Os principais medos que me impediam de embarcar no meu sabático

Os principais medos que me impediam de embarcar no meu sabático

Quando surge o assunto “período sabático” o que costuma vir a sua cabeça? Se você é uma viajante como eu poderá pensar sobre paisagens paradisíacas, fazer novos amigos pela estrada e uma busca não só por novos lugares, mas também por nós mesmas, numa grande jornada de autoconhecimento. Sei também que algumas de vocês devem associar um sabático ao filme “Comer, Rezar, Amar” e eu não te julgo por isso rs. Tudo parece muito incrível, mas preciso te confessar uma coisa: até para tirar um sabático existem momentos de dúvidas, medos e muitas inseguranças.

No meu post anterior eu fiz uma lista com 10 medos, desculpas e pré conceitos que costumamos colocar como barreira para não tirar um sabático. Mas aqui resolvi contar um pouquinho mais sobre a minha história. Nestes meus 33 anos de vida eu passei no mínimo uns 20 anos sonhando em passar um tempo fora. Porém, quando parei para pensar quais eram os principais motivos que não me deixavam tornar este sonho realidade, acabei percebendo que as 3 perguntas que mais me tiravam o sono eram: 

1- “E se acontecer alguma coisa com a minha família?”

Este sim era meu maior medo: estar longe, do outro lado do oceano e receber alguma notícia de que algo aconteceu com um dos meus familiares. Conversei com algumas amigas que já passaram um tempo fora e com outras pessoas que me alertaram “Eve, se tiver que acontecer alguma coisa não adianta se você está do outro lado do mundo ou do outro lado da sua casa… vai acontecer e não temos muito o que fazer”. Confesso que foi muito difícil criar coragem e correr este risco, mas depois de muito pensar percebi que tinha chegado o meu momento, que eu precisava passar por esta nova experiência e confiar um pouco mais em Deus e nos meus instintos (e não é que deu certo?!).

2- “E se eu nunca mais conseguir um emprego?”

O medo de ficar desempregada costuma ser um dos maiores desafios a ser enfrentado nesta tomada de decisão. O número de desempregados no nosso país é assustador, por isso, estar empregada e pedir demissão para passar um tempo viajando parece ser loucura para muitos. Porém, cheguei num ponto da minha vida onde percebi que era hora de me colocar como prioridade pela primeira vez e, de fato, viver algo que eu sempre sonhei. “E se eu nunca mais arrumar emprego”? “Nunca” é tempo demais e certamente eu iria conseguir me virar fazendo uma coisinha ou outra, enquanto minha carteira não encontrasse um registro novamente.

3- “Mas… e meu cabelo? #comofas?”

Só quem é escrava das químicas sabe: quando a raiz do seu cabelo está crescendo tudo o que você mais quer é agendar uma hora no salão para dar um tapa na peruca e deixar as madeixas em dia. Agora quando você é preta, estar com o cabelo “desarrumado” pode te causar mais insegurança e medo, seja de olhares tortos em uma loja que você entra, até a situações constrangedoras de ter sua bolsa revistada (mas não vou entrar nesta discussão agora). Eu faço relaxamento há mais de 20 anos e nem lembro mais como é meu cabelo sem química. A cada um mês e meio, no máximo dois, corro no salão e passo no mínimo duas horas neste ritual de “libertação capilar”. Sempre que eu pensava em passar um tempo mais longo fora do país vinha a dúvida “mas o que eu vou fazer com o meu cabelo? A raiz vai crescer, vai ficar tudo arrepiado, vou ter vergonha, vou ficar feia” etc, etc, etc. Agora que já fui e voltei percebi que este era o meu medo mais besta. A raiz cresce, o cabelo não fica do jeito que a gente mais gosta, mas isso não faz a menor diferença quando você está curtindo o seu momento. Não vou dizer que não rolaram momentos de preconceito na viagem porque estaria mentindo, porém tenho certeza que a culpa não foi do meu cabelo. Por isso ficou aqui o aprendizado e ouso aqui te questionar: é melhor estar com o cabelo arrumado no seu sofá e sem sair da sua zona de conforto ou estar com o cabelo arrepiado mas admirando os alpes suíços e realizando os seus sonhos por este mundão afora? Agora já tenho certeza que a opção 2 se encaixa melhor no meu perfil.

No final das contas percebi que os motivos que eu tinha para tirar um sabático eram muito mais importantes e relevantes que os medos que eu alimentava. E você? O que te impede de tirar um sabático? Por que você tem adiado a realização dos seus sonhos?

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Ter um período sabático é possível? Medos, desculpas e pré conceitos

Ter um período sabático é possível? Medos, desculpas e pré conceitos

O mês de dezembro costuma ser um período de bastante reflexão! Época que muitos param para pensar sobre as conquistas do ano que está finalizando e começam a traçar os planos para o próximo que irá começar. E você? Faz tipo deste clubinho reflexivo ou é destas que não curte ficar pensando muito a respeito? Sei que já estamos em maio, mas nestes tempos de confinamento tem muita gente aproveitando para repensar não só as atitudes como o estilo de vida que tem vivido até então. Confesso que durante 31 anos da minha vida fiz parte do segundo clubinho, mas fiquei feliz em estar aberta a mudanças. No final de 2018 eu tinha apenas uma certeza na cabeça “em 2019 passarei alguns meses viajando pelo mundo e terei meu tão sonhado período sabático”. Porém, para realizar este sonho, tive que vencer uma série de pensamentos sabotadores, medos e pré conceitos que travavam a minha viagem (e que eu sei que também bloqueia muita gente por aí). Por isso, resolvi escrever este texto para compartilhar minhas experiências e te inspirar a cair na estrada (depois que tudo isso passar, é claro)!

Mas o que é um período sabático?

Uma definição bem simples de período sabático é: um período de pausa na carreira profissional o qual podemos nos dedicar a outras atividades de interesse pessoal e ao autoconhecimento. No caso dos viajantes, estas “outras atividades” costumam ser ser viajar! 

Quanto tempo dura?

Eu já vi diversas discussões a respeito e nenhuma conclusão bem definida. Tem gente que acha que o sabático tem que ser superior a 6 meses de pausa, outros acham que pode ter 3 meses, 1 ano… Mas, acredito que cada pessoa sabe muito bem quanto tempo de pausa precisa ou consegue bancar. No meu caso, pude me presentear com pouco mais de 3 meses e curtir o Meu Sabático de 100 dias.

Quais são os principais medos, desculpas e pré conceitos que te impedem de tirar um período sabático?

Pra tornar este sonho do Meu Sabático de 100 dias realidade tive que desconstruir uma série de idéias da minha cabeça. Foi fácil? Não! Mas com muita pesquisa a gente acaba dando um jeito pra tudo e diluindo um pouco destas aflições. 

E foi pensando nisso que eu decidi listar aqui as 10 principais dúvidas com uma série de medos, desculpas e pré conceitos que martelam na cabeça e impedem muita gente de tirar um período sabático. Mas já te aviso que se você tiver foco, planejamento e dedicação poderá vencer não só estes como muitos outros medos que podem surgir no seu processo de decisão.

1- “Mas e se eu nunca mais conseguir um emprego?”

Acredito que um dos principais empecilhos na vida de quem quer tirar um sabático é o medo de sacrificar a vida profissional ao fazer esta escolha. A grande maioria das empresas não oferece opção do funcionário tirar uma licença não remunerada, ou seja, ou você se arrisca e pede demissão ou continua seguindo sua rotina sem viver esta experiência. 

Eu sei muito bem que nosso país vive um momento muito difícil, pra não dizer desesperador. Mas quando você pensa “nunca mais vou conseguir um emprego” não acha que “nunca” é tempo demais? Depois de tirar o meu sabático e realizar alguns voluntariados percebi que tenho outras habilidades que eu nem imaginava. Agora que eu voltei, obviamente procurarei jobs na minha área. Mas e se não rolar? Posso fazer freelas em hostels, em bares, restaurantes, pois sei que dou conta do recado (basta ter a oportunidade).

2- “Mas período sabático é coisa de gente rica!”

Você acha mesmo que eu sou filha do Rei do Gado? Eu estou mais é pro exemplo clássico de proletariada suburbana que acorda as 5 da manhã pra ir trabalhar e só chega em casa depois das 20:00 (aliás, esta é a história da minha vida nestes últimos anos). É uma rotina bem cansativa e estressante, mas quando a gente tem um objetivo definido conseguimos focar, estabelecer prioridades e parece que as coisas começam a fluir.

3- “Mas eu não tenho dinheiro!”

Minha filha, se planejar direito dá pra tirar um sabático sim, mas é claro que a vida é feita de escolhas. Não da pra viver uma vida cheia de regalias, sair todo final de semana, fazer comprinhas e gastar com qualquer coisa. Você precisa saber bem para onde está indo seu dinheiro, portanto listar todos os gastos e separar um valor que será guardado para o seu sabático todos os meses é fundamental. Além disso, estude formas de economizar para conseguir poupar mais dinheiro. 

4-  “Mas eu já sou uma pessoa econômica!” 

Tem certeza que não tem nenhuma despesa que pode ser eliminada da sua planilha de gastos e da sua vida? Eu cortei manicure, boteco e sempre pensava no mínimo 3 vezes antes de comprar qualquer coisa.

Agora, se você realmente não tem mais da onde cortar, uma solução é buscar formas de conseguir uma renda extra. Manja de cozinha? Que tal fazer bolos, brigadeiros, trufas, marmitas? Entende dos paranauês de escrever e redes sociais? Que tal procurar um freela em sites como o 99 Freelas? Pesquise com carinho que você pode encontrar uma forma de conseguir uma graninha extra utilizando uma de suas habilidades.

5- “Mas e se surgir uma emergência e eu não conseguir voltar?” 

E se não surgir? E se você morrer sem nem dar tempo da emergência existir… você acha que a vida terá valido a pena? Será que não é melhor arriscar e se preocupar com o problema apenas se ele, de fato, acontecer? #ficaaduvida

6- “Mas viajar para Europa é muito caro (que também pode ser substituído por: mas o dólar está caro, ou, mas uma passagem pra Ásia ou Oceania é muito cara, etc, etc, etc)”

Olha, eu não vou mentir: pra gente que ganha em reais é caro mesmo. Mas é um sonho possível de realizar, basta saber fazer escolhas. Durante meu sabático eu tentei economizar de várias formas: fazia minha comida ou comprava pronta no mercado para evitar gastar mais em restaurantes, lavava minha roupa no chuveiro (#quemnunca), deixava de pegar transporte público para passar horas caminhando e conhecendo as cidades… e foi assim que fiz meu dinheiro render tornando possível conhecer 12 países durantes os 100 dias.

7- “Mas eu não tenho tempo!”

Este é mais um assunto que você precisa analisar bem para tomar uma decisão. Eu senti no meu coração que era meu momento de me colocar como prioridade para realizar este sonho. Pode ser que no futuro você tenha tempo, mas não tenha saúde ou disposição para fazer os passeios que você sempre quis. E aí? O que você prefere?

8- “E se eu não souber me virar sozinha? E se eu me perder?”

Como assim “se virar”? Você vai viver uma vida “normal”, tirando que você terá toda a liberdade de fazer o que quiser, na hora que quiser e se quiser. É claro que antes de ir você precisa, no mínimo, pesquisar sobre a realidade do lugar que pretende visitar para saber se é seguro, assim como formas para realizar uma viagem mais tranquila. E uma coisa eu te digo: existem muitas pessoas boas no mundo que fazem de tudo para ajudar os outros, principalmente viajantes perdidos que precisam de auxílio. É bem provável que você se perca, mas soluções para resolver este problema não vão faltar (por exemplo: peça ajuda ou use aplicativos como Google Maps, Mapsme, etc). O que você não souber você aprende, simples assim (aliás, neste post aqui eu listei 50 coisas que eu fiz pela primeira vez no meu primeiro mês de sabático).

9- “E se eu não conseguir me comunicar? E se eu não fizer amigos? E se eu ficar sozinha?”

Já ouviu falar em mímica? Pois é, normalmente ela costuma funcionar. Uma coisa que eu aprendi na estrada é que é possível se comunicar mesmo quando não falamos o idioma do local onde estamos. Sorrisos, olhares, expressões e gestos, as vezes, dizem mais que mil palavras. Pude vivenciar isso na minha curta passagem pelo Marrocos. Meu francês era quase zero e meu árabe era totalmente zero, mas mesmo assim conseguia me comunicar com o moço da cozinha do hostel que era sempre muito gentil. Mesmo sem trocar uma palavra ele me ajudava a usar o fogão para ferver água pro meu miojo, entendia que eu não tomava café e por isso me dava mais suco e sempre demonstrávamos nossa gratidão e respeito com sorrisos sinceros.

Quanto as amizades, se você vai se hospedar em hostel já é meio caminho andado, pois não faltarão oportunidades para conhecer novas pessoas: seja dividindo mesa no café da manhã ou tomando uma cerveja e jogando conversa fora no bar do hostel. É bem provável que em alguns momentos você ficará sozinha, mas aproveite, pois pode ser que você perceba que você é sua melhor companhia.

10- “Tá bom Eve, mas e se eu for e não gostar?”

Sinceramente, eu acho bem difícil uma pessoa que tem o sonho de passar um tempo fora ir e não gostar Porém, caso isso ocorra, a resposta é bem simples: você pode voltar! É claro que esta decisão pode doer no seu bolso, mas você se lembra que eu já falei que a vida é feita de escolhas, não é mesmo? Antes de decidir se você deve voltar ou não pense bem sobre os reais motivos desta possível “desistência”. Do que você não está gostando? Não tem nada que pode ser feito para que você possa curtir mais a jornada? Talvez alterar o estilo da sua viagem ou os locais que está visitando? Pense bem antes de tomar qualquer decisão por impulso. Mas, em último caso, se não tiver jeito mesmo, eu acredito que se você decidir voltar pra casa encontrará seus familiares e amigos de braços aberto pra te receber (mas espero de verdade que isso não aconteça).

#ficadica

Quando for planejar seu sabático, converse com outras pessoas que já viveram esta experiência, pois assim você poderá ser mais assertiva nos seu planejamento. Se você está aí com a cabeça cheia de dúvidas, pode me mandar uma mensagem que farei o possível para ajudar. Agora, se você quiser um serviço de consultoria profissional eu super recomendo o site Sabático na Prática. A Dani e a Mari tem um passo a passo bem legal para te ajudar a tirar este seu sonho do papel. Além disso, no site delas tem vários materiais gratuitos que vão te ajudar muito durante todo o seu processo de sabático.

No meu próximo post (que já sai na próxima terça-feira), vou contar pra vocês quais eram os 3 principais medos que me impediam de realizar este sonho (e sei que serei julgada por muitos por conta do meu 3º da lista). Mas enquanto o post novo não vem conte pra mim: você tem vontade de tirar um período sabático? Se sim, para onde gostaria de ir?

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 2 – O início da jornada

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 2 – O início da jornada

23 de agosto de 2019

Sim, o último mês passou e eu nem vi. Parece que foi ontem que eu ouvi aquele chamado enquanto fazia a trilha da hidrelétrica a caminho de Águas Calientes. Depois de muito planejamento, economia e uma série de escolhas, finalmente tinha chegado a minha hora de partir.  Era a hora de começar o meu sabático.

“Mas por que Marrocos? Mas você vai sozinha pra lá mesmo? Eu ouvi dizer que eles sequestram mulheres? Já ofereceram camelos pela esposa de um amigo de um primo de um conhecido!”. Estes foram alguns dos vários questionamentos que algumas pessoas me fizeram antes que eu iniciasse minha jornada por este belíssimo país do norte africano. Como se não bastasse a incerteza de abandonar tudo e todos no Brasil, ainda tinha que lidar com meus medos, supostos fracassos e o risco de desaparecer em terras marroquinas. Nem preciso dizer que acabei deixando isso tudo de lado e apenas fui.

Cheguei no aeroporto de Guarulhos, fui fazer meu check in e guess what? Meu vôo iria atrasar uma hora. A vontade era tirar o band daid de uma vez: entrar no avião, chegar logo no primeiro destino e virar a chavinha do sabático na minha cabeça. Mas a vida, muitas vezes, não copia as fantasias da nossa cabeça. Confesso que, no final das contas, a espera nem foi tão longa (aliás, durante a viagem tive que aprender a esperar muito mais). Próximo do embarque fiz uma daquelas amizades instantâneas com uma mulher e o filho que estavam voltando para Portugal e iam fazer escala em Casablanca. Cinco minutos de prosa, passaporte, bilhete e “boa viagem”.

Como iniciei meu voo depois da meia noite, apenas jantei e adormeci. Esta seria a primeira das muitas noites mal dormidas da viagem. E não falo isso em tom de reclamação não. Aliás, durante este sabático pude conhecer vários tipos de noites mal dormidas, mas este assunto fica para outro post. Logo de manhã acordei, abri um pouco a janela e só pude ver aquela imensidão do mar. Estava sentada na última fileira da aeronave. De um lado a janelinha e do outro um brasileiro com quem pude bater papo para a viagem passar mais rápido. Ele estava indo para Portugal com o intuito de morar por lá, mas antes queria alugar um carro em Casablanca para conhecer algumas cidades no Marrocos. Ele falava apenas português, tentou embarcar sem passagem de volta (mas a Air Maroc não autorizou, por isso acabou comprando uma na hora), não possuía reserva de hotel, seguro viagem, nem nada que comprovasse o motivo de sua visita nestes paises. 

É muito louco isso, não é mesmo? Um dos meus maiores medos era ser barrada na imigração e por isso levava comigo uma pasta com todos os documentos possíveis e imagináveis para provar o meu forte vínculo com meu país, assim como motivos para voltar pra minha terra. Se este cara conseguiu ou não entrar em Portugal eu nunca saberei (eu sei, eu deveria ter pego o contato dele pelo menos pra contar o final da história pra vocês, mas… #mejulguem).

Ao chegar em Casablanca o choque veio primeiro na forma de um bafo quente. Eita calor da peste. Logo no desembarque um policial me questionou o motivo da viagem e quantos dias ficaria no país. Passei no raio X de buenas (li vários relatos de pessoas que tiveram problemas), passei pela imigração e já fiz amizade com duas cariocas que estavam indo para Fez. Partilhamos do mesmo perrengue de não falar francês nem árabe, compramos nossas passagens e embarcamos até a estação Casa Voyageurs onde nos despedimos e rumamos cada uma para o seu destino.

Falando em perrengue, o primeiro trem estava vazio, então sentamos no primeiro lugar livre que encontramos. Quando peguei o segundo trem para Marrakesh descobri que os assentos eram numerados. E pra eu entender os números dos carros e dos assentos? Primeiro tentei tirar satisfação com um cara que estava sentado no assento que tinha o mesmo número que o meu enquanto ele tentava explicar que meu carro era outro. Fiquei indo, voltando, subindo e descendo escadinha de vagão, escorreguei no piso molhado e quase caí… é claro que, pra ajudar, não encontrei nenhuma pessoa que falasse inglês para me ajudar. Pela primeira vez na minha vida eu me senti como uma estrangeira em um lugar estranho que ninguém consegue compreender o que eu falava. Mas no final, a boa e velha mímica me ajudou a encontrar meu assento e seguir para Marraquech.

Agora um parênteses: achei o trem no Marrocos bem diferente, pois nunca tinha viajado em um trem com cabines para 8 pessoas. Fechando o parênteses, quanto mais eu me afastava de Casablanca, mais eu notava a diferença de paisagem e me sentia mais próxima do deserto. Algumas horas depois eu desembarcava em Marrakesh e aí veio o segundo choque: um bafo ainda mais quente. Já era final de tarde, mas a temperatura lembrava Rio de Janeiro no verão em horário de almoço.

Esperei alguns minutos e encontrei o motorista que me levaria até o hostel. Sim, eu cheguei no Marrocos com muito medo e por isso acabei pagando caro num transfer de ida até meu destino final. Aproveitei os minutinhos no carro para admirar aquela cidade que parecia bem diferente de todos os lugares que eu já tinha visitado na vida. Entramos em várias ruelas e percebi que realmente tinha feito a melhor escolha por contratar o transfer, caso contrário eu iria me perder com toda a certeza do mundo. Fiz meu check in, conheci minha cama, companheiros de quarto e escolhi meus passeios dos próximos dias.

Confesso que quando escolhi ir para o Marrocos o maior motivo foi Deserto do Saara. Porém, como sou uma pessoa muito impulsiva, comprei minha passagem na louca sem saber ao certo quantos dias eu precisaria para conhecer o Saara. Resultado, meu tempo era curto demais para conseguir realizar este sonho que teve que ficar para outra oportunidade. No hostel conheci um brasileiro (e já fiquei felizona, pois é indescritível a felicidade que sentimos quando estamos fora e encontramos “gente da gente”) que ia fazer o passeio para o Deserto de Zagora no dia seguinte. Até cogitei mudar meus planos, mas acabei mantendo os meus passeios ao invés de conhecer aquele que não era o deserto #realoficial dos meus sonhos. 

Tomei um banho para aliviar a tensão, fiz comprinhas de suprimentos em um mercadinho que tinha perto do hostel e finalmente sentei para tentar compreender que, agora sim, o meu sabático tinha começado. Felicidade? Alegria? Não! Chegou a hora do terceiro e mais forte choque. Senti um misto de nó na garganta e um medo gigante de ter feito uma grande cagada na vida. “Mas por que diabos eu não peguei 30 dias de férias e caí na estrada? Pra que passar tanto tempo fora de casa? Sabático pra que? O que que eu tô fazendo aqui? Será que eu tô ficando louca?”. Mais lágrimas rolaram. Lembra daquela Eve corajosa que pediu demissão? Parece que fugiu e deu espaço para Eve pessimista entrar em ação. 

Sequei as lágrimas, respirei, fui pra cama, lutei contra o fuso e adormeci. O amanhã seria um novo dia e eu precisava dar uma chance para mim mesma e para este meu sabático. Não era mais hora de sonhar acordada, pois finalmente tinha chegado a hora de viver o meu tão esperado sonho.    

O que fazer no Marrocos: 7 dicas para curtir sua viagem!

Cores, cheiros, sabores… estas são algumas das diversas características que se destacaram bastante durante minha curta passagem pelo Marrocos.

Considerado um dos destinos mais visitados da África, o país conta com uma vasta opção de roteiros para conhecer e se encantar. Está pensando em ir pra lá? Neste post aqui, eu separei as principais informações para você planejar a sua viagem pra lá. Mas aí você me pergunta: o que fazer no Marrocos? Então se liga porque eu listei 7 dicas imperdíveis para você curtir sua trip por lá. SPOILER: tem dica bônus no final deste texto 🙂

1- Conheça a cachoeira mais alta da África do Norte

Ouzud falls
Cachoeira Ouzud – Foto by Guia

A cachoeira Ouzoud é a mais alta da parte norte do continente Africano, por isso atrai centenas de turistas diariamente. É preciso percorrer uma trilha leve para conhecer as cascatas de vários ângulos e super vale a pena este pequeno “esforço”. Além disso, neste tour pela cachoeira é possível contratar os serviços de um dos barqueiros que levam os turistas mais próximos da queda d’água, sentar numa das pedras para admirar a paisagem, comprar lembrancinhas nas diversas lojinhas ou experimentar a culinária local em algum dos poucos restaurantes disponíveis por ali.

2- Experimente a culinária Marroquina

Se você é daquelas que curte experimentar as comidas dos países por onde passa, não poderá deixar de comer o famoso Tagine e Cuscuz Marroquino. Aproveite e sinta os gostinhos das diversas especiarias que dão sempre um toque especial aos pratos. E para beber? O famoso Chá de Menta servido a toda hora e em todos os lugares. E se você curte o assunto gastronomia, a Nataly Lima do Blog Já Fez as Malas escreveu um post bem legal sobre comidinhas marroquina.

3- Visite uma Medina

Medina Essaouira
Medina Essaouira – Foto by Kasey

Mas o que seria uma Medina? Trata-se de uma espécie de centro urbano protegido por uma muralha, com ruazinhas que até lembram labirintos. Adicione nesta paisagem uma mesquita e um comércio diversificado: lojinhas de roupas, artesanato, restaurantes, lanchonetes… um grande mercado local que você pode percorrer e vivenciar  uma experiência única. Dentre as principais Medinas que você pode conhecer em sua viagem pelo Marrocos estão as das cidades de Casablanca, Essaouria, Fez, Marraquech, El Jadida e Rabat. 

4- Se encante com as cores, cheiros e sabores

As cores dos lugares no Marrocos costumam chamar muita atenção. São os artesanatos das lojinhas, as imponentes Mesquitas, as diversas especiarias que ficam em frente aos mercados (impossível não parar para curtir os aromas ou experimentar uma coisinha ou outra)… tudo chama bastante a atenção, fazendo o viajante grudar os olhos por onde passa. São estes pequenos detalhes que fazem com que sua estada em terras marroquinas fique marcada para sempre na memória.

5- Vá a praia

Essaouira
Essaouira – Foto by Évelin Karen

Veja como é ir a praia em uma país de cultura totalmente diferente da nossa. É muito interessante observar como é a dinâmica de um dia de praia no Marrocos. Eu vi mulheres totalmente cobertas tentando tomar sol na areia, enquanto  homens de bermuda e crianças brincavam no mar. Vivi minha experiência no litoral marroquino na cidade de Essaouira e super recomendo. Deu pra caminhar pela praia, sentar nas pedras e curtir a paisagem, conhecer o mercado de peixe e se deliciar tomando um sorvete enquanto me perdia pelas ruelas da Medina.

6- Faça o tour do Deserto do Saara

Grandes oasis que são cenário de um nascer e pôr do sol inconfundíveis. Dunas de areia dourada onde você pode deitar, admirar aquele céu estrelado digno de sonho e literalmente montar seu acampamento para passar uma noite no deserto. Estas paisagens cinematográficas podem ser vistas facilmente no tour para o Deserto do Saara ( e esta é a dica mais comum quando surge a dúvida “o que fazer no Marrocos?”). Para fazer este passeio você precisa ter disponível pelo menos 3 dias e 2 noites (se te oferecerem um pacote com menos dias desconfie, pois nestes tours  eles costumam ir para um outro deserto menor que não é o Saara, ok?). Falando em cidade cinematográfica, este tour também costuma percorrer a cidade de Ouarzazate , também conhecida como a Hollywood marroquina, por ter sido cenário de dezenas de produções audiovisuais.

7- Descubra a famosa Argan Tree

Argan Tree
Argan Tree – Foto by Kasey

Quando fui para Essaouira paramos na famosa Argan Tree. Nela você vê, literalmente, uma árvore de cabras. Segundo nosso guia, as cabras são atraídas pelo delicioso cheiro do argan e por isso sobem até a árvore para comer os frutos. Eu confesso que não gostei muito desta parada, pois para mim parecia muito que aqueles animais estavam ali sendo usados para atrair turistas que buscam fotos para atrair curtidas nas redes sociais (mesmo porque, bem próximo as cabras tinha um homem pedindo dinheiro quando via pessoas tirando fotos). Mesmo assim, acho que é válido conhecer.

BÔNUS – O que fazer no Marrocos: Converse com locais

Esta dica na verdade é mais um lembrete. Permita-se! Socialize e tente aprender um pouco mais sobre a cultura e os costumes dos lugares que você está visitando. Aproveite para interagir com todo o tipo de gente que estiver aberto ao diálogo: seja os funcionários do hostel, o vendedor do mercadinho ou o motorista da van. Certamente, estas pessoas têm muitas histórias para contar que poderão te proporcionar momentos memoráveis durante sua viagem. Afinal, viajar pode te apresentar novos lugares e te conectar a novas pessoas. 

Faltou alguma dica na listinha? Então compartilhe comigo nos comentários para que eu possa experimentar na minha próxima visita ao Marrocos.

Carnaval 2020: 11 blocos de SP pra você embarcar para outros países

Carnaval 2020: 11 blocos de SP pra você embarcar para outros países

Carnaval é 8 ou 80: ou você ama ou você odeia, pois é bem difícil existir meio termo. Para muitos é um feriado totalmente dispensável, para outros são os dias mais esperados do ano: aquele feriadão que o país para e os foliões aproveitam para tomar bons drinks, se fantasiar e dançar dia e noite.

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Em São Paulo, neste ano de 2020, teremos mais de 644 blocos com música para todos os gostos: axé, mpb, sertanejo, funk, rock, ska, reggae, jazz e por aí vai (até me lembra a Virada Cultural).

Você é destas que ama viajar para outros países mas está sem dinheiro para pegar um voo internacional? Já pensou que você pode viajar para outras culturas indo em alguns blocos aqui mesmo na capital? Pois saiba que opções de bloquinhos com influência gringa não faltarão neste carnaval. Ficou curiosa? Então confira aqui 11 blocos de São Paulo pra você embarcar para outros países.

1 – Inglaterra e o Bloco do Sargento Pimenta

Se você é fã de Beatles e curte carnaval a pedida é se divertir ao som da música dos meninos de Liverpool com o Bloco do Sargento Pimenta. Este será um ano de muita festa, já que o bloco comemora 10 anos e os Beatles 60! Então vai rolar Beatles versão samba, maracatu, marchinhas e muito mais!

Quando? Sábado, 15/02/2020

Concentração: 09:00

Desfile: 10:00 às 13:00

Onde? Av. Brigadeiro Faria Lima na altura do número 1355

Vai de metrô? Desça na estação Faria Lima (Linha Amarela do Metrô, L4).

2- México e o Bloco México pra Baixo 

Este é para os fãs do ritmo latino: rola salsa, cumbia, lambada, Shakira, Anitta, axé, reggaeton… parece uma balada em Cancun, mas é uma festança do Bloco México pra Baixo nas ruas de Pinheiros!

Quando? Sábado, 15/02/2020

Concentração: 13:00

Desfile: 14:00 às 19:00

Onde? Rua Joaquim Antunes (embaixo do pontilhão da rua Teodoro Sampaio).

Vai de metrô? Desça na estação Fradique Coutinho (Linha Amarela do Metrô, L4).

3- França e O Fabuloso Bloco Amélie Pulando

O Fabuloso Destino de Amélie Polain é um clássico do cinema francês e serviu de inspiração para a criação de O Fabuloso Bloco Amélie Pulando. Durante o trajeto os foliões poderão curtir muita música francesa misturada com ritmos brasileiros.

Quando? Sábado, 15/02/2020

Concentração: 14:00

Desfile: 15:00 às 19:00

Onde? Rua Vupabussu, 196, Pinheiros

Vai de metrô ou trem? Então desça na estação Pinheiros (Linha Amarela Metrô, L4 ou Linha Esmeralda CPTM, L9). A concentração fica a 1 km desta estação

4- Índia e o Bloco Bollywood

Quer curtir um pouquinho da cultura das festas de rua da Índia com todo o gingado dos musicais de Bollywood? Então o Bloco Bollywood é pra você! Este ano, além de muitas cores e muita dança bhangra, teremos também a celebração dos 150 anos de nascimento de Gandhi.

Quando? Sábado, 22/02/2020

Desfile: 11:00 às 16:00

Onde? Rua Augusta, 1312, Consolação

Vai de metrô? Desça na estação Consolação (Linha Verde do Metrô, L2) e caminhe 450 metros na Rua Augusta sentido Centro.

5- África e o Bloco BrasAafro Tô na Rua 

No Bloco BrasAfro Tô na Rua podemos curtir um pouco das nossas origens africanas misturadas com a nossa brasilidade. Já sei que vai dar bom!

Quando? Sábado, 22/02/2020

12:00 às 16:00

Onde? Av. Marquês de São Vicente, 230, Barra Funda

Vai de metrô? Desça na estação Palmeiras- Barra Funda (Linha Vermelha do Metrô, L3) e caminhe 650 metros.

6- Japão e o Carnaval do Wadaiko Sho

Se você é fã da cultura japonesa não pode deixar de conferir este rolê e dançar muito ao som do grupo Wadaiko Sho que simplesmente arrasa nos tambores japoneses. Dica: o dress code deste evento é kimono, heim?

Quando? Sábado, 22/02/2020

16:30 às 18:30

Onde? Rua Madre Cabrini, Vila Mariana 

Vai de metrô? Desça na estação Vila Mariana (Linha Azul do Metrô, L1).

7- Bolívia e o Comunidade Boliviana

São Paulo possui uma grande quantidade de bolivianos e é claro que eles também celebram o carnaval conosco. Inspirados no carnaval da cidade de Oruro e com muita dança Tinku (originária do norte da Bolívia), o bloco Comunidade Boliviana traz muita alegria e um pouco da rica cultura boliviana.  

Quando? Domingo, 23/02/2020

Onde? Rua José Paulino (esquina com a Rua Silva Pinto)

Vai de metrô ou trem? Se for de trem você pode descer na estação Júlio Prestes (Linha Diamante CPTM, L8), na estação Luz (Linha Coral CPTM, L11, Linha Rubi CPTM, L7) ou de metrô descendo também na estação Luz (Linha Azul Do Metrô, L1, Linha Amarela do Metrô, L4)

8- Jamaica e o Bloco Batidão Jamaica

Que tal dar um pulinho na América Central? Pra quem curte reggae, dancehall e música jamaicana, o Bloco Batidão Jamaica é uma ótima pedida!

Quando? Segunda-Feira, 24/02/2020

11:00 às 16:00

Onde? Rua Augusta, 1305, Consolação 

Vai de metrô? Desça na estação Consolação (Linha Verde do Metrô, L2) e caminhe 450 metros na Rua Augusta sentido Centro.

9- Estados Unidos e o Carnajazz

Se você quer fugir dos sons costumeiros de carnaval e ama groove e soul você precisa ir no Carnajazz. Dos bares de New Orleans para as ruas do Bixiga, o bloco promete trazer muito swing para os foliões.

Quando? Terça-Feira, 25/02/2020

Onde? Praça Don Orione, Bixiga

Vai de metrô? Desça na estação Brigadeiro (Linha Verde do Metrô, L2) e caminhe 1 km até a Praça Don Orione

10- Itália e o Bloco Novos Italianos

2020 é o ano de estréia deste bloco que promete agitar Pinheiros com uma mistura de música italiana e brasileira. Já estou super curiosa pra saber se no Bloco Novos Italianos vai rolar o famoso “Cantare, ohohohoh”

Quando? Sábado, 29/02/2020

15:00 às 19:00

Onde? Rua Lisboa, 393, Pinheiros

Vai de metrô? Desça na estação Oscar Freire ou Fradique Coutinho (Linha Amarela do Metrô, L4) e caminhe 1 km.

11- Israel e o Kiparada Jewish Bloco

E fechamos o pós carnaval com uma viagem na cultura judaica com o Kiparada Jewish Bloco. Quero muito participar daquelas danças de roda sensacionais!

Quando? Domingo, 01/03/2020

Onde? Rua Albuquerque Lins (sentido Alameda Barros)

Vai de metrô? Desça na estação Marechal Deodoro (Linha Vermelha do Metrô, L3)

Bônus – Conexão Brasil Egito

Se mesmo assim você decidir fugir destes blocos gringos, aposto que entre um bloquinho e outro você acabará se teletransportar para o Egito ao som de “esta é a mistura do Brasil com o Egito” ou a famosa “eeeeeeeeee faraó! Que mara mara mara maravilha ê, Egito, Egito ê”.

E aí? Já decidiu para qual país vai embarcar neste carnaval? Compartilhe comigo nos comentários!

Vai lá e Viaja 2020: o que rolou neste evento

Vai lá e Viaja 2020: o que rolou neste evento

No dia 25 de janeiro de 2020 rolou a 4ª edição do Vai lá e Viaja no Rio de Janeiro. O evento contou com 200 participantes e 9 palestras que aguçaram ainda mais o desejo incontrolável do viajante de cair na estrada.

Para alguns a viagem serve como pano de fundo e ferramenta de transformação, para outros é o combustível para produção de conteúdo ou criação de novos projetos de trabalho e de vida. Fato é que se você já curte viajar é impossível sair do evento sem aquela vontade louca de fazer as malas.

Cada um dos palestrantes conseguiu mexer comigo de alguma forma: a Cris Marques do @raizesdomundo falou sobre um tipo de expedição que há um tempinho tenho vontade de conhecer, as viagens vivenciais. O André @andresemfronteiras contou um pouco sobre as riquíssimas experiências que ele viveu na estrada, assim como os aprendizados pois nem sempre tudo acontece como planejamos e tá tudo bem! Já o Guilherme @naomeesperaprojantar nos divertiu com suas histórias de mochileiro roots (gente da gente) e ainda me deixou com mais vontade de atuar como guia de turismo (pra quem não sabe, sou credenciada pelo Ministério do Turismo como Guia).

A tarde foi hora de aprender um pouco mais sobre produção de vídeos com a Dani e o Lucas do @casal.rec, ver como conhecer diversos países tendo a viagem como prioridade de vida, além de vencer alguns pré conceitos com a Ana do @pelagalaxia, se inspirar com os números da Amandinha do @prefiroviajar que leva a viagem como um business real, oficial. Depois foi a fora de ver a primeira palestra da Aline e Renata do @mundosemmuros, que compartilharam conosco algumas experiências da estrada e números que impressionam (gastar pouco mais de 4 mil reais em uma viagem de 6 meses na Europa é para poucos, aliás, elas foram as pessoas que mais me inspiraram na realização do sonho do Meu Sabático de 100 dias. finalizamos com as palavras do organizador do evento, grande @vazaonde, que também deixou de lado uma profissão promissora para ganhar a vida no mundo das viagens.

No geral, o evento é uma grande confraternização de viajantes de diversas vertentes. E no final, nada melhor que curtir uma noite de temperatura agradável em terras cariocas tomando cerveja gelada no buteco mais próximo ao evento e trocando histórias com outros viajantes que acabamos de conhecer.

Pra completar o combo, na manhã do dia seguinte, o Vaz ainda organizou uma “excursão” até o Mirante Dona Marta para curtirmos o nascer do sol naquela vista incrível. Condição perfeita para sacar a câmera e já fazer fotos lindíssimas para rechear nosso feed. 

Mirante Dona Marta – Foto by @mundosemmuros

E é por isso que eu digo e repito: se você curte viajar, tente participar de pelo menos um evento desta área, pois eles costumam ser bastante inspiradores.

Lembrando que nos dias 7 e 8 de março acontecerá em São Paulo o II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes. Já falei sobre este evento neste post aqui, mas se você tem interesse e ainda não comprou seu ingresso, clique aqui e bora trocar umas figurinhas de viagem nestes dois dias!

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 1 – Eu me demito! Quando a hora finalmente chega

Meu sabático de 100 dias – Capítulo 1 – Eu me demito! Quando a hora finalmente chega

23 de junho de 2019

Eu me demito! Sabe, por quase um ano eu planejei este momento e pensei que seria fácil. Aparentemente o trabalho estava me consumindo e eu percebia que já não conseguia mais render como de costume. Concentrar nas tarefas era algo cada vez mais difícil, os esquecimentos se tornaram cada vez mais recorrentes e o sentimento de frustração parecia ter tomado conta de mim e da minha vida. Mas no fundo eu achava que aconteceria como nos filmes: um belo dia eu chegaria para trabalhar, chamaria meus chefes pra conversar, falaria a tão sonhada frase “eu me demito” e sairia dançando pelos corredores dançando como num musical de Hollywood. Mas é claro que a vida real nem sempre imita a arte.

Na semana que antecedeu o dia D eu já sentia um leve frio na barriga, mas na véspera fui tomada por um misto de ansiedade, nervosismo e medo… muito medo!

Medo de fazer a maior merda da vida, medo de não conseguir outro emprego, medo de enfrentar todo o processo de seleção e entrevistas novamente, medo de… nem sei do que tenho medo, só sei que tenho!

A ideia de pedir demissão num momento em que o país vive um cenário desanimador e desesperador com mais de 13 milhões de desempregados parece ser bem idiota. Pedir demissão de fato para investir alguns meses da vida em um sonho parece ser idiota ao extremo, mas…

Até quando precisamos viver como se estivéssemos seguindo uma receita de bolo?

Até quando devemos trabalhar loucamente por 30, 40 anos em busca do pote de ouro chamado aposentadoria que poderá nos garantir anos de ócio e curtição?

Por que não podemos nos planejar para realizar nossos sonhos e curtir um pouco da nossa vida enquanto ainda estamos jovens e bem dispostos? 

Um livro que me ajudou a mudar o mindset e abordou estes questionamentos foi o Trabalhe 4 horas por semana do Timothy Ferriss (se você também cansou de viver no automático e quer se jogar no mundo por um tempo, #apenas leia este livro 😉).

E então, depois de muito frio na barriga e tremedeira conversei com minha chefia e… eu me demito! Mesmo sendo grata por todas as conquistas tinha chegado a minha hora. Para minha surpresa, fui bastante apoiada na minha decisão e isso serviu até como uma injeção a mais de ânimo.

A cartinha de demissão foi escrita, assinada e entregue no RH. Em 30 dias a rotina do trabalho será deixada de lado para que eu embarque no Meu Sabático de 100 dias. Em 30 dias iniciarei minha jornada pelo mundo, pois o velho sonho esta prestes a se tornar a mais nova realidade!

II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes: bora?

II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes: bora?

Hey, você, mulher que curte viajar. Já pensou passar dois dias num evento que pode transformar a maneira que você encara as viagens? Então você precisa participar do II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes que acontecerá na cidade de São Paulo.

Pra quem não sabe, em abril de 2019 rolou o I Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes no Hotel Leques. O evento foi um sucesso e eu até contei aqui como foi minha experiência!

Neste ano, o encontro acontecerá nos dias 07 e 08 de março no Teatro Santo Agostinho (que presentão de Dia Internacional da Mulher, não é mesmo?). Alguns nomes de palestrantes já foram anunciados, assim como alguns dos temas que farão parte da programação: dicas para ajudar a organizar a viagem, histórias de mulheres para se inspirar, formas de ganhar dinheiro com viagem, nomadismo digital… tenho certeza que assunto não vai faltar!

Além de aprender muito nestes dois dias, o evento proporciona ao público uma ótima oportunidade de aumentar o network e conhecer pessoas que partilham da mesma paixão: viajar! Se você tem medo de viajar sozinha, esta é sua chance de fazer novas amizades e, quem sabe, conhecer companhia para seus próximos passeios.

Quer saber mais sobre o evento? Então clique aqui para ver todas as informações e aproveite para já garantir o seu ingresso! (E comprando pelo meu link você me ajuda a continuar te ajudando).

Bora se conectar com esta mulherada viajante ou vai querer ficar de fora desta?

II Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes Teatro Santo Agostinho – Rua Apeninos, 118 (Próximo à estação Vergueiro do metrô) Informações e ingressos aqui

Turismo no Marrocos – O que você precisa saber antes de ir

Essaouira – Marrocos

Como muitos já sabem, o primeiro país que visitei no Meu Sabático de 100 dias foi o Marrocos. Confesso que minha maior motivação era conhecer o Deserto do Saara (o que acabou não acontecendo desta vez), porém acabei me abrindo ao novo e pude desvendar um pouco deste país de cultura rica, lugares encantadores, muitas cores, cheiros e sabores.

Antes de embarcar, tanto meus conhecidos quanto as pesquisas que eu fazia na internet estavam me deixando beirando o pânico. Sequestros, assédio, escorpiões… parecia que eu ia embarcar em uma viagem sem volta. Mas, fui com medo mesmo e em 4 dias de viagem pude me surpreender muito em terras marroquinas. 

E você? Também tem vontade de conhecer o Marrocos? Se estiver planejando sua viagem, confira aqui as principais informações que você precisa saber antes de embarcar nesta aventura em solo africano.

Onde fica o Marrocos?

O país está localizado na região norte do continente africano e é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Outro fato que chama atenção é que ele é o país africano que fica mais próximo do continente europeu, por isso muitos turistas que visitam a Espanha e Portugal acabam adicionando o Marrocos no roteiro.

Como chegar no Marrocos?

Se você busca um voo direto saindo do Brasil, a melhor opção é voar pela companhia Royal Air Maroc. Agora se você tem uns dias sobrando pode optar pela TAP, Ibéria ou Air France e ainda fazer um stopover em um destes Hubs (TAP: Porto, Lisboa, Faro; Air France: Paris; Ibéria: Madrid). Eu optei pela Air Maroc, pois fiz um voo direto para Casablanca. 

Minha experiência voando pela Air Maroc foi bem ok. O voo atrasou uma hora para sair de São Paulo, tivemos um jantar e um café da manhã, além de travesseiro, cobertor e uma mini necessaire de plástico com uma meia e um tapa olho. As poltronas possuem TVs individuais e entrada USB para carregar o celular.

No final das contas acho que valeu a pena. Aproveitei e comprei minha passagem para Porto com stopover em Casablanca com uma diferença no valor final da passagem de menos de R$ 100,00 (isso mesmo, pude conhecer dois países pagando pouquíssimo por isso).

De Casablanca a Marrakesh

Chegando no aeroporto de Casablanca eu desci um lance de escadas e já estava na estação ferroviária. Comprei meu ticket de trem saindo do Aeroporto até a estação Casa Voyageurs (Gare de Casa Voyageurs). Já na estação Casa Voyageurs comprei meu ticket com destino a Marrakesh (poderia ter comprados os 2 trechos no aeroporto, mas como o primeiro trem estava prestes a sair tive que fazer a compra em duas etapas).

Dica: é possível comprar o ticket de trem pelo site da empresa ONCF: é mais simples, seguro e assim você evita cair em golpes como aconteceu comigo (no dia que estava voltando de Marrakesh). 

Visto e imigração: como funciona?

Para nós brasileiros não é necessário visto solicitar um visto previamente para entrar no país. Na imigração você terá apenas que preencher um formulário e apresentar seu passaporte para que seja carimbado.

Qual é o idioma falado no Marrocos?

O árabe e o berbere são os idiomas oficiais. Na região de Casablanca e Marrakesh é comum ouvir pessoas se comunicando em francês, porém existem  algumas cidades no país onde é possível ouvir os locais conversando em espanhol também. 

Qual o dinheiro utilizado no Marrocos?

A moeda usada no Marrocos é o Dirham. Como depois eu iria passar uma temporada na Europa, acabei levando Euros para trocar por Dirhans apenas quando chegasse em Casablanca (sim, eu saí do Brasil sem nenhuma moedinha marroquina e não me arrependo por isso). No aeroporto existem várias casas de câmbio, então aproveitei e já troquei todo o dinheiro que eu pretendia gastar durante minha estada (em agosto de 2019 consegui trocar 100 euros por 1030 dirhans).

Como se vestir no Marrocos? 

No Marrocos as mulheres não são obrigadas a utilizar o hijabe, porém muitas marroquinas optam por utilizá-lo (pra quem não sabe, hijabe ou hijab é aquele véu que as mulheres usam para cobrir a cabeça). Quando saí do aeroporto eu resolvi amarrar um lenço na cabeça, porém alguns locais me falaram que não era necessário e eu acabei deixando de usar. Mesmo sem o lenço, durante todos os dias eu me vesti com calça ou saia longa, blusinha de manga ou alguma manga longa. Roupas curtas e decotes não faziam parte do meu dress code. Pra mim era uma questão de respeito a cultura deles, pois quem estava de intrusa ali era eu, não é mesmo? Até vi pessoas se vestindo como se estivessem passeando no verão de Paris, mas eu não recomendo.

Como é o clima?

Marrocos me lembra Deserto do Saaara que me lembra calor, muiiiito calor. Mas nem de sol e suor vive o país. Aliás, você sabia que em alguns lugares do Marrocos chega até a nevar? 

O clima do Marrocos é divido em 4 “zonas”: continental (no interior onde existem as áreas montanhosas), oceânico (em toda a costa ocidental), mediterrânico (região das montanhas do Rif e do litoral) e desértico (na região ao sul das montanhas do Atlas).

Quando ir?

Segundo a maioria dos blogs e sites de viagens, os melhores meses para visitar o Marrocos são de Março a Maio (durante a primavera) ou de Setembro a Novembro (durante o outono), pois nestes períodos o clima é mais ameno. O mês de agosto costuma ter temperaturas bem altas, por isso algumas agências deixam até de realizar o Tour para o Deserto do Saaara. Confesso que eu fui no mês de agosto e não morri! Enfrentei bastante calor em Marrakesh, até senti uma brisa fria quando visitei Essaouria, mas não visitei a região de deserto onde o calor é mais extremo.

Onde ir?

Não vai faltar atrações para você escolher: se encantar com a mais alta cachoeira do norte da África, a Ozoud Waterfall; ver a tal “árvore de cabras” na famosa Argan Tree (e ainda visitar uma fábrica de argan para saber como funciona a produção dos  produtos); curtir um dia de praia em Essaouira; se perder e se encontrar diversas vezes pela Medina de Marrakesh; conhecer a famosa Mesquita Hassan II na maior cidade do país, Casablanca; visitar algumas das cidades que foram cenários de filmes e novelas famosas (como Ouarzazate, conhecida como a Hollywood do Marrocos); ver um pôr do sol inesquecível nas dunas do Deserto do Saara… Vou parar por aqui, mas estes são apenas os principais passeios dentre as diversas atrações que o Marrocos oferece.

Quanto tempo ficar no Marrocos?

Eu fiquei apenas 4 dias e achei muito pouco. Minha sugestão é no mínimo uma semana para que tenha tempo de fazer o passeio de 3 dias e 2 noites no Deserto do Saara.

Preciso fazer seguro viagem para ir para o Marrocos?

Os viajantes que visitam o Marrocos não são obrigados a apresentar a documentação de seguro viagem, porém minha dica é: se você for, faça (ou reze para não ficar doente, senão você vai pagar MUITO caro por isso!

Eu fiz o meu seguro viagem pela World Nomads, pois foi o melhor custo x benefício que eu achei nas minhas pesquisas (ainda mais considerando que este era apenas o primeiro dos diversos países que eu visitei no Meu Sábatico de 100 dias).

O Marrocos é perigoso?

Eu acho que me senti mais insegura pela quantidade de quantidade de comentários negativos que eu ouvi antes de embarcar que de fato pelas situações que vivenciei. Posso falar que eu tive uma experiência positiva durante minha curta estada. Pra mim foi super tranquilo andar sozinha por Marrakesh e não tive nenhum episódio que me senti com medo. Falaram tanto da questão do assédio, dos homens que querem trocar mulheres por camelos, de pessoas que foram sequestradas e nunca mais foram encontradas, mas comigo graças a Deus foi tudo bem tranquilo. Mas é claro, como boa brasileira fique sempre alerta e tente evitar situações que te coloquem em risco (eu, por exemplo, não curto sair a noite e é claro que não saia pelas vielinhas do hostel sozinha quando estava escuro).

Vale a pena ir para o Marrocos?

Com certeza sim! Cruzar o oceano e ver que do outro lado existe uma cultura bastante diferente da nossa é uma experiência enriquecedora. Além disso, vale a pena conferir a beleza dos lugares destas terras africanas. Eu acho que não aproveitei muito, pois fiquei poucos dias e ainda não estava conectada à minha viagem. Espero em breve visitar o Marrocos para aproveitar ainda mais e compartilhar minhas experiências com vocês.

E aí? Partiu Marrocos? Marque nos comentários ou compartilhe este texto com as amigas que estão planejando curtir uma aventura marroquina.

10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão!

Passagens compradas, estadia reservada, passeios planejados e chega o dia do embarque. Mas, antes disso, chega também a hora de arrumar a bagagem. E a pergunta que não quer calar é “como montar e o que levar em um mochilão?”

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No meu caso, além do mochilão eu levei também uma mochila de ataque (com meus documentos e itens de valor). Muita gente ficou curiosa pra saber como eu fiz pra montar estas mochilas para passar 100 dias fora, por isso resolvi compartilhar aqui 10 dicas para saber como montar e o que levar em um mochilão.

1- Avalie as condições climáticas dos destinos

O lugar onde você vai faz um frio do Alaska ou um calor do Deserto do Sahara? Veja sempre como está a previsão do tempo para não ser pega de surpresa. No meu caso eu sabia que chegaria no final do verão europeu e voltaria no final do outono, ou seja, muito calor e um frio considerável. Como eu odeio passar frio foquei mais nas roupas quentinhas que nas de verão. Resultado: tive que comprar umas roupinhas pra aguentar os dias quentes. Para os dias frios não comprei nada, mas passei bastante frio!

2- Faça uma lista das coisas que você acha que são essenciais

Roupas, sapatos, produtos de higiene pessoal, eletrônicos… liste tudo, sempre colocando a quantidade que você acha que é necessária. As listas são ótimas, pois você pode fazê-la aos poucos e isso te ajuda a não esquecer de levar nada.

3- Assista vídeos ou leia blogs e depoimentos de outros viajantes 

Assim você pode comparar a sua lista e ver se está de acordo com a quantidade que os viajantes de carteirinha costumam levar. Eu pesquisei bastante antes de montar meu mochilão, por isso levei uma bagagem bem completa. Aliás, foi graças a Ana do @pelagalaxia que eu resolvi levar um rolo de durex e adivinhe: foi ele que salvou a minha vida quando a capinha do meu celular começou a desfazer e eu me recusei a comprar uma nova pagando caro em euros.

4- Escolha roupas curingas

Opte por peças versáteis que combinam com várias coisas ou que sejam bastante funcionais, leves, fáceis de lavar e secar. Antes de embarcar no meu sabático eu fiz uma viagem de 1 semana para Porto Seguro e foi nela percebi que algumas coisas que eu achava essenciais não passavam de peso morto. Deixei de levar, por exemplo, uma bermuda jeans para levar uma de lycra, pois era menor, mais leve, dava para usar na praia e embaixo do vestido. Assim eu deixei de levar até aquele shorts modeladores que uso com vestido ou saia pra não assar as coxas (gordinhas entenderão);

5- Capriche na sua necessaire

Artigos de higiene, maquiagem, acessórios… Veja quais são os itens essenciais que não podem faltar no seu dia a dia e na sua necessaire (de maquiagem, por exemplo, eu levei apenas um lápis, um rímel e um quarteto de sombras… que mal usei). Só fique atenta se irá ou não despachá-la, para não correr o risco de ter que jogar suas coisas fora (como pinças, alicates de unha, sprays e líquidos acima de 100 ml). Antes de embarcar, veja sempre quais são os itens permitidos e proibidos no site da companhia aérea.

6- Leve sempre uma “Farmacinha”

Sabe aqueles remédios que você costuma tomar? Dor de cabeça, cólica, alergia, diarréia… a gente nunca quer ficar doente durante uma viagem, mas se acontecer é bom estar preparada. 

Dica: quem mora próximo a capital paulista pode agendar e passar no Ambulatório do Viajante no Hospital das Clínicas ou Oswaldo Cruz. Eu fui e ao ver que eu iria pro Marrocos a médica me receitou um antibiótico e uns sais para tomar em caso de desidratação ou diarréia (contei como foi minha consulta neste post aqui).

7- Utilize Organizador de bagagem

Como eu economizei o máximo que eu podia acabei não comprando, mas já está na minha wishlist este aqui, que além de deixar tudo separadinho também é compressor e diminui o volume dentro da mochila. Uma outra opção mais barata são os sacos a vácuo (que você consegue comprimir usando o aspirador de pó).

8- Otimize espaços

Vai levar um sapato na bagagem? Então já coloque as meias dentro dele e economize espaço. Outros ítens menores também podem ser encaixados nos cantinhos (mas só encaixe aquilo que você realmente PRECISA, ok?)

Outra dica é, se possível, viaje com as roupas e sapatos que são mais pesados e ocupam mais espaço (que implicará em menos peso pra você carregar).

9- Teste

Será que vai caber tudo? A melhor forma de saber é testando. Assim você evita surpresas desagradáveis (especialmente se você é destas que deixa para fazer a mochila na última hora);

10- Leve uma bolsa ou mala de tecido

Levar uma ecobag pode te ajudar bastante (principalmente se estiver indo pra Europa). Como no mercado eles não dão sacolinhas plásticas igual aqui no Brasil, a ecobag te ajudará muito para que transporte suas comprinhas.

Se você é a rainha das lembrancinhas ou gosta de comprar roupas fora, a dica é levar uma mala de tecido. Assim você evita ter que comprar uma nova bagagem pra poder trazer suas muambas. No meu caso eu levei apenas uma ecobag… pulei a parte das lembrancinhas rs

Bônus: Meu mochilão!

Quer saber como ficou meu mochilão? Clique aqui e veja os stories que eu fiz pra compartilhar com vocês!

Eu, mochila, mochilão e a ecobag (chea de merendas) – Interlaken – Suíça

Lembre-se: você carregará esta mochila nas suas costas, por isso pense bem se você realmente precisa de tudo aquilo que está levando.