto do hostel e finalmente sentei para tentar compreender que, agora sim, o meu sabático tinha começado. Felicidade? Alegria? Não! Chegou a hora do terceiro e mais forte choque. Senti um misto de nó na garganta e um medo gigante de ter feito uma grande cagada na vida. “Mas por que diabos eu não peguei 30 dias de férias e caí na estrada? Pra que passar tanto tempo fora de casa? Sabático pra que? O que que eu tô fazendo aqui? Será que eu tô ficando louca?”. Mais lágrimas rolaram. Lembra daquela Eve corajosa que pediu demissão? Parece que fugiu e deu espaço para Eve pessimista entrar em ação. 

Sequei as lágrimas, respirei, fui pra cama, lutei contra o fuso e adormeci. O amanhã seria um novo dia e eu precisava dar uma chance para mim mesma e para este meu sabático. Não era mais hora de sonhar acordada, pois finalmente tinha chegado a hora de viver o meu tão esperado sonho.    

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10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão!

Passagens compradas, estadia reservada, passeios planejados e chega o dia do embarque. Mas, antes disso, chega também a hora de arrumar a bagagem. E a pergunta que não quer calar é “como montar e o que levar em um mochilão?”

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No meu caso, além do mochilão eu levei também uma mochila de ataque (com meus documentos e itens de valor). Muita gente ficou curiosa pra saber como eu fiz pra montar estas mochilas para passar 100 dias fora, por isso resolvi compartilhar aqui 10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão.

1- Avalie as condições climáticas dos destinos

O lugar onde você vai faz um frio do Alaska ou um calor do Deserto do Sahara? Veja sempre como está a previsão do tempo para não ser pega de surpresa. No meu caso eu sabia que chegaria no final do verão europeu e voltaria no final do outono, ou seja, muito calor e um frio considerável. Como eu odeio passar frio foquei mais nas roupas quentinhas que nas de verão. Resultado: tive que comprar umas roupinhas pra aguentar os dias quentes. Para os dias frios não comprei nada, mas passei bastante frio!

2- Faça uma lista das coisas que você acha que são essenciais

Roupas, sapatos, produtos de higiene pessoal, eletrônicos… liste tudo, sempre colocando a quantidade que você acha que é necessária. As listas são ótimas, pois você pode fazê-la aos poucos e isso te ajuda a não esquecer de levar nada.

3- Assista vídeos ou leia blogs e depoimentos de outros viajantes 

Assim você pode comparar a sua lista e ver se está de acordo com a quantidade que os viajantes de carteirinha costumam levar. Eu pesquisei bastante antes de montar meu mochilão, por isso levei uma bagagem bem completa. Aliás, foi graças a Ana do @pelagalaxia que eu resolvi levar um rolo de durex e adivinhe: foi ele que salvou a minha vida quando a capinha do meu celular começou a desfazer e eu me recusei a comprar uma nova pagando caro em euros.

4- Escolha roupas curingas

Opte por peças versáteis que combinam com várias coisas ou que sejam bastante funcionais, leves, fáceis de lavar e secar. Antes de embarcar no meu sabático eu fiz uma viagem de 1 semana para Porto Seguro e foi nela percebi que algumas coisas que eu achava essenciais não passavam de peso morto. Deixei de levar, por exemplo, uma bermuda jeans para levar uma de lycra, pois era menor, mais leve, dava para usar na praia e embaixo do vestido. Assim eu deixei de levar até aquele shorts modeladores que uso com vestido ou saia pra não assar as coxas (gordinhas entenderão);

5- Capriche na sua necessaire

Artigos de higiene, maquiagem, acessórios… Veja quais são os itens essenciais que não podem faltar no seu dia a dia e na sua necessaire (de maquiagem, por exemplo, eu levei apenas um lápis, um rímel e um quarteto de sombras… que mal usei). Só fique atenta se irá ou não despachá-la, para não correr o risco de ter que jogar suas coisas fora (como pinças, alicates de unha, sprays e líquidos acima de 100 ml). Antes de embarcar, veja sempre quais são os itens permitidos e proibidos no site da companhia aérea.

6- Leve sempre uma “Farmacinha”

Sabe aqueles remédios que você costuma tomar? Dor de cabeça, cólica, alergia, diarréia… a gente nunca quer ficar doente durante uma viagem, mas se acontecer é bom estar preparada. 

Dica: quem mora próximo a capital paulista pode agendar e passar no Ambulatório do Viajante no Hospital das Clínicas ou Oswaldo Cruz. Eu fui e ao ver que eu iria pro Marrocos a médica me receitou um antibiótico e uns sais para tomar em caso de desidratação ou diarréia (contei como foi minha consulta neste post aqui).

7- Utilize Organizador de bagagem

Como eu economizei o máximo que eu podia acabei não comprando, mas já está na minha wishlist este aqui, que além de deixar tudo separadinho também é compressor e diminui o volume dentro da mochila. Uma outra opção mais barata são os sacos a vácuo (que você consegue comprimir usando o aspirador de pó).

8- Otimize espaços

Vai levar um sapato na bagagem? Então já coloque as meias dentro dele e economize espaço. Outros ítens menores também podem ser encaixados nos cantinhos (mas só encaixe aquilo que você realmente PRECISA, ok?)

Outra dica é, se possível, viaje com as roupas e sapatos que são mais pesados e ocupam mais espaço (que implicará em menos peso pra você carregar).

9- Teste

Será que vai caber tudo? A melhor forma de saber é testando. Assim você evita surpresas desagradáveis (especialmente se você é destas que deixa para fazer a mochila na última hora);

10- Leve uma bolsa ou mala de tecido

Levar uma ecobag pode te ajudar bastante (principalmente se estiver indo pra Europa). Como no mercado eles não dão sacolinhas plásticas igual aqui no Brasil, a ecobag te ajudará muito para que transporte suas comprinhas.

Se você é a rainha das lembrancinhas ou gosta de comprar roupas fora, a dica é levar uma mala de tecido. Assim você evita ter que comprar uma nova bagagem pra poder trazer suas muambas. No meu caso eu levei apenas uma ecobag… pulei a parte das lembrancinhas rs

Bônus: Meu mochilão!

Quer saber como ficou meu mochilão? Clique aqui e veja os stories que eu fiz pra compartilhar com vocês!

Eu, mochila, mochilão e a ecobag (chea de merendas) – Interlaken – Suíça

Lembre-se: você carregará esta mochila nas suas costas, por isso pense bem se você realmente precisa de tudo aquilo que está levando.

On the Road – Peru – Day 3 – Huaraz (a chegada)

Manhã se segunda-feira parece um filme de terror na vida de grande parte desta sociedade, não é mesmo? Porém, quando estamos de férias a situação muda completamente, ainda mais se a sua segunda te reserva uma tão esperada viagem para Huaraz!

A caminho de Huaraz – foto by Évelin Karen

Após um domingo super agitado no meu tour Ica – Paracas, acordei antes do despertador tocar e as 07:30 já estava na rua, “no pique da Globo”, tentando achar um lugar legal pra tomar café e uma casa de câmbio aberta. Aproveitei para dar uma volta tranquilamente pelas ruas de Miraflores e pude constatar que o comércio abre apenas após as 9, por isso tive que enrolar e esperar os lugares abrirem pra conseguir resolver minha vida.

Antes de sair do hostel eu abri as mensagens do grupo Peru do Whatsapp e li sobre um acidente que tinha acontecido naquela noite na estrada para Huaraz deixando dezenas de mortos. Confesso que fiquei bem assustada, considerando que no sábado tinha acontecido o acidente nos tubulares e algumas semanas antes um acidente envolvendo dois trens que fazem o trajeto pra Águas Calientes (Machu Picchu). Parecia que a bruxa estava solta e rondando por ali.

De volta no Hostel fiz meu check out, chamei um Uber e fui para a rodoviária da Línea que me levaria para a cidade de Huaraz. Pelo que vi, por ali não existem muitas rodoviárias com ônibus de várias empresas. Por isso é comum cada ônibus sair da garagem da empresa que ele pertence. Eu escolhi a Línea porque tinha lido a respeito na internet e não tinha encontrado reclamações nos blogs que pesquisei. Como vi que alguns viajantes recomendavam e o valor da passagem estava barato (30 soles) acabei comprando pela internet mesmo e com cerca de um mês de antecedência o que me garantiu o assento da frente que fica ao lado da janela, ou seja, viajei de camarote!

A rainha do camarote – Foto by Évelin Karen

Despachei minha bagagem, aguardei alguns minutos e embarquei para a tão esperada Huaraz. Fazia mais um dia bem cinzento em Lima. Como pesquisei um pouco antes de escolher meu destino, decidi viajar durante o dia para ver as paisagens que o caminho me oferecia. Mas pra sair da rodoviária o que encontrei foi muito trânsito!

Acho que meu ônibus saiu da rodoviárias às 11:00. Paramos apenas uma vez por volta das 15:00 para utilizar os sanitários e almoçar. Não tive coragem de comer nada, então fiquei só no sorvetinho. Voltamos pro ônibus e pude ver, cada vez mais de perto, as beleza da Cordilheira Branca.

Paisagens do caminho – Huaraz Peru – Foto by Évelin Karen
Um belo fim de tarde na estrada – Foto by Évelin Karen

Por volta das 19:00 chegamos em Huaraz. Só tirei minha bagagem do ônibus e na calçada já encontrei com a pessoa que me levou pro hostel. Fiquei hospedada no Artesonraju Hostel e fechei meus passeios com a agência Scheler Trekking (na verdade o Scheler é o dono do hostel, então tudo ficou mais fácil rs). Antes de escolher vi dezenas de comentários de brasileiros falando super bem da agência do Scheler, então isso ajudou bastante na hora da escolha.

Finally Huaraz – Foto by Évelin Karen

Fiquei num quarto privado com banheiro e achei muito maravilhosa a relação custo x benefício. As instalações eram limpas, bem conservadas, TV com TV a cabo (pra escutar uma musiquinha no fim do dia), chuveiro quentinho, cama de casal com edredom quentinho e cobertores. Super atendeu as minhas expectativas.

Artesonraju Hostel – Foto by Évelin Karen
Mais um pouco da minha suíte master – Foto by Évelin Karen

Fiz check in, fechei meus passeios dos próximos dias (Laguna Paron, Glacier Pastoruri e Laguna 69), sai pra comprar meu jantar (pollo com papas fritas y ensalada), tomei um banho e dormi, pois meus próximos dias seriam recheados de aventura na Cordilheira Branca.
No próximo post conto como foi meu primeiro passeio: Laguna Paron!

Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Em 2015 tive a oportunidade de viajar por 14 dias conhecendo um pouco dos encantos da Colômbia e Bolívia. Por isso, resolvi compartilhar com vocês 20 dicas para tornar a sua viagem ainda mais incrível.

1- Muita atenção na hora de escolher um local para comer.

É bem comum encontrar vários lugares com cara de “sujinho” (tanto na Colômbia quanto na Bolívia… e aqui no Brasil também). A falta de higiene pode te garantir, no mínimo, um cabelo de leve no seu prato (isso aconteceu comigo em Cartagena);

2- Fiquem espertos com as notas falsas e com o golpe do taxista.

Se você der o dinheiro e eles (taxistas) perguntarem se você não tem trocado não seja legal, diga que não tem (ou você corre o risco de receber uma nota falsa e sair no prejuízo igual aconteceu comigo na Colômbia);

3- Deixe para trocar seu Reais lá (Colômbia e Bolívia)!

Levem o mínimo de dinheiro daqui (apenas para as despesas iniciais, como transporte do aeroporto para hostel, algum tipo de alimentação) e ativem o cartão internacional para saque. Super vale a pena (pelo menos valia em 2015); 

4- Compre as passagens de ida e volta dos passeios.

Assim você economiza e não corre o risco de ficar sem assento para retornar para sua cidade base;

5- Faça o Tour no Salar de Uyuni com a Juliet Tour ou Beto Tour.

Estas são as empresas que eu utilizei e tive uma ótima experiência, por isso recomendo! O motorista Bartalomé foi super gente boa durante todo o passeio, sempre muito simpático e prestativo;

6- Tem estômago sensível? Evite comer em restaurantes.

Mas Eve, então eu vou comer onde? Se você se hospedar em hostel com cozinha compartilhada uma boa pedida será cozinhar sua própria comida, pois as chances de você passar mal por intoxicação alimentar reduzirá bastante. Confesso que eu me arrependi de não seguir os conselhos de alguns viajantes, principalmente na Bolívia… deveria ter ficado a base de Pringle e evitado passar perrengue;

7- Tem estômago porreta? Então experimente a culinária local.

Confesso que nos meus 15 dias de viagem eu não comi nada maravilhoso que sentirei saudades pelo resto da vida. Na Bolívia era muito frango frito e na Colômbia tinha o famoso arroz com coco. Pra quem curte café a Colômbia é um “copo cheio”!

8- Se sentir segurança, faça os passeios por conta própria.

Consegue traçar um roteiro, sabe quais pontos qure visitar e é best friend do Maps? Então uma ótima pedida é evitar altos gastos com agências de viagens e fazer o passeio por conta. A economia? Pode ser de mais de 100%! No meu passeio para Copacabana, o valor que eu pagaria apenas com transporte da agência eu consegui pagar o ônibus da rodoviária de La Paz, almoçar em Copacabana, fazer o passeio até a Isla del Sol, tomar cerveja, comer uma salteña (horrível por sinal) e ainda sobrou dinheiro; 

9- Pesquise sobre as cidades que você vai visitar.

Parece óbvio, mas… as vezes acontece de bater um cinco minutos e você embarcar no primeiro ônibus que vê. Saindo de Uyuni fui para Oruro e confesso que a imagem que eu tive da cidade não foi muito bacana. Talvez o carvanal de lá me faça mudar de ideia, mas…

10- Esteja aberto para novas amizades.

Quando você viaja, além de conhecer novos lugares e uma nova cultura você também poderá conhecer muitas pessoas legais e interessantes pelo caminho. Portanto, esteja aberto e faça novos amigos instantâneos… Assim você terá muitas histórias pra compartilhar e viverá bons momentos na sua viagem;

 Playa Blanca – Foto by Timer
Salar de Uyuni – Foto by Bartolomé

11- Leve uma mini farmácia na mala.

“Nossa Eve, que exagero”. Pior que não é! É muito comum sentir algum mal estar durante a viagem, por isso é sempre bom se prevenir e levar uma necessaire abastecida com os medicamentos que você costuma tomar no Brasil (e se você for para a Bolívia não se esqueça do Floratil);

12- Faça um seguro viagem.

Gente, seguro viagem é um item essencial na sua viagem, principalmente se você vai para qualquer território que não é coberto pelo seu plano de saúde (principalmente). Mas vale lembrar também que este tipo de seguro não inclui apenas itens relacionados à saúde, já que você pode conseguir reembolsos também em outras situações (como quando um voo é cancelado ou a bagagem extraviada, por exemplo);

13- Olhe a validade de T-U-D-O!

Tenha sempre muita atenção à validade do que você compra. Eu viajei em setembro e cheguei a comprar um chocolate que tinha vencido em fevereiro (é claro que eu não olhei a validade dele antes de comprar);

14- Na Bolívia combine sempre o valor do táxi antes do início da corrida.

Pelo menos quando eu fui se utilizava esta prática de combinar o valor antes com o taxista. Fique atento, negocie antes e evite uma desagradável surpresa;

15- Leve um saco de dormir para sua segunda noite no Salar de Uyuni.

Eu sou uma pessoa que sente muito frio, então é óbvio que no deserto isso não seria diferente. A segunda noite no Salar é muito gelada, por isso, se você tem pés de icebergs como eu leve um saco de dormir. Eu me embrulhei no saco, coloquei vários cobertores e ainda assim senti frio (imagine se eu estivesse sem o saco!);

16 – Leve sempre papel higiênico.

Eu encontrei vários banheiros sem papel higiênico por onde passeio (aliás, em alguns lugares já era muita sorte encontrar um banheiro). Por isso leve sempre um papel higiênico na sua mochila de ataque e tenha sempre uns trocadinhos para pagar suas idas ao banheiro no tour do Salar (“nao existe almoço grátis”… Eles levam bem a sério isso);

17- Curte viagens luxuosas? Então a Bolívia não é um bom lugar pra você.

A Bolívia é um dos países que eu visitei que mais me deixou encantada. As pessoas, a cultura, os lugares… achei tudo com uma beleza encantadora. Infelizmente é um país pobre, uma parte da população passa por sérias dificuldades e isso é bastante nítido. Então se você que ver lugares luxuosos, talvez seja melhor você escolher um outro destino. Agora, se você é um viajante sem frescuras, saiba que a Bolívia é um país incrível para se conhecer e que pode te presentear com paisagens exuberantes!

18 – É do time “odeio calor”? Então passe longe de Cartagena!

Cheguei na Colômbia com intoxicação alimentar, bastante fraca, mas primeiro passei por Bogotá (que possui um clima ameno). Dias depois desembarco em Cartagena que é um lugar tão quente, mas tão quente que, mesmo parada eu sentia o suor escorrendo pelo corpo. Por isso, meu amigo, se você odeia calor passe longe desta cidade ou você correrá o risco de derreter (literalmente);

19- Aproveite para conhecer a cultura que o país tem para te oferecer.

Amplie seus horizontes, escute música local e vá para lugares característicos do país. Digo isso porque conhecemos uma colombiana no hostel em Cartagena que nos levou ao Café del Mar onde tocava uma música eletrônica super alta… Sei que ela teve boa intenção, mas Colômbia pra mim é cumbia! Eletrônico a gente escuta em qualquer baladinha daqui, não é mesmo?

20 – E finalmente, a dica de ouro é: apenas vá!

Faça seu planejamento, guarde dinheiro, compre sua passagem, reserve seu hostel (e aproveite meus descontos), faça sua mala (ou mochila) e caia na estrada para explorar estes países cheio de pessoas, culturas e lugares incríveis! 

Feliz Viaje – Foto by Évelin Karen

E você? tem alguma dica destes lugares para compartilhar comigo? Quero saber!!!