On the road – Colômbia – Day 9/ 10 – Bogotá

On the road – Colômbia – Day 9/ 10 – Bogotá

Depois do meu último dia sofrido em La Paz e algumas muitas horas de viagem cheguei em Bogotá super capengando. Muita náusea, dor no estômago e um mal estar terrível. Peguei minhas malas, entrei no primeiro táxi e fui para o hostel que eu tinha reservado.

Bienvenidos a Colombia – Foto by Évelin Karen

O Hostal Aventureros de La Candelaria fica no centro histórico de Bogotá. Ali as ruas são bem estreitas e as construções trazem traços antigos. Fui super bem atendida pela equipe do hostel que ficou muito assustada ao me ver. Cheguei pálida, fraca e tremendo. Sabia que precisava comer, mas só de imaginar qualquer comida meu estômago virava. Perguntei onde era o mercado mais próximo e fui comprar mais gatorade e algumas frutas.

Acabei comendo uma laranja, tomei um gole de gatorade e deitei para ver se o mal estar passava. Neste dia eu estava tão mal que eu comecei a chorar e se eu pudesse voltar pra casa naquela hora eu iria sem pensar duas vezes. Depois de um cochilinho acordei um pouco melhor, então resolvi dar uma voltinha pelo bairro. Conheci apenas a Iglesia San Francisco e fui em algumas lojas de roupa porque meu pai queria que eu trouxesse algumas calças para ele de presente.

Iglesia San Franciso – Foto by Évelin Karen

Voltando para o hostel tomei um banho e a noite se resumiu em cama e TV. Esperava acordar melhor no dia seguinte para fazer um super city tour na cidade. E quanto ao meu mal estar? Aquilo que parou de sair por cima começava a sair por baixo. Ali começou uma diarréia que durou semanas. 

Na minha segunda manhã em Bogotá resolvi fazer o city tour pela cidade. Tinha programado tudo pela internet, então peguei um táxi e fui para o local de onde saia o ônibus turístico. Demos muitas, muitas voltas e nada de encontrar o lugar. Perguntei numa agência de viagens e nem a atendente soube me informar sobre o tal local. Depois de horas perdidas pelas avenidas de Bogotá resolvi desistir do tour e voltar para o centro histórico.

Centro Histórico Bogotá – Foto by Évelin Karen

Na Plaza Bolívar, recheada de pombos, pude admirar a Primeira Catedral de Bogotá, o Palácio da Justiça e o Capitólio Nacional. Em vários episódios de Narcos aparecem estes lugares e eu fiquei muito feliz de poder conhecer e passar por ali.

La Catedral de Bogotá – Foto by Évelin Karen
Palácio de Justicia Bogotá – Foto by Évelin Karen
Capitólio Nacional – Foto by Évelin Karen

Aproveitei e dei uma paradinha num posto de atendimento ao turista para saber se existia ou não o tal ônibus turístico. É claro que ele existe, mas sai ali próximo da Candelaria e demora cerca de 8 horas o tour. Pelo menos da próxima vez eu vou no lugar certo.

Proximidades do Palácio do Governo – Foto by Évelin Karen

E o Cerro de Monserrate? Só deu pra ver de baixo, graças ao city tour furada que eu fiz.

Cerro de Monserrate – Foto by Évelin Karen

Estava muito fraca, precisava comer e queria experimentar o famoso chocolate colombiano. No primeiro dia eu tinha visto uma doceria que parecia uma tentação, mas como eu estava doente não tinha vontade de comer nada e tinha medo de passar mal (ainda mais comendo chocolate). Porém, nas minhas últimas horas em Bogotá resolvi ir na tal doceria e comprei esta delicinha aqui!

Bolo de Chocolate colombiano – Foto by Évelin  Karen

Voltei para o hostel próximo do meio dia, peguei minhas coisas e fui para o aeroporto. Dizem que o trânsito de Bogotá é caótico, então acabei saindo do hostel mais cedo e passei muitas várias horas esperando dar o horário do meu voo para Cartagena. No final das contas preciso voltar para Bogotá. Quero ficar no mínimo 2 dias para fazer o city tour, conhecer os principais pontos turísticos, sair a noite para cervejar, ouvir muita cumbia e claro: quero ir com a saúde ótima para poder aproveitar bastante.

E no próximo post vamos para a última cidade visitada nesta viagem: Cartagena!!!!

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On the road – Bolívia – Day 8 – Adeus La Paz x Segundo perrengue

On the road – Bolívia – Day 8 – Adeus La Paz x Segundo perrengue

Depois do meu passeio de Lago Titicaca e mais de uma semana em terras bolivianas, chegava o meu último dia na cidade de La Paz. Aproveitei minha última estadia dormindo e descansando bastante para esquecer a correria dos dias anteriores. Mas levantei, tomei um banho, arrumei minhas malas e fui para o último andar do hostel tomar meu último café da manhã: pão com presunto, ovo e suco. Quando eu percebi que o ovo estava meio cru desisti de comer o resto do sanduíche, pois estava com medo da famosa salmonela.

Partiu último dia – Foto by Évelin Karen

Barriga cheia, pé na areia. Andei pela cidade, tentando desvendar mais um pouquinho de La Paz. Aproveitei e consegui assistir uma missa na Catedral de San Francisco. Muito bom ouvir a palavra de Deus em qualquer canto do mundo!

Missa na Iglesia San Francisco La Paz – Foto by Évelin Karen

Depois da missa, saí pelas ruas da cidade e comecei a procurar as famosas lembrancinhas. Passeando pelas proximidades do Mercado de las Brujas encontrei um argentino que me ofereceu estadia num hostel por um preço muito convidativo. Como tinha passado os meus dias num lugar tranquilo, estava querendo passar minha última noite num lugar um pouco mais agitado. 

Mercado de las Brujas La Paz – Foto by Évelin Karen
Buscando regalos em Laz Paz – Foto by Évelin Karen

O argentino me levou no Hostel Musungu e resolvi fechar minha última diária lá. Fiquei hospedada em um quarto para 20 pessoas, por isso conheci gente de lugares que variavam de Lituânia a Argentina. Apesar do grande número de pessoas, o quarto era bem organizado, o banheiro limpo e, no final das contas, valia a pena o resultado da equação custo x benefício.

Depois de me instalar fui comprar mais lembrancinhas e procurar um lugar para almoçar. Escolhi um restaurante ao lado do hostel. O lugar era escuro e parecia meio sombrio, mas tinha bastante clientes. Pedi uma milanesa de frango com fritas e arroz e me surpreendi com um prato bem servido. Claro que não comi nem metade (mesmo já passando das 3 da tarde!).

O suposto culpado – Foto by Évelin Karen

Tomei algumas cervejas, caminhei, curti o bar que fica no último andar do hostel e no fim do dia fui tomar banho e descansar um pouco. Fiz amizades instantâneas que me chamaram para jantar, mas recusei o convite alegando que parecia que meu almoço estava na garganta. Dormi e acordei perto das 22:00 passando muito mal. Náusea, tontura, dores no estômago. Fui para o bar e pedi uma água para tomar um eno e o garçom ficou super preocupado comigo (acho que eu tinha mudado de cor). Para ele, meu mal estar nada mais era que soroche (mal de altitude), mas eu sabia que tinha algo errado. Fui para a cama e acordei às 23:00 correndo para o banheiro. Vomitei minha alma e até parecia uma bêbada que exagerou na balada. Estava me sentindo muito mal e tinha que acordar as 3:00 para ir para o aeroporto. Voltei para a cama, pois achava que dormindo o mal estar passaria, mas as 2 da matina corri para o banheiro e vomitei todo o resto de qualquer coisa que estava no meu corpo. Depois disso desisti de dormir. Arrumei minhas coisas e fiquei esperando o táxi que ia me levar para o aeroporto. É claro que ainda rolou um princípio de fight com o motorista que, inicialmente cobraria 50 bolivianos e depois decidiu que era 60. Aleguei que não tinha mais dinheiro e ele saiu puto e me xingando. Mas eu estava passando tão mal que só queria ir para um lugar com menos altitude para ver se meu mal era soroche mesmo… infelizmente não era.

Comprei gatorade, bolacha água e sal e fiquei esperando dar o horário do meu vôo. Na hora de passar pela alfândega me senti uma criminosa: eles tiraram absolutamente tudo da minha bolsa e abriram todos os bolsinhos para fiscalizar. Dei uma passadinha no Duty e comprei uma barra de Mylka por 5 dólares (metade do preço. se comparado com todos os outros Duty’s). Achei que era um achado, mas quando cheguei no Brasil vi que o chocolate estava super barato porque estava vencendo. Vi as horas passarem até dar adeus de vez para a Bolívia e embarcar no meu voo com conexão em Lima antes de partir para Bogotá.  Muito fraca, eu só queria me teletransportar, mas voar era preciso.

No próximo post conto como foi minha chegada enferma na charmosa Bogotá.