Viajar sozinha é possível sim! – Florianópolis (Parte 1) #jafui

Em dezembro de 2011 resolvi enfrentar um grande medo meu: o de viajar sozinha. Isso era algo que eu vinha trabalhando bastante na terapia e que me fez levantar diversos questionamentos: o que poderia dar errado? Será que eu ficaria muito triste? Não encontraria ninguém para conversar? Seria tomada por uma vontade louca de ir embora? Dezenas de dúvidas passavam pela minha cabeça, mas depois de muito pensar eu criei coragem, comprei as passagens, reservei o Hostel e lá fui eu.

Destino: Florianópolis

Sexta-feira às 21h00 eu saí do trabalho em Mogi e às 22h30 peguei o ônibus no Tietê. Achei engraçado, pois fazia muito tempo que eu não entrava em um ônibus de viagem, por isso nem lembrava que o corredor não era tão extenso e que não existia tantos assentos como num avião. Para mim isso não seria um problema, mas ao meu lado sentou uma mulher com a filha pequena no colo e que de hora em hora me acordava com algum chute. E a viagem foi longa…

Eve no busão – Foto by Évelin Karen

As paisagens da estrada de Floripa – Foto by Évelin Karen

O ônibus parou em Joinvile, Balneário Camboriú entre outras cidades. Fui desembarcar em Floripa quase meio dia de sábado. Como já era tarde e eu não queria aventura resolvi pegar um táxi e rumar para o litoral sul onde ficava o Hostel que eu escolhi (infelizmente não lembro do nome). No caminho um trânsito, mas um trânsito simplesmente parado. Cheguei no Hostel perto das 14h00… super cansada, com sono de uma noite mal dormida e com fome… muita fome!

Praia do Pântano do Sul – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Deixei minhas coisas e fui caminhar um pouco para conhecer a praia e procurar um restaurante para almoçar. Bebi bem, comi bem, voltei pro hostel e fui dar uma boa dormidinha. Horas depois acordei e fui curtir mais um pouquinho de praia.

Praia do Pântano do Sul – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Fiquei hospedada no Pântano do Sul. Fiz uma caminhadinha e fui pra Praia da Solidão (#evedadepressão). Fiquei sentada, pensando na vida, fotografando, vendo as horas passarem sem um pingo de preocupação. Na volta passei num mercadinho e comprei o meu jantar: Fandangos, MM’s, cerveja, água e um bolo com muito chocolate. Curti meu sábado filosofando com uma alemã sobre a loucura que é este mundo recheado de culturas diferentes, lugares diferentes, histórias diferentes!

Curtindo minha presença na Praia da Solidão – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Dormi cedo, madruguei e fui fazer a local pegando ônibus circular nos milhares terminais de Integração que existem na Ilha. Paisagens maravilhosas no caminho, Eve pegando ônibus errado… tudo isso para conhecer as Dunas e a Praia da Joaquina. Na minha terceira Integração, quase às  10 da manhã, resolvi escutar a conversa dos populares e pegar um ônibus que parava perto das dunas. Neste ônibus conheci um grupo com uns 8 garotos e a tia Luíza que era simplesmente uma figuraça. Imaginem: uma mulher com os seus 50 anos no meio de um monte de moleque de vinte e poucos anos que só falava… merda! A tia Luíza era tão treze ou até um pouco mais que eles, logo não preciso dizer mais nada, não é? Rolê super divertido, risadas nas dunas, cervejas na praia e histórias para contar.

Dunas da Praia da Joaquina – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Como minha estadia era curtíssima saí da praia por volta das 13h e voltei para almoçar no Pântano. Comi um strogonoff maravilhoso em várias etapas. É muito difícil pedir meia porção e querer não deixar comida no prato quando você tem o costume de comer pouco. Mesmo sendo forte e comendo mais que o normal ainda sobrou comida que, infelizmente, não consegui doar pra ninguém.

Praia do Pântano do Sul – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Hostel, banho e fui para o aeroporto, pois meu voo era às 18h e alguma coisa. Era dia de final do Brasileirão. Corinthians jogando, os cafés do aeroporto lotados, pessoas em pé assistindo o jogão e clima de estádio. Quase perdi o voo porque queria ver meu time campeão de novo, mas é claro que no avião tinha um corinthiano que dividiu o “É campeão” com a massa.

Praia da Joaquina – Florianópolis – Foto by Évelin Karen

Mesmo sendo uma viagem de 30 horas eu adorei: conheci lugares novos, pessoas novas, fiz o que queria na hora que bem entendia e o melhor de tudo: percebi que eu sou uma ótima companhia e que eu não preciso de outras pessoas para tornar minha viagem feliz. Ainda não fiz nenhuma outra viagem sozinha, mas vontade é o que não falta, já dinheiros…

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