On the road – As aventuras de Eve nas Olimpíadas Rio 2016

Interrompemos nossa programação normal para publicar este post quente e urgente sobre o Rio de Janeiro que, obviamente, continua lindo!

Olimpíadas rolando a todo vapor no Brasil e é claro que eu tinha que sentir isso mais de perto. Semana passada foi dia de acompanhar as meninas do futebol feminino na Arena Corinthians. O Canadá ganhou da França de 1 x 0, eu adorei o clima da torcida e me apaixonei pelo estádio do Corinthians. Preciso voltar muitas outras vezes.

Arena Corinthians SP, França x Canadá – Foto by Évelin Karen
Eve and her brother, Corinthians Stadium – Foto by Évelin Karen

Acompanhei os jogos doo futebol desde o início. Depois foi hora de ver a cerimônia de abertura e aquilo tudo me encantou tanto que eu decidi: eu preciso passar um dia no Rio para sentir toda esta vibe Olímpica. Então, no dia 15 de agosto embarquei na rodoviária do Tietê com uma amiga e às 07:00 já estávamos no Rio.

Vista do Cristo de Botafogo RJ – Foto by Évelin Karen

Deixamos nossas coisas na casa de um abençoado amigo dela, colocamos roupa de praia e começamos nossa saga. Saindo de Botafogo, misteriosamente, ganhamos uma carona de ônibus de um motorista que estava muito feliz e de bem com a vida. Dava pra ver que o clima daquele lugar estava diferente e ainda melhor (quem me conhece sabe que eu sempre gostei do Rio). Cada lugar com traços Olímpicos rendia fotos.

Passamos o dia inteiro caminhando. Em Botafogo passamos em frente à Casa da Áustria, mas como o tempo era curto nem entramos. Continuamos a caminhada e chegamos em Copacabana onde encontramos muitos turistas, jornalistas, voluntários… gente de diversos lugares do mundo. Aquele momento em que você pensa “estou no exterior ou no Rio?”. Sim, o Rio sempre recebe uma grande quantidade de turistas, mas não se compara com a galera que eu vi ontem.

Turistando no RJ – Foto by Évelin Karen

Passamos pela famosa Arena onde rolam as disputas do vôlei de praia… só de ver de perto a gente já fica feliz. Ali fomos abordadas por alguns gringos querendo vender ingressos para o jogo de basquete do Brasil, mas não quisemos. Sentamos para a primeira cerveja do dia e ficamos bem ao lado do local da prova da Maratona Aquática feminina, onde a brasileira ganhou medalha de bronze. Em Copa vimos os crushs mais tops do rolê. Pena que ali a cerveja é mais cara e não rola uns telões para assistir aos jogos, caso contrário poderíamos ter passado o dia inteiro lá.

 Arena de Vôlei de Praia em Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen
Eve nos Arcos Olímpicos de Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen

Continuamos nossa caminhada e paramos em Ipanema. Lá curtimos sol e praia de buenas na canga. Experimentei a tal esfiha que vendem na praia (e vem com gordurinha… não curti muito não, mas na hora da fome era o que tinha em oferta).

Eve from Ipanema – Foto by Mah
Cada detalhe olímpico é um flash – Foto by Mah

Caminhamos mais um pouco e embarcamos no metrô para o centro. Hora de ver a famosa Pira Olímpica, em frente à Igreja da Candelária. Na TV ela parece linda e grande. Ao vivo e a cores ela é bem menor e chega a decepcionar um pouquinho.

Pira Olímpica/ Catedral da Candelária RJ – Foto by Évelin Karen

Gastamos mais sola de chinelo caminhando pelo Boulevard Olímpico. Na sua extensão encontramos muita, muita gente, artes, grafite, palcos com DJ’s, telões, food trucky e até a Casa do Brasil (com uma fila gigantesca). Uma infinidades de coisas para fazer e conhecer. Acompanhamos o pôr do sol do lado de fora do Museu do amanhã, local que garante fotos lindas!

Selfie no Boulevard Olímpico Foto by Évelin Karen
Museu do Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Pôr do sol no Museu no Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Vista do Boulevard Olímpico  RJ – Foto by Évelin Karen 

Voltamos para o nosso ponto de apoio, tomei um banho e fui para rodoviária. Por sorte consegui comprar minha passagem de volta direto pra Mogi. Jantei, embarquei 22:40 (no mesmo dia 15 de agosto) e dormi a viagem inteira, assim como a grande maioria dos passageiros que também estavam voltando do Rio com o sonho olímpico realizado.

Conclusão: se você quer muito saber como é o clima de Olimpíadas e tem pelo menos R$ 300,00, pegue um ônibus e vá. Se você conhece pessoas que têm carro e também estão afim, o passeio sairá bem mais barato. Com este valor você paga transporte, alimentação e se não rolar muitos bons drinks dá pra pagar até um ingresso (dos mais baratos) para assistir alguma das competições. É loucura fazer isso? Talvez! Porém é uma oportunidade única e uma sensação maravilhosa  fazer parte de um evento tão grandioso quanto este. Trabalha durante a semana? Embarque na madrugada de sexta para sábado, mas VÁ!!!!! Eu super recomendo!

E no próximo post voltamos à programação normal: Bahia e os encantos da Ilha de Itaparica e Ilha dos Frades.

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On the road vídeos – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

Copacabana, Lago Titicaca, Isla del Sol… é claro que eu precisava registrar um pouco disso (tanto em texto como em vídeo). Se você assistir este vídeo perceberá  que eu estou meio ofegante e cansada… é a tal da altitude que parece brincadeira, mas não é!

Isla del Sol – Bolívia

No próximo post falarei sobre meu último dia em La Paz e o segundo perrengue da viagem.

On the road – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

On the road – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

Ir para a Bolívia e não conhecer o famoso Lago Titicaca é um grande erro e é claro que eu não iria cometê lo. Mesmo chegando tarde e cansada de Oruro, levantei as sete da matina e já fui para a rodoviária garantir minha passagem.

Confesso que a viagem é longa e que vale mais a pena dormir pelo menos um dia em Copacabana, porém, depois dos problemas que eu enfrentei para retornar do tour de Uyuni, esta se tornou uma missão impossível.

A caminho de Copacabana – Foto by Évelin Karen

O ônibus para Copacabana é suuuuuuuper confortável (nem parecia aqueles paus velhos que eu tinha encarado) e em alguns pontos dispõe de um fraco wifii. A viagem reserva belas paisagens. Tanto na saída de La Paz quanto na estrada é possível ver montanhas congeladas, povoados charmosinhos e um tipo diferente de vegetação.

 Saindo de La Paz I – Foto by Évelin Karen
Saindo de La Paz II – Foto by Évelin Karen

Fizemos uma pequena parada em um posto para quem quisesse tomar um café ou usar o baño e uma segunda parada para a travessia de balsa. Todos os passageiros precisam descer e seguir numa embarcação enquanto o ônibus vazio segue em outra.

 Parada para travessia pelo Titicaca – Foto by Évelin Karen
 Travessia do ônibus – Foto by Évelin Karen
Travessia dos passageiros – Foto by Évelin Karen

Depois de quase 4 horas de trajeto chegamos na tal Copacabana e lá  o tempo é muito curto. Desci do ônibus perto do meio dia e às 13 já saia a embarcação para a Isla del Sol. Comprei meu ticket da primeira pessoa que vi na rua e fui procurar um lugar para comer alguma coisa.

 Copacabana vista do alto – Foto by Évelin Karen
Bienvenidos a Copacabana – Foto by Évelin Karen
Copacabana – Foto by Évelin Karen

Em Copacabana fiz a minha melhor refeição da viagem: arroz, salada, batata e trutcha. O lugar escolhido foi o restaurante Muras: pequeno, super bem decorado e aparentemente limpo. Foi só o tempo de comer rapidinho, tomar minha Paceña, saborear minha sobremesa e sair correndo para embarcar.

Almoço delícia – Foto by Évelin Karen

Para chegar na Isla do Sol escolhi uma embarcação com dois andares. O percurso leva mais de uma hora, mas vale a pena cada minuto para admirar as paisagens, fotografar e gravar todos aqueles momentos na memória.

A embarcação – Foto by Évelin Karen
Belezas do Titicaca– Foto by Évelin Karen

Chegando na Isla do Sol é possível avistar um pequeno restaurante e algumas poucas construções. Os vendedores aproveitam a oportunidade para oferecer os serviços dos hostels que ficam na ilha.

Isla del Sol – Foto by Évelin Karen
 A simplicidade da ilha – Foto by Évelin Karen

Para conhecer melhor a beleza daquele lugar é necessário subir as escadarias. Super vale a pena o esforço porque a paisagem vista de cima é maravilhosa. Meu problema foi que eu estava cansada, com medo de ter algum piripaque por causa da altitute e o tempo estava curto (neste tour tivemos apenas 30 minutos para desbravar a ilha). A cada 20 degraus que eu subia eu quase via a morte de tanto cansaço. 

Isla del Sol vista um pouco de cima – Foto by Évelin Karen
Isla del Sol – Foto by Évelin Karen

Na primeira parada me juntei a um grupo com guia e descobri que, segundo a lenda, as águas do lago Titicaca faziam parte do mar. A ilha só ficou deste jeito depois daquela movimentação das placas tectônicas que separou os continentes. Antes do “mar” tomar aquela região existiam construções ali. Deve ser por isso que, abaixo da água, existem escadarias com mais de 600 degraus (até falei sobre isso no meu vídeo).

Escadaria da Isla del Sol – Foto by Évelin Karen

onsegui subir só mais um pouco da escadaria para fazer algumas fotos e resolvi retornar para o barco.

Isla do Sol vista de cima – Foto by Évelin Karen

Fizemos mais uma parada em um sítio arqueológico, mas acabei nem descendo, pois o cansaço já tinha me vencido.

Última parada – Sítio arqueológico – Foto by Évelin Karen

No meu retorno fiz amizade com uma brasileira, a Naira de Balneário Camboriú que estava vindo do Peru. Com ela estavam a mexicana Fabíola e a colombiana Catolina: todas viajando sozinhas. É muito legal conhecer pessoas no caminho que partilham dos mesmos sonhos que a gente.

Retorno a Copacabana – Foto by Évelin Karen

Eu estava há uma semana fora do Brasil e adorei meu ônibus de volta. Mesmo sendo micro, menos confortável e sem wi fii tinha algo nele que eu estava sentindo falta: brasileiros! Dominamos o ônibus e pude ouvir aquela bagunça peculiar que eu estava morrendo de saudade. Na travessia de balsa, fomos ao som de “se a canoa não virar” porque a embarcação balançava muito naquela noite gelada. Cheguei em La Paz próximo das onze da noite. Me despedi das minhas amizades instantâneas e voltei para minha última noite no Hostel Perla Negra.

No próximo post contarei sobre meu último dia em La Paz e meu segundo perrengue da viagem.