On the Road – Chapada dos Veadeiros

Olá galera bonita e descolada, viajantes e simpatizantes! Hoje vou compartilhar alguns detalhes da minha viagem para a Chapada dos Veadeiros. Desta vez, eu resolvemos aproveitar o feriado de 9 de julho (que ocorre apenas no Estado de São Paulo), para curtir as cachoeiras da Chapada.

Cachoeira Almécegas I – Foto by Évelin
Karen

Embarcamos em um voo sábado de manhã para Brasília e alugamos um carro para chegarmos no povoado de São Jorge, na cidade de Alto Paraíso de Goiás. Quanto ao caminho percorrido, não é tão complicado chegar na Chapada, mas confesso que me perdi na saída de Brasília graças a falta de sinalização (ou seria minha falta de atenção?). No geral o acesso é fácil, a estrada é um tapete e cheia de retas. Dica: cuidado com as dezenas de radares em Brasília. 

Chegando em São Jorge deixamos nossas coisas na pousada para começarmos o passeio. Nos hospedamos na pousada Luz do Sol que fica em frente ao armazém e farmácia do povoado. Ali próximos também ficam vários restaurantes, lanchonetes e comércios da cidade. Achei as instalações da pousada simples, mas atendiam nossas necessidades e eram bem limpas. A camareira Rose nos atendeu super bem, sempre com um sorriso no rosto. Já o café da manhã é servido próximo a pousada, na Lanchonete Rio Preto, com uma boa diversidade de comidinhas gostosas.

Como iniciamos nosso tour no meio da tarde conseguimos visitar apenas a Cachoeira São Bento. Normalmente as pessoas visitam neste mesmo passeio a Almécegas I e II, mas deixamos o carro num estacionamento afastado, o que impossibilitou o deslocamento entre as 3 cachoeiras #ficadica

Achei a cachoeira São Bento bem simplona, mas bem legal para passar um tempo relaxando. Na parte de cima existe um poço (com água fria, mas não congelante). Ao descer uma pequena trilha é possível curtir outros quatro pontos para banho e quedas d’água. 

Trilha Cachoeira São Bento – Foto by Évelin Karen
Cachoeira São Bento – Foto by Évelin Karen
Curtindo um solzinho na Cachoeira São Bento – Foto by Évelin Karen

Voltamos para a pousada, tomamos banho e fomos jantar no Restaurante Buritis. Comidinha caseira e deliciosa: pedimos um Misto que vinha carne, frango, arroz, feijão e farofa. Ótimo tempero e porção bem servida (nós três comemos bem e ainda sobrou um pouco de comida).

No segundo dia voltamos para São Bento e desta vez fizemos as Cachoeiras das Almécegas I e II. Começamos pela I e encaramos uma trilhazinha até o Mirante onde avistamos uma grandiosa queda d’água. Fizemos uma pausa para fotos e depois descemos a trilha para ver a queda d’água mais de perto. 

Almécegas I – Foto by Évelin Karen

Subimos pela mesma trilha e fomos em direção a parte de cima da cachoeira. Mesmo sendo um dia de inverno, estava super quente e tudo o que queríamos era um banho de cachoeira. Porém, a água estava bemmm gelada e resolvemos abortar a missão.

Almécegas I vista de baixo – Foto by Évelin Karen

Voltamos para o carro e seguimos para a Cachoeira Almécegas II. A trilha desta é menor que a da I e logo avistamos mais uma bela cachoeira. Nesta ficamos pouco tempo, apenas pausa para tirar algumas fotos, contemplar um pouco a paisagem e pé na estrada.

Almécegas II – Foto by Évelin Karen
 Almécegas II – Foto by Évelin Karen

Na saída das Almécegas o carro deu uma derrapada forte (o carro até dançou o samba do crioulo doido… medOOO). Por isso #ficadica de pegar um carro que seja no mínimo 1.6 MESMO (tínhamos lido isso num blog, não tinha levado muito a sério, mas é melhor não pagar pra ver). 

Continuamos a viagem e no período da tarde visitamos as Cachoeiras Loquinhas. Antes de entrar fizemos uma boquinha na lanchonete e tomamos uma água de coco pra hidratar um pouco. Lá fizemos duas trilhas: Loquinhas e Violeta. A Loquinhas foi a mais legal, pois como fomos em época de seca vários poços da Trilha Violeta estavam secos. Destaque para o Poço da Vovó (onde tomamos nosso primeiro banho de cachoeira real oficial do passeio) e Poço da Xamã. Nestes sim eu consegui entrar, encarar aquela água fria e dar uns tchi buns de verdade.

Trilha Loquinhas e Violeta  Foto by Évelin Karen
 Poço do Xamã – Foto by Évelin Karen
 Poço da Vovó – Foto by Ana Carina

Na volta da Cachoeira Loquinhas paramos o carro próximo ao mirante da Pedra da Baleia para contemplar o pôr do sol da Chapada. Mais uma sessão de fotos e um misto de sentimentos onde a gratidão fica em evidencia.

Pedra da Baleia – Foto by Évelin Karen
I walk the line – Foto by Lydia Garcia

Depois de chegar na pousada e tomar banho foi a hora do nosso jantar no Restaurante Paladar Bistrô. Comemos um maravilhoso peixe com espinafre, arroz, fritas e salada, tomamos aquela Heineken gelada e aproveitamos a noite agradável pra jogar conversa fora. Gostei bastante da comida muito e do ótimo atendimento da dona que era bastante simpática.

No nosso terceiro dia de viagem visitamos o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e realizamos uma das quatro trilhas: a dos Cânions, com cerca de 10 km ida e volta. Dica: se possível leve uma garrafa de 1,5 de água por pessoa. Além de enfrentar um calor do Saara existe o fator do clima seco, sendo esta uma ótima combinação pra te deixar desidratado. A dica é sempre beber bastante água, por isso os funcionários do parque orientam os turistas a encherem as garrafas com água da cachoeira (mas é claro que você deve buscar água nas quedas e locais por onde corre mais água, evitando aquela água parada que pode estar suja). No nosso caso levamos 1 garrafa de 1,5 para 3 pessoas, logo tivemos que beber água da cachoeira, mas nada de ruim nos aconteceu (tanto que estou aqui para contar a história rs).

Cânions do Parque da Chapada dos Veadeiros Foto by Évelin Karen

Que dizer desta trilha? “Pushada!” Tem subida, descida, umas pedras gigantes… por isso vale a pena usar uma bota de trekking ou tênis (havaianas não, pelo amor de Deus). Da entrada do parque até os cânions levamos cerca de 1:20, mas valeu a pena cada minuto caminhando embaixo daquele sol escaldante. Deu pra tomar banho, fazer fotos, admirar a paisagem e curtir bastante o lugar.

Curtindo a vista – Foto by Lydia Garcia
Curtindo minha piscininha de pedras – Foto by Ana Carina

Depois dos cânions foi a vez de conhecer a Cachoeira Carioquinhas. Nesta hora percebi que a sinalização da trilha precisa de alguns ajustes, já que a nossa saída foi um pouco complicada… por sorte pegamos algumas dicas com um dos bombeiros que estava no local (por ser alta temporada) e com outros turistas.

Sobe pedra, desce pedra, levanta poeira e eis que chegamos nas Carioquinhas (que estava bem movimentada por sinal). Achei esta cachoeira bem especial, pois pude entrar na água, sentir aquele lugar e agradecer por aquele momento maravilhoso, pela natureza, aquela paisagem, o som da água, o dom da vida… gratidão define!

Carioquinhas – Foto by Évelin Karen
Carioquinhas – Foto by Évelin Karen

Perto das 15:00 foi hora de levantar acampamento: mais 1:20 de caminhada até a entrada do parque. Chegamos “morridas”, mas super valeu a pena. Na saída, tudo o que eu queria era um suco gelado e comida. Paramos num açaí que fica na entrada de São Jorge (e eu esqueci de pegar o nome), tomei uma limonada suíça geladinha que parecia chuva caindo em terra seca rs

Cogitamos assistir o pôr do sol de novo ou visitar as piscinas termais, mas acabamos indo pra pousada. Depois de um bom banho foi hora de jantar e o restaurante escolhido foi a Casa da Pankeka. Pedi uma panqueca de frango com azeitonas e de acompanhamento veio uma saladinha e batata palha. Achei tudo muito gostoso e temperadinho (acho que nesta viagem não comi nada que não gostei).

Já no nosso último dia de viagem aproveitamos para conhecer o famoso Vale da Lua. Trata-se da paisagem mas diferente que vimos durante o passeio: aquela formação rochosa “diferentona” que nos remete à lua combinada com piscinas de água bemmmmm gelada!

Vale da Lua – Foto by Évelin Karen 
 As tais rochas do Vale da Lua – Foto by Évelin Karen
Vale da Lua – Foto by Évelin Karen

Últimas fotos e últimos tchi buns. Voltamos para a pousada, pegamos nossas coisas e demos adeus pra Chapada (ou seria um “até logo”?).

Gostei bastante deste destino, super recomendo, mas se voltasse eu fecharia novos passeios com alguma agência pra ter mais tranquilidade (sem me preocupar se o carro vai quebrar, se vai dar pra subir o morro ou se estou no caminho certo). Gosto muito deste tipo de comodidade e de ouvir histórias de guias de turismo. Ainda tenho muita coisa pra explorar neste lugar, como a Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira dos Couros, Poço Encantando… então acho que vale a pena tentar organizar um retorno. E se você está aí lendo meu relato e pensando “quantos dias eu preciso pra visitar a Chapada?” minha dica é: tenha no mínimo 4 dias, mas saiba que quanto mais dias tiver, mais paraísos você conseguirá visitar, explorar, se aventurar e amar.

Principais gastos

Voo: Latam – Congonhas – Brasília: R$ 308,20


Aluguel de carro: Unidas – R$ 346,00 (4 diárias + 1 motorista adicional

Hospedagem: Pousada Luz do Sol – Quarto Triplo R$ 250,00 a diária

Passeios: Cachoeira São Bento: R$ 15,00

Almécegas I e II: R$ 25,00

Cachoeira Loquinhas: R$ 30,00 (mas tenho dúvidas porque não anotei na hora)

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: entrada gratuita (R$ 15,00 estacionamento).

Vale da Lua: R$ 20,00 (mas tenho dúvidas porque não anotei na hora)

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