Turismo em Portugal: o que você precisa saber antes de ir

Turismo em Portugal: o que você precisa saber antes de ir

Conhecido pelo famoso Vinho do Porto, o saboroso bacalhau e os deliciosos pasteizinhos de Nata, Portugal oferece muito mais que uma rica gastronomia. Praias, montanhas, castelos… opções de passeios certamente não faltarão se você escolher fazer turismo em Portugal.

E se você está planejando passear por terras lusitanas, preparei aqui um guia com informações básicas que você precisa saber antes de ir. Bora conferir?

Onde fica?

Portugal está localizado na zona ocidental da Península Ibérica e faz fronteira apenas com a Espanha. O país europeu, banhado pelo oceano Atlântico, também possui duas regiões autônomas: a famosa Ilha da Madeira e o arquipelágo de Açores.

Quando ir?

Depende do que você pretende fazer nas sua viagem. Quer curtir a neve nas montanhas? Então é melhor viajar na época de inverno. Aliás, para aqueles que curtem esquiar, a estação de esqui que fica na Serra de Estrela costuma abrir de novembro a abril #ficadica 

Agora se você quer conhecer as grandes cidades como Lisboa e Porto ou até mesmo um pouco das praias do Algarve, é melhor escolher meses como junho ou setembro que não fazem parte da altíssima temporada. Eu fui em setembro e super recomendo. Nesta época os lugares não estão tão cheios, as vias não têm muito trânsito, ainda está aquele calorzinho de verão (mas um pouco mais ameno) e assim você pode aproveitar mais o passeio. 

Como é o clima?

O clima de Portugal é temperado, ou seja, com invernos que tendem a ser mais chuvosos e frios, assim como os verões são mais secos e quentes.

Se você curte neve, saiba que até poderá encontrar esta paisagem fria e branquinha em terras lusitanas, mas nada muito extremo. Aliás, Portugal é conhecido por ser um dos países menos frios da Europa.

Qual a moeda?

O dinheiro utilizado em Portugal é o Euro. Você pode levar em espécie, cartões pré pagos como Visa Travel Money ou Mastercard Travel. Uma outra opção são as empresas de envio de dinheiro, como o Western Union e o Transferwise. Aliás, se você tem endereço de envio de correspondência na Europa, é possível até fazer um cartão multimoeda para pagar sua contas no débito com a Transferwise (que também costuma oferecer as melhores taxas do mercado).

Eu acabei levando dinheiro em espécie, um pouco no Visa Travel Money apenas por segurança e dois cartões de crédito internacionais desbloqueados (que quase não usei). Confesso que me arrependi por ter comprado o Travel Money e por não ter feito um cartão da Transferwise, mas vivendo e aprendendo, não é mesmo?

Visto e imigração: como funciona?

Por enquanto, brasileiros conseguem ficar até 90 dias nos países do Tratado de Schengen sem necessidade de solicitar um visto previamente. Ou seja, você pode passar até 90 dias em Portugal ou usar estes mesmos 90 dias para passear por Portugal e outros 25 países do Tratado (que são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, República Tcheca, Suécia e Suíça). Mas lembre-se: nem sempre 90 dias são 3 meses, ok? Calcule os dias certinhos para evitar problemas na imigração na sua saída.

Portanto, se você vai pra Portugal é necessário apenas apresentar o seu passaporte com validade superior a 6 meses no balcão da imigração, assim como os demais documentos de viagem, caso solicitados (comprovação financeira, seguro viagem, etc). Mas isso vai mudar em breve! A partir do final de 2022 está previsto entrar em vigor o ETIAS: Autorização de Viagem Europeia para Brasileiros, que deverá ser solicitada online antes da realização da viagem.

Qual o idioma?

Está é fácil: o famoso e real oficial português de Portugal. Confesso que algumas vezes não consegui entender o que eles falavam, mas não ter esta barreira da língua acaba sendo um incentivo para os turistas brasileiros se aventurarem na Europa. Os portugueses costumam falar bastante rápido e, aliás, alguns deles dizem que nós falamos “brasileiro”.

Como chegar?

É possível encontrar diversas companhias aéreas partindo do Brasil com destino à Portugal, como a TAP, Azul, LATAM, British Airways, Air Europa, Iberia, Air France, Alitalia, dentre outras. Eu acabei optando pela Royal Air Maroc, pois fiz um stopover e passei 4 dias no Marrocos pagando um pouquinho a mais por isso.

Já nos deslocamentos dentro de Portugal você pode optar por ônibus, trem, avião, Blah, Blah Car. Eu acabei fazendo todos os meus trajetos de ônibus (Porto – Fátima, Fátima – Lisboa – Lisboa – Alvor, Alvor – Albufeira, Albufeira – Sevilha), pois para mim acabou sendo a opção mais econômica.

O que fazer em Portugal?

Se você ainda não sabe para onde ir em Portugal, eis aqui algumas opções. O país apresenta uma diversidade de lugares para visitar: belas praias, como a famosa região do Algarve, montanhas como a Serra da Estrela, opções de trilhas na Costa Vicentina, além das cidades mais famosas como Lisboa, Porto, Fátima, Sintra e Coimbra.

Quanto tempo ficar em Portugal?

Esta pergunta é muito relativa, pois isso vai depender não só de quais lugares você pretende conhecer como do seu ritmo de viagem. Se você gosta de curtir um pouquinho de cada cidade, acho que duas semanas é um período ok. Agora se você prefere visitar os lugares com mais calma e tem mais tempo para isso, eu super recomendo no mínimo um mês para que você possa vivenciar um pouco mais a cultura local.

Preciso fazer seguro viagem?

Sim. É obrigatório fazer um seguro viagem para entrar em Portugal, pois ele é um dos 26 países que fazem parte do Tratado de Schengen. Além disso, o seguro precisa cobrir, no mínimo, 30 mil euros de despesas médicas e hospitalares. Este documento poderá ser solicitado pelo agente da imigração na sua chegada e, caso você não tenha, será um motivo para te deportar (eu não conheço pessoas que passaram por isso, mas pode ocorrer sim). Além disso, fazer um seguro viagem te traz mais conforto, pois além de cobrir despesas com consultas médicas e odontológicas, também pode proporcionar reembolso de medicamentos, indenização caso sua mala seja extraviada, reembolso em caso de interrupção ou cancelamento de viagem dentre diversos outros problemas que podem acontecer. É claro que ninguém quer ficar doente na estrada, mas saiba que ficar doente pagando em Euro pode sair muitas vezes mais caro que o valor investido neste seguro. 

Algumas pessoas optam por utilizar o PB4, documento que pode ser solicitado no site do Governo Federal e que dá acesso ao sistema de saúde público português. Vale lembrar que hospitais e clínicas públicas em Portugal são pagas, logo pense bem se esta escolha será vantajosa para você.

Eu fiz o meu seguro viagem com a World Nomads. Graças a Deus não precisei utilizar, portanto não tenho como opinar se ele é de fato o serviço deles. Mas confesso que durante a minha pesquisa eu vi que eles me ofereciam o melhor custo x benefício.

Portugal é perigoso?

Eu achei as cidades que eu passei super seguras (Porto, Fátima, Lisboa e Albufeira). É claro que eu tomava os meus cuidados, pois sou uma brasileira acostumada a andar com a mochila na frente do corpo e sei que furtos de celulares e carteiras costumam acontecer na maioria das grandes cidades do mundo (principalmente com turistas distraídos). Porém, posso afirmar pra vocês que em nenhum momento me senti insegura.

Vale a pena fazer turismo em Portugal?

Com certeza! Muito da nossa história tem influência deste país, por isso vale a pena ir e “beber da fonte”. Visite Portugal e conheça uma rica cultura, experimente um pouco dos quitutes que te darão água na boca, curta praias, trilhas, parques e se divirta. Recomendo, quero voltar e quem sabe nos encontramos por lá!

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Marrocos: 10 curiosidades da minha curta passagem por lá

Se você está aqui acompanhando minha saga, já conferiu que eu comecei o Meu Sabático de 100 dias em terras marrroquinas. Já contei pra você por aqui tudo o que você precisa saber antes de ir, também dei 7 dicas para você curtir sua viagem e agora chegou a vez de contar 10 curiosidades desta minha curta passagem pelo Marrocos. Bora conferir?

1- A Argan Tree é de verdade?

Olha, que ela existe isso eu posso afirmar, mas se aquilo tudo é a realidade ou uma grande armação eu ainda não sei dizer. Mesmo com o guia explicando que os bichinhos sobem na árvore porque são atraídos pelo cheiro do fruto eu fiquei muito desconfiada e ainda acho que os animais são explorados ali diariamente por conta do turismo (me provem o contrário, por favor);

Argan Tree – Foto by Évelin Karen

2- Sobre cerveja marroquina? 

Dizem que se você procurar encontrará, mas eu nunca nem vi! Na verdade eu sabia que era difícil encontrar bebida alcoólica no Marrocos, mas confesso que nem procurei muito. Se tivesse no meu hostel seria ótimo, mas…

3- Amante de Nutella?

Se você gosta de Nutella irá adorar os biscoitos de avelã que eles vendem por lá. São aqueles wafers em embalagens individuais que deixam a gente com vontade de devorar vários pacotinhos de uma só vez (chocólatras me entenderão). Paguei 7 dirhans numa lojinha de conveniência, mas depois achei até por 4 nos comércios locais. 

4- A comida é boa?

Dizem que o tal Tagine é uma delícia, mas eu não provei. Depois que tive intoxicação alimentar na Bolívia fiquei meio com um pé atrás para experimentar comidas novas. Se você não experimentar nunca saberá… eu preferi não saber (mas confesso que me arrependi e este é um hábito que quero muito trabalhar, pois quero treinar meu paladar para experimentar comidas novas). Eu gostei bastante do chazinho deles e dos biscoitinhos que eu comprei num comércio local em Essaouira. Além disso, também reparei que o iogurte de morango não é rosa igual os daqui do Brasil (o deles é branco e bem menos doce).

Biscoitos de Essaouira – Foto by Évelin Karen

5- O que é isso na sua mochila?

Quem acompanhou minha viagem no Instagram sabe bem do que estou falando. No dia que eu estava indo embora, tive que colocar minhas mochilas para passar no raio x para entrar no aeroporto de Casablanca. Eis que o policial mostra um retângulo escuro na minha bagagem “o que é isso? Chocolate?”, mas não: era minha caixa de paçoca que levei para presentear as pessoas queridas que eu encontrasse durante meu sabático. É claro que ele achou que eram drogas e eu tive que fazer o esforço de comer uma pra mostrar que era comida de verdade. No final das contas o policial saiu super meu amigo e ainda ganhou um docinho para experimentar um pouquinho do gostinho brasileiro. 

6- É golpe?

Na estação de trem de Marrakech fui enganada pelo atendente e acabei perdendo 100 dirhans. Preste atenção, seja chata, pergunte várias vezes mas não fique com dúvidas. Uma marroquina me falou que é bem melhor comprar a passagem pelo site ou app para evitar este tipo de situação (que infelizmente acontece no Marrocos e em muitos países do mundo, como Brasil, por exemplo);

7- Cabelos oleosos? 

No Marrocos você passa longe deste probleminha (pelo menos eu passei). Pra que lavar os cabelos todos os dias se você está num lugar seco que tem o poder de deixar suas madeixas com o aspecto bonito? 

8- Posso me vestir do jeito que eu quiser?

Se você sabe que a maioria das mulheres cobrem mais o corpo usando rijab, djellaba, kaftan, não queira fazer a estrangeira moderna e usar saia curta e decote. Eu vi duas mulheres de biquíni na Ouzoud Falls e achei um absurdo, pois para mim isso é muita falta de respeito (mesmo porque você que é a intrusa na terra deles). Meu apelo é bem simples: respeite a cultura local, SEMPRE (e acho que a partir daí você consegue escolher o que deve vestir ou não).

9- Rolou assédio?

Pelo menos para mim, esta questão do assédio foi super tranquila. Porém, vale lembrar que em todos os dias que passei por lá optei por ter o meu corpo sempre mais coberto, seja utilizando calça ou blusas mais fechadas, além de não usar nada muito justo. Não vou falar que não teve um ou outro homem que falou alguma coisa enquanto eu passava, mas não foi nada fora do normal de assustador.

Uma coisa que me chamou a atenção foi quando eu parei para comprar 2 maçãs em uma banquinha de rua, pois a mulher me perguntou “é uma pra você e uma para o seu marido?”. Ver mulheres viajando sozinha é muito diferente pra eles, por isso acabei concordando com a senhora, mas depois comi tanto a minha maçã quanto a do meu marido fantasma.

Essaouira – Foto by Kassey

Só mais um adendo: quem me vê nesta foto mal sabe que tive que sair correndo desta porta porque o dono da casa me “atacou” jogando terra na minha cabeça. Se forem tirar fotos nas portas olhem para cima e fiquem espertas! #ficadica

10- Quanto eu gastei nesta viagem pelo Marrocos?

Colocando tudo na ponta do lápis eu gastei R$ 650,00 (133 euros naquela época), nos 4 dias que eu passei no Marrocos. Constam nestes valores 3 noites de estadia no For You Hostel, passeio para Ouzoud Falls e Essaouira, meus deslocamentos de trem Casablanca – Marrakech – Casablanca, alimentação (leia-se frutas, bolachas, salgadinhos, chocolates e água) e 1 bom e velho imã de geladeira (além dos 100 dirhans que o atendente me roubou).

No próximo post teremos o último capítulo do meu sabático em terras marroquinas onde detalho como foram minhas últimas horas por lá. Fique de olho!

Mas antes disso, diga pra mim: você sabe alguma curiosidade sobre o Marrocos que eu esqueci de mencionar? Compartilhe comigo!

Turismo no Marrocos – O que você precisa saber antes de ir

Essaouira – Marrocos

Como muitos já sabem, o primeiro país que visitei no Meu Sabático de 100 dias foi o Marrocos. Confesso que minha maior motivação era conhecer o Deserto do Saara (o que acabou não acontecendo desta vez), porém acabei me abrindo ao novo e pude desvendar um pouco deste país de cultura rica, lugares encantadores, muitas cores, cheiros e sabores.

Antes de embarcar, tanto meus conhecidos quanto as pesquisas que eu fazia na internet estavam me deixando beirando o pânico. Sequestros, assédio, escorpiões… parecia que eu ia embarcar em uma viagem sem volta. Mas, fui com medo mesmo e em 4 dias de viagem pude me surpreender muito em terras marroquinas. 

E você? Também tem vontade de conhecer o Marrocos? Se estiver planejando sua viagem, confira aqui as principais informações que você precisa saber antes de embarcar nesta aventura em solo africano.

Onde fica o Marrocos?

O país está localizado na região norte do continente africano e é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Outro fato que chama atenção é que ele é o país africano que fica mais próximo do continente europeu, por isso muitos turistas que visitam a Espanha e Portugal acabam adicionando o Marrocos no roteiro.

Como chegar no Marrocos?

Se você busca um voo direto saindo do Brasil, a melhor opção é voar pela companhia Royal Air Maroc. Agora se você tem uns dias sobrando pode optar pela TAP, Ibéria ou Air France e ainda fazer um stopover em um destes Hubs (TAP: Porto, Lisboa, Faro; Air France: Paris; Ibéria: Madrid). Eu optei pela Air Maroc, pois fiz um voo direto para Casablanca. 

Minha experiência voando pela Air Maroc foi bem ok. O voo atrasou uma hora para sair de São Paulo, tivemos um jantar e um café da manhã, além de travesseiro, cobertor e uma mini necessaire de plástico com uma meia e um tapa olho. As poltronas possuem TVs individuais e entrada USB para carregar o celular.

No final das contas acho que valeu a pena. Aproveitei e comprei minha passagem para Porto com stopover em Casablanca com uma diferença no valor final da passagem de menos de R$ 100,00 (isso mesmo, pude conhecer dois países pagando pouquíssimo por isso).

De Casablanca a Marrakesh

Chegando no aeroporto de Casablanca eu desci um lance de escadas e já estava na estação ferroviária. Comprei meu ticket de trem saindo do Aeroporto até a estação Casa Voyageurs (Gare de Casa Voyageurs). Já na estação Casa Voyageurs comprei meu ticket com destino a Marrakesh (poderia ter comprados os 2 trechos no aeroporto, mas como o primeiro trem estava prestes a sair tive que fazer a compra em duas etapas).

Dica: é possível comprar o ticket de trem pelo site da empresa ONCF: é mais simples, seguro e assim você evita cair em golpes como aconteceu comigo (no dia que estava voltando de Marrakesh). 

Visto e imigração: como funciona?

Para nós brasileiros não é necessário visto solicitar um visto previamente para entrar no país. Na imigração você terá apenas que preencher um formulário e apresentar seu passaporte para que seja carimbado.

Qual é o idioma falado no Marrocos?

O árabe e o berbere são os idiomas oficiais. Na região de Casablanca e Marrakesh é comum ouvir pessoas se comunicando em francês, porém existem  algumas cidades no país onde é possível ouvir os locais conversando em espanhol também. 

Qual o dinheiro utilizado no Marrocos?

A moeda usada no Marrocos é o Dirham. Como depois eu iria passar uma temporada na Europa, acabei levando Euros para trocar por Dirhans apenas quando chegasse em Casablanca (sim, eu saí do Brasil sem nenhuma moedinha marroquina e não me arrependo por isso). No aeroporto existem várias casas de câmbio, então aproveitei e já troquei todo o dinheiro que eu pretendia gastar durante minha estada (em agosto de 2019 consegui trocar 100 euros por 1030 dirhans).

Como se vestir no Marrocos? 

No Marrocos as mulheres não são obrigadas a utilizar o hijabe, porém muitas marroquinas optam por utilizá-lo (pra quem não sabe, hijabe ou hijab é aquele véu que as mulheres usam para cobrir a cabeça). Quando saí do aeroporto eu resolvi amarrar um lenço na cabeça, porém alguns locais me falaram que não era necessário e eu acabei deixando de usar. Mesmo sem o lenço, durante todos os dias eu me vesti com calça ou saia longa, blusinha de manga ou alguma manga longa. Roupas curtas e decotes não faziam parte do meu dress code. Pra mim era uma questão de respeito a cultura deles, pois quem estava de intrusa ali era eu, não é mesmo? Até vi pessoas se vestindo como se estivessem passeando no verão de Paris, mas eu não recomendo.

Como é o clima?

Marrocos me lembra Deserto do Saaara que me lembra calor, muiiiito calor. Mas nem de sol e suor vive o país. Aliás, você sabia que em alguns lugares do Marrocos chega até a nevar? 

O clima do Marrocos é divido em 4 “zonas”: continental (no interior onde existem as áreas montanhosas), oceânico (em toda a costa ocidental), mediterrânico (região das montanhas do Rif e do litoral) e desértico (na região ao sul das montanhas do Atlas).

Quando ir?

Segundo a maioria dos blogs e sites de viagens, os melhores meses para visitar o Marrocos são de Março a Maio (durante a primavera) ou de Setembro a Novembro (durante o outono), pois nestes períodos o clima é mais ameno. O mês de agosto costuma ter temperaturas bem altas, por isso algumas agências deixam até de realizar o Tour para o Deserto do Saaara. Confesso que eu fui no mês de agosto e não morri! Enfrentei bastante calor em Marrakesh, até senti uma brisa fria quando visitei Essaouria, mas não visitei a região de deserto onde o calor é mais extremo.

Onde ir?

Não vai faltar atrações para você escolher: se encantar com a mais alta cachoeira do norte da África, a Ozoud Waterfall; ver a tal “árvore de cabras” na famosa Argan Tree (e ainda visitar uma fábrica de argan para saber como funciona a produção dos  produtos); curtir um dia de praia em Essaouira; se perder e se encontrar diversas vezes pela Medina de Marrakesh; conhecer a famosa Mesquita Hassan II na maior cidade do país, Casablanca; visitar algumas das cidades que foram cenários de filmes e novelas famosas (como Ouarzazate, conhecida como a Hollywood do Marrocos); ver um pôr do sol inesquecível nas dunas do Deserto do Saara… Vou parar por aqui, mas estes são apenas os principais passeios dentre as diversas atrações que o Marrocos oferece.

Quanto tempo ficar no Marrocos?

Eu fiquei apenas 4 dias e achei muito pouco. Minha sugestão é no mínimo uma semana para que tenha tempo de fazer o passeio de 3 dias e 2 noites no Deserto do Saara.

Preciso fazer seguro viagem para ir para o Marrocos?

Os viajantes que visitam o Marrocos não são obrigados a apresentar a documentação de seguro viagem, porém minha dica é: se você for, faça (ou reze para não ficar doente, senão você vai pagar MUITO caro por isso!

Eu fiz o meu seguro viagem pela World Nomads, pois foi o melhor custo x benefício que eu achei nas minhas pesquisas (ainda mais considerando que este era apenas o primeiro dos diversos países que eu visitei no Meu Sábatico de 100 dias).

O Marrocos é perigoso?

Eu acho que me senti mais insegura pela quantidade de quantidade de comentários negativos que eu ouvi antes de embarcar que de fato pelas situações que vivenciei. Posso falar que eu tive uma experiência positiva durante minha curta estada. Pra mim foi super tranquilo andar sozinha por Marrakesh e não tive nenhum episódio que me senti com medo. Falaram tanto da questão do assédio, dos homens que querem trocar mulheres por camelos, de pessoas que foram sequestradas e nunca mais foram encontradas, mas comigo graças a Deus foi tudo bem tranquilo. Mas é claro, como boa brasileira fique sempre alerta e tente evitar situações que te coloquem em risco (eu, por exemplo, não curto sair a noite e é claro que não saia pelas vielinhas do hostel sozinha quando estava escuro).

Vale a pena ir para o Marrocos?

Com certeza sim! Cruzar o oceano e ver que do outro lado existe uma cultura bastante diferente da nossa é uma experiência enriquecedora. Além disso, vale a pena conferir a beleza dos lugares destas terras africanas. Eu acho que não aproveitei muito, pois fiquei poucos dias e ainda não estava conectada à minha viagem. Espero em breve visitar o Marrocos para aproveitar ainda mais e compartilhar minhas experiências com vocês.

E aí? Partiu Marrocos? Marque nos comentários ou compartilhe este texto com as amigas que estão planejando curtir uma aventura marroquina.

On The Road – Rio de Janeiro Part 2 #jafui

Como prometido falarei hoje sobre minha segunda passagem relâmpago pela cidade maravilhosa (já viram como foi a primeira?). Eu estava de férias, meus planos de viagem tinham ido riacho abaixo depois da internação do meu pai, então resolvi escolher um lugar perto para passar uns dias e aproveitar um pouco. Foi o tipo de viagem que eu mais gosto de fazer: sem planejamento.

Decidi em qual hostel ia ficar na véspera da viagem. Já a passagem de ônibus foi comprada direto no guichê da rodoviária: sem reserva, sem hora marcada… “próxima passagem pro Rio, por favor?” “o ônibus sai daqui 10 minutos!” “ótimo”.

Chovia em São Paulo há dias. Entrei no ônibus e deixei para trás a cidade cinza rumo à cidade maravilhosa. Chegando lá fiz a local, peguei ônibus circular, fiquei mais de uma hora rodando até chegar em Botafogo, mas não me importava, pois eu podia simplesmente não me preocupar com o tempo que passava sem pedir licença… enquanto isso eu observava as praias, as pessoas, o movimento. Vivia perigosamente nos ônibus que correm absurdamente naquele lugar (e uma semana depois teve o caso do ônibus voador na Av Brasil…).

Leblon – Foto by Évelin Karen

Já era quase fim de tarde quando cheguei no hostel que eu tinha escolhido na véspera: Beach Backpackers em Botafogo. Clima legal, cheio de gringos (incluindo o recepcionista). Porém, para a minha surpresa eu tinha pago, feito a reserva pelo site do Hostelbookers, mas não existia nenhum quarto privado disponível. Pior ainda: não existia nenhuma cama disponível. Sorte que o pessoal do hostel foi super gente boa comigo. Me ajudaram a encontrar outro lugar pra ficar naquela noite e me garantiram que no outro dia o quarto privado estaria livre e eu poderia voltar sem ter que pagar pela diária.

Como eu tinha ficado em dúvida entre dois hostels acabei indo para a minha segunda opção: o Oztel que também fica em Botafogo. É um hostel boutique super descolado, bem decorado, com um bar que fica aberto ao público, super limpo e delicinha de ficar. Fiz check in, deixei minhas coisas e parti para rua em busca de um jantar desbravar a região. 

No Oztel – foto by Évelin Karen

Acabei jantando na Cobal Humaitá, mais precisamente no Espírito do Choop. Com este nome sugestivo é claro que pedi a prata da casa para dar uma relaxada e escolher qual prato devoraria em questão de minutos. Comida boa, choop gelado, uma voltinha pelo bairro, um pouco de sofá no hostel e fui dormir para viver um novo e divertido dia.

Acordei cedo e sai para caminhar pela região. Acabei na Lagoa Rodrigo de Freitas que eu achei simplesmente linda. Uma bela vista, belas fotos e ao lado está o Cristo… bem de olho na gente. Continuei andando naquele calor infernal, voltei pro hostel, peguei meus pertences e voltei pro Backpackers para deixar as bagagens e continuar meu dia de descobertas. Comi uma coxinha maravilhosa no Fornalha, peguei um ônibus aleatório, desci num ponto qualquer e segui o Google Maps rumo a Praia do Leblon. 




Lagoa Rodrigo de Freitas – Foto by Évelin Karen

Água de coco, cerveja, sol, calor, suor, tchi buns para refrescar, vendedores na praia com uma simpatia e um marketing único. Sexta feira de tempo bom e condições favoráveis para curtir o dia. Armei acampamento na minha querida praia de Ipanema para observar o movimento, pensar na vida… deixar o dia passar sem me importar.

Eve de Ipanema – Foto by Évelin Karen

Tomei uma ducha rápida, peguei um ônibus e fui rumo ao Cristo. Depois de muitas outras horas de viagem cheguei e acabei optando pelo serviço de van em vez do trenzinho. A vantatagem é que a subida de van tem uma parada no mirante de Santa Marta que rende belas fotos. 




Mirante de Santa Marta – Foto by Évelin Karen

Continuei a subida quase interminável, praticamente um labirinto, mas cheguei nele: o tão famoso Cristo Redentor que estava lá belo, formoso e como sempre de braços abertos para nos receber.







Cristo Redentor – Foto by Évelin Karen

Voltei pro hostel tomei um bom banho e fui encarar a noite carioca. Destino: Shooters, um bar cheio de drinks coloridos que ficava a algumas quadras da minha “casa”. Noite muiiiito boa, som de primeira, muita gente bonita e descolada… certamente vale a pena conferir.

Na manhã seguinte o dia estava cinza e chuvoso. Tomei um café naquelas lanchonetes com diversos sucos naturais, comprei alguns souverniers, resolvi fazer minhas malas e voltar para São Paulo. Ficar mais um dia e na chuva? Achei que eram gastos dispensáveis.

Fui pra rodoviária, comprei a passagem para o próximo ônibus e voltei para casa. Agora? Não vejo a hora da minha próxima visita ao Rio que, para mim, sempre continuará lindo!

On the Road – Rio de Janeiro – Part 1 #jafui

Em 2012 fiz minha primeira viagem para o Rio de Janeiro que durou cerca de 30 horas. Fomos no sábado de manhã e voltamos no domingo no horário do almoço. Conseguimos uma ótima promoção de aéreo, R$ 96,00 ida e volta pela TAM (deve ser por isso que eu não queria me sujeitar a pagar R$ 400,00 na minha segunda viagem ao RJ)! Também deve ser por isso que eu fiquei um pouquinho, mas bem pouquinho #chatiada por ter pago cerca de R$ 150,00 ida e volta de ônibus).



RJ – Foto by Évelin Karen

Fomos em 5 amigos e nos hospedamos no Hostel Che Lagarto em Copacabana. Chegamos antes do horário do check in, deixamos as malas e fomos explorar um pouco da cidade. Café da manhã delicinha em uma das milhares de lanchonetes que oferecem vários lanches e sucos naturais para recarregar as baterias, caminhada pelo calçadão de Copacabana, metrô e próxima parada: as famosas praias de Copacabana e Ipanema.



Ipanema – Foto by Évelin Karen

O tempo estava bem encoberto. Não ficamos nem uma hora na praia e resolvemos caminhar um pouco. Fomos até as pedras do Arpoador e na volta passamos por um parque (ou seria uma praça?) que deixou a Bruna simplesmente louca com os diversos saguis que passeavam sem medo dos turistas. Cervejinha, almoço delicioso na churrascaria Expresso Grill (comprado no Peixe Urbano). Voltamos empanturrados, nos arrastando pelo metrô, tiramos um cochilinho rápido e hora de encarar a noite carioca.



Eve no Arpoador – Foto by Murilo Martinelli

A dúvida era enorme: no hostel eles estavam oferecendo um Pub Crawl que além de bebida e comida também tinha transporte incluso. Chovia muito naquela noite de sábado. Enquanto não decidíamos o que iríamos fazer comemos um churros delicioso (mesmo frio) e acabamos opitanto por conhecer a noite da Lapa.



Arcos da Lapa – Foto by Évelin Karen

Fizemos os locais, pegamos uma lotação e fomos descobrir o que a Lapa tem. Para falar a verdade, eu não consegui explorar muito devido meu cansaço. Fomos na famosa Escadaria Selarón e nem preciso dizer que não subi nem metade, por isso acabei sem conhecer Santa Teresa!



Eve na Escadaria Selarón – Foto by Patrícia Teixeira

Ficamos num barzinho na rua da escadaria. Infelizmente não lembro o nome do lugar, mas as porções eram bem servidas, os preços eram acessíveis e o atendimento de primeira. Depois de algumas cervejas abandonei meu amigos, peguei um táxi (com um taxista super, máster, blaster Walkind Dead). A luz do combustível piscava e eu já imaginava diversos finais infelizes para a minha história. Mas, no final das contas cheguei bem, abracei minha linda cama no Hostel e dormi como um bebê.

O domingo amanheceu bem chuvoso. Só tivemos animo para tomar café na padaria da rua do hostel e encarar novamente o ônibus circular rumo ao aeroporto para nossa volta a Sampa pós nosso bate e volta no Rio. Eu sei que foi uma viagem muito rápida e que eu não conheci praticamente nada do que a cidade tem a oferecer. Eu já sabia que o Rio ou você ama ou você odeia e que nosso caso certamente não era de ódio, por isso sabia que um dia eu iria voltar. Onze meses depois, 28 de março de 2013, eu estava de volta na minha segunda viagem no RJ. Se liga no post que eu conto oque rolou e o que pude ver de novo na tão charmosa e acolhedora cidade maravilhosa.

Viajar sozinha é possível sim! – Florianópolis (Parte 1) #jafui

Viajar sozinha é possível sim! – Florianópolis (Parte 1) #jafui

Em dezembro de 2011 resolvi enfrentar um grande medo meu: o de viajar sozinha. Isso era algo que eu vinha trabalhando bastante na terapia e que me fez levantar diversos questionamentos: o que poderia dar errado? Será que eu ficaria muito triste? Não encontraria ninguém para conversar? Seria tomada por uma vontade louca de ir embora? Dezenas de dúvidas passavam pela minha cabeça, mas depois de muito pensar eu criei coragem, comprei as passagens, reservei o Hostel e lá fui eu.

Destino: Florianópolis

Sexta-feira às 21h00 eu saí do trabalho em Mogi e às 22h30 peguei o ônibus no Tietê. Achei engraçado, pois fazia muito tempo que eu não entrava em um ônibus de viagem, por isso nem lembrava que o corredor não era tão extenso e que não existia tantos assentos como num avião. Para mim isso não seria um problema, mas ao meu lado sentou uma mulher com a filha pequena no colo e que de hora em hora me acordava com algum chute. E a viagem foi longa…

Eve no busão – Foto by Évelin Karen

As paisagens da estrada de Floripa – Foto by Évelin Karen

O ônibus parou em Joinvile, Balneário Camboriú entre outras cidades. Fui desembarcar em Floripa quase meio dia de sábado. Como já era tarde e eu não queria aventura resolvi pegar um táxi e rumar para o litoral sul onde ficava o Hostel que eu escolhi (infelizmente não lembro do nome). No caminho um trânsito, mas um trânsito simplesmente parado. Cheguei no Hostel perto das 14h00… super cansada, com sono de uma noite mal dormida e com fome… muita fome!

Praia do Pântano do Sul – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Deixei minhas coisas e fui caminhar um pouco para conhecer a praia e procurar um restaurante para almoçar. Bebi bem, comi bem, voltei pro hostel e fui dar uma boa dormidinha. Horas depois acordei e fui curtir mais um pouquinho de praia.

Praia do Pântano do Sul – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Fiquei hospedada no Pântano do Sul. Fiz uma caminhadinha e fui pra Praia da Solidão (#evedadepressão). Fiquei sentada, pensando na vida, fotografando, vendo as horas passarem sem um pingo de preocupação. Na volta passei num mercadinho e comprei o meu jantar: Fandangos, MM’s, cerveja, água e um bolo com muito chocolate. Curti meu sábado filosofando com uma alemã sobre a loucura que é este mundo recheado de culturas diferentes, lugares diferentes, histórias diferentes!

Curtindo minha presença na Praia da Solidão – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Dormi cedo, madruguei e fui fazer a local pegando ônibus circular nos milhares terminais de Integração que existem na Ilha. Paisagens maravilhosas no caminho, Eve pegando ônibus errado… tudo isso para conhecer as Dunas e a Praia da Joaquina. Na minha terceira Integração, quase às  10 da manhã, resolvi escutar a conversa dos populares e pegar um ônibus que parava perto das dunas. Neste ônibus conheci um grupo com uns 8 garotos e a tia Luíza que era simplesmente uma figuraça. Imaginem: uma mulher com os seus 50 anos no meio de um monte de moleque de vinte e poucos anos que só falava… merda! A tia Luíza era tão treze ou até um pouco mais que eles, logo não preciso dizer mais nada, não é? Rolê super divertido, risadas nas dunas, cervejas na praia e histórias para contar.

Dunas da Praia da Joaquina – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Como minha estadia era curtíssima saí da praia por volta das 13h e voltei para almoçar no Pântano. Comi um strogonoff maravilhoso em várias etapas. É muito difícil pedir meia porção e querer não deixar comida no prato quando você tem o costume de comer pouco. Mesmo sendo forte e comendo mais que o normal ainda sobrou comida que, infelizmente, não consegui doar pra ninguém.

Praia do Pântano do Sul – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Hostel, banho e fui para o aeroporto, pois meu voo era às 18h e alguma coisa. Era dia de final do Brasileirão. Corinthians jogando, os cafés do aeroporto lotados, pessoas em pé assistindo o jogão e clima de estádio. Quase perdi o voo porque queria ver meu time campeão de novo, mas é claro que no avião tinha um corinthiano que dividiu o “É campeão” com a massa.

Praia da Joaquina – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Mesmo sendo uma viagem de 30 horas eu adorei: conheci lugares novos, pessoas novas, fiz o que queria na hora que bem entendia e o melhor de tudo: percebi que eu sou uma ótima companhia e que eu não preciso de outras pessoas para tornar minha viagem feliz. Ainda não fiz nenhuma outra viagem sozinha, mas vontade é o que não falta, já dinheiros…

On the road – Porto Alegre, Pelotas, Tramandaí – Parte 1 e 2 #jafui

Já era noite em Porto Alegre quando o avião decolou e senti no peito uma certa tristeza por deixar a cidade. Senti que pertencia àquele lugar que estava deixando para trás, mas no fundo sabia que um dia voltaria.

Junho de 2009, viagem com as amigas da faculdade cujo destino na realidade era Pelotas, que fica mais pro sul do Rio Grande do Sul. Chegamos de manhã no aeroporto Salgado Filho e fomos para a rodoviária pegar o ônibus para Pelotas, sede do Festival de Curtas que iria exibir nosso trabalho. Sempre é uma honra ter um projeto exibido em algum lugar, mas para mim, conhecer as terras gaúchas estava como prioridade mor. Lembro que na rodoviária comi um misto quente maravilhoso: para eles aquilo é uma torrada e é feito com um pão de forma grande. Se você é rico, requintado e for comer possivelmente não perceberá nada demais, mas eu achei delicioso.

Já em Pelotas, na nossa curta estadia, fomos ao festival de curtas na Fenadoce, comemos doces maravilhosos nesta feira gigantesca de gordices, assistimos danças típicas, tomei chimarrão pela primeira vez e ainda ganhei a erva para trazer para casa!

Cine Grande Curtas Pelotas

Fomos também para o bairro de Laranjal, onde fica a maior laguna do mundo. Nem preciso dizer que a água estava geladíssima em pleno mês de junho. É um lugar bonito e os moradores disseram que no verão fica cheio de turistas e que realmente bomba. Para mim o passeio valeu pela paisagem, as fotos e um entrecote alho e óleo maravilhoso que eu comi num resturante de vidro que fica na avenida da laguna e, obviamente, não lembro o nome para dividir com vocês.

Laguna Pelotas RS

No nosso último dia em terras gaúchas acordamos bem cedo e voltamos para Porto Alegre para conhecermos um pouquinho da cidade. Andamos naquele ônibus turístico no andar superior que é aberto e sentimos na pele como venta frio naquele lugar. O que mais me chamou atenção no passeio foi o Beira Rio, estádio do meu querido Internacional que fica num cenário maravilhoso com o Guaíba de fundo. Assistir o Inter jogar num fim de tarde continua sendo um sonho que ainda realizarei.

City tour POA RS

Visitamos a feirinha da Redenção onde compramos alguns souveniers, almoçamos um bom churrasco, bebemos Polar e tivemos que voltar para o aeroporto que seria a ponte para a nossa volta a realidade.

Parque da Redenção POA RS

Já era noite em Porto Alegre quando o avião decolou e senti no peito uma certa tristeza por deixar a cidade. Senti que pertencia àquele lugar que estava deixando para trás, mas no fundo sabia que um dia ia voltar. E eu realmente voltei… agora para passar o réveillon no final de 2012.

Foi unanimidade: todo gaúcho que eu perguntava o que tinha de bom para fazer em POA no réveillon respondia desesperado: “NADA!!!!”, “Não venha, escolha outro lugar!”, “A cidade fica vazia, todo mundo vai pra praia, pra Floripa, Montevidéu, Punta… qualquer lugar menos Porto Alegre”. Mesmo assim encaramos o desafio. Na verdade eu não gosto de aglomerações (por isso não cogitava o réveillon no litoral) e ando numa vibe querendo tranquilidade, silêncio, autoconhecimento… Porto Alegre não seria tão ruim.

Cheguei na manhã de sábado (29) e no ônibus para o Hostel já conheci um casal que ia para o mesmo lugar e que, posteriormente, foram parceiros em vários rolês. Deixamos as malas, fomos no centro de apoio ao turista pegar nosso mapa da cidade e rumamos para o Mercado Municipal. Nenhuma grande novidade: prédio antigo, escuro e uma variedade de coisas pra comprar. Nosso almoço não foi tão bom (o bife a parmegiana que eu pedi tinha presunto… não ornou!), mas depois o sorvetinho que é famoso entre turistas e locais foi a salvação para encher a barriga. Fomos para o Gasômetro e no caminho vimos vários museus e prédios históricos belíssimos. No Gasômetro os funcionários trabalhavam a todo vapor para deixar o palco da festa da virada prontíssimo para os shows do dia 31. Na beira do Guaíba mendigos tomavam banho na ducha e curtiam a bela paisagem, pescadores cometiam crimes sangrentos contra os peixes que fisgavam a isca, eu admirava a paisagem e conversava sobre os shows perdidos e futuros que rolam em Sampa com meu novo casal de amigos.

POA RS

Um pouco mais tarde meus amigos chegaram então fomos comer e beber no famoso Nicus. Comida deliciosa e barata além de cerveja gelada e uma local com a voz do demônio. Pedi um salmão ao molho de camarão com batata sautée suuuuper delicinha. A noite fomos num bar chamado Dhombas, com uma boa opção de drinks coloridos e música de ótima qualidade.

No domingo (30) inventamos de conhecer o litoral gaúcho. Fomos para a rodoviária, comi mais uma vez o misto mais maravilhoso do mundo e pegamos o expresso do inferno rumo a Tramandaí. Estava um calor dos infernos (agora sim entendi porque Forno Alegre), estávamos num ônibus de viagem cheio de passageiros sentados e com uns 20 em pé no corredor, se espremendo, batendo suas bagagens no rosto de quem dormia… caos! Para ajudar o ônibus parou em cada povoado que existia no caminho para recolher passageiros, o que atrasou a viagem em mais de 3 horas. Perrengues a parte, chegamos na praia que é um pouco escura, gelada, mas que foi maravilhosa num dia quente de verão. Polar gelada, pastelzinho, algumas fotos and back to town. Nosso jantar foi no João de barro que serve uma comida maravilhosa: picanha, fritas, maionese, arroz e saladinha pra deixar a refeição mais saudável.

Tramandaí RS

Segunda (31) foi dia de desbravar a cidade. Acordei cedo querendo tomar café em uma padaria, mas a única que tinha visto estava fechada. Caminhei pelo Parque Farroupilha e voltei pro centro buscando souveniers (but fail). Por volta das 13h00 fomos procurar um restaurante para almoçar e todos estavam fechados… menos nosso querido Nicus com um maravilhoso Buffet com direito a sobremesa por apenas R$13,00. O restante do dia ficamos num banzo máster por causa do calor… Acabei passando um bom tempo no supermercado só para curtir o ar condicionado. A noite pegamos um táxi, todos lindos para o réveillon, super achando que iríamos jantar num bom restaurante. Já que a balada era open bar era melhor comer para não dar vexame, certo? Errado! Tudo fechado. Apenas alguns lugares pequenos abertos, mas que não aceitavam cartão (e é claro que ninguém lembrou de levar dinheiros). O jeito foi comer lanchinhos no hostel e encarar a balada.

Engraçado: ainda nunca fui no Beco em São Paulo, mas já conheço o de Porto Alegre. Vi muitas mulheres bonitas e descoladas, já os homens… tava fraco! Open bar de cerveja, vodka, whisky e espumante, rockzinho alternativo rolando e muita diversão. No meio disso tudo um gaúcho achou que eu era travesti e agora ficarei complexada pelo resto da vida, mas ok. Além disso a luz da balada acabou várias vezes, mas mesmo assim foi divertido.

Migues do Hostel POA

Então cheguei no hostel depois das  4, fui dormir às 5 e acordei às 6 porque meu voo era às 7! Estava o retrato da decadência, com sono, fome, um pouco bêbada e deve ser por isso que quando o avião decolou não tive aquele mesmo sentimento da primeira viagem. Porém, agora, no conforto do meu lar escrevendo meus relatos para vocês só posso dizer uma coisa: Porto Alegre, voltarei muitas outras vezes, sua linda!