Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Em 2015 tive a oportunidade de viajar por 14 dias conhecendo um pouco dos encantos da Colômbia e Bolívia. Por isso, resolvi compartilhar com vocês 20 dicas para tornar a sua viagem ainda mais incrível.

1- Muita atenção na hora de escolher um local para comer.

É bem comum encontrar vários lugares com cara de “sujinho” (tanto na Colômbia quanto na Bolívia… e aqui no Brasil também). A falta de higiene pode te garantir, no mínimo, um cabelo de leve no seu prato (isso aconteceu comigo em Cartagena);

2- Fiquem espertos com as notas falsas e com o golpe do taxista.

Se você der o dinheiro e eles (taxistas) perguntarem se você não tem trocado não seja legal, diga que não tem (ou você corre o risco de receber uma nota falsa e sair no prejuízo igual aconteceu comigo na Colômbia);

3- Deixe para trocar seu Reais lá (Colômbia e Bolívia)!

Levem o mínimo de dinheiro daqui (apenas para as despesas iniciais, como transporte do aeroporto para hostel, algum tipo de alimentação) e ativem o cartão internacional para saque. Super vale a pena (pelo menos valia em 2015); 

4- Compre as passagens de ida e volta dos passeios.

Assim você economiza e não corre o risco de ficar sem assento para retornar para sua cidade base;

5- Faça o Tour no Salar de Uyuni com a Juliet Tour ou Beto Tour.

Estas são as empresas que eu utilizei e tive uma ótima experiência, por isso recomendo! O motorista Bartalomé foi super gente boa durante todo o passeio, sempre muito simpático e prestativo;

6- Tem estômago sensível? Evite comer em restaurantes.

Mas Eve, então eu vou comer onde? Se você se hospedar em hostel com cozinha compartilhada uma boa pedida será cozinhar sua própria comida, pois as chances de você passar mal por intoxicação alimentar reduzirá bastante. Confesso que eu me arrependi de não seguir os conselhos de alguns viajantes, principalmente na Bolívia… deveria ter ficado a base de Pringle e evitado passar perrengue;

7- Tem estômago porreta? Então experimente a culinária local.

Confesso que nos meus 15 dias de viagem eu não comi nada maravilhoso que sentirei saudades pelo resto da vida. Na Bolívia era muito frango frito e na Colômbia tinha o famoso arroz com coco. Pra quem curte café a Colômbia é um “copo cheio”!

8- Se sentir segurança, faça os passeios por conta própria.

Consegue traçar um roteiro, sabe quais pontos qure visitar e é best friend do Maps? Então uma ótima pedida é evitar altos gastos com agências de viagens e fazer o passeio por conta. A economia? Pode ser de mais de 100%! No meu passeio para Copacabana, o valor que eu pagaria apenas com transporte da agência eu consegui pagar o ônibus da rodoviária de La Paz, almoçar em Copacabana, fazer o passeio até a Isla del Sol, tomar cerveja, comer uma salteña (horrível por sinal) e ainda sobrou dinheiro; 

9- Pesquise sobre as cidades que você vai visitar.

Parece óbvio, mas… as vezes acontece de bater um cinco minutos e você embarcar no primeiro ônibus que vê. Saindo de Uyuni fui para Oruro e confesso que a imagem que eu tive da cidade não foi muito bacana. Talvez o carvanal de lá me faça mudar de ideia, mas…

10- Esteja aberto para novas amizades.

Quando você viaja, além de conhecer novos lugares e uma nova cultura você também poderá conhecer muitas pessoas legais e interessantes pelo caminho. Portanto, esteja aberto e faça novos amigos instantâneos… Assim você terá muitas histórias pra compartilhar e viverá bons momentos na sua viagem;

 Playa Blanca – Foto by Timer
Salar de Uyuni – Foto by Bartolomé

11- Leve uma mini farmácia na mala.

“Nossa Eve, que exagero”. Pior que não é! É muito comum sentir algum mal estar durante a viagem, por isso é sempre bom se prevenir e levar uma necessaire abastecida com os medicamentos que você costuma tomar no Brasil (e se você for para a Bolívia não se esqueça do Floratil);

12- Faça um seguro viagem.

Gente, seguro viagem é um item essencial na sua viagem, principalmente se você vai para qualquer território que não é coberto pelo seu plano de saúde (principalmente). Mas vale lembrar também que este tipo de seguro não inclui apenas itens relacionados à saúde, já que você pode conseguir reembolsos também em outras situações (como quando um voo é cancelado ou a bagagem extraviada, por exemplo);

13- Olhe a validade de T-U-D-O!

Tenha sempre muita atenção à validade do que você compra. Eu viajei em setembro e cheguei a comprar um chocolate que tinha vencido em fevereiro (é claro que eu não olhei a validade dele antes de comprar);

14- Na Bolívia combine sempre o valor do táxi antes do início da corrida.

Pelo menos quando eu fui se utilizava esta prática de combinar o valor antes com o taxista. Fique atento, negocie antes e evite uma desagradável surpresa;

15- Leve um saco de dormir para sua segunda noite no Salar de Uyuni.

Eu sou uma pessoa que sente muito frio, então é óbvio que no deserto isso não seria diferente. A segunda noite no Salar é muito gelada, por isso, se você tem pés de icebergs como eu leve um saco de dormir. Eu me embrulhei no saco, coloquei vários cobertores e ainda assim senti frio (imagine se eu estivesse sem o saco!);

16 – Leve sempre papel higiênico.

Eu encontrei vários banheiros sem papel higiênico por onde passeio (aliás, em alguns lugares já era muita sorte encontrar um banheiro). Por isso leve sempre um papel higiênico na sua mochila de ataque e tenha sempre uns trocadinhos para pagar suas idas ao banheiro no tour do Salar (“nao existe almoço grátis”… Eles levam bem a sério isso);

17- Curte viagens luxuosas? Então a Bolívia não é um bom lugar pra você.

A Bolívia é um dos países que eu visitei que mais me deixou encantada. As pessoas, a cultura, os lugares… achei tudo com uma beleza encantadora. Infelizmente é um país pobre, uma parte da população passa por sérias dificuldades e isso é bastante nítido. Então se você que ver lugares luxuosos, talvez seja melhor você escolher um outro destino. Agora, se você é um viajante sem frescuras, saiba que a Bolívia é um país incrível para se conhecer e que pode te presentear com paisagens exuberantes!

18 – É do time “odeio calor”? Então passe longe de Cartagena!

Cheguei na Colômbia com intoxicação alimentar, bastante fraca, mas primeiro passei por Bogotá (que possui um clima ameno). Dias depois desembarco em Cartagena que é um lugar tão quente, mas tão quente que, mesmo parada eu sentia o suor escorrendo pelo corpo. Por isso, meu amigo, se você odeia calor passe longe desta cidade ou você correrá o risco de derreter (literalmente);

19- Aproveite para conhecer a cultura que o país tem para te oferecer.

Amplie seus horizontes, escute música local e vá para lugares característicos do país. Digo isso porque conhecemos uma colombiana no hostel em Cartagena que nos levou ao Café del Mar onde tocava uma música eletrônica super alta… Sei que ela teve boa intenção, mas Colômbia pra mim é cumbia! Eletrônico a gente escuta em qualquer baladinha daqui, não é mesmo?

20 – E finalmente, a dica de ouro é: apenas vá!

Faça seu planejamento, guarde dinheiro, compre sua passagem, reserve seu hostel (e aproveite meus descontos), faça sua mala (ou mochila) e caia na estrada para explorar estes países cheio de pessoas, culturas e lugares incríveis! 

Feliz Viaje – Foto by Évelin Karen

E você? tem alguma dica destes lugares para compartilhar comigo? Quero saber!!!

On the road vídeos – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

Copacabana, Lago Titicaca, Isla del Sol… é claro que eu precisava registrar um pouco disso (tanto em texto como em vídeo). Se você assistir este vídeo perceberá  que eu estou meio ofegante e cansada… é a tal da altitude que parece brincadeira, mas não é!

Isla del Sol – Bolívia

No próximo post falarei sobre meu último dia em La Paz e o segundo perrengue da viagem.

On the road – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

On the road – Bolívia – Day 7: Copacabana, Titicaca, Isla del Sol

Ir para a Bolívia e não conhecer o famoso Lago Titicaca é um grande erro e é claro que eu não iria cometê lo. Mesmo chegando tarde e cansada de Oruro, levantei as sete da matina e já fui para a rodoviária garantir minha passagem.

Confesso que a viagem é longa e que vale mais a pena dormir pelo menos um dia em Copacabana, porém, depois dos problemas que eu enfrentei para retornar do tour de Uyuni, esta se tornou uma missão impossível.

A caminho de Copacabana – Foto by Évelin Karen

O ônibus para Copacabana é suuuuuuuper confortável (nem parecia aqueles paus velhos que eu tinha encarado) e em alguns pontos dispõe de um fraco wifii. A viagem reserva belas paisagens. Tanto na saída de La Paz quanto na estrada é possível ver montanhas congeladas, povoados charmosinhos e um tipo diferente de vegetação.

 Saindo de La Paz I – Foto by Évelin Karen
Saindo de La Paz II – Foto by Évelin Karen

Fizemos uma pequena parada em um posto para quem quisesse tomar um café ou usar o baño e uma segunda parada para a travessia de balsa. Todos os passageiros precisam descer e seguir numa embarcação enquanto o ônibus vazio segue em outra.

 Parada para travessia pelo Titicaca – Foto by Évelin Karen
 Travessia do ônibus – Foto by Évelin Karen
Travessia dos passageiros – Foto by Évelin Karen

Depois de quase 4 horas de trajeto chegamos na tal Copacabana e lá  o tempo é muito curto. Desci do ônibus perto do meio dia e às 13 já saia a embarcação para a Isla del Sol. Comprei meu ticket da primeira pessoa que vi na rua e fui procurar um lugar para comer alguma coisa.

 Copacabana vista do alto – Foto by Évelin Karen
Bienvenidos a Copacabana – Foto by Évelin Karen
Copacabana – Foto by Évelin Karen

Em Copacabana fiz a minha melhor refeição da viagem: arroz, salada, batata e trutcha. O lugar escolhido foi o restaurante Muras: pequeno, super bem decorado e aparentemente limpo. Foi só o tempo de comer rapidinho, tomar minha Paceña, saborear minha sobremesa e sair correndo para embarcar.

Almoço delícia – Foto by Évelin Karen

Para chegar na Isla do Sol escolhi uma embarcação com dois andares. O percurso leva mais de uma hora, mas vale a pena cada minuto para admirar as paisagens, fotografar e gravar todos aqueles momentos na memória.

A embarcação – Foto by Évelin Karen
Belezas do Titicaca– Foto by Évelin Karen

Chegando na Isla do Sol é possível avistar um pequeno restaurante e algumas poucas construções. Os vendedores aproveitam a oportunidade para oferecer os serviços dos hostels que ficam na ilha.

Isla del Sol – Foto by Évelin Karen
 A simplicidade da ilha – Foto by Évelin Karen

Para conhecer melhor a beleza daquele lugar é necessário subir as escadarias. Super vale a pena o esforço porque a paisagem vista de cima é maravilhosa. Meu problema foi que eu estava cansada, com medo de ter algum piripaque por causa da altitute e o tempo estava curto (neste tour tivemos apenas 30 minutos para desbravar a ilha). A cada 20 degraus que eu subia eu quase via a morte de tanto cansaço. 

Isla del Sol vista um pouco de cima – Foto by Évelin Karen
Isla del Sol – Foto by Évelin Karen

Na primeira parada me juntei a um grupo com guia e descobri que, segundo a lenda, as águas do lago Titicaca faziam parte do mar. A ilha só ficou deste jeito depois daquela movimentação das placas tectônicas que separou os continentes. Antes do “mar” tomar aquela região existiam construções ali. Deve ser por isso que, abaixo da água, existem escadarias com mais de 600 degraus (até falei sobre isso no meu vídeo).

Escadaria da Isla del Sol – Foto by Évelin Karen

onsegui subir só mais um pouco da escadaria para fazer algumas fotos e resolvi retornar para o barco.

Isla do Sol vista de cima – Foto by Évelin Karen

Fizemos mais uma parada em um sítio arqueológico, mas acabei nem descendo, pois o cansaço já tinha me vencido.

Última parada – Sítio arqueológico – Foto by Évelin Karen

No meu retorno fiz amizade com uma brasileira, a Naira de Balneário Camboriú que estava vindo do Peru. Com ela estavam a mexicana Fabíola e a colombiana Catolina: todas viajando sozinhas. É muito legal conhecer pessoas no caminho que partilham dos mesmos sonhos que a gente.

Retorno a Copacabana – Foto by Évelin Karen

Eu estava há uma semana fora do Brasil e adorei meu ônibus de volta. Mesmo sendo micro, menos confortável e sem wi fii tinha algo nele que eu estava sentindo falta: brasileiros! Dominamos o ônibus e pude ouvir aquela bagunça peculiar que eu estava morrendo de saudade. Na travessia de balsa, fomos ao som de “se a canoa não virar” porque a embarcação balançava muito naquela noite gelada. Cheguei em La Paz próximo das onze da noite. Me despedi das minhas amizades instantâneas e voltei para minha última noite no Hostel Perla Negra.

No próximo post contarei sobre meu último dia em La Paz e meu segundo perrengue da viagem. 

On the road – Bolívia – Day 6: O primeiro perrengue de Uyuni a Oruro

Pois é, pessoal! Ao desembarcar do meu último dia de tour no Salar fui direto na Trans Omar, empresa de ônibus onde eu tinha comprado meu bilhete de volta para La Paz e, guess what? O ônibus não ia mais para La Paz. Bati em todas as empresas que fazem o trajeto e nenhuma delas iria operar. O motivo? No dia seguinte, domingo, o país iria passar por um referendo, portanto os ônibus iriam parar de circular a partir da meia noite. Uma vez que era mais de 16h e a viagem para La Paz leva de 11 a 12 horas, seria impossível voltar para a capital.

Eu estava cansada, suja e entediada por estar numa cidade minúscula. Me bateu aquele famoso cinco minutos e decidi que não queria passar nem mais uma noite na cidade de Uyuni (mesmo porque seria a noite e o dia inteiro, pois os ônibus Uyuni – La Paz só partem às 19h00). Ouvi uma boliviana anunciando passagens para Oruro e foi para lá que eu fui. Péssima escolha!

Feliz Viaje – Foto by Évelin Karen

Comecei a viagem tendo que levar minha mala gigante para a parte de cima do ônibus comigo, pois a mulher da empresa disse que não iriam abrir o bagageiro. Parte de mim ficou mais tranquila (pois os roubos de bagagem na Bolívia são comuns), mas subir com aquele trambolho sozinha foi no mínimo bem trabalhoso. Minutos depois chegou um grupo de mochileiros franceses e adivinhem quem pôde colocar as mochilas no bagageiro? Pois é!

O ônibus era muito, MUITO velho! sério, pensem num ônibus velho! Me senti num filme de 1960! A viagem que estava prevista para as 17h00 começou perto das 18h00. E lá fomos nós, turistas, locais que pareciam sair do trabalho no campo e LOCAIS com um só sonho: chegar em Oruro! Mas é claro que a viagem precisava de emoção.

Cerca de uma hora depois que saímos, o ônibus fez uma pequena parada para que alguns passageiros desembarcassem. Uma das francesas aproveitou e fiz um pit stop básico no matinho (ou vocês acham que tem Graal naquelas estradas?). Foi quando o ônibus simplesmente… morreu! Sim, o ônibus apagou, o motorista tentava dar a partida e nada. É claro que meu coração começou a bater mais forte: “era só o que me faltava… passar a noite no meio do nada, num lugar onde mal passam carros porque o ônibus estragou”.

Eis que o inacreditável acontece: o motorista convoca todos os homens do ônibus para descer e EMPURRAR! Sim, ali homem era homem, independente se era turista, idoso ou local. Todos foram dar uma mãozinha para que o ônibus ligasse e, graças a Deus, os esforços deram certo.

Só posso dizer que depois deste episódio todas as vezes em que o motorista trocava de marcha meu coração quase parava com medo que ele morresse no meio da noite. Digo isso porque a estrada nem parece estrada, já que, grande parte dela, são desvios que passam no meio do nada, aquele terrão cheio de buracos e pedras… Simplesmente assustador.

Pouco depois da meia noite cheguei em Oruro. Procurei um lugar para ficar e acabei me hospedando no Hotel Lucena. Fiz meu check in, tomei um bom banho e finalmente pude repousar numa cama digna.

No dia seguinte fui conhecer um pouco da cidade e não curti nem um pouco. As ruas fediam a esgoto, por isso não dava muita vontade de explorar o local. Quase tudo estava fechado, portanto foi um parto encontrar um lugar para tomar um café. Resultado: meu dejejum foi um pastel com um suco de garrafinha.

Deve ser esgoto – Foto by Évelin Karen

Aproveitei que era domingo e fui à missa na Iglesia San Martin. Era uma igrejinha pequena e tinha pouco mais de dez pessoas, mas foi uma celebração muito bonita. A equipe de liturgia deles ficava no andar de cima, bem nos fundos da igreja e era bem animada. Notei algumas diferenças na celebração, mas mesmo assim gostei bastante.

Meu almoço foi num fast food e o menu foi frango frito, batata frita, banana frita e coca cola. Rezei para que Deus tirasse todo o colesterol da minha refeição, pois era o que tinha em oferta.

Dieta saudável #sqn – Foto by Évelin Karen

Pouco depois fiz check out no hotel e check in numa hospedaria – Alojamiento Isidoros. O motivo: a hospedaria era menos da metade do preço e eu só queria um lugar para ficar, usar o wifii e o banheiro enquanto os ônibus não voltavam a circular. Sempre de olho no terminal vi quando a fila começou a aumentar e resolvi partir.

Embarcar para La Paz também não foi tarefa fácil. Muita gente na fila e aquela incerteza se teria ou não ônibus circulando naquele dia fizeram com que o desespero tomasse conta de todos. A simples tarefa de comprar uma passagem e subir no ônibus era quase impossível. Por sorte fiz amizade com uma boliviana que comprou o meu ticket. Finalmente embarquei, esperamos mais uns 40 minutos para sair e, horas depois, eu estava de volta ao meu primeiro hostel em La Paz, o Perla Negra.

E chega de perrengue, pelo menos por enquanto. No próximo post contarei como foi a minha viagem para Copacabana onde fica o famoso lago Titicaca e a Isla del Sol.

On the road – Bolivia – Day 5: Terceiro dia no Salar de Uyuni

On the road – Bolivia – Day 5: Terceiro dia no Salar de Uyuni

Depois de visitar paisagens incríveis no segundo dia de tour tivemos que acordar super cedo para aproveitar nosso último dia passeio. Às 04:30 já estávamos arrumando nossas tralhas para embarcarmos em mais um dia de aventuras. Tomamos café da manhã com panquecas, um doce de leite maravilhoso e caímos na estrada para acompanhar o nascer do sol.

Nascer do sol no Salar – Foto by Évelin Karen

Nossa primeira parada foi nos Geisers onde enfrentamos a maior altitude: 5200 metros! Pelo o que eu entendi, ali saem as marolinhas tóxicas do vulcão, por isso não se pode ficar muito tempo. Fizemos uma parada rápida para conhecer o lugar, tirar fotos, fazer vídeos e partir.

Eve nos Geisers – Foto by Hiroki

Voltamos pro jipe e em menos de meia hora já estávamos nas águas termais. Sim, ali no meio daquele frio do cão, onde as águas dos lagos chegam a congelar, existe uma “jacuzzi natural” onde os turistas corajosos sensualizam de roupa de banho, esquecem das baixas temperaturas do ambiente e se aquecem naquelas águas que parecem mais quentes que as de Caldas Novas. Nem preciso dizer que tudo aquilo parece muito louco, não?

Aguas Termales – Foto by Évelin Karen
Águas congeladas – Foto by Évelin Karen 

Passamos rapidamente pela Laguna Verde, pois o casal francês precisava estar até às 10:00 na fronteira do Chile. Nosso guia achou que não ia dar tempo, mas mesmo assim deu um jeito de dar uma paradinha para uma sessão rápida de fotos. E valeu a pena, pois a vista…

Laguna Verde – Foto by Évelin Karen
Fronteira Bolívia/ Chile – Foto by Évelin Karen

O caminho da volta foi longo, mas cheio de paisagens que nos enchiam os olhos. Passamos pelo Valle de las Rocas e pela cidadezinha de San Cristoban onde fica esta igreja de pedra lindíssima!

 Valle de las Rocas – foto by Évelin Karen
Igreja em San Cristoban – foto by Évelin Karen
Paisagens da estrada – Foto by Évelin Karen

Acho que foram umas 6, 7 horas de viagem no total até que chegássemos de volta a cidade de Uyuni. No final do passeio agradecemos muito nosso guia Bartolomé e o presenteamos com a chamada “propina”.

Cheguei super cansada na cidade, querendo um banho quente, uma cama e embarcar logo de volta para La Paz (pois queria muito continuar minha viagem e passar uma noite em Copacabana). Porém, ao chegar na agência de ônibus onde eu tinha comprado minha passagem de volta eu descobri que: o ônibus não ia mais sair (assim como os ônibus de todas as outras empresas que vão para La Paz).

No próximo post eu conto mais sobre este drama que eu passei com o término do meu tour no Salar.

On the road vídeos – Bolívia – Day 4 – Lagunas

No meu segundo dia de tour no Salar eu simplesmente surtei e gravei muitos vídeos. O primeiro deles foi no Volcán Ollague.

Volcán Ollangue

Depois comecei a sessão lagunas… a primeira delas foi a Cañapa. Atenção (os vídeos nas lagunas estão com muito ruído de vento. Peço desculpas).

Laguna Cañapa
Laguna Hedionda

Finalizei o passeio na Laguna Colorada, simplesmente maravilhosa!!!!!

Laguna Colorada

E no próximo post vocês saberão como foi meu último dia de tour no Salar.

On the road – Bolivia – Day 4: Segundo dia no Salar de Uyuni

On the road – Bolivia – Day 4: Segundo dia no Salar de Uyuni

Depois de um maravilhoso início de passeio e de uma noite bem dormida foi hora de acordar cedo para curtir nosso segundo dia no Salar. Acordamos às 06:30 e tomamos um bom café da manhã com Ades, chá, café, leite e bolo. Arrumamos as tralhas e caímos na estrada para encarar mais um longo dia de aventuras.

Eve on the road – Foto by Évelin Karen

Nossa primeira parada foi o Volcán Ollague. Era a primeira vez que eu via um vulcão e ele ainda soltava uma fumacinha pra mostrar que estava “vivo”. Foi tão incrível que eu tive que gravar!

Volcán Ollague – Foto by Évelin Karen

Voltamos para o jipe e foi então que começou a etapa das lagunas. A primeira foi a Laguna Cañapa com direito aos belos flamingos que ajudam a compor aquela linda paisagem.

Laguna Cañapa – Foto by Évelin Karen
Flamingos na Laguna Cañapa – Foto by Évelin Karen

Depois demos uma passadinha na Laguna Hedionda. Ali paramos para o almoço: macarrão, filé de frango, legumes, coca cola em temperatura ambiente e maçã de sobremesa.

Laguna Hedionda – Foto by Évelin Karen
Laguna Hedionda – Foto by Évelin Karen

Barriga cheia, pé na areia! Algumas horas depois conhecemos a Laguna Honda. Passagem bem rápida e um vento super gelado!

Laguna Honda – Foto by Évelin Karen

Voltamos para o carro e horas depois chegamos no Árbol de Piedra. Coisas da natureza que só podem ser coisa de Deus.

Árbol de Piedra – Foto by Évelin Karen

Percorremos um longo trecho e chegamos na reserva onde fica a Laguna Colorada! Cada laguna tem uma tonalidade de água e isso torna cada paisagem única.

Laguna Colorada – Foto by Évelin Karen


Laguna Colorada – Foto by Évelin Karen

Foi dentro desta reserva que ficamos hospedados no segundo dia. Era uma casa simples com alguns quartos coletivos para viajantes. Um lugar bem humilde, com duas crianças linnnnnndas (sabe aquelas bochechas master vermelhinhas? Pois é!). Neste alojamento o banho era pago (15 bolivianos) e a cerveja era Salta (9 bolivianos).

Neste segundo dia é quase impossível dormir por causa da altitude e do frio. Eu tive vários pesadelos e acordava desesperada caçando ar. A dica é não esquecer de levar um saco de dormir porque senão você irá padecer a noite inteira! Agradeço a Pri que me emprestou o dela, pois se eu não tivesse levado teria passado a noite em claro e com frio, assim como os franceses que, mesmo com 7 cobertores, não se aqueciam.

Segundo alojamento – Foto by Évelin Karen

Nosso jantar foi macarrão com molho cheio de sal e um vinho que foi brinde da empresa. Cansada de não entender as conversas em francês decidi ir socializar com o grupo ao lado que estava falando em inglês. Foi quando eu descobri que era apenas um belga e mais 5 franceses! O belga estava viajando há mais de 1 ano e passou até pela Guiana e Suriname (parece que o cara gosta dos lugares bemmmm alternativos). Conversamos, bebemos, jogamos, rimos e terminamos mais um dia no deserto.

No próximo post falarei do último dia no Salar com direito a Geiser, é águas termais no meio do gelo.

On the road vídeos – Bolívia – Day 3 – Chegando no Salar de Uyuni

Como prometido tenho 2 vídeos do meu primeiro dia no Salar de Uyuni, simplesmente “A” cereja do meu bolo.

Salar de Uyuni

E depois de conhecer o salar foi hora de ver a Isla Incahuasi.

Isla Incahuasi

E no próximo vídeo teremos vulcões e lagunas do meu segundo dia no Salar de Uyuni!!!!

On the road – Bolívia – Day 3: Primeiro dia no Salar de Uyuni

On the road – Bolívia – Day 3: Primeiro dia no Salar de Uyuni

Após turistar no City Tour em La Paz, amanheci na estrada e quando o dia clareou já notei uma paisagem diferente. Tudo bem plano, bastante terra e areia.

Pouco depois das 6 desembarquei em Uyuni e fui assediada por dezenas de vendedores oferecendo diversas opções de tour. Fazia muito frio, eu estava bem cansada, minha mala era grande e desconfortável para arrastar naquele chão de paralelepípedo, então acabei fechando o passeio com uma senhora muito simpática dona da empresa Juliet Tour. No início ela falou que eu faria o tour com 1 japonês e 4 espanhóis (até me animei). Mas no final das contas foi o japonês, 3 franceses e 1 boliviana (que mora há 10 anos na França).

Tivemos uma convivência bem pacífica nos 3 dias de tour, mas confesso que já estava irritada de escutar francês o dia inteiro. O japa e um cone dava na mesma, pois ele não falava nada e a cada 10 minutos de conversa apenas 30 segundos era em inglês, o restante era em francês e eu não entendi grande parte do que era falado.

On the road – Foto by Évelin Karen

Parei para tomar um café decente antes de ir para o meio do nada e paguei caríssimo no meu desayuno: 50 bolivianos num misto quente com suco de laranja. Vou colocar no valor que usei o wifii e o banheiro do lugar para não achar que fui tão roubada. Como faltava cerca de 3 horas para o início do tour decidi “desbravar” a cidade. Conferi a feira de rua, tirei algumas fotos, comprei suprimentos e embarquei no jipe pilotado pelo guia Bartolomé. Tive muita sorte porque tivemos ótimo apoio do nosso motorista que era super simpático e solícito.

Uyuni – Foto by Évelin Karen

Nossa primeira parada foi o cemitério de trens. Uma paisagem cinematográfica, ótima locação. Fiz algumas poucas fotos e voltei para o jipe porque meu foco era o Salar!

Cemitério de trens – Foto by Évelin Karen

Na primeira parada no Salar já fiquei impressionada com a paisagem. Parece que estamos olhando para o infinito… para um suposto mar de sal. Nas fotos e vídeos é impossível ver como o lugar é lindo, indescritível e impossível de se apreciar sem óculos escuros.

Salar de Uyuni – Foto by não sei quem
Salar de Uyuni – Foto by não sei quem

Tivemos uma parada para fotos em Dakar (onde ficam as famosas bandeiras de países e times). Foi ali também onde paramos e fizemos nossa primeira refeição: arroz, legumes e chuleta. A comida estava fria, mas até que estava boa. Para acompanhar, coca cola em temperatura ambiente e banana de sobremesa.

Dakar – Foto by Évelin Karen
Dakar – Foto by Évelin Karen
Almuerzo – Foto by Évelin Karen

Nossa próxima parada foi nos Losangos de Sal. Foi lá que tiramos as fotos maia divertidas da viagem!

Losangos de Sal – Fotos By Bartolomé

Depois de fazer várias fotos paramos em Incahuasi, um lugar lindo onde os cactos dão um charme diferente à paisagem do salar.

Incahuasi – Foto by Évelin Karen

Percorremos um grande trecho recheado de belas paisagens até desembarcamos no nosso primeiro alojamento. Ficamos em um ótimo hotel de sal. Quarto privado com banheiro, chuveiro com água quente, limpo e super confortável para o padrão do rolê. Tínhamos eletricidade das 18 as 22h.Tomamos um chá da tarde, um bom banho e chegou a hora do jantar: frango, legumes, arroz e Paceña.

Primeiro alojamento – Foto by Évelin Karen

Não rolou muita conversa nem muita interação porque todos estavam cansados do deslocamento La Paz – Uyuni. Hora de dormir para encarar o segundo dia no Salar que reservava as primeiras lagunas e vulcões.