On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

On the Road – Peru – Day 4 – Huaraz: Laguna Paron

Depois de um longo dia viajando de ônibus até chegar em Huaraz vem uma longa noite de sono? Não no meu caso! Na minha primeira manhã nesta cidade acordei antes das 5:00 e sem despertador. Não sei se foi culpa da altitude ou da minha ansiedade, só sei que mesmo enrolando um pouco na cama acabei levantando antes das 6:00 para acompanhar o nascer do sol naquele frio próximo do 0 grau.

Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen
Amanhecer Huaraz – Foto by Évelin Karen

Meu primeiro tour pra Laguna Paron iniciaria apenas as 08:30, então tomei café de boas no hostel (chazinho de anis pra tentar amenizar o soroche) e de cara já fiz amizade com 2 brasileiros: a Mari de Sampa e o Jorge do Mato Grosso. Na van foi hora de conhecer a Manu de Fortaleza e aí sim montamos o bonde dos brasileiros pra compartilhar a sofrência do soroche.

Antes de embarcar na van fui num mercadinho comprar merendinhas pro passeio, arrumei a mochila de ataque e embarquei na minha primeira aventura. No caminho paramos numa cidadezinha onde tomei meu primeiro sorvete de Lucuma. Paguei 4 soles e achei muito delicioso. Quem vai pro Peru não pode deixar de experimentar!

Sorvete de Lucuma – Foto by Évelin Karen
La Iglesia en el caminho

Embarcamos na van novamente e após algumas horas de viagem, subindo e subindo as montanhas, chegamos na entrada do Parque Nacional Huascarán. Chegamos na tal Laguna Parón? “Magina”! Encaramos mais alguns vários minutos subindo as montanhas, curtindo os penhascos e admirando a belíssima natureza peruana.

A caminho da Laguna Paron – Foto by Évelin Karen

Perto do meio dia finalmente chegamos no tal lugar. Valeu cada km percorrido, já que todos ficaram perplexos diante da beleza e dos contrastes daquela paisagem única: aquela laguna de cor esmeralda rodeada por montanhas nevadas é simplesmente uma imagem cinematográfica!


Laguna Parón – A chegada (no filter) – Foto by Évelin Karen

Descemos da van, fizemos um pipis pago (acho que se você guardar o ticket pode usar mais de uma vez), passamos repelente (eita lugarzinho cheio de mosquitos) e fomos encarar nossa primeira “trilha” rumo ao mirante da Laguna. Confesso, a distância é ridícula, mas graças à altitude eu comecei a ver a morte ali mesmo (deve ser por isso que as agências de turismo recomendam este passeio para que o turista possa aclimatar). Quem me conhece sabe que eu faço atividade física (mais pra poder comer que pra ficar sarada, mas tá valendo) e antes de ir pro Peru eu treinei forte pra encarar a altitude e as trilhas que pretendia fazer, mas meus amigos…. senti o perrengue! A subida do mirador da Paron é “simples”… acho q daria pra fazer em 15 minutos ou menos se não fosse a altitude. Doeu a cabeça, baixou o cansaço, coração acelerou… Foi ali que eu literalmente conheci o caminho das pedras. Acho que demorei cerca de 40 minutos para chegar no topo. Mesmo pensando que não ia conseguir eu fui devagar e sempre até chegar no tal mirante para admirar aquela paisagem incrível. 

Laguna Parón – Vista do Mirante (no filter)  – Foto by Évelin Karen
Laguna Paron – Foto by Manu

No mirante fiz belas fotos, mas aproveitei mais pra sentar em uma pedra, admirar, observar, respirar e agradecer por poder conhecer um lugar tão belo como aquele. O que dizer da Laguna Parón? São 4200 metros de altitude, um percurso simples e um pouco cansativo, mas que te surpreende com uma paisagem linda, incrível e mágica, sendo ela a maior laguna da Cordilheira Branca peruana. 

Laguna Parón – Foto by Évelin Karen
Laguna Parón – Foto by Évelin Karen

Aproveitei que estava contemplando aquele lindo lugar e bati um papo com o nosso guia. José me contou sobre a baixa temperatura naquelas montanhas nevadas que cercam a Parón e sobre os acidentes que costumam acontecer entre os amantes de aventura adeptos da escalada. Avalanches são consideradas normais naquela área e, até 14/08/2018, 9 pessoas tinham perdido a vida tentando subir aquelas montanhas nevadas. Ele também me contou a história de um avião que desapareceu naquela área e depois de anos os corpos foram encontrados praticamente intactos e congelados. Sinistro!

Tem gente que encara subir as montanhas geladas do fundo – Foto by Manu

Acho que ficamos no máximo duas horas na Parón, mas foi tempo suficiente para se apaixonar por aquele lugar. Na volta, olhos grudados na janela da van para tentar trazer de recordação pedacinhos daquela paisagem na memória.

El camino – foto by Évelin Karen

Neste passeio também conheci o Dheyvisson de BH. Resultado: o bonde dos brasileiros decidiu repor as energias num jantar delicinha no 13 Buhos. Rolou Cusqueña, pollo con arroz y ensalada (porque eu sou super fitness RYSOS).

O lugar não é dos mais baratos, mas fomos super bem atendidos. Aliás, me deixaram até usar o computador para comprar meu ticket de Machu Picchu e foi ali que eu descobri que… estavam todos esgotados! Tensão? Nervosismo? Desespero? Talvez um pouco, mas estava de férias com o intuito de curtir minha viagem, por isso não iria me desesperar e sim aproveitar!

Jantar no 13 Buhos – Foto by Évelin Karen

Falando em aproveitar, sou brasileira acostumada com sol e mar e conhecer o Peru me proporcionou visitar lugares que só tinha visto em livros e filmes. Quem vai a Huaraz tem a oportunidade de conhecer geleiras bem de pertinho no Glacial Pastoruri. Curiosos para saber como foi este rolê? Fiquem de olho no próximo post!

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