On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

Você já ouviu falar da Laguna 69? Se está pesquisando sobre Huaraz certamente verá algum texto ou comentário relatando como é sofrido chegar na tal Laguna, mas é claro que no meu caso a tensão foi nível hard.

Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Acordamos antes das 5, pois 05:30 nossa van já estava na porta do hostel para nos buscar. Nesta aventura fomos as 3 mosqueteiras: Mari, Manu y yo. Rodamos um pouquinho pelas ruas de Huaraz pegando alguns passageiros e por fim embarcamos em um micro ônibus que nos levou até o Parque Nacional de Huascarán.

Migas, suas locas – Foto by Évelin Karen

A Laguna 69 também está localizada no Parque Nacional de Huascarán. Portanto, assim como no Glacial Pastoruri, também será necessário pagar uma taxa de entrada (mas lembre-se: se você pretende fazer mais que dois passeios no Parque é possível comprar um boleto com valor diferenciado).

Lembro que por volta das 7:30 paramos num lugar bem simples para tomar café e ir ao banheiro. Neste lugar também era possível comprar algumas opções de snacks para levar na trilha.

Por volta das 9 já estávamos chegando perto da entrada da famosa Laguna 69. Em todos os tours que realizei em Huaraz fui presenteada com trajetos recheados de belas paisagens. Neste meu último a cereja do bolo que estava pelo caminho foi a Laguna Chinancocha. Mesmo em um dia cinza, a beleza da Laguna consegue transformar um dia chuvoso e triste em sorrisos e suspiros de admiração que a grande maioria dos turistas solta ao ver aquela bela paisagem de tirar o fôlego.

Laguna Chinancocha – Foto by Manu

Ficamos com vontade de curtir um pouco mais da Chinancocha, mas a chuva e as rajadas de vento nos fizeram embarcar no nosso ônibus novamente. Ali começamos a rezar pra Santa Clara clarear e nos proporcionar um trekking até a Laguna 69 sem chuva, mas… não foi o que aconteceu. Por isso, digo e repito: leve capa de chuva e de mochila, vá com roupas adequadas, casaco e calça corta vento e impermeáveis assim como uma bota de trekking confortável e impermeável porque a caminhada será longa! No meu caso, nos 14  km do trajeto (ida e volta) consegui vivenciar muita coisa: garoa, chuva, vento, granizo, neve… combine isso com a altitude de 4600 metros e terás um dos rolês mais cansativos da vida (no meu caso foi). Lembre se que as condições climáticas podem potencializar o nível hard da trilha.

Ficou assustado? Não fique, pois é uma trilha possível. Dica: se você é sedentário comece a caminhar, correr ou fazer algum tipo de exercício alguns meses antes da sua viagem (e é claro, antes de praticar qualquer exercício consulte o seu médico). Sua saúde agradece e ter o mínimo de preparo físico vai te ajudar e fazer a diferença!

A trilha começa com uma linda cachoeirinha que parece de filme! Dá vontade de parar e fazer várias fotos, mas não caia em tentação. Como o tempo do passeio é cronometrado vale mais a pena seguir a trilha e na volta fazer fotos se der tempo (melhor que correr o risco de não concluir o percurso e ficar sem ver a famosa 69).

O começo da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

No começo pegamos um trecho plano e pensamos “sério que falaram tanto pra isso?”. Mas não se engane! Aquela parte não é nem o aquecimento.

Pra não me alongar muito vou dizer que subimos, subimos mais um pouco e depois subimos mais ainda. E faltava ar, dava sede, o cansaço batia. Depois de quase 2 horas andando, chegamos num trecho menos roots, com uma pequena lagoa, um trecho plano, mas logo a subida começou novamente.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

A Mari corre meia maratona, então nos primeiros minutos de trilha ela deslanchou na frente. Manu e eu éramos umas das últimas que ficava próximo ao final da fila junto ao maior pelotão do grupo. Andávamos um pouco, parávamos pra respirar, beber água e tentávamos seguir as ordens do guia de que dizia pra gente não sentar que era pior e mais perigoso.

Li alguns blogs antes de viajar e o relato que eu li no Uma Sul Americana me fez acreditar que era sofrido, mas era possível e eu ia conseguir. Assim como a Aline, eu respeite os limites do meu corpo, parei sempre que necessário (tipo, quase a cada minuto) e depois de 3:20 de trilha conseguimos avistar a plaquinha!

Laguna 69: a chegada – Foto by Manu

A sensação de superação ao chegar no topo é incrível. Tive vontade de chorar porque próximo ao final da trilha eu achei que não iria conseguir, mas… quem acredita sempre alcança e este foi o resultado.

Laguna 69 – Foto by Manu

Sim, foram 3:20 pra subir e menos de 20 minutos admirando a laguna e os pequenos floquinhos de neve que caiam do céu!

Teve neve sim – Foto by Manu

Dizem que pra descer todo santo ajuda, mas foi preciso ter bastante cuidado pra não escorregar e cair ribanceira abaixo. Voltei com passadas largas, parando bem menos e tentando capturar pequenas memórias dos lugares por onde passei.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Fiz fotos, andei, andei, andei e parecia que nunca chegaria no nosso ponto de encontro onde estava o ônibus. Porém, depois de mais de duas horas de caminhada, avistei a bela cachoeirinha novamente. Desta vez parei, fiz minhas fotos, terminei de subir e sentei falecida no ônibus que me levaria de volta pro hostel.

O que vemos pelo caminho – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Neste mesmo dia apenas tomei um banho e saí com Manu para jantar e embarcar pra Lima. Passamos a noite viajando e durante a viagem meu joelho inchou e doeu muito, isso porque nunca tive problemas no joelho. Hora de tomar o bom e velho Dorflex e passar pomada Cataflam, pois na manhã seguinte iria encarar meu city tour na capital peruana. Quer saber como foi? Confira no próximo post!

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On the Road – Peru – Day 3 – Huaraz (a chegada)

Manhã se segunda-feira parece um filme de terror na vida de grande parte desta sociedade, não é mesmo? Porém, quando estamos de férias a situação muda completamente, ainda mais se a sua segunda te reserva uma tão esperada viagem para Huaraz!

A caminho de Huaraz – foto by Évelin Karen

Após um domingo super agitado no meu tour Ica – Paracas, acordei antes do despertador tocar e as 07:30 já estava na rua, “no pique da Globo”, tentando achar um lugar legal pra tomar café e uma casa de câmbio aberta. Aproveitei para dar uma volta tranquilamente pelas ruas de Miraflores e pude constatar que o comércio abre apenas após as 9, por isso tive que enrolar e esperar os lugares abrirem pra conseguir resolver minha vida.

Antes de sair do hostel eu abri as mensagens do grupo Peru do Whatsapp e li sobre um acidente que tinha acontecido naquela noite na estrada para Huaraz deixando dezenas de mortos. Confesso que fiquei bem assustada, considerando que no sábado tinha acontecido o acidente nos tubulares e algumas semanas antes um acidente envolvendo dois trens que fazem o trajeto pra Águas Calientes (Machu Picchu). Parecia que a bruxa estava solta e rondando por ali.

De volta no Hostel fiz meu check out, chamei um Uber e fui para a rodoviária da Línea que me levaria para a cidade de Huaraz. Pelo que vi, por ali não existem muitas rodoviárias com ônibus de várias empresas. Por isso é comum cada ônibus sair da garagem da empresa que ele pertence. Eu escolhi a Línea porque tinha lido a respeito na internet e não tinha encontrado reclamações nos blogs que pesquisei. Como vi que alguns viajantes recomendavam e o valor da passagem estava barato (30 soles) acabei comprando pela internet mesmo e com cerca de um mês de antecedência o que me garantiu o assento da frente que fica ao lado da janela, ou seja, viajei de camarote!

A rainha do camarote – Foto by Évelin Karen

Despachei minha bagagem, aguardei alguns minutos e embarquei para a tão esperada Huaraz. Fazia mais um dia bem cinzento em Lima. Como pesquisei um pouco antes de escolher meu destino, decidi viajar durante o dia para ver as paisagens que o caminho me oferecia. Mas pra sair da rodoviária o que encontrei foi muito trânsito!

Acho que meu ônibus saiu da rodoviárias às 11:00. Paramos apenas uma vez por volta das 15:00 para utilizar os sanitários e almoçar. Não tive coragem de comer nada, então fiquei só no sorvetinho. Voltamos pro ônibus e pude ver, cada vez mais de perto, as beleza da Cordilheira Branca.

Paisagens do caminho – Huaraz Peru – Foto by Évelin Karen
Um belo fim de tarde na estrada – Foto by Évelin Karen

Por volta das 19:00 chegamos em Huaraz. Só tirei minha bagagem do ônibus e na calçada já encontrei com a pessoa que me levou pro hostel. Fiquei hospedada no Artesonraju Hostel e fechei meus passeios com a agência Scheler Trekking (na verdade o Scheler é o dono do hostel, então tudo ficou mais fácil rs). Antes de escolher vi dezenas de comentários de brasileiros falando super bem da agência do Scheler, então isso ajudou bastante na hora da escolha.

Finally Huaraz – Foto by Évelin Karen

Fiquei num quarto privado com banheiro e achei muito maravilhosa a relação custo x benefício. As instalações eram limpas, bem conservadas, TV com TV a cabo (pra escutar uma musiquinha no fim do dia), chuveiro quentinho, cama de casal com edredom quentinho e cobertores. Super atendeu as minhas expectativas.

Artesonraju Hostel – Foto by Évelin Karen
Mais um pouco da minha suíte master – Foto by Évelin Karen

Fiz check in, fechei meus passeios dos próximos dias (Laguna Paron, Glacier Pastoruri e Laguna 69), sai pra comprar meu jantar (pollo com papas fritas y ensalada), tomei um banho e dormi, pois meus próximos dias seriam recheados de aventura na Cordilheira Branca.
No próximo post conto como foi meu primeiro passeio: Laguna Paron!

On The Road – Peru Day 2: Ica, Paracas, Huacachina – Uma grande surpresa

On The Road – Peru Day 2: Ica, Paracas, Huacachina – Uma grande surpresa

O relógio marcava 05:30 da matina e eu já estava prontinha, em frente ao Larcomar, esperando para embarcar no meu tão esperado tour Paracas/ Ica. Este era um dos passeios que eu mais queria fazer na minha viagem e já sabia que seria corrido, longo, cansativo, mas que no final valeria a pena.

Escolhi a agência Viajes Picaflor, pois tinha lido uma recomendação em outro blog. Paguei 135 soles pelo meu passeio (o certo seria 165, mas não rolou o passeio de tubulares devido a um acidente que aconteceu na véspera do meu tour e vitimou uma pessoa). No valor do passeio está incluso um lanchinho (biscoitinho e suco de pêssego).

Lanchinho da manhã – Foto by Évelin Karen

Mesmo embarcando super cedo eu queria ficar acordada para ver todas as paisagens possíveis. Logo no início percorremos um trecho beirando a costa e percebi uma grande quantidade de lixo e entulho na estrada e até mesmo na areia de algumas praias. Confesso que fiquei bastante impressionada.

Em algum lugar do Pacífico – Foto by Évelin Karen

Por volta das 9 da manhã chegamos em Pisco e o guia Joel nos contou o significado de Paracas: chuva de areia! Parece que a tarde o vento levanta a areia de uma forma que parece uma tempestade de areia.
Então foi hora de embarcar no barquinho que nos levaria até famosa Islas Ballestras.

A embarcação não é coberta, por isso se você é uma pessoa prevenida deve levar casaco (se possível corta vento), capa de chuva, assim como protetor solar (eu fui num dia nublado, mas tenho fé que existem dias ensolarados na costa peruana).

Desbravando o Pacífico – Foto by Guia

Juro que eu fiquei impressionada com a quantidade de vida que existe no meio do oceano Pacífico. Infelizmente as fotos não conseguem mostrar como é de fato este lugar, mas na minha cabeça guardo esta memória incrível. Eram muitas, muitas, MUITAS espécies de pássaros, lobos marinhos, pinguins… parecia um grande viveiro de animais, então imagine o mau cheiro! A dica é: não coma antes de embarcar no barquinho (ou poderá rolar muita ânsia e enjoo no seu passeio).

Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen
Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen

Neste passeio também tive uma rápida aula de biologia. Você sabia que o pinguim tem uma parceira durante a vida toda enquanto o lobo marinho é um garanhão que pega geral? Isso foi o guia quem contou (Eve também é cultura!).

Islas Ballestras – Foto by Évelin Karen

E o Candelabro? Passamos por este famoso cartão postal também!

El Candelabro – Foto by Évelin Karen

Voltando do barquinho tivemos uma rápida degustação das famosas choconetas (doce típico da região que parece uma trufa) e voltamos para a van. Desta vez, nosso destino era o restaurante Neto, onde almoçamos (comi pollo, papas fritas e minha primeira Inca Cola) e fizemos um delicioso tour de Pisco a tarde (experimentamos mais de 6 tipos de pisco: perfecto amor, borbonha, gran rose, pisco puro, crema de pisco e nesta hora parei de anotar rs).

Mi almuerzo – Foto by Évelin Karen
Tomando “bons piscos” – Foto by Évelin Karen
Produção de Pisco – Foto by Évelin Karen

Voltamos para a van e nosso último destino foi o oásis em Huacachina. Foi uma pena não rolar os tubulares, mas mesmo assim consegui curtir o passeio. Juro que me senti no Saara, principalmente quando eu via aquelas sombras que subiam as dunas. Outra imagem linda que não sai da minha cabeça e que nenhuma foto consegue ilustrar.

Huacachina – Foto by Évelin Karen
Huacachina – Foto by Évelin Karen
Huacachina – Foto by Évelin Karen

É claro que conheci brasileiros neste dia (assim como em todos os outros passeios). A Débora e a Kenia são do RS, enquanto o Licoln e o João são do RJ. Quatro pessoas sensacionais que tornaram meu passeio mais divertido, seja me fazendo de “lixo de pisco”, ou me fazendo rir dos capotes no sandboard. Aliás, não fiz sandboard porque estava com medo de me machucar no começo da viagem e não aproveitar nada, por isso Huacachina pra mim foi um passeio contemplativo.

 Migos, seus loucos – Foto by Évelin Karen
Admirando Huacachina – Foto by Lincoln

Depois de descarregar os kg de areia que eu trouxe no tênis, parei em uma banquinha, comprei uma Lays de Pollo suuuuper salgada, voltei pra van e voltamos pra Lima. Chegamos pouco depois das 22:00, desci no mesmo ponto do embarque e já passei no Shopping Larcomar para comprar meu jantar. Voltei para o hostel com a sensação de missão cumprida. Tomei banho, ajeitei minhas coisas e fui dormir, pois no dia seguinte embarcaria de manhã para Huaraz (meu segundo destino mais desejado desta viagem). Nunca ouviu falar sobre Huaraz? Então não perca meu próximo post!

Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Colômbia e Bolívia: 20 dicas para você curtir ainda mais a sua viagem!

Em 2015 tive a oportunidade de viajar por 14 dias conhecendo um pouco dos encantos da Colômbia e Bolívia. Por isso, resolvi compartilhar com vocês 20 dicas para tornar a sua viagem ainda mais incrível.

1- Muita atenção na hora de escolher um local para comer.

É bem comum encontrar vários lugares com cara de “sujinho” (tanto na Colômbia quanto na Bolívia… e aqui no Brasil também). A falta de higiene pode te garantir, no mínimo, um cabelo de leve no seu prato (isso aconteceu comigo em Cartagena);

2- Fiquem espertos com as notas falsas e com o golpe do taxista.

Se você der o dinheiro e eles (taxistas) perguntarem se você não tem trocado não seja legal, diga que não tem (ou você corre o risco de receber uma nota falsa e sair no prejuízo igual aconteceu comigo na Colômbia);

3- Deixe para trocar seu Reais lá (Colômbia e Bolívia)!

Levem o mínimo de dinheiro daqui (apenas para as despesas iniciais, como transporte do aeroporto para hostel, algum tipo de alimentação) e ativem o cartão internacional para saque. Super vale a pena (pelo menos valia em 2015); 

4- Compre as passagens de ida e volta dos passeios.

Assim você economiza e não corre o risco de ficar sem assento para retornar para sua cidade base;

5- Faça o Tour no Salar de Uyuni com a Juliet Tour ou Beto Tour.

Estas são as empresas que eu utilizei e tive uma ótima experiência, por isso recomendo! O motorista Bartalomé foi super gente boa durante todo o passeio, sempre muito simpático e prestativo;

6- Tem estômago sensível? Evite comer em restaurantes.

Mas Eve, então eu vou comer onde? Se você se hospedar em hostel com cozinha compartilhada uma boa pedida será cozinhar sua própria comida, pois as chances de você passar mal por intoxicação alimentar reduzirá bastante. Confesso que eu me arrependi de não seguir os conselhos de alguns viajantes, principalmente na Bolívia… deveria ter ficado a base de Pringle e evitado passar perrengue;

7- Tem estômago porreta? Então experimente a culinária local.

Confesso que nos meus 15 dias de viagem eu não comi nada maravilhoso que sentirei saudades pelo resto da vida. Na Bolívia era muito frango frito e na Colômbia tinha o famoso arroz com coco. Pra quem curte café a Colômbia é um “copo cheio”!

8- Se sentir segurança, faça os passeios por conta própria.

Consegue traçar um roteiro, sabe quais pontos qure visitar e é best friend do Maps? Então uma ótima pedida é evitar altos gastos com agências de viagens e fazer o passeio por conta. A economia? Pode ser de mais de 100%! No meu passeio para Copacabana, o valor que eu pagaria apenas com transporte da agência eu consegui pagar o ônibus da rodoviária de La Paz, almoçar em Copacabana, fazer o passeio até a Isla del Sol, tomar cerveja, comer uma salteña (horrível por sinal) e ainda sobrou dinheiro; 

9- Pesquise sobre as cidades que você vai visitar.

Parece óbvio, mas… as vezes acontece de bater um cinco minutos e você embarcar no primeiro ônibus que vê. Saindo de Uyuni fui para Oruro e confesso que a imagem que eu tive da cidade não foi muito bacana. Talvez o carvanal de lá me faça mudar de ideia, mas…

10- Esteja aberto para novas amizades.

Quando você viaja, além de conhecer novos lugares e uma nova cultura você também poderá conhecer muitas pessoas legais e interessantes pelo caminho. Portanto, esteja aberto e faça novos amigos instantâneos… Assim você terá muitas histórias pra compartilhar e viverá bons momentos na sua viagem;

 Playa Blanca – Foto by Timer
Salar de Uyuni – Foto by Bartolomé

11- Leve uma mini farmácia na mala.

“Nossa Eve, que exagero”. Pior que não é! É muito comum sentir algum mal estar durante a viagem, por isso é sempre bom se prevenir e levar uma necessaire abastecida com os medicamentos que você costuma tomar no Brasil (e se você for para a Bolívia não se esqueça do Floratil);

12- Faça um seguro viagem.

Gente, seguro viagem é um item essencial na sua viagem, principalmente se você vai para qualquer território que não é coberto pelo seu plano de saúde (principalmente). Mas vale lembrar também que este tipo de seguro não inclui apenas itens relacionados à saúde, já que você pode conseguir reembolsos também em outras situações (como quando um voo é cancelado ou a bagagem extraviada, por exemplo);

13- Olhe a validade de T-U-D-O!

Tenha sempre muita atenção à validade do que você compra. Eu viajei em setembro e cheguei a comprar um chocolate que tinha vencido em fevereiro (é claro que eu não olhei a validade dele antes de comprar);

14- Na Bolívia combine sempre o valor do táxi antes do início da corrida.

Pelo menos quando eu fui se utilizava esta prática de combinar o valor antes com o taxista. Fique atento, negocie antes e evite uma desagradável surpresa;

15- Leve um saco de dormir para sua segunda noite no Salar de Uyuni.

Eu sou uma pessoa que sente muito frio, então é óbvio que no deserto isso não seria diferente. A segunda noite no Salar é muito gelada, por isso, se você tem pés de icebergs como eu leve um saco de dormir. Eu me embrulhei no saco, coloquei vários cobertores e ainda assim senti frio (imagine se eu estivesse sem o saco!);

16 – Leve sempre papel higiênico.

Eu encontrei vários banheiros sem papel higiênico por onde passeio (aliás, em alguns lugares já era muita sorte encontrar um banheiro). Por isso leve sempre um papel higiênico na sua mochila de ataque e tenha sempre uns trocadinhos para pagar suas idas ao banheiro no tour do Salar (“nao existe almoço grátis”… Eles levam bem a sério isso);

17- Curte viagens luxuosas? Então a Bolívia não é um bom lugar pra você.

A Bolívia é um dos países que eu visitei que mais me deixou encantada. As pessoas, a cultura, os lugares… achei tudo com uma beleza encantadora. Infelizmente é um país pobre, uma parte da população passa por sérias dificuldades e isso é bastante nítido. Então se você que ver lugares luxuosos, talvez seja melhor você escolher um outro destino. Agora, se você é um viajante sem frescuras, saiba que a Bolívia é um país incrível para se conhecer e que pode te presentear com paisagens exuberantes!

18 – É do time “odeio calor”? Então passe longe de Cartagena!

Cheguei na Colômbia com intoxicação alimentar, bastante fraca, mas primeiro passei por Bogotá (que possui um clima ameno). Dias depois desembarco em Cartagena que é um lugar tão quente, mas tão quente que, mesmo parada eu sentia o suor escorrendo pelo corpo. Por isso, meu amigo, se você odeia calor passe longe desta cidade ou você correrá o risco de derreter (literalmente);

19- Aproveite para conhecer a cultura que o país tem para te oferecer.

Amplie seus horizontes, escute música local e vá para lugares característicos do país. Digo isso porque conhecemos uma colombiana no hostel em Cartagena que nos levou ao Café del Mar onde tocava uma música eletrônica super alta… Sei que ela teve boa intenção, mas Colômbia pra mim é cumbia! Eletrônico a gente escuta em qualquer baladinha daqui, não é mesmo?

20 – E finalmente, a dica de ouro é: apenas vá!

Faça seu planejamento, guarde dinheiro, compre sua passagem, reserve seu hostel (e aproveite meus descontos), faça sua mala (ou mochila) e caia na estrada para explorar estes países cheio de pessoas, culturas e lugares incríveis! 

Feliz Viaje – Foto by Évelin Karen

E você? tem alguma dica destes lugares para compartilhar comigo? Quero saber!!!

On the road – Colômbia – Day 10 (parte 2) – Chegando em Cartagena

On the road – Colômbia – Day 10 (parte 2) – Chegando em Cartagena

No meu décimo dia de viagem dei adeus a Bogotá e cheguei em Cartagena. Confesso que achei meu período por lá um tanto quanto estranho. Para começar, no aeroporto fui a última a sair da esteira de bagagens e sem minha mala. O motivo? Despacharam em outro voo. Corri pro balcão da LAN e, graças a Deus, ela estava lá guardadinha.

Na saída do aeroporto um senhor me perguntou se eu queria um táxi, eu disse que sim e ele pediu para acompanhá-lo. Dica: não faça isso! Procure o ponto de táxi que fica ali dentro do aeroporto. Saímos, andamos um pouco e ali perto estava o carro dele, que obviamente não era um táxi. Só fiquei um pouco tranquila porque tinha ar condicionado e eu estava derretendo de calor.

Ciudad Amurallada – Foto by Évelin Karen

O motorista foi super educado, mas não sabia onde era o hostel. Parou em um lugar para perguntar, deu ré sem olhar e derrubou uma moto que estava estacionada. Rolou um princípio de discussão e eu fiquei morrendo de dó do senhorzinho. No final das contas ele me deixou na hospedaria Casa Venecia em vez do Hostel Casa Venecia… Por sorte os dois lugares ficavam na mesma rua.

Fiz meu check in e de cara troquei meu quarto com ventilador por ar condicionado. Pessoal, o calor daquele lugar não é de Deus. Eu estava parada pegando informações dos passeios e escorria suor como se eu tivesse numa aula de Jump. Agora pense: eu já estava desidratada por causa da intoxicação alimentar… Enfrentar o calor foi tenso!

Eu amei o Hostel Casa Venecia! Quarto limpos, espaçosos, ar condicionado (opcional, mas super necessário), ótimo atendimento… Consegui fechar meus passeios sem ter que sair pra pesquisar… achei super comodo. No café da manhã sempre tinha suco natural geladinho e a cozinha estava sempre organizada.

Meu quarto delicinha no Hostel Casa Venecia – Foto by Évelin Karen

Depois de fazer o check in deixei minhas coisas no quarto e fui na mercearia ao lado do hostel comprar comida. Eu precisava comer, mas estava com medo de ir em qualquer restaurante e por sorte ali tinha cozinha compartilhada. Comprei o famoso macarrão, molho, cebola, alho, atum e tive um jantar maravilhoso.

Nesta primeira noite conheci algumas pessoas no hostel e conversamos bastante: a Gabi (argentina), o Sammy (brasileiro), uma colombiana de Medellin, um venezuelano e um canadense. Foi uma conversa interessante onde ouvimos as pregações da venezuelana “praise The Lord” que quase matou a Gabi de nervoso. A menina pregava igual a personagem Dogget de Orange is the New Black… simplesmente hilária. Para completar demos muitas risadas com o canadense que parecia um hippie que passava muita fome e vivia numa realidade alternativa (me divirto conhecendo pessoas pelo mundo).

Não demorou muito para eu ir pro meu quarto descansar, pois queria estar 100% na minha primeira vez no mar do Caribe. Quer saber como foi meu tour na Playa Blanca? Então fique de olho no próximo post.