On The Road – Rio de Janeiro Part 2 #jafui

Como prometido falarei hoje sobre minha segunda passagem relâmpago pela cidade maravilhosa (já viram como foi a primeira?). Eu estava de férias, meus planos de viagem tinham ido riacho abaixo depois da internação do meu pai, então resolvi escolher um lugar perto para passar uns dias e aproveitar um pouco. Foi o tipo de viagem que eu mais gosto de fazer: sem planejamento.

Decidi em qual hostel ia ficar na véspera da viagem. Já a passagem de ônibus foi comprada direto no guichê da rodoviária: sem reserva, sem hora marcada… “próxima passagem pro Rio, por favor?” “o ônibus sai daqui 10 minutos!” “ótimo”.

Chovia em São Paulo há dias. Entrei no ônibus e deixei para trás a cidade cinza rumo à cidade maravilhosa. Chegando lá fiz a local, peguei ônibus circular, fiquei mais de uma hora rodando até chegar em Botafogo, mas não me importava, pois eu podia simplesmente não me preocupar com o tempo que passava sem pedir licença… enquanto isso eu observava as praias, as pessoas, o movimento. Vivia perigosamente nos ônibus que correm absurdamente naquele lugar (e uma semana depois teve o caso do ônibus voador na Av Brasil…).

Leblon – Foto by Évelin Karen

Já era quase fim de tarde quando cheguei no hostel que eu tinha escolhido na véspera: Beach Backpackers em Botafogo. Clima legal, cheio de gringos (incluindo o recepcionista). Porém, para a minha surpresa eu tinha pago, feito a reserva pelo site do Hostelbookers, mas não existia nenhum quarto privado disponível. Pior ainda: não existia nenhuma cama disponível. Sorte que o pessoal do hostel foi super gente boa comigo. Me ajudaram a encontrar outro lugar pra ficar naquela noite e me garantiram que no outro dia o quarto privado estaria livre e eu poderia voltar sem ter que pagar pela diária.

Como eu tinha ficado em dúvida entre dois hostels acabei indo para a minha segunda opção: o Oztel que também fica em Botafogo. É um hostel boutique super descolado, bem decorado, com um bar que fica aberto ao público, super limpo e delicinha de ficar. Fiz check in, deixei minhas coisas e parti para rua em busca de um jantar desbravar a região. 

No Oztel – foto by Évelin Karen

Acabei jantando na Cobal Humaitá, mais precisamente no Espírito do Choop. Com este nome sugestivo é claro que pedi a prata da casa para dar uma relaxada e escolher qual prato devoraria em questão de minutos. Comida boa, choop gelado, uma voltinha pelo bairro, um pouco de sofá no hostel e fui dormir para viver um novo e divertido dia.

Acordei cedo e sai para caminhar pela região. Acabei na Lagoa Rodrigo de Freitas que eu achei simplesmente linda. Uma bela vista, belas fotos e ao lado está o Cristo… bem de olho na gente. Continuei andando naquele calor infernal, voltei pro hostel, peguei meus pertences e voltei pro Backpackers para deixar as bagagens e continuar meu dia de descobertas. Comi uma coxinha maravilhosa no Fornalha, peguei um ônibus aleatório, desci num ponto qualquer e segui o Google Maps rumo a Praia do Leblon. 




Lagoa Rodrigo de Freitas – Foto by Évelin Karen

Água de coco, cerveja, sol, calor, suor, tchi buns para refrescar, vendedores na praia com uma simpatia e um marketing único. Sexta feira de tempo bom e condições favoráveis para curtir o dia. Armei acampamento na minha querida praia de Ipanema para observar o movimento, pensar na vida… deixar o dia passar sem me importar.

Eve de Ipanema – Foto by Évelin Karen

Tomei uma ducha rápida, peguei um ônibus e fui rumo ao Cristo. Depois de muitas outras horas de viagem cheguei e acabei optando pelo serviço de van em vez do trenzinho. A vantatagem é que a subida de van tem uma parada no mirante de Santa Marta que rende belas fotos. 




Mirante de Santa Marta – Foto by Évelin Karen

Continuei a subida quase interminável, praticamente um labirinto, mas cheguei nele: o tão famoso Cristo Redentor que estava lá belo, formoso e como sempre de braços abertos para nos receber.







Cristo Redentor – Foto by Évelin Karen

Voltei pro hostel tomei um bom banho e fui encarar a noite carioca. Destino: Shooters, um bar cheio de drinks coloridos que ficava a algumas quadras da minha “casa”. Noite muiiiito boa, som de primeira, muita gente bonita e descolada… certamente vale a pena conferir.

Na manhã seguinte o dia estava cinza e chuvoso. Tomei um café naquelas lanchonetes com diversos sucos naturais, comprei alguns souverniers, resolvi fazer minhas malas e voltar para São Paulo. Ficar mais um dia e na chuva? Achei que eram gastos dispensáveis.

Fui pra rodoviária, comprei a passagem para o próximo ônibus e voltei para casa. Agora? Não vejo a hora da minha próxima visita ao Rio que, para mim, sempre continuará lindo!

Anúncios

Deixe uma resposta