Turismo em Portugal: o que você precisa saber antes de ir

Turismo em Portugal: o que você precisa saber antes de ir

Conhecido pelo famoso Vinho do Porto, o saboroso bacalhau e os deliciosos pasteizinhos de Nata, Portugal oferece muito mais que uma rica gastronomia. Praias, montanhas, castelos… opções de passeios certamente não faltarão se você escolher fazer turismo em Portugal.

E se você está planejando passear por terras lusitanas, preparei aqui um guia com informações básicas que você precisa saber antes de ir. Bora conferir?

Onde fica?

Portugal está localizado na zona ocidental da Península Ibérica e faz fronteira apenas com a Espanha. O país europeu, banhado pelo oceano Atlântico, também possui duas regiões autônomas: a famosa Ilha da Madeira e o arquipelágo de Açores.

Quando ir?

Depende do que você pretende fazer nas sua viagem. Quer curtir a neve nas montanhas? Então é melhor viajar na época de inverno. Aliás, para aqueles que curtem esquiar, a estação de esqui que fica na Serra de Estrela costuma abrir de novembro a abril #ficadica 

Agora se você quer conhecer as grandes cidades como Lisboa e Porto ou até mesmo um pouco das praias do Algarve, é melhor escolher meses como junho ou setembro que não fazem parte da altíssima temporada. Eu fui em setembro e super recomendo. Nesta época os lugares não estão tão cheios, as vias não têm muito trânsito, ainda está aquele calorzinho de verão (mas um pouco mais ameno) e assim você pode aproveitar mais o passeio. 

Como é o clima?

O clima de Portugal é temperado, ou seja, com invernos que tendem a ser mais chuvosos e frios, assim como os verões são mais secos e quentes.

Se você curte neve, saiba que até poderá encontrar esta paisagem fria e branquinha em terras lusitanas, mas nada muito extremo. Aliás, Portugal é conhecido por ser um dos países menos frios da Europa.

Qual a moeda?

O dinheiro utilizado em Portugal é o Euro. Você pode levar em espécie, cartões pré pagos como Visa Travel Money ou Mastercard Travel. Uma outra opção são as empresas de envio de dinheiro, como o Western Union e o Transferwise. Aliás, se você tem endereço de envio de correspondência na Europa, é possível até fazer um cartão multimoeda para pagar sua contas no débito com a Transferwise (que também costuma oferecer as melhores taxas do mercado).

Eu acabei levando dinheiro em espécie, um pouco no Visa Travel Money apenas por segurança e dois cartões de crédito internacionais desbloqueados (que quase não usei). Confesso que me arrependi por ter comprado o Travel Money e por não ter feito um cartão da Transferwise, mas vivendo e aprendendo, não é mesmo?

Visto e imigração: como funciona?

Por enquanto, brasileiros conseguem ficar até 90 dias nos países do Tratado de Schengen sem necessidade de solicitar um visto previamente. Ou seja, você pode passar até 90 dias em Portugal ou usar estes mesmos 90 dias para passear por Portugal e outros 25 países do Tratado (que são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, República Tcheca, Suécia e Suíça). Mas lembre-se: nem sempre 90 dias são 3 meses, ok? Calcule os dias certinhos para evitar problemas na imigração na sua saída.

Portanto, se você vai pra Portugal é necessário apenas apresentar o seu passaporte com validade superior a 6 meses no balcão da imigração, assim como os demais documentos de viagem, caso solicitados (comprovação financeira, seguro viagem, etc). Mas isso vai mudar em breve! A partir do final de 2022 está previsto entrar em vigor o ETIAS: Autorização de Viagem Europeia para Brasileiros, que deverá ser solicitada online antes da realização da viagem.

Qual o idioma?

Está é fácil: o famoso e real oficial português de Portugal. Confesso que algumas vezes não consegui entender o que eles falavam, mas não ter esta barreira da língua acaba sendo um incentivo para os turistas brasileiros se aventurarem na Europa. Os portugueses costumam falar bastante rápido e, aliás, alguns deles dizem que nós falamos “brasileiro”.

Como chegar?

É possível encontrar diversas companhias aéreas partindo do Brasil com destino à Portugal, como a TAP, Azul, LATAM, British Airways, Air Europa, Iberia, Air France, Alitalia, dentre outras. Eu acabei optando pela Royal Air Maroc, pois fiz um stopover e passei 4 dias no Marrocos pagando um pouquinho a mais por isso.

Já nos deslocamentos dentro de Portugal você pode optar por ônibus, trem, avião, Blah, Blah Car. Eu acabei fazendo todos os meus trajetos de ônibus (Porto – Fátima, Fátima – Lisboa – Lisboa – Alvor, Alvor – Albufeira, Albufeira – Sevilha), pois para mim acabou sendo a opção mais econômica.

O que fazer em Portugal?

Se você ainda não sabe para onde ir em Portugal, eis aqui algumas opções. O país apresenta uma diversidade de lugares para visitar: belas praias, como a famosa região do Algarve, montanhas como a Serra da Estrela, opções de trilhas na Costa Vicentina, além das cidades mais famosas como Lisboa, Porto, Fátima, Sintra e Coimbra.

Quanto tempo ficar em Portugal?

Esta pergunta é muito relativa, pois isso vai depender não só de quais lugares você pretende conhecer como do seu ritmo de viagem. Se você gosta de curtir um pouquinho de cada cidade, acho que duas semanas é um período ok. Agora se você prefere visitar os lugares com mais calma e tem mais tempo para isso, eu super recomendo no mínimo um mês para que você possa vivenciar um pouco mais a cultura local.

Preciso fazer seguro viagem?

Sim. É obrigatório fazer um seguro viagem para entrar em Portugal, pois ele é um dos 26 países que fazem parte do Tratado de Schengen. Além disso, o seguro precisa cobrir, no mínimo, 30 mil euros de despesas médicas e hospitalares. Este documento poderá ser solicitado pelo agente da imigração na sua chegada e, caso você não tenha, será um motivo para te deportar (eu não conheço pessoas que passaram por isso, mas pode ocorrer sim). Além disso, fazer um seguro viagem te traz mais conforto, pois além de cobrir despesas com consultas médicas e odontológicas, também pode proporcionar reembolso de medicamentos, indenização caso sua mala seja extraviada, reembolso em caso de interrupção ou cancelamento de viagem dentre diversos outros problemas que podem acontecer. É claro que ninguém quer ficar doente na estrada, mas saiba que ficar doente pagando em Euro pode sair muitas vezes mais caro que o valor investido neste seguro. 

Algumas pessoas optam por utilizar o PB4, documento que pode ser solicitado no site do Governo Federal e que dá acesso ao sistema de saúde público português. Vale lembrar que hospitais e clínicas públicas em Portugal são pagas, logo pense bem se esta escolha será vantajosa para você.

Eu fiz o meu seguro viagem com a World Nomads. Graças a Deus não precisei utilizar, portanto não tenho como opinar se ele é de fato o serviço deles. Mas confesso que durante a minha pesquisa eu vi que eles me ofereciam o melhor custo x benefício.

Portugal é perigoso?

Eu achei as cidades que eu passei super seguras (Porto, Fátima, Lisboa e Albufeira). É claro que eu tomava os meus cuidados, pois sou uma brasileira acostumada a andar com a mochila na frente do corpo e sei que furtos de celulares e carteiras costumam acontecer na maioria das grandes cidades do mundo (principalmente com turistas distraídos). Porém, posso afirmar pra vocês que em nenhum momento me senti insegura.

Vale a pena fazer turismo em Portugal?

Com certeza! Muito da nossa história tem influência deste país, por isso vale a pena ir e “beber da fonte”. Visite Portugal e conheça uma rica cultura, experimente um pouco dos quitutes que te darão água na boca, curta praias, trilhas, parques e se divirta. Recomendo, quero voltar e quem sabe nos encontramos por lá!

Ter um período sabático é possível? Medos, desculpas e pré conceitos

Ter um período sabático é possível? Medos, desculpas e pré conceitos

O mês de dezembro costuma ser um período de bastante reflexão! Época que muitos param para pensar sobre as conquistas do ano que está finalizando e começam a traçar os planos para o próximo que irá começar. E você? Faz tipo deste clubinho reflexivo ou é destas que não curte ficar pensando muito a respeito? Sei que já estamos em maio, mas nestes tempos de confinamento tem muita gente aproveitando para repensar não só as atitudes como o estilo de vida que tem vivido até então. Confesso que durante 31 anos da minha vida fiz parte do segundo clubinho, mas fiquei feliz em estar aberta a mudanças. No final de 2018 eu tinha apenas uma certeza na cabeça “em 2019 passarei alguns meses viajando pelo mundo e terei meu tão sonhado período sabático”. Porém, para realizar este sonho, tive que vencer uma série de pensamentos sabotadores, medos e pré conceitos que travavam a minha viagem (e que eu sei que também bloqueia muita gente por aí). Por isso, resolvi escrever este texto para compartilhar minhas experiências e te inspirar a cair na estrada (depois que tudo isso passar, é claro)!

Mas o que é um período sabático?

Uma definição bem simples de período sabático é: um período de pausa na carreira profissional o qual podemos nos dedicar a outras atividades de interesse pessoal e ao autoconhecimento. No caso dos viajantes, estas “outras atividades” costumam ser ser viajar! 

Quanto tempo dura?

Eu já vi diversas discussões a respeito e nenhuma conclusão bem definida. Tem gente que acha que o sabático tem que ser superior a 6 meses de pausa, outros acham que pode ter 3 meses, 1 ano… Mas, acredito que cada pessoa sabe muito bem quanto tempo de pausa precisa ou consegue bancar. No meu caso, pude me presentear com pouco mais de 3 meses e curtir o Meu Sabático de 100 dias.

Quais são os principais medos, desculpas e pré conceitos que te impedem de tirar um período sabático?

Pra tornar este sonho do Meu Sabático de 100 dias realidade tive que desconstruir uma série de idéias da minha cabeça. Foi fácil? Não! Mas com muita pesquisa a gente acaba dando um jeito pra tudo e diluindo um pouco destas aflições. 

E foi pensando nisso que eu decidi listar aqui as 10 principais dúvidas com uma série de medos, desculpas e pré conceitos que martelam na cabeça e impedem muita gente de tirar um período sabático. Mas já te aviso que se você tiver foco, planejamento e dedicação poderá vencer não só estes como muitos outros medos que podem surgir no seu processo de decisão.

1- “Mas e se eu nunca mais conseguir um emprego?”

Acredito que um dos principais empecilhos na vida de quem quer tirar um sabático é o medo de sacrificar a vida profissional ao fazer esta escolha. A grande maioria das empresas não oferece opção do funcionário tirar uma licença não remunerada, ou seja, ou você se arrisca e pede demissão ou continua seguindo sua rotina sem viver esta experiência. 

Eu sei muito bem que nosso país vive um momento muito difícil, pra não dizer desesperador. Mas quando você pensa “nunca mais vou conseguir um emprego” não acha que “nunca” é tempo demais? Depois de tirar o meu sabático e realizar alguns voluntariados percebi que tenho outras habilidades que eu nem imaginava. Agora que eu voltei, obviamente procurarei jobs na minha área. Mas e se não rolar? Posso fazer freelas em hostels, em bares, restaurantes, pois sei que dou conta do recado (basta ter a oportunidade).

2- “Mas período sabático é coisa de gente rica!”

Você acha mesmo que eu sou filha do Rei do Gado? Eu estou mais é pro exemplo clássico de proletariada suburbana que acorda as 5 da manhã pra ir trabalhar e só chega em casa depois das 20:00 (aliás, esta é a história da minha vida nestes últimos anos). É uma rotina bem cansativa e estressante, mas quando a gente tem um objetivo definido conseguimos focar, estabelecer prioridades e parece que as coisas começam a fluir.

3- “Mas eu não tenho dinheiro!”

Minha filha, se planejar direito dá pra tirar um sabático sim, mas é claro que a vida é feita de escolhas. Não da pra viver uma vida cheia de regalias, sair todo final de semana, fazer comprinhas e gastar com qualquer coisa. Você precisa saber bem para onde está indo seu dinheiro, portanto listar todos os gastos e separar um valor que será guardado para o seu sabático todos os meses é fundamental. Além disso, estude formas de economizar para conseguir poupar mais dinheiro. 

4-  “Mas eu já sou uma pessoa econômica!” 

Tem certeza que não tem nenhuma despesa que pode ser eliminada da sua planilha de gastos e da sua vida? Eu cortei manicure, boteco e sempre pensava no mínimo 3 vezes antes de comprar qualquer coisa.

Agora, se você realmente não tem mais da onde cortar, uma solução é buscar formas de conseguir uma renda extra. Manja de cozinha? Que tal fazer bolos, brigadeiros, trufas, marmitas? Entende dos paranauês de escrever e redes sociais? Que tal procurar um freela em sites como o 99 Freelas? Pesquise com carinho que você pode encontrar uma forma de conseguir uma graninha extra utilizando uma de suas habilidades.

5- “Mas e se surgir uma emergência e eu não conseguir voltar?” 

E se não surgir? E se você morrer sem nem dar tempo da emergência existir… você acha que a vida terá valido a pena? Será que não é melhor arriscar e se preocupar com o problema apenas se ele, de fato, acontecer? #ficaaduvida

6- “Mas viajar para Europa é muito caro (que também pode ser substituído por: mas o dólar está caro, ou, mas uma passagem pra Ásia ou Oceania é muito cara, etc, etc, etc)”

Olha, eu não vou mentir: pra gente que ganha em reais é caro mesmo. Mas é um sonho possível de realizar, basta saber fazer escolhas. Durante meu sabático eu tentei economizar de várias formas: fazia minha comida ou comprava pronta no mercado para evitar gastar mais em restaurantes, lavava minha roupa no chuveiro (#quemnunca), deixava de pegar transporte público para passar horas caminhando e conhecendo as cidades… e foi assim que fiz meu dinheiro render tornando possível conhecer 12 países durantes os 100 dias.

7- “Mas eu não tenho tempo!”

Este é mais um assunto que você precisa analisar bem para tomar uma decisão. Eu senti no meu coração que era meu momento de me colocar como prioridade para realizar este sonho. Pode ser que no futuro você tenha tempo, mas não tenha saúde ou disposição para fazer os passeios que você sempre quis. E aí? O que você prefere?

8- “E se eu não souber me virar sozinha? E se eu me perder?”

Como assim “se virar”? Você vai viver uma vida “normal”, tirando que você terá toda a liberdade de fazer o que quiser, na hora que quiser e se quiser. É claro que antes de ir você precisa, no mínimo, pesquisar sobre a realidade do lugar que pretende visitar para saber se é seguro, assim como formas para realizar uma viagem mais tranquila. E uma coisa eu te digo: existem muitas pessoas boas no mundo que fazem de tudo para ajudar os outros, principalmente viajantes perdidos que precisam de auxílio. É bem provável que você se perca, mas soluções para resolver este problema não vão faltar (por exemplo: peça ajuda ou use aplicativos como Google Maps, Mapsme, etc). O que você não souber você aprende, simples assim (aliás, neste post aqui eu listei 50 coisas que eu fiz pela primeira vez no meu primeiro mês de sabático).

9- “E se eu não conseguir me comunicar? E se eu não fizer amigos? E se eu ficar sozinha?”

Já ouviu falar em mímica? Pois é, normalmente ela costuma funcionar. Uma coisa que eu aprendi na estrada é que é possível se comunicar mesmo quando não falamos o idioma do local onde estamos. Sorrisos, olhares, expressões e gestos, as vezes, dizem mais que mil palavras. Pude vivenciar isso na minha curta passagem pelo Marrocos. Meu francês era quase zero e meu árabe era totalmente zero, mas mesmo assim conseguia me comunicar com o moço da cozinha do hostel que era sempre muito gentil. Mesmo sem trocar uma palavra ele me ajudava a usar o fogão para ferver água pro meu miojo, entendia que eu não tomava café e por isso me dava mais suco e sempre demonstrávamos nossa gratidão e respeito com sorrisos sinceros.

Quanto as amizades, se você vai se hospedar em hostel já é meio caminho andado, pois não faltarão oportunidades para conhecer novas pessoas: seja dividindo mesa no café da manhã ou tomando uma cerveja e jogando conversa fora no bar do hostel. É bem provável que em alguns momentos você ficará sozinha, mas aproveite, pois pode ser que você perceba que você é sua melhor companhia.

10- “Tá bom Eve, mas e se eu for e não gostar?”

Sinceramente, eu acho bem difícil uma pessoa que tem o sonho de passar um tempo fora ir e não gostar Porém, caso isso ocorra, a resposta é bem simples: você pode voltar! É claro que esta decisão pode doer no seu bolso, mas você se lembra que eu já falei que a vida é feita de escolhas, não é mesmo? Antes de decidir se você deve voltar ou não pense bem sobre os reais motivos desta possível “desistência”. Do que você não está gostando? Não tem nada que pode ser feito para que você possa curtir mais a jornada? Talvez alterar o estilo da sua viagem ou os locais que está visitando? Pense bem antes de tomar qualquer decisão por impulso. Mas, em último caso, se não tiver jeito mesmo, eu acredito que se você decidir voltar pra casa encontrará seus familiares e amigos de braços aberto pra te receber (mas espero de verdade que isso não aconteça).

#ficadica

Quando for planejar seu sabático, converse com outras pessoas que já viveram esta experiência, pois assim você poderá ser mais assertiva nos seu planejamento. Se você está aí com a cabeça cheia de dúvidas, pode me mandar uma mensagem que farei o possível para ajudar. Agora, se você quiser um serviço de consultoria profissional eu super recomendo o site Sabático na Prática. A Dani e a Mari tem um passo a passo bem legal para te ajudar a tirar este seu sonho do papel. Além disso, no site delas tem vários materiais gratuitos que vão te ajudar muito durante todo o seu processo de sabático.

No meu próximo post (que já sai na próxima terça-feira), vou contar pra vocês quais eram os 3 principais medos que me impediam de realizar este sonho (e sei que serei julgada por muitos por conta do meu 3º da lista). Mas enquanto o post novo não vem conte pra mim: você tem vontade de tirar um período sabático? Se sim, para onde gostaria de ir?

Turismo no Marrocos – O que você precisa saber antes de ir

Essaouira – Marrocos

Como muitos já sabem, o primeiro país que visitei no Meu Sabático de 100 dias foi o Marrocos. Confesso que minha maior motivação era conhecer o Deserto do Saara (o que acabou não acontecendo desta vez), porém acabei me abrindo ao novo e pude desvendar um pouco deste país de cultura rica, lugares encantadores, muitas cores, cheiros e sabores.

Antes de embarcar, tanto meus conhecidos quanto as pesquisas que eu fazia na internet estavam me deixando beirando o pânico. Sequestros, assédio, escorpiões… parecia que eu ia embarcar em uma viagem sem volta. Mas, fui com medo mesmo e em 4 dias de viagem pude me surpreender muito em terras marroquinas. 

E você? Também tem vontade de conhecer o Marrocos? Se estiver planejando sua viagem, confira aqui as principais informações que você precisa saber antes de embarcar nesta aventura em solo africano.

Onde fica o Marrocos?

O país está localizado na região norte do continente africano e é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Outro fato que chama atenção é que ele é o país africano que fica mais próximo do continente europeu, por isso muitos turistas que visitam a Espanha e Portugal acabam adicionando o Marrocos no roteiro.

Como chegar no Marrocos?

Se você busca um voo direto saindo do Brasil, a melhor opção é voar pela companhia Royal Air Maroc. Agora se você tem uns dias sobrando pode optar pela TAP, Ibéria ou Air France e ainda fazer um stopover em um destes Hubs (TAP: Porto, Lisboa, Faro; Air France: Paris; Ibéria: Madrid). Eu optei pela Air Maroc, pois fiz um voo direto para Casablanca. 

Minha experiência voando pela Air Maroc foi bem ok. O voo atrasou uma hora para sair de São Paulo, tivemos um jantar e um café da manhã, além de travesseiro, cobertor e uma mini necessaire de plástico com uma meia e um tapa olho. As poltronas possuem TVs individuais e entrada USB para carregar o celular.

No final das contas acho que valeu a pena. Aproveitei e comprei minha passagem para Porto com stopover em Casablanca com uma diferença no valor final da passagem de menos de R$ 100,00 (isso mesmo, pude conhecer dois países pagando pouquíssimo por isso).

De Casablanca a Marrakesh

Chegando no aeroporto de Casablanca eu desci um lance de escadas e já estava na estação ferroviária. Comprei meu ticket de trem saindo do Aeroporto até a estação Casa Voyageurs (Gare de Casa Voyageurs). Já na estação Casa Voyageurs comprei meu ticket com destino a Marrakesh (poderia ter comprados os 2 trechos no aeroporto, mas como o primeiro trem estava prestes a sair tive que fazer a compra em duas etapas).

Dica: é possível comprar o ticket de trem pelo site da empresa ONCF: é mais simples, seguro e assim você evita cair em golpes como aconteceu comigo (no dia que estava voltando de Marrakesh). 

Visto e imigração: como funciona?

Para nós brasileiros não é necessário visto solicitar um visto previamente para entrar no país. Na imigração você terá apenas que preencher um formulário e apresentar seu passaporte para que seja carimbado.

Qual é o idioma falado no Marrocos?

O árabe e o berbere são os idiomas oficiais. Na região de Casablanca e Marrakesh é comum ouvir pessoas se comunicando em francês, porém existem  algumas cidades no país onde é possível ouvir os locais conversando em espanhol também. 

Qual o dinheiro utilizado no Marrocos?

A moeda usada no Marrocos é o Dirham. Como depois eu iria passar uma temporada na Europa, acabei levando Euros para trocar por Dirhans apenas quando chegasse em Casablanca (sim, eu saí do Brasil sem nenhuma moedinha marroquina e não me arrependo por isso). No aeroporto existem várias casas de câmbio, então aproveitei e já troquei todo o dinheiro que eu pretendia gastar durante minha estada (em agosto de 2019 consegui trocar 100 euros por 1030 dirhans).

Como se vestir no Marrocos? 

No Marrocos as mulheres não são obrigadas a utilizar o hijabe, porém muitas marroquinas optam por utilizá-lo (pra quem não sabe, hijabe ou hijab é aquele véu que as mulheres usam para cobrir a cabeça). Quando saí do aeroporto eu resolvi amarrar um lenço na cabeça, porém alguns locais me falaram que não era necessário e eu acabei deixando de usar. Mesmo sem o lenço, durante todos os dias eu me vesti com calça ou saia longa, blusinha de manga ou alguma manga longa. Roupas curtas e decotes não faziam parte do meu dress code. Pra mim era uma questão de respeito a cultura deles, pois quem estava de intrusa ali era eu, não é mesmo? Até vi pessoas se vestindo como se estivessem passeando no verão de Paris, mas eu não recomendo.

Como é o clima?

Marrocos me lembra Deserto do Saaara que me lembra calor, muiiiito calor. Mas nem de sol e suor vive o país. Aliás, você sabia que em alguns lugares do Marrocos chega até a nevar? 

O clima do Marrocos é divido em 4 “zonas”: continental (no interior onde existem as áreas montanhosas), oceânico (em toda a costa ocidental), mediterrânico (região das montanhas do Rif e do litoral) e desértico (na região ao sul das montanhas do Atlas).

Quando ir?

Segundo a maioria dos blogs e sites de viagens, os melhores meses para visitar o Marrocos são de Março a Maio (durante a primavera) ou de Setembro a Novembro (durante o outono), pois nestes períodos o clima é mais ameno. O mês de agosto costuma ter temperaturas bem altas, por isso algumas agências deixam até de realizar o Tour para o Deserto do Saaara. Confesso que eu fui no mês de agosto e não morri! Enfrentei bastante calor em Marrakesh, até senti uma brisa fria quando visitei Essaouria, mas não visitei a região de deserto onde o calor é mais extremo.

Onde ir?

Não vai faltar atrações para você escolher: se encantar com a mais alta cachoeira do norte da África, a Ozoud Waterfall; ver a tal “árvore de cabras” na famosa Argan Tree (e ainda visitar uma fábrica de argan para saber como funciona a produção dos  produtos); curtir um dia de praia em Essaouira; se perder e se encontrar diversas vezes pela Medina de Marrakesh; conhecer a famosa Mesquita Hassan II na maior cidade do país, Casablanca; visitar algumas das cidades que foram cenários de filmes e novelas famosas (como Ouarzazate, conhecida como a Hollywood do Marrocos); ver um pôr do sol inesquecível nas dunas do Deserto do Saara… Vou parar por aqui, mas estes são apenas os principais passeios dentre as diversas atrações que o Marrocos oferece.

Quanto tempo ficar no Marrocos?

Eu fiquei apenas 4 dias e achei muito pouco. Minha sugestão é no mínimo uma semana para que tenha tempo de fazer o passeio de 3 dias e 2 noites no Deserto do Saara.

Preciso fazer seguro viagem para ir para o Marrocos?

Os viajantes que visitam o Marrocos não são obrigados a apresentar a documentação de seguro viagem, porém minha dica é: se você for, faça (ou reze para não ficar doente, senão você vai pagar MUITO caro por isso!

Eu fiz o meu seguro viagem pela World Nomads, pois foi o melhor custo x benefício que eu achei nas minhas pesquisas (ainda mais considerando que este era apenas o primeiro dos diversos países que eu visitei no Meu Sábatico de 100 dias).

O Marrocos é perigoso?

Eu acho que me senti mais insegura pela quantidade de quantidade de comentários negativos que eu ouvi antes de embarcar que de fato pelas situações que vivenciei. Posso falar que eu tive uma experiência positiva durante minha curta estada. Pra mim foi super tranquilo andar sozinha por Marrakesh e não tive nenhum episódio que me senti com medo. Falaram tanto da questão do assédio, dos homens que querem trocar mulheres por camelos, de pessoas que foram sequestradas e nunca mais foram encontradas, mas comigo graças a Deus foi tudo bem tranquilo. Mas é claro, como boa brasileira fique sempre alerta e tente evitar situações que te coloquem em risco (eu, por exemplo, não curto sair a noite e é claro que não saia pelas vielinhas do hostel sozinha quando estava escuro).

Vale a pena ir para o Marrocos?

Com certeza sim! Cruzar o oceano e ver que do outro lado existe uma cultura bastante diferente da nossa é uma experiência enriquecedora. Além disso, vale a pena conferir a beleza dos lugares destas terras africanas. Eu acho que não aproveitei muito, pois fiquei poucos dias e ainda não estava conectada à minha viagem. Espero em breve visitar o Marrocos para aproveitar ainda mais e compartilhar minhas experiências com vocês.

E aí? Partiu Marrocos? Marque nos comentários ou compartilhe este texto com as amigas que estão planejando curtir uma aventura marroquina.

10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão!

Passagens compradas, estadia reservada, passeios planejados e chega o dia do embarque. Mas, antes disso, chega também a hora de arrumar a bagagem. E a pergunta que não quer calar é “como montar e o que levar em um mochilão?”

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No meu caso, além do mochilão eu levei também uma mochila de ataque (com meus documentos e itens de valor). Muita gente ficou curiosa pra saber como eu fiz pra montar estas mochilas para passar 100 dias fora, por isso resolvi compartilhar aqui 10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão.

1- Avalie as condições climáticas dos destinos

O lugar onde você vai faz um frio do Alaska ou um calor do Deserto do Sahara? Veja sempre como está a previsão do tempo para não ser pega de surpresa. No meu caso eu sabia que chegaria no final do verão europeu e voltaria no final do outono, ou seja, muito calor e um frio considerável. Como eu odeio passar frio foquei mais nas roupas quentinhas que nas de verão. Resultado: tive que comprar umas roupinhas pra aguentar os dias quentes. Para os dias frios não comprei nada, mas passei bastante frio!

2- Faça uma lista das coisas que você acha que são essenciais

Roupas, sapatos, produtos de higiene pessoal, eletrônicos… liste tudo, sempre colocando a quantidade que você acha que é necessária. As listas são ótimas, pois você pode fazê-la aos poucos e isso te ajuda a não esquecer de levar nada.

3- Assista vídeos ou leia blogs e depoimentos de outros viajantes 

Assim você pode comparar a sua lista e ver se está de acordo com a quantidade que os viajantes de carteirinha costumam levar. Eu pesquisei bastante antes de montar meu mochilão, por isso levei uma bagagem bem completa. Aliás, foi graças a Ana do @pelagalaxia que eu resolvi levar um rolo de durex e adivinhe: foi ele que salvou a minha vida quando a capinha do meu celular começou a desfazer e eu me recusei a comprar uma nova pagando caro em euros.

4- Escolha roupas curingas

Opte por peças versáteis que combinam com várias coisas ou que sejam bastante funcionais, leves, fáceis de lavar e secar. Antes de embarcar no meu sabático eu fiz uma viagem de 1 semana para Porto Seguro e foi nela percebi que algumas coisas que eu achava essenciais não passavam de peso morto. Deixei de levar, por exemplo, uma bermuda jeans para levar uma de lycra, pois era menor, mais leve, dava para usar na praia e embaixo do vestido. Assim eu deixei de levar até aquele shorts modeladores que uso com vestido ou saia pra não assar as coxas (gordinhas entenderão);

5- Capriche na sua necessaire

Artigos de higiene, maquiagem, acessórios… Veja quais são os itens essenciais que não podem faltar no seu dia a dia e na sua necessaire (de maquiagem, por exemplo, eu levei apenas um lápis, um rímel e um quarteto de sombras… que mal usei). Só fique atenta se irá ou não despachá-la, para não correr o risco de ter que jogar suas coisas fora (como pinças, alicates de unha, sprays e líquidos acima de 100 ml). Antes de embarcar, veja sempre quais são os itens permitidos e proibidos no site da companhia aérea.

6- Leve sempre uma “Farmacinha”

Sabe aqueles remédios que você costuma tomar? Dor de cabeça, cólica, alergia, diarréia… a gente nunca quer ficar doente durante uma viagem, mas se acontecer é bom estar preparada. 

Dica: quem mora próximo a capital paulista pode agendar e passar no Ambulatório do Viajante no Hospital das Clínicas ou Oswaldo Cruz. Eu fui e ao ver que eu iria pro Marrocos a médica me receitou um antibiótico e uns sais para tomar em caso de desidratação ou diarréia (contei como foi minha consulta neste post aqui).

7- Utilize Organizador de bagagem

Como eu economizei o máximo que eu podia acabei não comprando, mas já está na minha wishlist este aqui, que além de deixar tudo separadinho também é compressor e diminui o volume dentro da mochila. Uma outra opção mais barata são os sacos a vácuo (que você consegue comprimir usando o aspirador de pó).

8- Otimize espaços

Vai levar um sapato na bagagem? Então já coloque as meias dentro dele e economize espaço. Outros ítens menores também podem ser encaixados nos cantinhos (mas só encaixe aquilo que você realmente PRECISA, ok?)

Outra dica é, se possível, viaje com as roupas e sapatos que são mais pesados e ocupam mais espaço (que implicará em menos peso pra você carregar).

9- Teste

Será que vai caber tudo? A melhor forma de saber é testando. Assim você evita surpresas desagradáveis (especialmente se você é destas que deixa para fazer a mochila na última hora);

10- Leve uma bolsa ou mala de tecido

Levar uma ecobag pode te ajudar bastante (principalmente se estiver indo pra Europa). Como no mercado eles não dão sacolinhas plásticas igual aqui no Brasil, a ecobag te ajudará muito para que transporte suas comprinhas.

Se você é a rainha das lembrancinhas ou gosta de comprar roupas fora, a dica é levar uma mala de tecido. Assim você evita ter que comprar uma nova bagagem pra poder trazer suas muambas. No meu caso eu levei apenas uma ecobag… pulei a parte das lembrancinhas rs

Bônus: Meu mochilão!

Quer saber como ficou meu mochilão? Clique aqui e veja os stories que eu fiz pra compartilhar com vocês!

Eu, mochila, mochilão e a ecobag (chea de merendas) – Interlaken – Suíça

Lembre-se: você carregará esta mochila nas suas costas, por isso pense bem se você realmente precisa de tudo aquilo que está levando.

On the road – Bahia Parte 1 – City Tour

Sorria, você está na Bahia!!!

Pois é, desta vez (2015) o destino escolhido para curtir as férias com meus pais foi o litoral baiano, mais precisamente a cidade de Salvador. Chegamos na tarde de quinta feira e fizemos check in no hotel Bahia Mar que foi nossa casa durante uma semana. O que dizer sobre nossa estadia? Simplesmente ótima. Quartos e banheiros espaçosos, chuveiro bom, ar condicionado e um ótimo café da manhã com direito a tapioca pra quem gosta. A única coisa que eu pontuaria como ruim é o funcionamento do wifi que deixa muiiiiito a desejar. 

Vista do Hotel Bahia Mar Salvador – Foto by Evelin Karen

Nos nossos dois primeiros dias de viagem resolvemos apenas curtir o hotel (e eu curti só a cama). Como eu tinha acabado de chegar da minha outra viagem e ainda estava lutando contra a intoxicação alimentar resolvi aproveitar o ócio e deixar a fraqueza tomar conta. Dormi praticamente o dia e a noite inteira. Só levantei para fazer as refeições e não me arrependo nem um pouco disso.

Já no terceiro dia fizemos o city tour histórico e panorâmico. A primeira parada foi o Farol da Barra, um dos cartões postais da cidade de Salvador.

Turistando em Salvador – Foto by Évelin Karen
Farol da Barra Salvador – Foto by Évelin Karen

Passamos pelos principais pontos da cidade e também pela cobertura da Ivete Sangalo e o estádio Arena Fonte Nova. A próxima parada foi a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, conhecida pelas famosas fitinhas coloridas. Ao descer do ônibus somos assediados por vários ambulantes que nos oferecem uma fitinha como presente. Esta deve ser amarrada no pulso ou na grade da igreja enquanto fazemos um pedido. Diz a lenda que quando a fita se solta o pedido é realizado (agora que eu lembrei que dei uns dez nós na minha… Hunf).

Arena Fonte Nova Salvador – Foto by Évelin Karen
Igreja de Nosso Senhor do Bonfim Salvador – Foto by Évelin Karen
Eve e as fitinhas do Senhor do Bonfim – Foto by mamis

A próxima parada foi no Elevador Lacerda/ Pelourinho. Neste momento, o relógio já marcava 11 horas e o sol brilhava muito forte. A fraqueza começou a bater de novo e por isso acabei não vendo o projeto Olodum, pois resolvi ficar no restaurante onde iríamos encontrar o grupo.

Elevador Lacerda Salvador – Foto by Évelin Karen
Pelas ruas do Pelourinho Salvador – Foto by Évelin Karen

Depois de um almoço não muito gostoso visitamos a Igreja de São Francisco que é super “jogada no ouro”. Uma bela construção com muitos traços da arte barroca e com diversas obras de arte no teto que trazem uma perspectiva a la 3D. Eu fiquei de queixo caído com este teto!

Igreja São Francisco Salvador – Foto by Évelin Karen
Puro ouro na Igreja de São Francisco em Salvador – Foto by Évelin Karen

Como em todo city tour, a última parada ficou reservada para que as pessoas consumistas comprassem as famosas lembrancinhas no Mercadão da cidade. Eu me rendi e acabei comprando um turbante liiiiiiindo! Na saída fiz gordice e comprei uma deliciosa caixinha de cocada vendida pelas baianas que ficam na porta do mercado.

Fim de tarde Em Salvador – Foto by Évelin Karen

Foi um dia bastante cansativo e a noite só conseguimos comer uma tranqueirinha para dormir e encarar o próximo dia de passeios pela Praia do Forte (com direito a belas paisagens e acidente de percurso). Mas estas histórias ficarão para o próximo post.

Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Em 2015 tive a oportunidade de viajar por 14 dias conhecendo um pouco dos encantos da Colômbia e Bolívia. Por isso, resolvi compartilhar com vocês 20 dicas para tornar a sua viagem ainda mais incrível.

1- Muita atenção na hora de escolher um local para comer.

É bem comum encontrar vários lugares com cara de “sujinho” (tanto na Colômbia quanto na Bolívia… e aqui no Brasil também). A falta de higiene pode te garantir, no mínimo, um cabelo de leve no seu prato (isso aconteceu comigo em Cartagena);

2- Fiquem espertos com as notas falsas e com o golpe do taxista.

Se você der o dinheiro e eles (taxistas) perguntarem se você não tem trocado não seja legal, diga que não tem (ou você corre o risco de receber uma nota falsa e sair no prejuízo igual aconteceu comigo na Colômbia);

3- Deixe para trocar seu Reais lá (Colômbia e Bolívia)!

Levem o mínimo de dinheiro daqui (apenas para as despesas iniciais, como transporte do aeroporto para hostel, algum tipo de alimentação) e ativem o cartão internacional para saque. Super vale a pena (pelo menos valia em 2015); 

4- Compre as passagens de ida e volta dos passeios.

Assim você economiza e não corre o risco de ficar sem assento para retornar para sua cidade base;

5- Faça o Tour no Salar de Uyuni com a Juliet Tour ou Beto Tour.

Estas são as empresas que eu utilizei e tive uma ótima experiência, por isso recomendo! O motorista Bartalomé foi super gente boa durante todo o passeio, sempre muito simpático e prestativo;

6- Tem estômago sensível? Evite comer em restaurantes.

Mas Eve, então eu vou comer onde? Se você se hospedar em hostel com cozinha compartilhada uma boa pedida será cozinhar sua própria comida, pois as chances de você passar mal por intoxicação alimentar reduzirá bastante. Confesso que eu me arrependi de não seguir os conselhos de alguns viajantes, principalmente na Bolívia… deveria ter ficado a base de Pringle e evitado passar perrengue;

7- Tem estômago porreta? Então experimente a culinária local.

Confesso que nos meus 15 dias de viagem eu não comi nada maravilhoso que sentirei saudades pelo resto da vida. Na Bolívia era muito frango frito e na Colômbia tinha o famoso arroz com coco. Pra quem curte café a Colômbia é um “copo cheio”!

8- Se sentir segurança, faça os passeios por conta própria.

Consegue traçar um roteiro, sabe quais pontos qure visitar e é best friend do Maps? Então uma ótima pedida é evitar altos gastos com agências de viagens e fazer o passeio por conta. A economia? Pode ser de mais de 100%! No meu passeio para Copacabana, o valor que eu pagaria apenas com transporte da agência eu consegui pagar o ônibus da rodoviária de La Paz, almoçar em Copacabana, fazer o passeio até a Isla del Sol, tomar cerveja, comer uma salteña (horrível por sinal) e ainda sobrou dinheiro; 

9- Pesquise sobre as cidades que você vai visitar.

Parece óbvio, mas… as vezes acontece de bater um cinco minutos e você embarcar no primeiro ônibus que vê. Saindo de Uyuni fui para Oruro e confesso que a imagem que eu tive da cidade não foi muito bacana. Talvez o carvanal de lá me faça mudar de ideia, mas…

10- Esteja aberto para novas amizades.

Quando você viaja, além de conhecer novos lugares e uma nova cultura você também poderá conhecer muitas pessoas legais e interessantes pelo caminho. Portanto, esteja aberto e faça novos amigos instantâneos… Assim você terá muitas histórias pra compartilhar e viverá bons momentos na sua viagem;

 Playa Blanca – Foto by Timer
Salar de Uyuni – Foto by Bartolomé

11- Leve uma mini farmácia na mala.

“Nossa Eve, que exagero”. Pior que não é! É muito comum sentir algum mal estar durante a viagem, por isso é sempre bom se prevenir e levar uma necessaire abastecida com os medicamentos que você costuma tomar no Brasil (e se você for para a Bolívia não se esqueça do Floratil);

12- Faça um seguro viagem.

Gente, seguro viagem é um item essencial na sua viagem, principalmente se você vai para qualquer território que não é coberto pelo seu plano de saúde (principalmente). Mas vale lembrar também que este tipo de seguro não inclui apenas itens relacionados à saúde, já que você pode conseguir reembolsos também em outras situações (como quando um voo é cancelado ou a bagagem extraviada, por exemplo);

13- Olhe a validade de T-U-D-O!

Tenha sempre muita atenção à validade do que você compra. Eu viajei em setembro e cheguei a comprar um chocolate que tinha vencido em fevereiro (é claro que eu não olhei a validade dele antes de comprar);

14- Na Bolívia combine sempre o valor do táxi antes do início da corrida.

Pelo menos quando eu fui se utilizava esta prática de combinar o valor antes com o taxista. Fique atento, negocie antes e evite uma desagradável surpresa;

15- Leve um saco de dormir para sua segunda noite no Salar de Uyuni.

Eu sou uma pessoa que sente muito frio, então é óbvio que no deserto isso não seria diferente. A segunda noite no Salar é muito gelada, por isso, se você tem pés de icebergs como eu leve um saco de dormir. Eu me embrulhei no saco, coloquei vários cobertores e ainda assim senti frio (imagine se eu estivesse sem o saco!);

16 – Leve sempre papel higiênico.

Eu encontrei vários banheiros sem papel higiênico por onde passeio (aliás, em alguns lugares já era muita sorte encontrar um banheiro). Por isso leve sempre um papel higiênico na sua mochila de ataque e tenha sempre uns trocadinhos para pagar suas idas ao banheiro no tour do Salar (“nao existe almoço grátis”… Eles levam bem a sério isso);

17- Curte viagens luxuosas? Então a Bolívia não é um bom lugar pra você.

A Bolívia é um dos países que eu visitei que mais me deixou encantada. As pessoas, a cultura, os lugares… achei tudo com uma beleza encantadora. Infelizmente é um país pobre, uma parte da população passa por sérias dificuldades e isso é bastante nítido. Então se você que ver lugares luxuosos, talvez seja melhor você escolher um outro destino. Agora, se você é um viajante sem frescuras, saiba que a Bolívia é um país incrível para se conhecer e que pode te presentear com paisagens exuberantes!

18 – É do time “odeio calor”? Então passe longe de Cartagena!

Cheguei na Colômbia com intoxicação alimentar, bastante fraca, mas primeiro passei por Bogotá (que possui um clima ameno). Dias depois desembarco em Cartagena que é um lugar tão quente, mas tão quente que, mesmo parada eu sentia o suor escorrendo pelo corpo. Por isso, meu amigo, se você odeia calor passe longe desta cidade ou você correrá o risco de derreter (literalmente);

19- Aproveite para conhecer a cultura que o país tem para te oferecer.

Amplie seus horizontes, escute música local e vá para lugares característicos do país. Digo isso porque conhecemos uma colombiana no hostel em Cartagena que nos levou ao Café del Mar onde tocava uma música eletrônica super alta… Sei que ela teve boa intenção, mas Colômbia pra mim é cumbia! Eletrônico a gente escuta em qualquer baladinha daqui, não é mesmo?

20 – E finalmente, a dica de ouro é: apenas vá!

Faça seu planejamento, guarde dinheiro, compre sua passagem, reserve seu hostel (e aproveite meus descontos), faça sua mala (ou mochila) e caia na estrada para explorar estes países cheio de pessoas, culturas e lugares incríveis! 

Feliz Viaje – Foto by Évelin Karen

E você? tem alguma dica destes lugares para compartilhar comigo? Quero saber!!!