Turismo no Marrocos – O que você precisa saber antes de ir

Essaouira – Marrocos

Como muitos já sabem, o primeiro país que visitei no Meu Sabático de 100 dias foi o Marrocos. Confesso que minha maior motivação era conhecer o Deserto do Saara (o que acabou não acontecendo desta vez), porém acabei me abrindo ao novo e pude desvendar um pouco deste país de cultura rica, lugares encantadores, muitas cores, cheiros e sabores.

Antes de embarcar, tanto meus conhecidos quanto as pesquisas que eu fazia na internet estavam me deixando beirando o pânico. Sequestros, assédio, escorpiões… parecia que eu ia embarcar em uma viagem sem volta. Mas, fui com medo mesmo e em 4 dias de viagem pude me surpreender muito em terras marroquinas. 

E você? Também tem vontade de conhecer o Marrocos? Se estiver planejando sua viagem, confira aqui as principais informações que você precisa saber antes de embarcar nesta aventura em solo africano.

Onde fica o Marrocos?

O país está localizado na região norte do continente africano e é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Outro fato que chama atenção é que ele é o país africano que fica mais próximo do continente europeu, por isso muitos turistas que visitam a Espanha e Portugal acabam adicionando o Marrocos no roteiro.

Como chegar no Marrocos?

Se você busca um voo direto saindo do Brasil, a melhor opção é voar pela companhia Royal Air Maroc. Agora se você tem uns dias sobrando pode optar pela TAP, Ibéria ou Air France e ainda fazer um stopover em um destes Hubs (TAP: Porto, Lisboa, Faro; Air France: Paris; Ibéria: Madrid). Eu optei pela Air Maroc, pois fiz um voo direto para Casablanca. 

Minha experiência voando pela Air Maroc foi bem ok. O voo atrasou uma hora para sair de São Paulo, tivemos um jantar e um café da manhã, além de travesseiro, cobertor e uma mini necessaire de plástico com uma meia e um tapa olho. As poltronas possuem TVs individuais e entrada USB para carregar o celular.

No final das contas acho que valeu a pena. Aproveitei e comprei minha passagem para Porto com stopover em Casablanca com uma diferença no valor final da passagem de menos de R$ 100,00 (isso mesmo, pude conhecer dois países pagando pouquíssimo por isso).

De Casablanca a Marrakesh

Chegando no aeroporto de Casablanca eu desci um lance de escadas e já estava na estação ferroviária. Comprei meu ticket de trem saindo do Aeroporto até a estação Casa Voyageurs (Gare de Casa Voyageurs). Já na estação Casa Voyageurs comprei meu ticket com destino a Marrakesh (poderia ter comprados os 2 trechos no aeroporto, mas como o primeiro trem estava prestes a sair tive que fazer a compra em duas etapas).

Dica: é possível comprar o ticket de trem pelo site da empresa ONCF: é mais simples, seguro e assim você evita cair em golpes como aconteceu comigo (no dia que estava voltando de Marrakesh). 

Visto e imigração: como funciona?

Para nós brasileiros não é necessário visto solicitar um visto previamente para entrar no país. Na imigração você terá apenas que preencher um formulário e apresentar seu passaporte para que seja carimbado.

Qual é o idioma falado no Marrocos?

O árabe e o berbere são os idiomas oficiais. Na região de Casablanca e Marrakesh é comum ouvir pessoas se comunicando em francês, porém existem  algumas cidades no país onde é possível ouvir os locais conversando em espanhol também. 

Qual o dinheiro utilizado no Marrocos?

A moeda usada no Marrocos é o Dirham. Como depois eu iria passar uma temporada na Europa, acabei levando Euros para trocar por Dirhans apenas quando chegasse em Casablanca (sim, eu saí do Brasil sem nenhuma moedinha marroquina e não me arrependo por isso). No aeroporto existem várias casas de câmbio, então aproveitei e já troquei todo o dinheiro que eu pretendia gastar durante minha estada (em agosto de 2019 consegui trocar 100 euros por 1030 dirhans).

Como se vestir no Marrocos? 

No Marrocos as mulheres não são obrigadas a utilizar o hijabe, porém muitas marroquinas optam por utilizá-lo (pra quem não sabe, hijabe ou hijab é aquele véu que as mulheres usam para cobrir a cabeça). Quando saí do aeroporto eu resolvi amarrar um lenço na cabeça, porém alguns locais me falaram que não era necessário e eu acabei deixando de usar. Mesmo sem o lenço, durante todos os dias eu me vesti com calça ou saia longa, blusinha de manga ou alguma manga longa. Roupas curtas e decotes não faziam parte do meu dress code. Pra mim era uma questão de respeito a cultura deles, pois quem estava de intrusa ali era eu, não é mesmo? Até vi pessoas se vestindo como se estivessem passeando no verão de Paris, mas eu não recomendo.

Como é o clima?

Marrocos me lembra Deserto do Saaara que me lembra calor, muiiiito calor. Mas nem de sol e suor vive o país. Aliás, você sabia que em alguns lugares do Marrocos chega até a nevar? 

O clima do Marrocos é divido em 4 “zonas”: continental (no interior onde existem as áreas montanhosas), oceânico (em toda a costa ocidental), mediterrânico (região das montanhas do Rif e do litoral) e desértico (na região ao sul das montanhas do Atlas).

Quando ir?

Segundo a maioria dos blogs e sites de viagens, os melhores meses para visitar o Marrocos são de Março a Maio (durante a primavera) ou de Setembro a Novembro (durante o outono), pois nestes períodos o clima é mais ameno. O mês de agosto costuma ter temperaturas bem altas, por isso algumas agências deixam até de realizar o Tour para o Deserto do Saaara. Confesso que eu fui no mês de agosto e não morri! Enfrentei bastante calor em Marrakesh, até senti uma brisa fria quando visitei Essaouria, mas não visitei a região de deserto onde o calor é mais extremo.

Onde ir?

Não vai faltar atrações para você escolher: se encantar com a mais alta cachoeira do norte da África, a Ozoud Waterfall; ver a tal “árvore de cabras” na famosa Argan Tree (e ainda visitar uma fábrica de argan para saber como funciona a produção dos  produtos); curtir um dia de praia em Essaouira; se perder e se encontrar diversas vezes pela Medina de Marrakesh; conhecer a famosa Mesquita Hassan II na maior cidade do país, Casablanca; visitar algumas das cidades que foram cenários de filmes e novelas famosas (como Ouarzazate, conhecida como a Hollywood do Marrocos); ver um pôr do sol inesquecível nas dunas do Deserto do Saara… Vou parar por aqui, mas estes são apenas os principais passeios dentre as diversas atrações que o Marrocos oferece.

Quanto tempo ficar no Marrocos?

Eu fiquei apenas 4 dias e achei muito pouco. Minha sugestão é no mínimo uma semana para que tenha tempo de fazer o passeio de 3 dias e 2 noites no Deserto do Saara.

Preciso fazer seguro viagem para ir para o Marrocos?

Os viajantes que visitam o Marrocos não são obrigados a apresentar a documentação de seguro viagem, porém minha dica é: se você for, faça (ou reze para não ficar doente, senão você vai pagar MUITO caro por isso!

Eu fiz o meu seguro viagem pela World Nomads, pois foi o melhor custo x benefício que eu achei nas minhas pesquisas (ainda mais considerando que este era apenas o primeiro dos diversos países que eu visitei no Meu Sábatico de 100 dias).

O Marrocos é perigoso?

Eu acho que me senti mais insegura pela quantidade de quantidade de comentários negativos que eu ouvi antes de embarcar que de fato pelas situações que vivenciei. Posso falar que eu tive uma experiência positiva durante minha curta estada. Pra mim foi super tranquilo andar sozinha por Marrakesh e não tive nenhum episódio que me senti com medo. Falaram tanto da questão do assédio, dos homens que querem trocar mulheres por camelos, de pessoas que foram sequestradas e nunca mais foram encontradas, mas comigo graças a Deus foi tudo bem tranquilo. Mas é claro, como boa brasileira fique sempre alerta e tente evitar situações que te coloquem em risco (eu, por exemplo, não curto sair a noite e é claro que não saia pelas vielinhas do hostel sozinha quando estava escuro).

Vale a pena ir para o Marrocos?

Com certeza sim! Cruzar o oceano e ver que do outro lado existe uma cultura bastante diferente da nossa é uma experiência enriquecedora. Além disso, vale a pena conferir a beleza dos lugares destas terras africanas. Eu acho que não aproveitei muito, pois fiquei poucos dias e ainda não estava conectada à minha viagem. Espero em breve visitar o Marrocos para aproveitar ainda mais e compartilhar minhas experiências com vocês.

E aí? Partiu Marrocos? Marque nos comentários ou compartilhe este texto com as amigas que estão planejando curtir uma aventura marroquina.

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7 motivos para tirar um período sabático

7 motivos para tirar um período sabático

Tirar um período sabático é o sonho de muita gente, porém, muitas vezes este sonho nunca sai do papel. Quem me acompanha no Instagram viu que em agosto iniciei esta minha jornada e pensando nisso resolvi listar aqui 7 motivos para você realizar um período sabático

1 Aprender sobre si mesmo

Na correria do dia a dia a gente não consegue parar para pensar em nossa vida, do que a gente gosta ou não gosta, sentimentos, quem somos ou na pessoa que nos tornamos. Ao tirar um sabático pude me colocar como prioridade e me conectar comigo mesma. Foi um momento de reflexão que me fez desconectar do modo automático destes meus 32 anos de vida corrida.

2 Conhecer novos lugares

Alguns acham que tirar um sabático e ir para o outro lado do mundo é apenas uma fuga, mas para mim é muito mais que isso. Conhecer novos lugares, novas culturas e novas histórias me ajudam a mudar a maneira como eu encaro o mundo e são o combustível para eu encarar os desafios do dia a dia. Nos últimos anos descobri que viajar para mim é algo mágico e que me motiva. E você? Já parou para pensar sobre o que te motiva nesta vida?

3 Tirar projetos do papel

Escrever um livro, montar um blog, fazer trabalho voluntário, aprender um novo idioma ou uma nova habilidade. Durante um sabático a gente tem a oportunidade de voltar nossos esforços e atenção para a realização de um sonho que exige nossa completa dedicação. Eu sempre quis passar um tempo fora do Brasil para melhorar meu inglês, espanhol e turistar por aí. Por isso, aproveitei este sabático para colocar em prática aquilo que eu mantinha preso no mundo das ideias. 

4 Realizar descobertas

Durante um sabático pude me abrir a um mundo de possibilidades e foi aí que descobri um pouco mais sobre mim e até habilidades que eu nunca tinha imaginado (já até compartilhei neste post a minha primeira vez de várias coisas). Ajudei uma senhora nos reparos da casa, servi cerveja em bar de hostel, ajudei a fazer os pratos do café da manhã de uma guest house. Descobri estes e outros talentos aos poucos e tenho certeza que eles permaneceriam escondidos se eu não tivesse me dado este sabático de presente. 

5 Fazer o que realmente gosta

Tem dia que a gente quer ler um livro, no outro a gente quer colocar o sono em dia, as vezes a gente quer comer naquele restaurante recomendado, mas em outros casos tudo o que a gente quer é a nossa comidinha com o nosso tempero. Pois bem, num sabático você é a dona das suas escolhas. Por isso, pude fazer tudo aquilo que gosto sem julgamentos ou culpas.

6 Deixar a rotina de lado

Sabe aquele prazer de deitar na sexta-feira com o despertador desligado? Imagine poder fazer isso por vários dias, semanas e até meses? Esta falta de compromisso é só um dos diversos pontos que trabalhei e que me ajudaram a retornar a ativa mais renovada. Nossa mente precisa de um descanso, assim como nós precisamos recuperar nossas energias e recarregar nossa bateria.

7 Repensar a vida

Será que fui feliz nas escolhas que fiz nestes últimos anos? Será que viver é apenas seguir uma rotina até perceber que os dias estão passando? Quais os meus sonhos? Metas? Objetivos? Na correria do dia a dia a gente deixa estas questões de lado e deve ser por isso que ouvimos bastante o famoso “a vida passou e eu nem vi”. Nesta minha jornada pude parar pra pensar e entender que a vida precisa, de fato, ser vivida. Eu não quero apenas ver a banda passar, mas quero sim tocar, dançar e fazer festa com a banda toda!

E aí? Você já pensou em tirar um período sabático ou esta é uma ideia que nunca passou pela sua cabeça? Compartilhe sua opinião comigo nos comentários!

Meu sabático de 100 dias – A primeira vez a gente nunca esquece!

Parece mentira, mas não é. A pessoa que vos fala completou o 1º mês na estrada vivendo o tão sonhado período sabático. E se você tem acompanhado esta minha saga em tempo real no Instagram já deve ter percebido que tem rolado muitas “primeira vez”, não é mesmo?

Se você tá de olho no meu Insta deve ter percebido que além do turbilhão de emoções que tem sido o início desta trip, também pude experimentar uma surra de “primeira vez” de muitas coisas. E como dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, fiz aqui uma listinha de 50 coisas que me permiti fazer ou que aconteceram comigo neste início de sabático.

A primeira vez que eu…

1- Pisei na África!

A primeira parada do meu sabático foi no Marrocos e totalmente por acaso. Comprei minha passagem pela Air Moroc, vi que um stopover iria custar pouco mais de 50 reais, então resolvi conhecer um pouquinho deste país com uma cultura tão rica e diferente da nossa.

2- Visitei um país muçulmano

Marrakesh – Foto by Évelin Karen

Pude ver mesquitas (mesmo que apenas por fora), ouvir várias vezes ao dia o famoso “adhan” que é uma espécie de chamado para a oração e ver pessoas fazendo suas orações seja numa mesquita ou em algum cantinho no aeroporto;

3- Subi em uma moto

Quem vê pensa que eu cruzei uma cidade de moto, mas foram apenas 2 minutos do hostel em Marrakesh até a praça onde saia meu tour. Confesso que foram os 2 minutos mais longos da minha vida;

4- Usei lenço na cabeça

E não foi uma questão de estilo, mas sim respeito.

5- Me comuniquei com alguém que não falava meu idioma (nem eu o dele)

Isso também aconteceu em Marrakesh. O senhor que cuidava do café da manhã do hostel sempre me tratava super bem e tentava me ajudar, seja oferecendo água quente, mais suco, pão… O difícil era tentar agradecer sem saber como. No início até tentei arranhar no francês, mas descobri que ele só falava árabe.

6- Passei tanto tempo fora de casa e longe de Mogi

Já tava na hora, né?

7- Pisei na Europa

Alcazaba de Almeria na Espanha – Foto by Évelin Karen

E me senti num livro de História!

8- Mergulhei no Mar Mediterrâneo

De Indaiá para o Mediterrâneo. Gostei pouco rs

9- Ouvi declarações xenofóbicas

“Portugal é um ótimo lugar para viver, bem tranquilo, só quem rouba aqui é brasileiro”. A vontade de falar “queridinha, vamos voltar a 1500?” foi bem grande, mas e o medo?

10- Ganhei uma gorjeta

Por enquanto foi a única, mas foram 5 euros muito bem vindos!

11- Comi algumas comidinhas locais

A melhor delas foi o tal pastel de nata com brigadeiro do Mercado de Nova Gaia. Também comi as tais bifanas (que eu odiei), bacalhau com natas (sou mais a bacalhoada do meu pai), tapas…

12- Pude andar pelas ruas de dia, a noite e sem medo

E curti uma sensação maravilhosa de liberdade.

13- Percebi o quão louco é morar no Brasil e como é triste viver em um lugar com tanta violência

Porque andar com um celular novo e um antigo na mochila para dar pro ladrão em caso de assalto não é algo normal.

14- Fiz Worldpackers e Workaway

Experimentei estas duas plataformas de work exchange, vi como é possível viajar mais barato e ainda aprendi muita coisa nova!

15- Dormi no aeroporto e na rodoviária

Na rodoviária de Sevilha – Foto by Évelin Karen

O que a gente não faz pra economizar alguns euros das diárias de hostel, né?

16- Lavei roupa loucamente no chuveiro para não gastar com lavanderia

Faltou o amaciante, mas ficou limpinha!

17- Anotei todos os meus gastos num caderno

Não só anotei tudo como fiz escolhas conscientes para fazer com que meu dinheiro rendesse um pouco mais;

18- Uma pessoa se aproveitou de mim por eu ser estrangeira e me aplicou um golpe

Resumindo: na estação de trem de Marrakesh o atendente me roubou 100 dirhans;

19- Fui tratada com muita grosseria pelos locais

Já até perdi as contas quantas vezes isso aconteceu comigo aqui na Europa…

20- Tomei cerveja “Radler” (com suco de limão)

O nome diz que é uma cerveja mas pra mim é um refri!

21- Tive que tentar fazer a fina e deixar um pouco de comida de lado por não comer certos alimentos que faziam parte do prato

E nem teve como selecionar o que eu colocava no prato, porque quem o montou foi a host;

22- Visistei um país e sobrevivi a base de miojo e comidas industrializadas;

Eu no Marrocos! Depois da intoxicação alimentar que eu tive na Bolívia eu entendi que não tenho o estômago blindado.

23- Fui a praia e não vi mulheres de biquíni

Essaouria – Marrocos – Foto by Évelin Karen

Mas enquanto isso os homens seguiam de boa vestindo bermudas.

24- Vi e fiz topless

As peitolas curtiram tomar um solzinho!

25- Guardei as comidinhas do avião e levei pra comer no hostel

Eu já sabia que dias de vacas magras estavam por vir;

26- Visitei um país e não bebi nenhuma cerveja

Cerveja no Marrocos? Nunca nem vi!

27- Fui “atacada” por locais por não poder estar onde eu estava

Essaouria Marrocos – Foto by Kassey

Era uma foto inocente em frente a uma porta, mas levei foi muita terra na cabeça;

28- Bebi vinho verde e Somesrby

Gente, tomar Somersby na praia é mara!

29- Comi lula

Pra mim parecia bacon #mejulguem;

30- Fui parada por um policial no aeroporto por portar um pacote suspeito

Neste caso, uma caixa de paçocas… e pra provar que não eram drogas tive até que comer uma (eita tarefa difícil);

31- Percebi como sinto falta quando não vou a missa

É uma sensação tão estranha… No Marrocos eu me sentia como se estivesse longe de Deus… muito louco isso! (gente, este é um sentimento meu, ok?)

32- Curti o famoso verão europeu

Aguadulce en Almeria na Espanha – Foto by Évelin Karen

Só faltou eu ir causar em Ibiza!

33- Finalmente fui beneficiada por um bug do sistema

E por isso paguei apenas metade do preço numa diária de hostel em Fátima (ao invés de 20 euros paguei 10!);

34- Me hospedei na casa de uma pessoa estranha

Tá certo que era uma amiga de uma amiga, mas… nunca tinha visto e por isso é claro que rolou aquela vergonha que me é peculiar. Porém, percebi que não preciso ser neurótica, pois existem pessoas que sempre recebem muito bem seus hóspedes;

35- Andei de ferry

E me senti num navio!

36- Fui presenteada por um vacilo da atendente

Em Lisboa a garçonete esqueceu do meu pedido e em sinal de desculpas me deu um pastel de nata… gostei pouco rs!

37- Ouvi claramente de um gringo que “mulher brasileira é problema”

Gente, neste dia eu fiquei tão puta. Generalizar sempre é um grande problema!

38- Não bebi por educação

No perfil da minha host tava escrito que ela não gostava de bebidas alcoólicas, então resolvi respeitar.

39- Me pararam na praia pra oferecer drogas

“Olá, vocês vieram para a festa? Curtem drogas?”… Oi?

40- Fiz canapés dignos de sessão de fotos de buffet

Café da manhã da Guest House – Foto by Évelin Karen

Este meu primeiro Worldpackers foi muito sucesso. Nem eu sabia que fazia uns quitutes tão finos.

41- Lavei uma parede

Quem me segue no Insta viu que eu lavei a parede com: um pano, uma vassoura, uma escovinha de roupa, um borrifador, uma mangueira e por último tive que pintar.

42- Cuidei de um jardim

Eu, super inocente, achava que cuidar de um jardim era só jogar água com um regador. Triste ilusão! Bora colher folhas secas, podar ramos e mexer na terra;

43- Tive medo de dormir em um lugar por achar que estava amaldiçoado

A imaginação deste ser humaninho vai longe… – Montagem by Évelin Karen

Pela primeira vez eu me senti como o Chaves naquele episódio que ele entra na casa da Bruxa do 71. Dormi rezando!

44- Vi e visitei castelos e palácios

Dos filmes para a vida! Super fiquei imaginando como era viver nestes lugares anos atrás! As vezes parecia que eu estava num sonho, mas era vida real!

45- Senti medo por ser estrangeira

Isso já aconteceu algum vezes, como quando um cara gritou comigo dentro do ônibus porque eu estava ocupando muito espaço com as minhas mochilas (e ele queria sentar ao meu lado mesmo com diversos assentos livres);

46- Fui parada pela polícia em local público e me pediram documentação

E mesmo estando com tudo em dia fiquei com medo de alguma coisa dar errado.

47- Fiquei mais encantada com o concreto e a arquitetura de uma cidade que com as belezas da natureza de uma praia

A cidade de Valência me encantou muito! Desde o primeiro dia eu me perco e me encanto em cada ruazinha que entro. Mas confesso que quando cheguei na praia fiquei um pouco #chateada

48-Percebi que quando encontramos brasileiros em outro país, mesmo que por alguns minutos, nos sentimos em casa

Eu amo meu país, apesar dos pesares, e também amo meus patrícios! Brasileiros nos fazem sentir em casa em qualquer lugar do mundo.

49- Vi que uma cerveja pode custar mais barato que uma água

Como pode água com cevada ser mais barata que água pura? Alguém me explica?

50- Pude conhecer novos lugares de acordo com o olhar de locais e não apenas com sugestões encontradas em guias de viagem, blogs ou Google

Portimão – Algarve

Tá aí uma vantagem de fazer work exchange. Os hosts apresentam aqueles lugares que eles mais gostam e que, não necessariamente, são os mesmos que os turistas frequentam.

Ainda tem muita trip pela frente e a dúvida é: será que no próximo mês terei vivido mais outras 50 “primeira vez”?

Meu sabático de 100 dias!

Você já pensou em tirar um período sabático? No dia 23 de agosto de 2019 embarcarei na minha mais longa jornada de viagem. Quer saber um pouco mais? Então senta que lá vem história!

O início

Tudo começou na minha última viagem de férias. Fui para o Peru e, como a maioria das pessoas que vão pra Cusco, resolvi visitar Machu Picchu. A maneira mais tradicional de conhecer o lugar é partindo de trem de Cusco até Águas Calientes, mas como sou uma viajante baixo custo é claro que eu não tinha tanto dinheiro pra andar em um dos trens mais caros do mundo. Isso me fez desistir? Capaz!

Uma outra opção seria ir de van até a Hidrelétrica e de lá fazer uma trilha de mais de duas horas até Águas Calientes. Pesquisei em vários blogs e vi várias pessoas falando que a estrada é muito perigosa, que os motoristas peruanos são loucos e correm demais, que a estrada é cheia de curvas e precipícios, que só vai de van quem é suicída e por aí vai. Algumas pessoas falavam que dava pra ir, mas é claro que sempre guardamos na cabeça as opiniões negativas, não é mesmo? E o valor? Este sim cabia no meu bolso. Então, rezei e um Pai Nosso e partiu conhecer mais uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Quem quiser mais detalhes de como foi este rolê é só acessar o post sobre Machu Picchu. Fato é que a parte que eu mais gostei deste tour foi a trilha. Foi ali que eu pude sentir muita gratidão, me conectar comigo mesma e escutar o chamado: “eu preciso partir”. Aos poucos fui digerindo e tentando entender o que aquilo significava. Senti pela primeira vez que estava preparada para passar um período fora do país que fosse mais longo que apenas 30 dias de férias. Senti que tinha chegado a hora de conhecer outras culturas e tentar vivenciar o dia a dia em outros países. Senti que tinha chegado a hora de realizar um sonho.

Primeiros passos

Então voltei para o Brasil e em uma conversa de bar com a minha amiga Pri citei mais uma vez sobre este meu sonho e sobre o chamado. Ela sempre me encorajou a passar um tempo fora, por isso ficou super animada com a ideia. Naquela mesma hora ligou a calculadora do celular e começou a me ajudar a fazer os cálculos. Como não sou filha do Rei do Gado começamos a fazer as continhas para definir: Quais eram meus gastos fixos e essenciais? Quais eram os variáveis? Quais eu poderia cortar? Quanto de dinheiro eu precisava para tornar este sonho realidade e quanto tempo eu teria que trabalhar para juntar esta grana? Em questão de horas conseguimos fechar este meu planejamento inicial com um objetivo bem definido e algumas metas que deviam ser alcançadas ao longo do período.

O caminho

A partir daí apertei os cintos e comecei a ter foco real, oficial. Deixei de gastar com manicure quinzenalmente, deixei de sair e quando saía tentava ir para lugares que aceitavam meu VR, comecei a ver meus amigos com menos frequência. Abri mão de muitas coisas (como viajar no ano novo que é uma época absurdamente cara). Passei Natal e Ano Novo sozinha em casa, mas não me arrependo porque eu tinha este meu propósito. Aliás, no tempo que eu fiquei em casa pude economizar e ainda me dedicar as pesquisas. Fui reunindo esforços pra alcançar o tão sonhado objetivo.

Escolhas

Então, em junho de 2019, pedi demissão. Foi um susto para algumas pessoas, uma grande loucura para outras, mas… finalmente era hora de parar de sonhar e de fato viver o sonho! Um sonho que acredito que será a grande aventura da minha vida. Agora, mais que nunca, serei a protagonista das minhas histórias e quero muito que você também faça parte delas. E aí? Vem comigo? Acompanhe em tempo real no meu Instagram!

A realização

Nos próximos meses resolvi viver de um sonho. E quando eu acordar? Talvez eu levante, tome um banho, vista uma roupa e volte para a velha rotina que me deixa mais segura, ou talvez eu vire para o lado e continue a sonhar um sonho ainda maior!

On the Road – Peru – Day 11 e 12 – Cusco

On the Road – Peru – Day 11 e 12 – Cusco

Após 10 dias no Peru minha viagem chegava na reta final e minhas energias já estavam nas últimas também. Depois daquele tour maluco por Machu Picchu ainda encontrei forças para conhecer um pouquinho dos encantos de Cusco.

Cusco – Peru – Foto by Ambulante

No final da manhã saí sem destino pelas ruas da cidade admirando aquela arquitetura linda. Pude entrar nas lojinhas (e comprar vários nadas), almoçar num restaurante local (pagando menos de 8 soles e com direito a entrada e bebida inclusa), tomei uma Cusqueña enquanto comia um bolo delicinha de sobremesa e via os turistas passando… tudo com muita tranquilidade e apenas aproveitando o momento.

Pelas ruas de Cusco – Peru – Foto by Évelin Karen
Arquitetura Cusqueña – Foto by Évelin Karen
Por las calles de Cusco – Foto by Évelin Karen
Pastel y Cusqueña – Foto by Évelin Karen

Por volta das 13:30 fui para a Plaza de Armas onde encontrei o Humberto, o guia queridinho de muitos brasileiros. Então ele me levou até meu grupo que estava no Convento de Santo Domingo, nossa primeira parada.

Iglesia de la Compañia de Jesús y Museo de Historia Natural – Foto by Évelin Karen
Convento de Santo Domingo – Foto by Évelin Karen

O Convento de Santo Domingo também é conhecido como Qoriqancha (ou Templo do Sol), pois a construção foi levantada em cima das paredes de um templo inca. Super vale o passeio pelas histórias e explicações, pois tudo era tão friamente calculado e pensado… parece que o povo inca não construía nada ao acaso.

Convento de Santo Domingo en Cusco – Foto by Évelin Karen
Um pouco das paredes do Convento de Santo Domingo – Foto by Évelin Karen

Depois do Convento partimos para Q’enqo. Dizem que neste lugar eram realizados diversos sacrifícios (e até passamos por uma câmara subterrânea onde, diz a lenda, que o povo inca usava para embalsamar corpos). Pesado, né?

Um pouquinho (bem pouco) de Q’enqo – Foto by Évelin Karen

A próxima parada foi Sacsayhuaman que impressiona pela quantidade de pedras enormes que foram muito bem encaixadas umas nas outras. Ali também avistamos a estátua do Cristo Branco e “curtimos” aquela brisa gelada da tarde.

Sacsayhuaman Peru – Foto by Évelin Karen
Sacsayhuaman Peru – Foto by Évelin Karen
Cristo Blanco Peru – Foto by Évelin Karen

Passamos bem rapidamente por Tambomachay. Ali o cansaço começou a tomar conta do corpo.

Tambomachay Peru – Foto by Évelin Karen
Tambomachay Peru – Foto by Évelin Karen

Pukapukara foi nossa penúltima parada que deve ter durado uns cinco minutinhos, pois a noite já estava caindo.

Pukapukara Peru – Foto by Évelin Karen
Turistando em Pukapukara Peru – Foto by Guia
Pukapukara Peru – Foto by Évelin Karen

Por último rolou mais uma parada pra compras (desta vez me rendi e comprei um cachecol de lã de alpaca). E lá se foi meu último dia de tour.

Imprevistos a parte, preciso dizer pra vocês que esta viagem para o Peru foi simplesmente incrível, não só pelos lugares lindos que visitei, mas também pelas pessoas queridas que conheci (aliás, alguns já tive até o prazer de reencontrar). Além disso, pude me conectar comigo mesma de uma forma que nunca tinha acontecido em nenhuma outra viagem e o resultado disso vocês verão muito em breve.

Se você tem tempo, dinheiro e vontade de conhecer o Peru te digo apenas uma coisa: apenas vá e se surpreenda com este país encantador.

On the Road – Peru – Day 9 e 10 – Águas Calientes – Machu Picchu

Machu Picchu é uma das sete maravilhas do mundo e o destino dos sonhos de muita gente, não é mesmo? Confesso que não estava no topo da minha listinha, mas como escolhi conhecer o Peru não tinha como não dar uma passadinha.

Machu Picchu – Foto by Guia

Fechei meu tour com a “Marcelo Turismo”, uma agência que fica na Plaza de Armas, e não recomendo nem para meu pior inimigo. Super desorganizado o passeio: do início ao final. Estava incluso: traslado Cusco – Hidrelétrica, almoço ida, 1 diária em quarto compartilhado em hostel em Águas Calientes, jantar, café da manhã, ingresso Machu Picchu (período da tarde) e traslado de volta Hidrelétrica – Cusco. Paguei 325 soles.

Avisaram que a saída seria as 07:00 na frente da agência. 07:15 chegou um cidadão que me levou para uma outra praça e foi buscar mais turistas. No final das contas saímos de Cusco depois das 08:30.

Paramos por alguns minutinhos em Ollantaytambo para tomar café (no meu caso foi um Coca gelada pra curar a ressaca da noitada no Loki). Voltamos pro carro e dali pra frente a estrada nos presenteou com paisagens de tirar o fôlego: seja as montanhas nevadas ou os famosos precipícios que víamos aflitos da janela do carro. Na minha opinião, muitos motoristas que fazem estes tours dirigem como uns loucos (e é claro que tanto o motorista da ida quanto o da volta faziam parte deste grupo). Ele correm sem medo de curvas, neblina, neve ou chuva. Emoção do início ao fim (ou seria medo?).

Machu Picchu – Foto by Guia

Chegamos na hidrelétrica próximo das 14:00. Ali almocei (buffet simples, mas comidinha bem gostosa e inclusa no meu pacote), usei o banheiro (pago… acho que 1 sole), arrumei minha mochila e me preparei pra encarar a tal trilha.


Machu Picchu: Tô chegando – Foto by Évelin Karen

Perto das 15:30 iniciei o trajeto junto com o bonde dos brasileiros (incluindo aqueles 7 que eu falei que estavam no meu quarto do Pariwana) e duas turcas. Em questão de minutos me distanciei do pelotão porque eu queria viver a experiência daquela trilha e curtir cada minuto: os sons dos pássaros e cachoeiras, aquele cheiro de natureza quase intocada. Sei que o que vou dizer agora vai parecer maluquice pra muitos, mas pra mim esta foi a melhor parte do passeio. Toda vez que eu paro pra lembrar desta trilha sou tomada por um sentimento maravilhoso que enche meu peito de alegria e paz. Ali pude pensar em tudo e ao mesmo tempo em nada. Ali senti muita gratidão pela minha vida, minha coragem, por aquela paisagem linda que Deus nos deu, por cada canto de pássaro, por cada “hi” acompanhado de sorrisos de turistas que cruzei pelo caminho. É impossível descrever em palavras o que eu senti, mas esta trilha foi um dos pontos altos da minha visita ao Peru. Se você gosta de andar e de curtir a natureza eu super recomendo!

Caminhando e admirando as montanhas do Peru – Foto by Évelin Karen
Surpresas da trilha – Foto by Évelin Karen

Foram pouco mais de duas horas caminhando beirando a linha do trem. Já era fim de tarde quando eu avistei a plaquinha de Machu Picchu e, é claro, fui tirar fotos e fazer a turisteira.

Machu Picchu, chegay! – Foto by Turista Solidário

Chegando em Águas Calientes subi a calle principal procurando o meu hostel. Gravem este nome Pirwa Hostel: o pior que já fiquei em toda a minha vida. Banheiro mofado, com goteira, banho quente apenas no primeiro dia, quarto sem janelas, apenas 1 tomada… lugar horroroso.

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Mas temos um ponto positivo do tour: as comidas: almoço e jantar inclusos eram bem saborosos e o café da manhã foi simples mas gostoso.

Fui dormir cedo e no dia seguinte, perto das 09:00, eu já estava no onibusinho a caminho de Machu Picchu. Esta foi a melhor decisão que eu tomei neste tour, pois desci a pé e vi que subir aquelas dezenas de degraus era bemmmm tenso. Paguei 12 dólares.

Segundo meu ingresso o tour começaria às 12:00, porém o guia pediu pra gente chegar até às 10:00, pois era possível entrar mais cedo (acabamos entrando às 11:00). A grande maioria das pessoas que fazem o tour a tarde descobrem esta informação, então a entrada fica super muvucada (tipo metrô da Sé em horário de pico). Depois que você passa a catraca é preciso achar o guia e esperar o restante do grupo. Acho que é mais proveitoso fechar este passeio por conta e contratar o serviço de um guia privado. Não é difícil de encontrar, já que vários deles ficam na entrada oferecendo os serviços.



Entrada de Machu Picchu = Mar de Gente – Foto by Évelin Karen

A caminhada por Machu Picchu é super tranquila (em termos de esforço físico) e bem conturbada (devido a grande quantidade de turistas). É preciso paciência e tempo para tirar a foto perfeita. No dia que eu visitei peguei um tempo super estranho: estava bem abafado, chovia, fazia sol… Coloca a capa e sente calor, tira a capa e começa a chover rs

Plena em Machu Picchu – Foto by Guia
Modelando com meu look mara do dia – Foto by Turista Francês

Em menos de duas horas percorremos o trajeto do parque com o nosso guia. Graças a Deus a  chuva parou um pouco e conseguimos aproveitar bastante. Tivemos várias paradas pra foto, ouvimos várias histórias e sentimos um pouquinho daquele lugar tão rico e importante para o povo Inca.

Aquela foto clássica – Foto by Évelin Karen
Machu Picchu – Foto by Évelin Karen
Pelas ruínas de Machu Picchu – Foto by Évelin Karen

Como eu não consegui comprar a passagem pra voltar de trem (erro no site e no guichê só aceitava doletas), fiz o tour corrido e fui embora. Quem vai com tempo pode continuar caminhando com mais calma, mas não pode ir e voltar dos lugares pelo mesmo caminho. Lembrem-se: antes da saída é possível carimbar seu passaporte. Mais uma forma de deixar Machu Picchu ficar marcado na sua história.

Saí do parque e fiz a trilha de volta das escadarias quase correndo. Cheguei na parte debaixo derretendo e com as pernas bambas. Respirei fundo, coloquei o sorriso no rosto e encarei as duas horas de trilha de volta até a hidrelétrica.

A alegria de quem conheceu mais 1 das 7 maravilhas do mundo – Foto by Évelin Karen

Minha volta foi um tanto conturbada, já que demorei quase uma hora pra encontrar o carro que eu iria embora. Me senti um saco de batata porque cada motorista me jogava pra uma van diferente. Na estrada muito medo, já que era noite, em alguns trechos chovia, em outros nevava e é claro que o motorista corria loucamente. Em um ponto da viagem um dos passageiros comentou com o motorista “a estrada é bem perigosa, não poderia ir mais devagar?” E o motorista respondeu com toda a delicadeza “quem está dirigindo? Eu ou você?”. Achei que ia estourar a terceira guerra mundial, mas parou por aí e eu continuei o caminho rezando e pedindo a proteção de Deus.

Cheguei em Cusco depois da meia noite, fui pro hostel, tomei banho e capotei. Não dormi muito bem porque desta vez fiquei num quarto com gringos bem barulhentos (quem faz a mala às 3 da matina?). Ainda tinha um dia e meio em Cusco e a vontade de conhecer a tal Montanha Colorida, mas o cansaço me venceu e acabei optando por um passeio mais de boa: City Tour em Cusco para fechar minha saga no Peru!

On the Road – Peru – Day 8 – Cusco – Vale Sagrado

On the Road – Peru – Day 8 – Cusco – Vale Sagrado

O tour pelo Vale Sagrado é algo mais que clássico para os turistas que visitam Cusco. Diversas agências oferecem o passeio, por isso é possível negociar e fechar um bom negócio.

A caminho do Vale Sagrado – Foto by Évelin Karen
A caminho do Vale Sagrado – Foto by Évelin Karen

O meu tour saiu da Plaza de Armas por volta das 08:30.  Paramos primeiro num centro de artesanato onde encontramos várias opções de lembrancinhas e estas lhamas e crianças fofinhas.

Da série Fofuras Peruanas – Foto by Évelin Karen

Andamos mais um pouco e descemos para comprar o famoso boleto turístico, obrigatório para entrar em diversas atrações do circuíto. Nosso primeiro sítio arqueológico foi Pisac. Fiz várias fotos e um tour recheado de histórias que nos fazem retornar à época da escola. Em alguns momentos a gente se sente num documentário da Discovery Channel. Muito legal aprender os significados e as funções de cada construção e invenção de anos e anos atrás.

Vale Sagrado – Pisac – Foto by Évelin Karen
Turistando em Pisac – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Pisac – Foto by Évelin Karen

Paramos para almoçar na cidade de Urubamba num restaurante super delicinha. Comida e sobremesa inclusa no valor do meu passeio (que já não me recordo mais) e bebidas pagas a parte. Tivemos uma boa variedade de pratos e é realmente uma pena eu não ter mais detalhes do local pra compartilhar com vocês. 

Docinhos que gosto pouco #sqn – Foto by Évelin Karen

Na parte da tarde visitamos Ollantaytambo. É dali que muitos turistas decidem embarcar nos trens com destino a Águas Calientes – Machu Picchu. Achei o lugar bem arrumadinho, cheio de lojinhas e barzinhos bonitinhos (bem turístico). Ouvi mais histórias e fiz mais fotos pelas ruínas incas. Além disso, ali pude ver melhor o contraste entre as construções antigas que se mesclam com a cidade atual.

Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen

Vale Sagrado – Cidade x Montanhas de Ollantaytambo – Foto by Évelin Karen

A parte que eu mais gostei no meu tour no Vale Sagrado foi da penúltima parada numa loja em Chinchero que vendia uma grande variedade de artesanatos locais. Até aí nada de novo, mas a diferença se comparado com outros rolezinhos de compras é que neste nos foi mostrado o processo de produção artesanal das roupas: como era a lã de alpaca, como ela era lavada utilizando detergente natural (o negócio parecia nabo ralado e na água fazia uma espuma branquinha que deixava aquela lã imunda clarinha em questão de segundos), da onde eles extraem as cores para tingir as lãs (sementes, folhas e outras coisas da natureza), assim como o processo de tecer. Tudo isso misturado com muita simpatia e humor das chincheras. Ainda rolou chazinho quentinho pra aquecer aquele fim de tarde. Nem preciso dizer que muita gente gostou do atendimento VIP e comprou várias lembrancinhas.

Que dizer destes pets na parada do mercado em Chinchero? – Foto by Évelin Karen

A última parada do meu tour pelo Vale Sagrado foi em Chinchero onde existe outro sítio arquelógico e a igreja mais diferente que eu já vi na vida, com pinturas da escola de arte cusqueña. Confesso que nunca tinha visto nada parecido, por isso achei a Iglesia Colonial de Chinchero um pouco sinistra (peço desculpas pela falta de conhecimento em artes, mas as pinturas me causaram desconforto). Não é permitido tirar fotos lá dentro, por isso não terei como compartilhar com vocês 🙁

Vale Sagrado – Iglesia Colonial de Chinchero – Foto by Évelin Karen
Vale Sagrado – Iglesia Colonial de Chinchero – Foto by Évelin Karen

Voltei para Cusco, cheguei no Pariwana depois das 19:00, tomei um banho e ainda fui curtir a noite do Loki Hostel. Festa, beer pong, reggaeton, funk e as migas loucas que eu tinha conhecido em Huaraz: Mari e Manu.

A noitada foi mara! Fui dormir as 3, acordei 06:30, fiz check out, guardei minha bagagem no locker e parti para minha saga até Águas Calientes. Conto tudo pra vocês como foi conhecer Machu Picchu no meu próximo post!!!

On the Road – Peru – Day 7 – Lima (City Tour)/ Cusco

Você é daquelas que visita uma cidade turística e não sente que a viagem está completa enquanto não faz um city tour? Eu sou destas e é claro que Lima não poderia ficar de fora da minha listinha. 

Lima – Foto by Évelin Karen

Em Lima existem duas empresas que possuem passeio em ônibus turístico: a Mirabus e o Turibus. Tinha visto os horários dos tours destas empresas previamente pela internet e tinha me programado para realizar o passeio no dia que cheguei em Lima, mas como rolou aquele atraso acabei não fazendo. Porém, na rua do hostel onde fiquei hospedada encontrei a agência Cólon Travel e foram eles que salvaram minha vida. Conversei brevemente com a Amparo no primeiro dia de viagem, peguei o cartão dela e reservei tudo por e-mail ainda em Huaraz. Fui muito bem atendida pela Amparo que fez de tudo para que eu embarcasse neste passeio (leia-se pegar o próprio carro e me levar até a van que já tinha passado pela agência). Investimento: 87 soles!

O tour começou em Miraflores, próximo ao shopping Larcomar e com aquela paisagem belíssima em frente ao Pacífico. 

Vista do Larcomar – Foto by Évelin Karen

Passamos pela Parque John Kennedy o qual eu já tinha conhecido no dia em que cheguei e em questão de minutos estávamos em Huaca Pucllana: nada mais nada menos que ruínas de pirâmides consideradas território sagrado pelo povo Inca. No meu passeio tive apenas uma visão panorâmica, mas quem gosta de história e tem interesse e tempo vale a pena comprar o ingresso para fazer um tour em Huaca Pucllana e assim descobrir um pouco mais deste patrimônio incrível. 

Huaca Pucllana – Foto by Évelin Karen

Seguimos viagem e admiramos um pouco as ruas e construções do bairro de San Isidoro que possui uma bela arquitetura. Por ali também vimos o Parque La Reserva onde a noite acontece o famoso Circuito Mágico das Águas.

Nossas paradas ficaram concentradas no centro histórico colonial. Passamos pelo Paseo de la Republica, Plaza Mayor, Palacio de Gobierno, Museo del Banco Central, Casa de Literatura Peruana, Plaza San Martín e a famosa Catedral de Lima.

Casa de Literatura Peruana – Foto by Évelin Karen
 Lima Colonial – Foto by Évelin Karen
Palacio Municipal de Lima – Foto by Évelin Karen
Palacio de Gobierno Lima – Foto by Évelin Karen
Basilica Catedral de Lima – Foto by Évelin Karen

Também passamos por uma ruazinha perto da Catedral onde paramos numa lojinha e fizemos uma degustação de Pisco Sour que estava delicinha, mas fiz a viajante mochileira e não comprei.

A tal ruelinha – Foto by Évelin Karen

Nossa última parada foi na Basílica y Convento de San Francisco. Entramos na Igreja, fiz minhas orações, além de admirar a bela arquitetura e as pinturas do lugar.

 Iglesia de San Franscisco – Lima – Foto by Évelin Karen
Por dentro da Iglesia San Francisco – Lima – Foto by Évelin Karen 
 Iglesia San Francisco – Lima – Foto by Évelin Karen
Iglesia De San Francisco – Lima – Foto by amizade instantânea

Depois foi hora de conhecer as famosas Catacumbas. Infelizmente não rola fazer fotos e vídeos lá dentro, mas o lugar impressiona tanto pela história quanto pela quantidade de ossos que vemos.

 Convento y Iglesia San Francisco – Foto by Évelin Karen
Convento y Iglesia San Francisco – Foto by Évelin Karen

O tour começou às 10:00 e perto das 13:00 finalizamos. Foi curto? Um pouco, mas pra mim foi ótimo porque deu pra descobrir um pouquinho dos encantos de Lima. Tivemos apenas 2 paradas para tirar fotos, mas é disso que gosto no city tour: você tem a oportunidade de ver um pouquinho de tudo e assim pode escolher quais lugares voltará mais tarde para explorar mais. Como eu só tinha algumas horas em Lima achei muito proveitoso e fiquei com aquela vontadinha de voltar (mas numa próxima vez teria que ser no verão para eu colorir a Lima cinza que ficou na minha recordação).

No período da tarde fui pro aeroporto, comi um Mc Donalds pra economizar e no fim da tarde parti para Cusco. Cheguei no começo da noite e logo de cara achei o lugar lindo: arquitetura antiga, conservada e bem iluminada. Confesso que fiquei impressionada. 

Noite em Cusco – Foto by Évelin Karen

Em Cusco me hospedei no Pariwana e foi uma experiência bem gostosa. Hostel limpo, café da manhã muito bom, cheio de atividades e com baladinha animada. Caí num quarto com outros 7 meninos (todos brasileiros) e foi suuuuper tranquilo. A noite sempre rolam várias festas com direito a free shots, funk e muito reggaeton.

Nesta primeira noite saí rapidamente pra saber por quanto estavam vendendo os ingressos pra Machu Picchu, assim como comprar meu tour pro Vale Sagrado. Mas este é assunto do meu próximo post!!!

On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

On the Road – Peru – Day 6 – Laguna 69

Você já ouviu falar da Laguna 69? Se está pesquisando sobre Huaraz certamente verá algum texto ou comentário relatando como é sofrido chegar na tal Laguna, mas é claro que no meu caso a tensão foi nível hard.

Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Acordamos antes das 5, pois 05:30 nossa van já estava na porta do hostel para nos buscar. Nesta aventura fomos as 3 mosqueteiras: Mari, Manu y yo. Rodamos um pouquinho pelas ruas de Huaraz pegando alguns passageiros e por fim embarcamos em um micro ônibus que nos levou até o Parque Nacional de Huascarán.

Migas, suas locas – Foto by Évelin Karen

A Laguna 69 também está localizada no Parque Nacional de Huascarán. Portanto, assim como no Glacial Pastoruri, também será necessário pagar uma taxa de entrada (mas lembre-se: se você pretende fazer mais que dois passeios no Parque é possível comprar um boleto com valor diferenciado).

Lembro que por volta das 7:30 paramos num lugar bem simples para tomar café e ir ao banheiro. Neste lugar também era possível comprar algumas opções de snacks para levar na trilha.

Por volta das 9 já estávamos chegando perto da entrada da famosa Laguna 69. Em todos os tours que realizei em Huaraz fui presenteada com trajetos recheados de belas paisagens. Neste meu último a cereja do bolo que estava pelo caminho foi a Laguna Chinancocha. Mesmo em um dia cinza, a beleza da Laguna consegue transformar um dia chuvoso e triste em sorrisos e suspiros de admiração que a grande maioria dos turistas solta ao ver aquela bela paisagem de tirar o fôlego.

Laguna Chinancocha – Foto by Manu

Ficamos com vontade de curtir um pouco mais da Chinancocha, mas a chuva e as rajadas de vento nos fizeram embarcar no nosso ônibus novamente. Ali começamos a rezar pra Santa Clara clarear e nos proporcionar um trekking até a Laguna 69 sem chuva, mas… não foi o que aconteceu. Por isso, digo e repito: leve capa de chuva e de mochila, vá com roupas adequadas, casaco e calça corta vento e impermeáveis assim como uma bota de trekking confortável e impermeável porque a caminhada será longa! No meu caso, nos 14  km do trajeto (ida e volta) consegui vivenciar muita coisa: garoa, chuva, vento, granizo, neve… combine isso com a altitude de 4600 metros e terás um dos rolês mais cansativos da vida (no meu caso foi). Lembre se que as condições climáticas podem potencializar o nível hard da trilha.

Ficou assustado? Não fique, pois é uma trilha possível. Dica: se você é sedentário comece a caminhar, correr ou fazer algum tipo de exercício alguns meses antes da sua viagem (e é claro, antes de praticar qualquer exercício consulte o seu médico). Sua saúde agradece e ter o mínimo de preparo físico vai te ajudar e fazer a diferença!

A trilha começa com uma linda cachoeirinha que parece de filme! Dá vontade de parar e fazer várias fotos, mas não caia em tentação. Como o tempo do passeio é cronometrado vale mais a pena seguir a trilha e na volta fazer fotos se der tempo (melhor que correr o risco de não concluir o percurso e ficar sem ver a famosa 69).

O começo da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

No começo pegamos um trecho plano e pensamos “sério que falaram tanto pra isso?”. Mas não se engane! Aquela parte não é nem o aquecimento.

Pra não me alongar muito vou dizer que subimos, subimos mais um pouco e depois subimos mais ainda. E faltava ar, dava sede, o cansaço batia. Depois de quase 2 horas andando, chegamos num trecho menos roots, com uma pequena lagoa, um trecho plano, mas logo a subida começou novamente.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

A Mari corre meia maratona, então nos primeiros minutos de trilha ela deslanchou na frente. Manu e eu éramos umas das últimas que ficava próximo ao final da fila junto ao maior pelotão do grupo. Andávamos um pouco, parávamos pra respirar, beber água e tentávamos seguir as ordens do guia de que dizia pra gente não sentar que era pior e mais perigoso.

Li alguns blogs antes de viajar e o relato que eu li no Uma Sul Americana me fez acreditar que era sofrido, mas era possível e eu ia conseguir. Assim como a Aline, eu respeite os limites do meu corpo, parei sempre que necessário (tipo, quase a cada minuto) e depois de 3:20 de trilha conseguimos avistar a plaquinha!

Laguna 69: a chegada – Foto by Manu

A sensação de superação ao chegar no topo é incrível. Tive vontade de chorar porque próximo ao final da trilha eu achei que não iria conseguir, mas… quem acredita sempre alcança e este foi o resultado.

Laguna 69 – Foto by Manu

Sim, foram 3:20 pra subir e menos de 20 minutos admirando a laguna e os pequenos floquinhos de neve que caiam do céu!

Teve neve sim – Foto by Manu

Dizem que pra descer todo santo ajuda, mas foi preciso ter bastante cuidado pra não escorregar e cair ribanceira abaixo. Voltei com passadas largas, parando bem menos e tentando capturar pequenas memórias dos lugares por onde passei.

Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Fiz fotos, andei, andei, andei e parecia que nunca chegaria no nosso ponto de encontro onde estava o ônibus. Porém, depois de mais de duas horas de caminhada, avistei a bela cachoeirinha novamente. Desta vez parei, fiz minhas fotos, terminei de subir e sentei falecida no ônibus que me levaria de volta pro hostel.

O que vemos pelo caminho – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen
Paisagens da trilha da Laguna 69 – Peru – Foto by Évelin Karen

Neste mesmo dia apenas tomei um banho e saí com Manu para jantar e embarcar pra Lima. Passamos a noite viajando e durante a viagem meu joelho inchou e doeu muito, isso porque nunca tive problemas no joelho. Hora de tomar o bom e velho Dorflex e passar pomada Cataflam, pois na manhã seguinte iria encarar meu city tour na capital peruana. Quer saber como foi? Confira no próximo post!

On the Road – Peru – Day 5 – Huaraz: Glacial Pastoruri

On the Road – Peru – Day 5 – Huaraz: Glacial Pastoruri

Depois de quase ver a morte na trilhazinha da Laguna Parón resolvi tirar a próxima manhã para descansar? Capaz! No meu segundo dia em Huaraz acordei cedo porque iria conhecer o famoso Glacial (ou Nevado) Pastoruri.

O caminho (antes da entrada do Glacial) – Foto by Évelin Karen
 Será que o Glacial é atrás daquelas montanhas nevadas? – Foto by Ma

Vale lembrar que para entrar no Parque Nacional de Huascarán é necessário pagar uma taxa de entrada (já não me recordo mais do valor, mas sei que se você pretende ir mais de dois dias é possível comprar um boleto com um valor diferenciado).

Árvores diferentonas – Foto by Évelin Karen
Paisagens do Caminho Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Pra chegar no destino encaramos 3 horinhas de van mais uma trilhazinha de uns 40 minutos. Mesmo sendo mais longo, achei o caminho mais tranquilo que o da Parón. Este foi o primeiro dia que tomei as tais soroche pills e talvez seja por isso que consegui curtir o passeio de boa, mesmo encarando mais de 5200 metros de altitude. Pra quem tem preguiça de andar, este passeio possui “adicional de cavalinho”, mas é claro que eu não lembro o valor pra compartilhar com vocês (acho que deve ser uns 15, 20 soles). 

Paisagens do Caminho Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Depois da caminhadinha a recompensa: gelo, muito gelo, muito gelo MESMO! Uma paisagem diferente de tudo que eu já tinha visto na vida.

Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen
Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Ao me aproximar pude ver que além do gelo existia muita água escorrendo. Sabe quando falam no jornal que as geleiras estão derretendo? Pude constatar com meus próprios olhos que tais notícias são bem reais. Infelizmente, muita gente não se preocupa com o meio ambiente, poluição, consumo consciente… Mas um dia todos nós iremos pagar pelas agressões cometidas diariamente contra o nosso planeta. Eu ainda pude presenciar a beleza deste glacial, mas infelizmente não se sabe até quando teremos este incrível lugar para visitar.

Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen
Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Turista aleatória
Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

Mais uma vez fiquei batendo papo com a guia e mais uma vez fiquei bastante assustada. Acho que ficamos perto de duas horas neste tour (entre percurso de ida, volta e, de fato, no Glacial). Ficamos super impressionados e queríamos fazer um ensaio da Vogue naquela paisagem top. Foi quando ela me falou “Quando eu chamo as pessoas pra ir embora é porque realmente é hora de partir. A maioria dos turistas que estão aqui não são acostumados com a altitude e isso é muito perigoso. Já aconteceu do turista ficar muito tempo aqui, voltar pra van, dormir e nunca mais acordar”. Se a história é verdade eu não sei, só sei que depois disso aumentei minhas passadas, embarquei na van e não preguei os olhos nas 3 horas de retorno (vai que eu durmo e não acordo mais também…).

Paisagens do Caminho Glacial Pastoruri – Peru – Foto by Évelin Karen

A noite o bonde dos brasileiros foi fazer gordice na Luigi´s Pizza. Adorei o lugar: super descolado, paredes cheias de mensagens escritas pelos clientes e trilha sonora super de primeira (estava tocando Manu Chao). Pizza de massa fina, delicinha e com combos promocionais (pizza + bebida) por um preço bem camarada.

Não ficamos acordados até tarde porque no próximo dia nos reservava o passeio mais aguardado de quem visita Huaraz: a famosa Laguna 69. Fiquem de olho no próximo post que será babado!