Virada Cultural 2019

Quem me conhece sabe que eu sou a louca da Virada Cultural de SP e é claro que em 2019 tive que marcar presença. Acordei cedo e antes das 11 saí dos alpes mogianos com destino ao centro de Sampa.

Partiu Virada? Foto by Évelin Karen

Desci na estação República e já fui direto pra Av. São João onde estava o palco MPB/ Samba. Foi ali que rolou meu primeiro show do dia: O Grande Encontro. Curti bastante, mas confesso que achei o som bem baixo (o que atrapalhou um pouquinho).

O Grande Encontro – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

Depois que eles tocaram Chão de Giz saí da muvuca porque pretendia ir pro palco da Anitta, mas encontrei as migas de Mogi e acabei abortando a missão. No final das contas assisti todo o show do Grande Encontro e até que foi bem gostoso.

Nosso Grande Encontro – Foto by Alex

Pós Grande Encontro foi hora de encontrar minha irmã carioca mais querida do oeste no cruzamento mais famoso da cidade (que rende aquela foto blogueirinha). Mas antes disso pude conferir Hallelujah no “Ópera da Sacada”… Coisa mais linda!

Ópera na Sacada – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen
Miga, sua loca – Foto by Évelin Karen

Começou a chover, mas decidimos ir pro show da Pitty. Não sei se foi o lugar que estávamos, mas achei meio muvucado e numa vibe pesada. Depois de três músicas acabamos abortando a missão.

Pitty – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

Hora de ir embora? Capaz! Decidimos voltar pro palco MPB/ Samba e curtir o show da Maria Rita. Que ótima escolha! O show foi maravilhoso, muito sambinha típico do RJ que goxxxto tanto.

Maria Rita – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

Carol nos abandonou pós Maria Rita, então apresentei pra Lari o pico do rolê (na minha opinião): show do É o Tchan (terceiro ano consecutivo na Virada Cultural). Desta vez rolou participação especial do Reinaldo do Terra Samba e a presença da ilustre Sheila Melo.

É o Tchan – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

A noite já começava a cair e ainda tivemos tempo de pegar o Cortejo passando trazendo um pouco da arte dos meus patrícios africanos.

E o que dizer das luzes que colorem o centro paulistano? É ou não é de encher os olhos?

Theatro Municipal São Paulo – Foto by Évelin Karen
Shopping Light – Foto by Évelin Karen

Pra finalizar conferimos o show do Afrocidade na Praça Patriarca. Pense numa galera com uma energia P-O-R-R-E-T-A. O povo dança muito e é impossível assistir ao show parado.

Afrocidade – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

No final das contas posso dizer que pude curtir mais um ano de Virada Cultural com sucesso: sem brigas, sem furtos, sem perrengues… Cheia de alegria, boas cias e muitos bons shows!

Nota: Quer saber como foi a minha Virada nos anos anteriores? Então confira a de 2014, 2015 e 2017.

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On the Road – Chapada dos Veadeiros

Olá galera bonita e descolada, viajantes e simpatizantes! Hoje vou compartilhar alguns detalhes da minha viagem para a Chapada dos Veadeiros. Desta vez, eu resolvemos aproveitar o feriado de 9 de julho (que ocorre apenas no Estado de São Paulo), para curtir as cachoeiras da Chapada.

Cachoeira Almécegas I – Foto by Évelin
Karen

Embarcamos em um voo sábado de manhã para Brasília e alugamos um carro para chegarmos no povoado de São Jorge, na cidade de Alto Paraíso de Goiás. Quanto ao caminho percorrido, não é tão complicado chegar na Chapada, mas confesso que me perdi na saída de Brasília graças a falta de sinalização (ou seria minha falta de atenção?). No geral o acesso é fácil, a estrada é um tapete e cheia de retas. Dica: cuidado com as dezenas de radares em Brasília. 

Chegando em São Jorge deixamos nossas coisas na pousada para começarmos o passeio. Nos hospedamos na pousada Luz do Sol que fica em frente ao armazém e farmácia do povoado. Ali próximos também ficam vários restaurantes, lanchonetes e comércios da cidade. Achei as instalações da pousada simples, mas atendiam nossas necessidades e eram bem limpas. A camareira Rose nos atendeu super bem, sempre com um sorriso no rosto. Já o café da manhã é servido próximo a pousada, na Lanchonete Rio Preto, com uma boa diversidade de comidinhas gostosas.

Como iniciamos nosso tour no meio da tarde conseguimos visitar apenas a Cachoeira São Bento. Normalmente as pessoas visitam neste mesmo passeio a Almécegas I e II, mas deixamos o carro num estacionamento afastado, o que impossibilitou o deslocamento entre as 3 cachoeiras #ficadica

Achei a cachoeira São Bento bem simplona, mas bem legal para passar um tempo relaxando. Na parte de cima existe um poço (com água fria, mas não congelante). Ao descer uma pequena trilha é possível curtir outros quatro pontos para banho e quedas d’água. 

Trilha Cachoeira São Bento – Foto by Évelin Karen
Cachoeira São Bento – Foto by Évelin Karen
Curtindo um solzinho na Cachoeira São Bento – Foto by Évelin Karen

Voltamos para a pousada, tomamos banho e fomos jantar no Restaurante Buritis. Comidinha caseira e deliciosa: pedimos um Misto que vinha carne, frango, arroz, feijão e farofa. Ótimo tempero e porção bem servida (nós três comemos bem e ainda sobrou um pouco de comida).

No segundo dia voltamos para São Bento e desta vez fizemos as Cachoeiras das Almécegas I e II. Começamos pela I e encaramos uma trilhazinha até o Mirante onde avistamos uma grandiosa queda d’água. Fizemos uma pausa para fotos e depois descemos a trilha para ver a queda d’água mais de perto. 

Almécegas I – Foto by Évelin Karen

Subimos pela mesma trilha e fomos em direção a parte de cima da cachoeira. Mesmo sendo um dia de inverno, estava super quente e tudo o que queríamos era um banho de cachoeira. Porém, a água estava bemmm gelada e resolvemos abortar a missão.

Almécegas I vista de baixo – Foto by Évelin Karen

Voltamos para o carro e seguimos para a Cachoeira Almécegas II. A trilha desta é menor que a da I e logo avistamos mais uma bela cachoeira. Nesta ficamos pouco tempo, apenas pausa para tirar algumas fotos, contemplar um pouco a paisagem e pé na estrada.

Almécegas II – Foto by Évelin Karen
 Almécegas II – Foto by Évelin Karen

Na saída das Almécegas o carro deu uma derrapada forte (o carro até dançou o samba do crioulo doido… medOOO). Por isso #ficadica de pegar um carro que seja no mínimo 1.6 MESMO (tínhamos lido isso num blog, não tinha levado muito a sério, mas é melhor não pagar pra ver). 

Continuamos a viagem e no período da tarde visitamos as Cachoeiras Loquinhas. Antes de entrar fizemos uma boquinha na lanchonete e tomamos uma água de coco pra hidratar um pouco. Lá fizemos duas trilhas: Loquinhas e Violeta. A Loquinhas foi a mais legal, pois como fomos em época de seca vários poços da Trilha Violeta estavam secos. Destaque para o Poço da Vovó (onde tomamos nosso primeiro banho de cachoeira real oficial do passeio) e Poço da Xamã. Nestes sim eu consegui entrar, encarar aquela água fria e dar uns tchi buns de verdade.

Trilha Loquinhas e Violeta  Foto by Évelin Karen
 Poço do Xamã – Foto by Évelin Karen
 Poço da Vovó – Foto by Ana Carina

Na volta da Cachoeira Loquinhas paramos o carro próximo ao mirante da Pedra da Baleia para contemplar o pôr do sol da Chapada. Mais uma sessão de fotos e um misto de sentimentos onde a gratidão fica em evidencia.

Pedra da Baleia – Foto by Évelin Karen
I walk the line – Foto by Lydia Garcia

Depois de chegar na pousada e tomar banho foi a hora do nosso jantar no Restaurante Paladar Bistrô. Comemos um maravilhoso peixe com espinafre, arroz, fritas e salada, tomamos aquela Heineken gelada e aproveitamos a noite agradável pra jogar conversa fora. Gostei bastante da comida muito e do ótimo atendimento da dona que era bastante simpática.

No nosso terceiro dia de viagem visitamos o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e realizamos uma das quatro trilhas: a dos Cânions, com cerca de 10 km ida e volta. Dica: se possível leve uma garrafa de 1,5 de água por pessoa. Além de enfrentar um calor do Saara existe o fator do clima seco, sendo esta uma ótima combinação pra te deixar desidratado. A dica é sempre beber bastante água, por isso os funcionários do parque orientam os turistas a encherem as garrafas com água da cachoeira (mas é claro que você deve buscar água nas quedas e locais por onde corre mais água, evitando aquela água parada que pode estar suja). No nosso caso levamos 1 garrafa de 1,5 para 3 pessoas, logo tivemos que beber água da cachoeira, mas nada de ruim nos aconteceu (tanto que estou aqui para contar a história rs).

Cânions do Parque da Chapada dos Veadeiros Foto by Évelin Karen

Que dizer desta trilha? “Pushada!” Tem subida, descida, umas pedras gigantes… por isso vale a pena usar uma bota de trekking ou tênis (havaianas não, pelo amor de Deus). Da entrada do parque até os cânions levamos cerca de 1:20, mas valeu a pena cada minuto caminhando embaixo daquele sol escaldante. Deu pra tomar banho, fazer fotos, admirar a paisagem e curtir bastante o lugar.

Curtindo a vista – Foto by Lydia Garcia
Curtindo minha piscininha de pedras – Foto by Ana Carina

Depois dos cânions foi a vez de conhecer a Cachoeira Carioquinhas. Nesta hora percebi que a sinalização da trilha precisa de alguns ajustes, já que a nossa saída foi um pouco complicada… por sorte pegamos algumas dicas com um dos bombeiros que estava no local (por ser alta temporada) e com outros turistas.

Sobe pedra, desce pedra, levanta poeira e eis que chegamos nas Carioquinhas (que estava bem movimentada por sinal). Achei esta cachoeira bem especial, pois pude entrar na água, sentir aquele lugar e agradecer por aquele momento maravilhoso, pela natureza, aquela paisagem, o som da água, o dom da vida… gratidão define!

Carioquinhas – Foto by Évelin Karen
Carioquinhas – Foto by Évelin Karen

Perto das 15:00 foi hora de levantar acampamento: mais 1:20 de caminhada até a entrada do parque. Chegamos “morridas”, mas super valeu a pena. Na saída, tudo o que eu queria era um suco gelado e comida. Paramos num açaí que fica na entrada de São Jorge (e eu esqueci de pegar o nome), tomei uma limonada suíça geladinha que parecia chuva caindo em terra seca rs

Cogitamos assistir o pôr do sol de novo ou visitar as piscinas termais, mas acabamos indo pra pousada. Depois de um bom banho foi hora de jantar e o restaurante escolhido foi a Casa da Pankeka. Pedi uma panqueca de frango com azeitonas e de acompanhamento veio uma saladinha e batata palha. Achei tudo muito gostoso e temperadinho (acho que nesta viagem não comi nada que não gostei).

Já no nosso último dia de viagem aproveitamos para conhecer o famoso Vale da Lua. Trata-se da paisagem mas diferente que vimos durante o passeio: aquela formação rochosa “diferentona” que nos remete à lua combinada com piscinas de água bemmmmm gelada!

Vale da Lua – Foto by Évelin Karen 
 As tais rochas do Vale da Lua – Foto by Évelin Karen
Vale da Lua – Foto by Évelin Karen

Últimas fotos e últimos tchi buns. Voltamos para a pousada, pegamos nossas coisas e demos adeus pra Chapada (ou seria um “até logo”?).

Gostei bastante deste destino, super recomendo, mas se voltasse eu fecharia novos passeios com alguma agência pra ter mais tranquilidade (sem me preocupar se o carro vai quebrar, se vai dar pra subir o morro ou se estou no caminho certo). Gosto muito deste tipo de comodidade e de ouvir histórias de guias de turismo. Ainda tenho muita coisa pra explorar neste lugar, como a Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira dos Couros, Poço Encantando… então acho que vale a pena tentar organizar um retorno. E se você está aí lendo meu relato e pensando “quantos dias eu preciso pra visitar a Chapada?” minha dica é: tenha no mínimo 4 dias, mas saiba que quanto mais dias tiver, mais paraísos você conseguirá visitar, explorar, se aventurar e amar.

Principais gastos

Voo: Latam – Congonhas – Brasília: R$ 308,20


Aluguel de carro: Unidas – R$ 346,00 (4 diárias + 1 motorista adicional

Hospedagem: Pousada Luz do Sol – Quarto Triplo R$ 250,00 a diária

Passeios: Cachoeira São Bento: R$ 15,00

Almécegas I e II: R$ 25,00

Cachoeira Loquinhas: R$ 30,00 (mas tenho dúvidas porque não anotei na hora)

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: entrada gratuita (R$ 15,00 estacionamento).

Vale da Lua: R$ 20,00 (mas tenho dúvidas porque não anotei na hora)

On the road – Bahia Parte 4 – Praia do Forte (o retorno)

On the road – Bahia Parte 4 – Praia do Forte (o retorno)

Profissão blogueiro de resorts: parece um sonho? Pra mim foi uma maravilhosa realidade! Passei um final de semana num resort maravilhoso na Praia do Forte e conto aqui como foi esta experiência.

Quem acompanha meu blog sabe que já rolou On the Road Bahia Parte 1Parte 2 e Parte 3 mas desta vez eu fui obrigada a voltar para a Praia do Forte. O motivo? Eu e mais 21 pessoas ganhamos a promoção Blogueiro de Resorts da Resorts Brasil. O prêmio? O meu foi um voucher com duas diárias no Resort Iberostar Bahia, mas os demais foram para outros 21 resorts espalhados pelo Brasil. Chato, não?

Praia do Forte – Foto by Évelin Karen

Chegamos na sexta à noite e ficamos encantadas com a estrutura do local: gigante! Banda ao vivo rolando no bar, espetáculo no teatro, balada depois das 23:00… A noite já estava bastante agitada, mas tudo que queríamos era conhecer nossos aposentos e partir para o jantar.

Uma das laterais do Iberostar Bahia – Foto by Évelin Karen
Iberostar Bahia – Foto by Évelin Karen

Achei o quarto bastante espaçoso, camas confortáveis, curti a varandinha com varal para secar as roupas de banho, frigobar com várias bebidinhas. O único ponto negativo foi que o quarto estava com um pouco de cheiro de mofo.

Nossos aposentos – Foto by Évelin Karen

No jantar fomos ao restaurante Meu Rei (o principal do hotel). Existem também os restaurantes Coqueiro (com várias opções de Carnes), Sakura (culinária japonesa), Mare Nostrum (culinária mediterrânea) e o El Colonial (culinária francesa), porém não conseguimos reservar nenhum destes na nossa curta estada.

O restaurante Meu Rei oferece um buffet bastante variado com diversas saladas, carnes, massas, peixes, uma vasta mesa de sobremesas, frutas, além de uma cartela diferenciada de bebidas. Comemos como se não houvesse amanhã e partimos para o bar para curtir a primeira noite de bons drinks.

Bons drink – Foto by Patrícia Teixeira
Cheers – Foto by Évelin Karen

No segundo dia esqueci de desligar meu despertador e as 5 da manhã fomos acordadas. Levantamos cedo e fomos conhecer o ambiente. O espaço do hotel é bem grande, com várias piscinas, quiosques, coqueiros e de frente para o belo mar baiano.

Curtindo a experiência – Foto by Patrícia Teixeira

Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa que gosta de curtir o dia e dormir à noite. Fui surpreendida por diversas atividades recreativas e me senti uma criança grande no Iberostar. Resultado: fiz ginástica funcional na praia, hidroginástica, joguei bingo na piscina. Nos intervalos tomava um drink no bar molhado, comia um petisco ou tomava um sorvetinho.

BINGO! – Foto by Évelin Karen
Fazendo a modelo – Foto by Patrícia Teixieira

A noite ainda curtimos um jantarzinho, bons drinks e show de talentos. Ficamos tão “morridas” que não arranjamos forças para conhecer a “buatchy”.

Curtindo bons drinks de leve – Foto by Évelin Karen

No domingo, nosso último dia, acordamos as 5 da manhã novamente, mas desta vez corremos para acompanhar o nascer do sol.

Quando o sol nascer – Foto by Évelin Karen
Vem sol – Foto by Évelin Karen
Here comes the sun – Foto by Évelin Karen

Como minha consciência ficou bastante pesada com a quantidade de gordices do fim de semana, resolvi sair para correr e fui parar na Praia do Forte, na altura do Projeto Tamar e daquela piscina natural maravilhosa. Tirei umas fotos, dei um tchi bum e renovei minhas energias.

“Jogue flores pra sereia” – Foto by Évelin Karen
Praia do Forte – Foto by Évelin Karen

Quarto, banho, café da manhã farto (a la programa da Xuxa), últimos tchi buns e drinks na piscina. Hora de partir de volta para São Paulo.

Fim de tarde na Bahia – Foto by Évelin Karen

Gostei bastante da experiência de curtir um resort por alguns dias. Percebi que é um destino bastante escolhido por casais e famílias (aliás, vi que o hotel disponibiliza uma equipe de recreação que fica com as crianças… os pais e mães devem adorar). Agradeço muito ao Resorts Brasil pelo prêmio, a miga Patrícia Teixeira do blog Quase Blogueiros pela foto linda que ela tirou minha no Chile e que me ajudou a ganhar mais uma promoção.

ostou? Ficou com invejinha? Não fiquei! Aproveite e participe das diversas promoções que aparecerem por aí. Eu participo de quase tudo que vejo e deve ser por isso que, as vezes, eu ganho. Minha dica é seguir o blog Báu da Promoção. Sempre que eu tenho tempo eu entro na “Agenda de promoções” para saber quais promoções estão perto de encerrar, pois assim eu participo e corro o risco de ganhar (como foi o caso desta viagem mencionada acima). Em épocas de crise e vacas magras, ganhar uma viagem é conquistar um grande tesouro!

Sei que ando postando super pouco e tenho algumas viagens para compartilhar com vocês (João Pessoa, Sul de Minas, Olímpia…). Como estou de férias dos meus cursos pode ser que eu consiga colocar a casa em ordem, portanto em breve tem mais post chegando!

On the road – Rock in Rio 2017

On the road – Rock in Rio 2017

Sabe, em 2001 eu era apenas uma adolescente de 15 anos que curtia NSync, Britney Spears e começava a ouvir rock por influência do meu irmão (Titãs, Legião, Capital, The Offspring). Lembro que eu queria muito ir no Rock In Rio pra ver o dia “Pop em Rio” que rolou com Justin Timberlake e cia, porém não só não fui para o RIR, como fui para Minas, na fazenda da família que fica no meio do nada e nem TV tinha pra eu poder acompanhar os shows.Traumas passados a parte, o Facebook me ajudou a relembrar que em 2011 eu ganhei ingresso pro show do Guns (também no RIR) , mas decidi vender (porque pra mim Guns já “deu” faz tempo…). 

Eis que em 2017 a oportunidade bate na minha porta e, desta vez, eu abri. Ganhamos ingressos no trabalho, tivemos o privilégio de escolher a data que queríamos ir e pude vivenciar uma das experiências mais marcantes da minha vida: assistir um dia de shows do Rock in Rio, este que é um dos principais festivais de música do mundo. 

Paparazzi photo – by Lydia Garcia

A trip foi planejada em um mês e parece que o universo conspirou ao nosso favor. Mesmo comprando passagens de ônibus para o Rio conseguimos encontrar um aéreo cujo valor era quase o mesmo do ônibus, logo fizemos negócio e de quebra ganhamos umas horinhas a mais que fizeram bastante diferença. Nos hospedamos na pousada Hygee House que fica na Barra. Foi um achado!!!! Pegamos um quarto compartilhado por R$ 59,00 (por pessoa) e ficamos bem na boca do gol: pertinho do metrô e da estação de BRT que ia direto para a cidade do Rock. Nas proximidades vários restaurantes, bares, supermercado e a praia (que não visitamos desta vez =[ Achei o quarto arrumadinho, a estrutura bem bacana e moderninha. Café da manhã simples, mas gostoso. O chuveiro tinha pouca pressão (única crítica construtiva). 

Uma dica: se você se hospedar no Hygee e tiver um estilo de viagem mais low cost tome bastante cuidado ou faça o possível para não pegar o ônibus 301 que vai para a rodoviária Novo Rio. Existe um trecho de montanha com várias curvas que fica na Floresta da Tijuca e existem muitos motoristas imprudentes que dirigem sem se preocupar com as vidas que estão no veículo. Eles correm excessivamente a ponto de você pensar que o ônibus vai tombar em alguma daquelas curvas. Juro que fiz o trajeto rezando e, ao conversar com a mulher que estava ao meu lado, fiquei sabendo que os motoristas SEMPRE fazem isso. Ela estava com o filho que ia para uma consulta e me disse que sempre passa mal (tremedeiras e dormência) de tanto nervoso que ela passa quando pega aquele ônibus. Vergonhoso porque sempre precisa acontecer algo grave para tomarem providência. Foi neste momento que eu agradeci pelos radares de SP. Chegamos no Parque Olímpico antes das 18:00. Deu tempo de tirar apenas algumas poucas fotos com a luz do dia. Reconhecemos o território rapidamente e já paramos no Rock District para curtir o show do Rogério Flausino e Sideral – Tributo ao Cazuza. Depois fomos para o Palco Mundo assistir o primeiro show da noite: Capital Inicial. Eu já tinha visto outro show dos meninos, então não tive nenhuma surpresa. 

Rock District – Foto by Évelin Karen

Depois tivemos The Offspring com vários clássicos da minha adolescência (destaque para Come out and play). Rolaram algumas rodas isoladas, tive vontade de entrar e voltar a ser jovem, mas desta vez me poupei rs.

Entre um show e outro a gente passeava pelos outros palcos, curtia um som aqui, outro ali, via algum aspirante a crush. Nestes passeios vimos o fervo no “palco” da Sky, no famoso karaokê da Coca Cola e no Palco Itaú. Também Tentamos ir nos brinquedos, mas não conseguimos porque não nos atentamos que precisava agendar. #chatiada

Palco Itaú – Foto by Évelin Karen

Voltando aos shows, a penúltima banda a subir no Palco Mundo foi 30 Seconds to Mars (eu achei um tédio só). Pouco depois das 00:30 RHCP finalmente entrou no palco e quebrou tudo. Flea sempre sendo o “simpaticão locão do rolê”, Salsicha desengonçado na guitarra, Anthony sem camisa Kids e Chad, como sempre, mandando muito bem na batera. Que dizer de Chili Peppers? A banda que eu comecei a ouvir na época de escola… os cds Californication e By the way são meus hinos de Mogi Bertioga. Pra mim RHCP é praia, sôssego, good vibes… fiquei muito feliz por “vê los ao vivo”. 

RHCP… A foto daquele show que você vê, não enxergas mas imagina, já que está vivenciando a experiência – Foto by Évelin Karen

Sonho em curtir um show deles há tempos e No meu setlist atual não faltaria: Dark necessities, Scar tissue, Aeroplane, Around the world,  Sucky my kiss, Give it away, Snow. As músicas grifadas rolaram, quanto ao resto fiquei na vontade. Achei o show curto… poderia ter tido no mínimo 2 horas, já que não faltariam hits no repertório, mas desta vez não rolou. Como esperado o solo final de Dark Necessities foi incrível e quase me matou. 

” Fica tão colorido mesmo muito distante” – Foto by Évelin Karen

O que dizer desta minha primeira experiência de RIR? Desta vez nossas agendas estavam bem apertadas, mas acho que vale a pena ir pro Rio na véspera do show, curtir a cidade e no dia do show ir cedo pra curtir bem a Cidade do Rock. Se tivéssemos tempo poderíamos ter ido nos brinquedos, conhecido os stands dos patrocinadores, assistido mais shows, conhecido gente. Foi muito bom, mas tem como deixar ainda melhor. 

Pontos positivos do Festival

Acesso: fomos e voltamos super tranquilas de BRT… sem filas, sem tumulto nem brigas. Obviamente existiam milhares de pessoas, porém tanto na ida quanto na volta nós chegamos, embarcamos e saímos em menos de 2 minutos. Outras pessoas podem ter tido problemas, porém conosco funcionou bem. 

Banheiros: só de não ser banheiro químico já bate uma emoção. Além disso, todas as vezes que eu utilizei eles estavam limpos (principalmente se vc equaciona com a quantidade de gente que utilizava ao mesmo tempo). 

Pontos negativos do Festival

Dificuldade para comprar cerveja: longas filas, as vezes chegava a sua vez e o chopp acabava. Além disso, ou você enfrentava a fila dos mochileiros ou ia nas filas da cervejaria, porém a ficha de um não servia para o outro. 

Pulseira: poderia ter mais serventia além do controle de acesso. Eu super achava que eu ia colocar créditos com o meu cartão de crédito na pulseira dias antes para minha consumação no festival. Triste ilusão. A pulseira só serviu mesmo como ingresso e, para alguns, servirá de acessório (igual aquelas fitinhas do Bonfim que a gente faz um pedido e quando a pulseira arrebenta nosso pedido se realiza rs). 

Show do 30 Seconds to Mars. Quem será que teve a brilhante ideia de colocá los antes do Red Hot? Não sei se pela TV o show foi mais legal, porque de lá foi super tedioso. Foi hora de comer, deitar na grama e quase que deu KO. Aliás, tocou KO no som, entre um intervalo e outro, e o público curtiu muito mais uma vez. 

Miga, sua loca – Foto by Évelin Karen

O Rock in Rio deixou de ser rock? Em partes sim, mas ainda temos muitos dias de rock (obrigada Deus), assim como foi dado espaço a outros gêneros musicais. E assim é nosso mundo atual, temos que aceitar e viver bem a diversidade. Deixar todos os pré conceitos e preconceitos de lado. Neste mundo tem espaço pro bate cabeça, pros moshs, pra pagodear, sambar, sertanejar e até fazer quadradinho de oito. Que tal curtir mais a vida e reclamar menos? É um ótimo exercício!

On the road – As aventuras de Eve nas Olimpíadas Rio 2016

Interrompemos nossa programação normal para publicar este post quente e urgente sobre o Rio de Janeiro que, obviamente, continua lindo!

Olimpíadas rolando a todo vapor no Brasil e é claro que eu tinha que sentir isso mais de perto. Semana passada foi dia de acompanhar as meninas do futebol feminino na Arena Corinthians. O Canadá ganhou da França de 1 x 0, eu adorei o clima da torcida e me apaixonei pelo estádio do Corinthians. Preciso voltar muitas outras vezes.

Arena Corinthians SP, França x Canadá – Foto by Évelin Karen
Eve and her brother, Corinthians Stadium – Foto by Évelin Karen

Acompanhei os jogos doo futebol desde o início. Depois foi hora de ver a cerimônia de abertura e aquilo tudo me encantou tanto que eu decidi: eu preciso passar um dia no Rio para sentir toda esta vibe Olímpica. Então, no dia 15 de agosto embarquei na rodoviária do Tietê com uma amiga e às 07:00 já estávamos no Rio.

Vista do Cristo de Botafogo RJ – Foto by Évelin Karen

Deixamos nossas coisas na casa de um abençoado amigo dela, colocamos roupa de praia e começamos nossa saga. Saindo de Botafogo, misteriosamente, ganhamos uma carona de ônibus de um motorista que estava muito feliz e de bem com a vida. Dava pra ver que o clima daquele lugar estava diferente e ainda melhor (quem me conhece sabe que eu sempre gostei do Rio). Cada lugar com traços Olímpicos rendia fotos.

Passamos o dia inteiro caminhando. Em Botafogo passamos em frente à Casa da Áustria, mas como o tempo era curto nem entramos. Continuamos a caminhada e chegamos em Copacabana onde encontramos muitos turistas, jornalistas, voluntários… gente de diversos lugares do mundo. Aquele momento em que você pensa “estou no exterior ou no Rio?”. Sim, o Rio sempre recebe uma grande quantidade de turistas, mas não se compara com a galera que eu vi ontem.

Turistando no RJ – Foto by Évelin Karen

Passamos pela famosa Arena onde rolam as disputas do vôlei de praia… só de ver de perto a gente já fica feliz. Ali fomos abordadas por alguns gringos querendo vender ingressos para o jogo de basquete do Brasil, mas não quisemos. Sentamos para a primeira cerveja do dia e ficamos bem ao lado do local da prova da Maratona Aquática feminina, onde a brasileira ganhou medalha de bronze. Em Copa vimos os crushs mais tops do rolê. Pena que ali a cerveja é mais cara e não rola uns telões para assistir aos jogos, caso contrário poderíamos ter passado o dia inteiro lá.

 Arena de Vôlei de Praia em Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen
Eve nos Arcos Olímpicos de Copacabana RJ – Foto by Évelin Karen

Continuamos nossa caminhada e paramos em Ipanema. Lá curtimos sol e praia de buenas na canga. Experimentei a tal esfiha que vendem na praia (e vem com gordurinha… não curti muito não, mas na hora da fome era o que tinha em oferta).

Eve from Ipanema – Foto by Mah
Cada detalhe olímpico é um flash – Foto by Mah

Caminhamos mais um pouco e embarcamos no metrô para o centro. Hora de ver a famosa Pira Olímpica, em frente à Igreja da Candelária. Na TV ela parece linda e grande. Ao vivo e a cores ela é bem menor e chega a decepcionar um pouquinho.

Pira Olímpica/ Catedral da Candelária RJ – Foto by Évelin Karen

Gastamos mais sola de chinelo caminhando pelo Boulevard Olímpico. Na sua extensão encontramos muita, muita gente, artes, grafite, palcos com DJ’s, telões, food trucky e até a Casa do Brasil (com uma fila gigantesca). Uma infinidades de coisas para fazer e conhecer. Acompanhamos o pôr do sol do lado de fora do Museu do amanhã, local que garante fotos lindas!

Selfie no Boulevard Olímpico Foto by Évelin Karen
Museu do Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Pôr do sol no Museu no Amanhã RJ – Foto by Évelin Karen
Vista do Boulevard Olímpico  RJ – Foto by Évelin Karen 

Voltamos para o nosso ponto de apoio, tomei um banho e fui para rodoviária. Por sorte consegui comprar minha passagem de volta direto pra Mogi. Jantei, embarquei 22:40 (no mesmo dia 15 de agosto) e dormi a viagem inteira, assim como a grande maioria dos passageiros que também estavam voltando do Rio com o sonho olímpico realizado.

Conclusão: se você quer muito saber como é o clima de Olimpíadas e tem pelo menos R$ 300,00, pegue um ônibus e vá. Se você conhece pessoas que têm carro e também estão afim, o passeio sairá bem mais barato. Com este valor você paga transporte, alimentação e se não rolar muitos bons drinks dá pra pagar até um ingresso (dos mais baratos) para assistir alguma das competições. É loucura fazer isso? Talvez! Porém é uma oportunidade única e uma sensação maravilhosa  fazer parte de um evento tão grandioso quanto este. Trabalha durante a semana? Embarque na madrugada de sexta para sábado, mas VÁ!!!!! Eu super recomendo!

E no próximo post voltamos à programação normal: Bahia e os encantos da Ilha de Itaparica e Ilha dos Frades.