7 motivos para tirar um período sabático

7 motivos para tirar um período sabático

Tirar um período sabático é o sonho de muita gente, porém, muitas vezes este sonho nunca sai do papel. Quem me acompanha no Instagram viu que em agosto iniciei esta minha jornada e pensando nisso resolvi listar aqui 7 motivos para você realizar um período sabático

1 Aprender sobre si mesmo

Na correria do dia a dia a gente não consegue parar para pensar em nossa vida, do que a gente gosta ou não gosta, sentimentos, quem somos ou na pessoa que nos tornamos. Ao tirar um sabático pude me colocar como prioridade e me conectar comigo mesma. Foi um momento de reflexão que me fez desconectar do modo automático destes meus 32 anos de vida corrida.

2 Conhecer novos lugares

Alguns acham que tirar um sabático e ir para o outro lado do mundo é apenas uma fuga, mas para mim é muito mais que isso. Conhecer novos lugares, novas culturas e novas histórias me ajudam a mudar a maneira como eu encaro o mundo e são o combustível para eu encarar os desafios do dia a dia. Nos últimos anos descobri que viajar para mim é algo mágico e que me motiva. E você? Já parou para pensar sobre o que te motiva nesta vida?

3 Tirar projetos do papel

Escrever um livro, montar um blog, fazer trabalho voluntário, aprender um novo idioma ou uma nova habilidade. Durante um sabático a gente tem a oportunidade de voltar nossos esforços e atenção para a realização de um sonho que exige nossa completa dedicação. Eu sempre quis passar um tempo fora do Brasil para melhorar meu inglês, espanhol e turistar por aí. Por isso, aproveitei este sabático para colocar em prática aquilo que eu mantinha preso no mundo das ideias. 

4 Realizar descobertas

Durante um sabático pude me abrir a um mundo de possibilidades e foi aí que descobri um pouco mais sobre mim e até habilidades que eu nunca tinha imaginado (já até compartilhei neste post a minha primeira vez de várias coisas). Ajudei uma senhora nos reparos da casa, servi cerveja em bar de hostel, ajudei a fazer os pratos do café da manhã de uma guest house. Descobri estes e outros talentos aos poucos e tenho certeza que eles permaneceriam escondidos se eu não tivesse me dado este sabático de presente. 

5 Fazer o que realmente gosta

Tem dia que a gente quer ler um livro, no outro a gente quer colocar o sono em dia, as vezes a gente quer comer naquele restaurante recomendado, mas em outros casos tudo o que a gente quer é a nossa comidinha com o nosso tempero. Pois bem, num sabático você é a dona das suas escolhas. Por isso, pude fazer tudo aquilo que gosto sem julgamentos ou culpas.

6 Deixar a rotina de lado

Sabe aquele prazer de deitar na sexta-feira com o despertador desligado? Imagine poder fazer isso por vários dias, semanas e até meses? Esta falta de compromisso é só um dos diversos pontos que trabalhei e que me ajudaram a retornar a ativa mais renovada. Nossa mente precisa de um descanso, assim como nós precisamos recuperar nossas energias e recarregar nossa bateria.

7 Repensar a vida

Será que fui feliz nas escolhas que fiz nestes últimos anos? Será que viver é apenas seguir uma rotina até perceber que os dias estão passando? Quais os meus sonhos? Metas? Objetivos? Na correria do dia a dia a gente deixa estas questões de lado e deve ser por isso que ouvimos bastante o famoso “a vida passou e eu nem vi”. Nesta minha jornada pude parar pra pensar e entender que a vida precisa, de fato, ser vivida. Eu não quero apenas ver a banda passar, mas quero sim tocar, dançar e fazer festa com a banda toda!

E aí? Você já pensou em tirar um período sabático ou esta é uma ideia que nunca passou pela sua cabeça? Compartilhe sua opinião comigo nos comentários!

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Meu sabático de 100 dias – A primeira vez a gente nunca esquece!

Parece mentira, mas não é. A pessoa que vos fala completou o 1º mês na estrada vivendo o tão sonhado período sabático. E se você tem acompanhado esta minha saga em tempo real no Instagram já deve ter percebido que tem rolado muitas “primeira vez”, não é mesmo?

Se você tá de olho no meu Insta deve ter percebido que além do turbilhão de emoções que tem sido o início desta trip, também pude experimentar uma surra de “primeira vez” de muitas coisas. E como dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, fiz aqui uma listinha de 50 coisas que me permiti fazer ou que aconteceram comigo neste início de sabático.

A primeira vez que eu…

1- Pisei na África!

A primeira parada do meu sabático foi no Marrocos e totalmente por acaso. Comprei minha passagem pela Air Moroc, vi que um stopover iria custar pouco mais de 50 reais, então resolvi conhecer um pouquinho deste país com uma cultura tão rica e diferente da nossa.

2- Visitei um país muçulmano

Marrakesh – Foto by Évelin Karen

Pude ver mesquitas (mesmo que apenas por fora), ouvir várias vezes ao dia o famoso “adhan” que é uma espécie de chamado para a oração e ver pessoas fazendo suas orações seja numa mesquita ou em algum cantinho no aeroporto;

3- Subi em uma moto

Quem vê pensa que eu cruzei uma cidade de moto, mas foram apenas 2 minutos do hostel em Marrakesh até a praça onde saia meu tour. Confesso que foram os 2 minutos mais longos da minha vida;

4- Usei lenço na cabeça

E não foi uma questão de estilo, mas sim respeito.

5- Me comuniquei com alguém que não falava meu idioma (nem eu o dele)

Isso também aconteceu em Marrakesh. O senhor que cuidava do café da manhã do hostel sempre me tratava super bem e tentava me ajudar, seja oferecendo água quente, mais suco, pão… O difícil era tentar agradecer sem saber como. No início até tentei arranhar no francês, mas descobri que ele só falava árabe.

6- Passei tanto tempo fora de casa e longe de Mogi

Já tava na hora, né?

7- Pisei na Europa

Alcazaba de Almeria na Espanha – Foto by Évelin Karen

E me senti num livro de História!

8- Mergulhei no Mar Mediterrâneo

De Indaiá para o Mediterrâneo. Gostei pouco rs

9- Ouvi declarações xenofóbicas

“Portugal é um ótimo lugar para viver, bem tranquilo, só quem rouba aqui é brasileiro”. A vontade de falar “queridinha, vamos voltar a 1500?” foi bem grande, mas e o medo?

10- Ganhei uma gorjeta

Por enquanto foi a única, mas foram 5 euros muito bem vindos!

11- Comi algumas comidinhas locais

A melhor delas foi o tal pastel de nata com brigadeiro do Mercado de Nova Gaia. Também comi as tais bifanas (que eu odiei), bacalhau com natas (sou mais a bacalhoada do meu pai), tapas…

12- Pude andar pelas ruas de dia, a noite e sem medo

E curti uma sensação maravilhosa de liberdade.

13- Percebi o quão louco é morar no Brasil e como é triste viver em um lugar com tanta violência

Porque andar com um celular novo e um antigo na mochila para dar pro ladrão em caso de assalto não é algo normal.

14- Fiz Worldpackers e Workaway

Experimentei estas duas plataformas de work exchange, vi como é possível viajar mais barato e ainda aprendi muita coisa nova!

15- Dormi no aeroporto e na rodoviária

Na rodoviária de Sevilha – Foto by Évelin Karen

O que a gente não faz pra economizar alguns euros das diárias de hostel, né?

16- Lavei roupa loucamente no chuveiro para não gastar com lavanderia

Faltou o amaciante, mas ficou limpinha!

17- Anotei todos os meus gastos num caderno

Não só anotei tudo como fiz escolhas conscientes para fazer com que meu dinheiro rendesse um pouco mais;

18- Uma pessoa se aproveitou de mim por eu ser estrangeira e me aplicou um golpe

Resumindo: na estação de trem de Marrakesh o atendente me roubou 100 dirhans;

19- Fui tratada com muita grosseria pelos locais

Já até perdi as contas quantas vezes isso aconteceu comigo aqui na Europa…

20- Tomei cerveja “Radler” (com suco de limão)

O nome diz que é uma cerveja mas pra mim é um refri!

21- Tive que tentar fazer a fina e deixar um pouco de comida de lado por não comer certos alimentos que faziam parte do prato

E nem teve como selecionar o que eu colocava no prato, porque quem o montou foi a host;

22- Visistei um país e sobrevivi a base de miojo e comidas industrializadas;

Eu no Marrocos! Depois da intoxicação alimentar que eu tive na Bolívia eu entendi que não tenho o estômago blindado.

23- Fui a praia e não vi mulheres de biquíni

Essaouria – Marrocos – Foto by Évelin Karen

Mas enquanto isso os homens seguiam de boa vestindo bermudas.

24- Vi e fiz topless

As peitolas curtiram tomar um solzinho!

25- Guardei as comidinhas do avião e levei pra comer no hostel

Eu já sabia que dias de vacas magras estavam por vir;

26- Visitei um país e não bebi nenhuma cerveja

Cerveja no Marrocos? Nunca nem vi!

27- Fui “atacada” por locais por não poder estar onde eu estava

Essaouria Marrocos – Foto by Kassey

Era uma foto inocente em frente a uma porta, mas levei foi muita terra na cabeça;

28- Bebi vinho verde e Somesrby

Gente, tomar Somersby na praia é mara!

29- Comi lula

Pra mim parecia bacon #mejulguem;

30- Fui parada por um policial no aeroporto por portar um pacote suspeito

Neste caso, uma caixa de paçocas… e pra provar que não eram drogas tive até que comer uma (eita tarefa difícil);

31- Percebi como sinto falta quando não vou a missa

É uma sensação tão estranha… No Marrocos eu me sentia como se estivesse longe de Deus… muito louco isso! (gente, este é um sentimento meu, ok?)

32- Curti o famoso verão europeu

Aguadulce en Almeria na Espanha – Foto by Évelin Karen

Só faltou eu ir causar em Ibiza!

33- Finalmente fui beneficiada por um bug do sistema

E por isso paguei apenas metade do preço numa diária de hostel em Fátima (ao invés de 20 euros paguei 10!);

34- Me hospedei na casa de uma pessoa estranha

Tá certo que era uma amiga de uma amiga, mas… nunca tinha visto e por isso é claro que rolou aquela vergonha que me é peculiar. Porém, percebi que não preciso ser neurótica, pois existem pessoas que sempre recebem muito bem seus hóspedes;

35- Andei de ferry

E me senti num navio!

36- Fui presenteada por um vacilo da atendente

Em Lisboa a garçonete esqueceu do meu pedido e em sinal de desculpas me deu um pastel de nata… gostei pouco rs!

37- Ouvi claramente de um gringo que “mulher brasileira é problema”

Gente, neste dia eu fiquei tão puta. Generalizar sempre é um grande problema!

38- Não bebi por educação

No perfil da minha host tava escrito que ela não gostava de bebidas alcoólicas, então resolvi respeitar.

39- Me pararam na praia pra oferecer drogas

“Olá, vocês vieram para a festa? Curtem drogas?”… Oi?

40- Fiz canapés dignos de sessão de fotos de buffet

Café da manhã da Guest House – Foto by Évelin Karen

Este meu primeiro Worldpackers foi muito sucesso. Nem eu sabia que fazia uns quitutes tão finos.

41- Lavei uma parede

Quem me segue no Insta viu que eu lavei a parede com: um pano, uma vassoura, uma escovinha de roupa, um borrifador, uma mangueira e por último tive que pintar.

42- Cuidei de um jardim

Eu, super inocente, achava que cuidar de um jardim era só jogar água com um regador. Triste ilusão! Bora colher folhas secas, podar ramos e mexer na terra;

43- Tive medo de dormir em um lugar por achar que estava amaldiçoado

A imaginação deste ser humaninho vai longe… – Montagem by Évelin Karen

Pela primeira vez eu me senti como o Chaves naquele episódio que ele entra na casa da Bruxa do 71. Dormi rezando!

44- Vi e visitei castelos e palácios

Dos filmes para a vida! Super fiquei imaginando como era viver nestes lugares anos atrás! As vezes parecia que eu estava num sonho, mas era vida real!

45- Senti medo por ser estrangeira

Isso já aconteceu algum vezes, como quando um cara gritou comigo dentro do ônibus porque eu estava ocupando muito espaço com as minhas mochilas (e ele queria sentar ao meu lado mesmo com diversos assentos livres);

46- Fui parada pela polícia em local público e me pediram documentação

E mesmo estando com tudo em dia fiquei com medo de alguma coisa dar errado.

47- Fiquei mais encantada com o concreto e a arquitetura de uma cidade que com as belezas da natureza de uma praia

A cidade de Valência me encantou muito! Desde o primeiro dia eu me perco e me encanto em cada ruazinha que entro. Mas confesso que quando cheguei na praia fiquei um pouco #chateada

48-Percebi que quando encontramos brasileiros em outro país, mesmo que por alguns minutos, nos sentimos em casa

Eu amo meu país, apesar dos pesares, e também amo meus patrícios! Brasileiros nos fazem sentir em casa em qualquer lugar do mundo.

49- Vi que uma cerveja pode custar mais barato que uma água

Como pode água com cevada ser mais barata que água pura? Alguém me explica?

50- Pude conhecer novos lugares de acordo com o olhar de locais e não apenas com sugestões encontradas em guias de viagem, blogs ou Google

Portimão – Algarve

Tá aí uma vantagem de fazer work exchange. Os hosts apresentam aqueles lugares que eles mais gostam e que, não necessariamente, são os mesmos que os turistas frequentam.

Ainda tem muita trip pela frente e a dúvida é: será que no próximo mês terei vivido mais outras 50 “primeira vez”?

Meu sabático de 100 dias!

Você já pensou em tirar um período sabático? No dia 23 de agosto de 2019 embarcarei na minha mais longa jornada de viagem. Quer saber um pouco mais? Então senta que lá vem história!

O início

Tudo começou na minha última viagem de férias. Fui para o Peru e, como a maioria das pessoas que vão pra Cusco, resolvi visitar Machu Picchu. A maneira mais tradicional de conhecer o lugar é partindo de trem de Cusco até Águas Calientes, mas como sou uma viajante baixo custo é claro que eu não tinha tanto dinheiro pra andar em um dos trens mais caros do mundo. Isso me fez desistir? Capaz!

Uma outra opção seria ir de van até a Hidrelétrica e de lá fazer uma trilha de mais de duas horas até Águas Calientes. Pesquisei em vários blogs e vi várias pessoas falando que a estrada é muito perigosa, que os motoristas peruanos são loucos e correm demais, que a estrada é cheia de curvas e precipícios, que só vai de van quem é suicída e por aí vai. Algumas pessoas falavam que dava pra ir, mas é claro que sempre guardamos na cabeça as opiniões negativas, não é mesmo? E o valor? Este sim cabia no meu bolso. Então, rezei e um Pai Nosso e partiu conhecer mais uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Quem quiser mais detalhes de como foi este rolê é só acessar o post sobre Machu Picchu. Fato é que a parte que eu mais gostei deste tour foi a trilha. Foi ali que eu pude sentir muita gratidão, me conectar comigo mesma e escutar o chamado: “eu preciso partir”. Aos poucos fui digerindo e tentando entender o que aquilo significava. Senti pela primeira vez que estava preparada para passar um período fora do país que fosse mais longo que apenas 30 dias de férias. Senti que tinha chegado a hora de conhecer outras culturas e tentar vivenciar o dia a dia em outros países. Senti que tinha chegado a hora de realizar um sonho.

Primeiros passos

Então voltei para o Brasil e em uma conversa de bar com a minha amiga Pri citei mais uma vez sobre este meu sonho e sobre o chamado. Ela sempre me encorajou a passar um tempo fora, por isso ficou super animada com a ideia. Naquela mesma hora ligou a calculadora do celular e começou a me ajudar a fazer os cálculos. Como não sou filha do Rei do Gado começamos a fazer as continhas para definir: Quais eram meus gastos fixos e essenciais? Quais eram os variáveis? Quais eu poderia cortar? Quanto de dinheiro eu precisava para tornar este sonho realidade e quanto tempo eu teria que trabalhar para juntar esta grana? Em questão de horas conseguimos fechar este meu planejamento inicial com um objetivo bem definido e algumas metas que deviam ser alcançadas ao longo do período.

O caminho

A partir daí apertei os cintos e comecei a ter foco real, oficial. Deixei de gastar com manicure quinzenalmente, deixei de sair e quando saía tentava ir para lugares que aceitavam meu VR, comecei a ver meus amigos com menos frequência. Abri mão de muitas coisas (como viajar no ano novo que é uma época absurdamente cara). Passei Natal e Ano Novo sozinha em casa, mas não me arrependo porque eu tinha este meu propósito. Aliás, no tempo que eu fiquei em casa pude economizar e ainda me dedicar as pesquisas. Fui reunindo esforços pra alcançar o tão sonhado objetivo.

Escolhas

Então, em junho de 2019, pedi demissão. Foi um susto para algumas pessoas, uma grande loucura para outras, mas… finalmente era hora de parar de sonhar e de fato viver o sonho! Um sonho que acredito que será a grande aventura da minha vida. Agora, mais que nunca, serei a protagonista das minhas histórias e quero muito que você também faça parte delas. E aí? Vem comigo? Acompanhe em tempo real no meu Instagram!

A realização

Nos próximos meses resolvi viver de um sonho. E quando eu acordar? Talvez eu levante, tome um banho, vista uma roupa e volte para a velha rotina que me deixa mais segura, ou talvez eu vire para o lado e continue a sonhar um sonho ainda maior!

Bem vindos ao Eve from Mogi!

Chegou a hora de apresentar para vocês o meu novo eu: o Salada de Abobrinhas (blog), evezoca (Intagram), eveturisteira (Facebook) e até mesmo evelinthegirl (Twitter) viraram um nome só: Eve from Mogi!

Mas por que Eve From Mogi?

Acredito que quando pensamos em um nome precisamos criar algo que reflita um pouco sobre nossa personalidade ou quem somos, não é mesmo?

Quem me conhece sabe que eu amo minha cidade: Mogi, a terra do caqui, que apelidei carinhosamente de alpes mogianos. Amo viajar, mas amo mais ainda saber que sempre terei para onde voltar!

Então depois de muito matutar percebi que esta deve ser a minha identidade online.

E o que esperar deste blog?

No Eve from Mogi eu quero compartilhar tanto as minhas viagens, como experiências, paisagens, pessoas, histórias, destinos e as viagens que faço lendo um livro, assistindo um filme, conversando entre amigos… tudo aquilo que eu considero relevante, pois não quero me prender a um padrão.

E quem é a Eve?

Eu sou apenas uma rapariga latina americana, sem dinheiro no banco! Brincadeiras a parte eu amo escrever, viajar, conhecer novas pessoas, novos lugares e vivenciar novas experiências.

Então forma-se a equação:

Minhas viagens + vontade de escrever + desejo de compartilhar minhas aventuras com o mundo = meus canais de conteúdo!

Canais de conteúdo? Quais?

Atualmente o foco está em textos no blog, stories e posts no Instagram.

Também estou planejando e preparando uma série para o Youtube, pois nos próximos meses terei muito material para compartilhar com vocês. Fiquem de olho e me aguardem!

O fim de uma era

E depois de 6 anos, eis que finalizo as atividades do meu Blog Salada de Abobrinhas.

Em janeiro de 2008 resolvi começar a transformar em textos alguns dos pensamentos que martelavam na minha cabeça.

Já em 2013 mudei a proposta do blog para focar em viagens, turismo e lazer.

Foi bom enquanto durou, mas… as coisas mudam e eu também precisei mudar: de endereço, de nome, de formato…

Ficou curioso? Em breve tem novidade no ar!

Por hora fica aqui meu agradecimento: muito obrigada Salada de Abobrinhas por deixar eu me expressar sem medo de ser feliz!

On the road – Socorro SP

On the road – Socorro SP

Depois de semanas conturbadas conseguimos respirar um pouco e passar um fim de semana com a família em Socorro – SP. O foco da viagem era descansar, fazer compras em Monte Sião, tomar um famoso chopp cortesia e curtir o famoso pôr do sol da cidade.

Socorro SP – Foto by Évelin Karen

Nos hospedamos na Pousada Igarapé que eu super recomendo. Além de ser bem localizada, ela oferece ótimo café da manhã (com direito a torta de frios e coxinha), piscina, quartos espaçosos e bem decorados.

Pousada Igarapé – Socorro SP – Foto by Évelin Karen
Pousada Igarapé – Socorro SP – Foto by Évelin Karen

Chegamos a noite, dormimos e no outro dia fomos para Monte Sião. Na cidade das malhas, que fica há uma hora de Socorro, existe muitas opções de lojas e produtos. As roupas são vendidas por um preço bem bom e são de boa qualidade.

Chocay com o nome da calça – Monte Sião – Foto by Évelin Karen

Almoçamos no restaurante Tempero Mineiro. A comida era simples, mas estava bem gostosa. Quem almoça tem direito a sobremesa de brinde (uma espécie de manjar que vem em copos de café).

Nosso jantar foi no Restaurante Lubeck. Ali fizemos muitas gordices: comemos bolinho de feijoada, cebola australiana, isca de frango e de quebra tomamos o chopp de cortesia da pousada.

No domingo foi dia de assistir a Missa da Matriz de Socorro. Um pouquinho mais tarde fizemos check out e fechamos o passeio visitando o Mirante do Cristo onde tivemos a oportunidade de conferir uma bela vista da cidade.

Igreja Matriz – Socorro SP – Foto by Évelin Karen
Mirante do Cristo – Socorro SP – Foto by Évelin Karen

Esta family trip rolou em julho de 2016, mas só agora resolvi compartilhar com vocês. Socorro é tão pertinho de Mogi das Cruzes e de São Paulo, tem tantas opções de passeios, esportes radicais, bons restaurantes… e este achado chamado Pousada Igarapé que torna nossa estadia ainda mais confortável e gostosa!

Avianca cancelou meu voo, e agora? Meu dramalhão peruano!

Quem aí já teve algum problema com cia aérea? Espero que a maioria pense “eu não”, pois eu? Sim! Graças a Avianca que cancelou o meu voo e só esqueceu de me avisar!

Sobrevoando São Paulo – Foto by Évelin Karen

Eu sempre tive curiosidade de conhecer o serviço da Avianca, mas confesso que minha primeira experiência não foi das melhores. Senta que lá vem textão com várias reclamações (sim, eu sei que gente que só reclama é um saco, mas quero apenas compartilhar o que aconteceu e quem sabe talvez ajudar alguém com meu relato).

Meu voo de ida São Paulo – Lima estava previsto para sair às 05:55, mas atrasou mais de 2 horas (uma passageira passou mal no taxiamento da aeronave, os comissários demoraram para constatar que o problema era grave e precisaria de um médico e no final das contas a passageira teve que desembarcar, os funcionários tiveram que localizar a bagagem, etc). Fato é que eu deveria desembarcar em Lima às 08:50, porém só cheguei próximo ao meio dia (o que acarretou prejuízos na hora de realizar meu câmbio, assim como me fez perder o passeio que realizaria neste dia).

Alguns dias depois peguei outro voo Avianca de Lima para Cusco e tudo foi bem tranquilo, mas… o pior estava por vir.

Meu voo de volta Cusco – Lima, que seria as 18:02 foi cancelado e não fui informada. Aparecia um voo que sairia 4 horas mais cedo (14:05) mas não consegui realizar o check in pelo app, pois mostrava a mensagem que eu deveria entrar em contato com o call center. Como estava sem chip do Peru, cancelei meus passeios e fui direto para o aeroporto. Expliquei para o funcionário que não conseguia fazer o check in pelo app e que estava aparecendo pra mim um voo as 14:05. O funcionário foi extremamente grosso, disse que eu deveria ter embarcado no voo das 11:30 que tinha acabado de sair (e que em nenhum momento me informaram). Então ele decidiu me colocar no voo das 19:02. Preocupada (pois já tinha enfrentado atraso na vinda) pedi para que ele me colocasse no voo das 14:05, pois tinha medo de perder minha conexão. Mais uma vez o funcionário foi grosso e disse que estava me mudando para um voo com “apenas” 1 hora de diferença do voo original, que o voo das 14:05 estava cheio e ainda foi irônico “eu não entendo por que você já está aqui no aeroporto, já que seu voo era só as 18:00”. Peguei meus bilhetes, esperei uns minutos e fui no outro guichê falar com a outra atendente. Expliquei pra ela a minha situação e a minha preocupação em perder minha conexão. Pedi para ela se eu poderia ficar em alguma lista de espera do voo das 14:05, mas a funcionária não demonstrou nem um pouco de empatia, falou que o voo estava lotado e já tinha sido encerrado (detalhe, o relógio ainda nem marcava 13:00 e ela nem olhou em nenhum lugar para checar a informação).

Fiquei no aeroporto desde as 11:50 e quando chegou 19:02 (horário em que o avião deveria decolar) o embarque ainda não tinha nem começado. Então fui ao balcão para saber o que estava acontecendo. Mais uma vez fui muito mal atendida por uma funcionária da Avianca que foi grossa, deselegante e irônica. Disse que o avião estava com um problema mecânico, que estavam consertando e que o voo iria atrasar 30 minutos. Falei pra ela que estava preocupada com o horário da minha conexão. Ela pegou minha passagem Lima – São Paulo (horário das 22:00) e disse “o trecho Cusco – Lima é feito em 43 minutos (mentira, já que demora 1 hora). Saindo daqui as 19:30 você estará as 20:30 em Lima, ou seja, em 1:30 você terá tempo de sobra pra fazer a sua conexão”. Então perguntei “Ah é? Você promete?” e ela respondeu “prometer eu não prometo, mas é óbvio que dará tempo”.

Já fazia mais de 7 horas que eu estava no aeroporto. Estava sem almoço, sem água (pois no aeroporto não tem nem bebedouro) e sem dinheiro (pois achei que ia embora e tinha gastado meus últimos soles). Fato é que o voo só decolou próximo das 21:30 e só chegamos em Lima próximo das 22:30. Ao sair da aeronave uma funcionária da Avianca falou que todas as pessoas com conexão deveriam retirar as malas na esteira e embarcar na van que nos levaria para o hotel, pois nosso voo seria apenas no dia seguinte as 22:00. Neste momento eu fiquei D-E-S-E-S-P-E-R-A-D-A e fui pedir ajuda para vários funcionários da Avianca, pois eu não estava ali devido um atraso de 2 horas… eu estava ali devido uma série de erros da Avianca: cancelaram meu voo e não me avisaram; me ofertaram um novo voo, mas não tinha assento disponível; me colocaram num voo mais tarde e em nenhum momento demonstraram preocupação em eu perder minha conexão (e os problemas que isso poderia me ocasionar), não me deram nem um suporte ou ao menos um copo de água.

Perguntei para vários funcionários o que poderia ser feito, mas um jogava o problema para o outro. A Avianca faz parte da rede Star Alliance, logo pensei que fosse mais fácil me encaixar num voo de outra cia aérea desta rede (a LATAM tinha um voo para São Paulo às 00:40), mas os funcionários só sabiam dizer que todos os voos estavam lotados. A situação só mudou quando perguntei para funcionária “vocês querem que eu fique aqui mais um dia, mas como farei com a minha medicação? Trouxe meus remédios contados”. Só assim, depois de muito implorar e nitidamente começar a passar mal que decidiram fazer algo. A funcionária contatou algum superior e me informou que estavam tentando me embarcar no voo Latam das 09:15 da manhã seguinte, mas pediu sigilo (pois só tinha uma vaga). Graças a Deus e a uma funcionária que percebeu a gravidade da situação eu consegui embarcar neste voo e tomar meus medicamentos chegando no Brasil. Resumo da ópera: prejuízo no primeiro dia de viagem, prejuízo no último dia de viagem (perdi todos os meus passeios programados, perdi horas fazendo vários nadas no aeroporto aguardando meu voo, passei por stress e constrangimento graças ao péssimo atendimento de alguns funcionários Avianca, sendo que isso que acaba com a tranquilidade e felicidade das férias de qualquer pessoa) e ainda tive que cancelar meus compromissos do dia que eu estaria de volta no Brasil (isso porque no dia seguinte eu já embarcaria pra Recife).

Chegando no Brasil vocês acham que eu fiquei xingando muito no Twitter? Capaz! Entrei no site da Avianca e fiz uma reclamação formal. Aproveitei e coloquei no Reclame Aqui também e em questão de dias um funcionário Avianca entrou em contato comigo lamentando tudo o que eu tinha passado. Finalmente estava tendo algum retorno digno. No final das contas eles me deram um voucher de 180 dólares (que só poderia ser usado em voos Avianca internacionais). Acabei não usando este “agrado”, mas fiquei satisfeita porque eles se importaram comigo e quiseram contornar a situação de alguma forma.

Resolvi compartilhar esta história porque não basta apenas reclamar, é necessário reclamar nos canais certos. Não adianta nada espalhar para os amigos e nas redes sociais que você não gostou de um serviço ou produto sem antes contatar a empresa responsável. Vá direto a fonte, tente resolver e se não conseguir busque seus direitos e compartilhe com todos os contatos para que eles não passem pelo mesmo. #ficaadica

Virada Cultural 2019

Quem me conhece sabe que eu sou a louca da Virada Cultural de SP e é claro que em 2019 tive que marcar presença. Acordei cedo e antes das 11 saí dos alpes mogianos com destino ao centro de Sampa.

Partiu Virada? Foto by Évelin Karen

Desci na estação República e já fui direto pra Av. São João onde estava o palco MPB/ Samba. Foi ali que rolou meu primeiro show do dia: O Grande Encontro. Curti bastante, mas confesso que achei o som bem baixo (o que atrapalhou um pouquinho).

O Grande Encontro – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

Depois que eles tocaram Chão de Giz saí da muvuca porque pretendia ir pro palco da Anitta, mas encontrei as migas de Mogi e acabei abortando a missão. No final das contas assisti todo o show do Grande Encontro e até que foi bem gostoso.

Nosso Grande Encontro – Foto by Alex

Pós Grande Encontro foi hora de encontrar minha irmã carioca mais querida do oeste no cruzamento mais famoso da cidade (que rende aquela foto blogueirinha). Mas antes disso pude conferir Hallelujah no “Ópera da Sacada”… Coisa mais linda!

Ópera na Sacada – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen
Miga, sua loca – Foto by Évelin Karen

Começou a chover, mas decidimos ir pro show da Pitty. Não sei se foi o lugar que estávamos, mas achei meio muvucado e numa vibe pesada. Depois de três músicas acabamos abortando a missão.

Pitty – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

Hora de ir embora? Capaz! Decidimos voltar pro palco MPB/ Samba e curtir o show da Maria Rita. Que ótima escolha! O show foi maravilhoso, muito sambinha típico do RJ que goxxxto tanto.

Maria Rita – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

Carol nos abandonou pós Maria Rita, então apresentei pra Lari o pico do rolê (na minha opinião): show do É o Tchan (terceiro ano consecutivo na Virada Cultural). Desta vez rolou participação especial do Reinaldo do Terra Samba e a presença da ilustre Sheila Melo.

É o Tchan – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

A noite já começava a cair e ainda tivemos tempo de pegar o Cortejo passando trazendo um pouco da arte dos meus patrícios africanos.

E o que dizer das luzes que colorem o centro paulistano? É ou não é de encher os olhos?

Theatro Municipal São Paulo – Foto by Évelin Karen
Shopping Light – Foto by Évelin Karen

Pra finalizar conferimos o show do Afrocidade na Praça Patriarca. Pense numa galera com uma energia P-O-R-R-E-T-A. O povo dança muito e é impossível assistir ao show parado.

Afrocidade – Virada Cultural 2019 – Foto by Évelin Karen

No final das contas posso dizer que pude curtir mais um ano de Virada Cultural com sucesso: sem brigas, sem furtos, sem perrengues… Cheia de alegria, boas cias e muitos bons shows!

Nota: Quer saber como foi a minha Virada nos anos anteriores? Então confira a de 2014, 2015 e 2017.

On the Road – Peru – Day 11 e 12 – Cusco

On the Road – Peru – Day 11 e 12 – Cusco

Após 10 dias no Peru minha viagem chegava na reta final e minhas energias já estavam nas últimas também. Depois daquele tour maluco por Machu Picchu ainda encontrei forças para conhecer um pouquinho dos encantos de Cusco.

Cusco – Peru – Foto by Ambulante

No final da manhã saí sem destino pelas ruas da cidade admirando aquela arquitetura linda. Pude entrar nas lojinhas (e comprar vários nadas), almoçar num restaurante local (pagando menos de 8 soles e com direito a entrada e bebida inclusa), tomei uma Cusqueña enquanto comia um bolo delicinha de sobremesa e via os turistas passando… tudo com muita tranquilidade e apenas aproveitando o momento.

Pelas ruas de Cusco – Peru – Foto by Évelin Karen
Arquitetura Cusqueña – Foto by Évelin Karen
Por las calles de Cusco – Foto by Évelin Karen
Pastel y Cusqueña – Foto by Évelin Karen

Por volta das 13:30 fui para a Plaza de Armas onde encontrei o Humberto, o guia queridinho de muitos brasileiros. Então ele me levou até meu grupo que estava no Convento de Santo Domingo, nossa primeira parada.

Iglesia de la Compañia de Jesús y Museo de Historia Natural – Foto by Évelin Karen
Convento de Santo Domingo – Foto by Évelin Karen

O Convento de Santo Domingo também é conhecido como Qoriqancha (ou Templo do Sol), pois a construção foi levantada em cima das paredes de um templo inca. Super vale o passeio pelas histórias e explicações, pois tudo era tão friamente calculado e pensado… parece que o povo inca não construía nada ao acaso.

Convento de Santo Domingo en Cusco – Foto by Évelin Karen
Um pouco das paredes do Convento de Santo Domingo – Foto by Évelin Karen

Depois do Convento partimos para Q’enqo. Dizem que neste lugar eram realizados diversos sacrifícios (e até passamos por uma câmara subterrânea onde, diz a lenda, que o povo inca usava para embalsamar corpos). Pesado, né?

Um pouquinho (bem pouco) de Q’enqo – Foto by Évelin Karen

A próxima parada foi Sacsayhuaman que impressiona pela quantidade de pedras enormes que foram muito bem encaixadas umas nas outras. Ali também avistamos a estátua do Cristo Branco e “curtimos” aquela brisa gelada da tarde.

Sacsayhuaman Peru – Foto by Évelin Karen
Sacsayhuaman Peru – Foto by Évelin Karen
Cristo Blanco Peru – Foto by Évelin Karen

Passamos bem rapidamente por Tambomachay. Ali o cansaço começou a tomar conta do corpo.

Tambomachay Peru – Foto by Évelin Karen
Tambomachay Peru – Foto by Évelin Karen

Pukapukara foi nossa penúltima parada que deve ter durado uns cinco minutinhos, pois a noite já estava caindo.

Pukapukara Peru – Foto by Évelin Karen
Turistando em Pukapukara Peru – Foto by Guia
Pukapukara Peru – Foto by Évelin Karen

Por último rolou mais uma parada pra compras (desta vez me rendi e comprei um cachecol de lã de alpaca). E lá se foi meu último dia de tour.

Imprevistos a parte, preciso dizer pra vocês que esta viagem para o Peru foi simplesmente incrível, não só pelos lugares lindos que visitei, mas também pelas pessoas queridas que conheci (aliás, alguns já tive até o prazer de reencontrar). Além disso, pude me conectar comigo mesma de uma forma que nunca tinha acontecido em nenhuma outra viagem e o resultado disso vocês verão muito em breve.

Se você tem tempo, dinheiro e vontade de conhecer o Peru te digo apenas uma coisa: apenas vá e se surpreenda com este país encantador.

On the Road – Peru – Day 9 e 10 – Águas Calientes – Machu Picchu

Machu Picchu é uma das sete maravilhas do mundo e o destino dos sonhos de muita gente, não é mesmo? Confesso que não estava no topo da minha listinha, mas como escolhi conhecer o Peru não tinha como não dar uma passadinha.

Machu Picchu – Foto by Guia

Fechei meu tour com a “Marcelo Turismo”, uma agência que fica na Plaza de Armas, e não recomendo nem para meu pior inimigo. Super desorganizado o passeio: do início ao final. Estava incluso: traslado Cusco – Hidrelétrica, almoço ida, 1 diária em quarto compartilhado em hostel em Águas Calientes, jantar, café da manhã, ingresso Machu Picchu (período da tarde) e traslado de volta Hidrelétrica – Cusco. Paguei 325 soles.

Avisaram que a saída seria as 07:00 na frente da agência. 07:15 chegou um cidadão que me levou para uma outra praça e foi buscar mais turistas. No final das contas saímos de Cusco depois das 08:30.

Paramos por alguns minutinhos em Ollantaytambo para tomar café (no meu caso foi um Coca gelada pra curar a ressaca da noitada no Loki). Voltamos pro carro e dali pra frente a estrada nos presenteou com paisagens de tirar o fôlego: seja as montanhas nevadas ou os famosos precipícios que víamos aflitos da janela do carro. Na minha opinião, muitos motoristas que fazem estes tours dirigem como uns loucos (e é claro que tanto o motorista da ida quanto o da volta faziam parte deste grupo). Ele correm sem medo de curvas, neblina, neve ou chuva. Emoção do início ao fim (ou seria medo?).

Machu Picchu – Foto by Guia

Chegamos na hidrelétrica próximo das 14:00. Ali almocei (buffet simples, mas comidinha bem gostosa e inclusa no meu pacote), usei o banheiro (pago… acho que 1 sole), arrumei minha mochila e me preparei pra encarar a tal trilha.


Machu Picchu: Tô chegando – Foto by Évelin Karen

Perto das 15:30 iniciei o trajeto junto com o bonde dos brasileiros (incluindo aqueles 7 que eu falei que estavam no meu quarto do Pariwana) e duas turcas. Em questão de minutos me distanciei do pelotão porque eu queria viver a experiência daquela trilha e curtir cada minuto: os sons dos pássaros e cachoeiras, aquele cheiro de natureza quase intocada. Sei que o que vou dizer agora vai parecer maluquice pra muitos, mas pra mim esta foi a melhor parte do passeio. Toda vez que eu paro pra lembrar desta trilha sou tomada por um sentimento maravilhoso que enche meu peito de alegria e paz. Ali pude pensar em tudo e ao mesmo tempo em nada. Ali senti muita gratidão pela minha vida, minha coragem, por aquela paisagem linda que Deus nos deu, por cada canto de pássaro, por cada “hi” acompanhado de sorrisos de turistas que cruzei pelo caminho. É impossível descrever em palavras o que eu senti, mas esta trilha foi um dos pontos altos da minha visita ao Peru. Se você gosta de andar e de curtir a natureza eu super recomendo!

Caminhando e admirando as montanhas do Peru – Foto by Évelin Karen
Surpresas da trilha – Foto by Évelin Karen

Foram pouco mais de duas horas caminhando beirando a linha do trem. Já era fim de tarde quando eu avistei a plaquinha de Machu Picchu e, é claro, fui tirar fotos e fazer a turisteira.

Machu Picchu, chegay! – Foto by Turista Solidário

Chegando em Águas Calientes subi a calle principal procurando o meu hostel. Gravem este nome Pirwa Hostel: o pior que já fiquei em toda a minha vida. Banheiro mofado, com goteira, banho quente apenas no primeiro dia, quarto sem janelas, apenas 1 tomada… lugar horroroso.

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Águas Calientes – Foto by Évelin Karen

Mas temos um ponto positivo do tour: as comidas: almoço e jantar inclusos eram bem saborosos e o café da manhã foi simples mas gostoso.

Fui dormir cedo e no dia seguinte, perto das 09:00, eu já estava no onibusinho a caminho de Machu Picchu. Esta foi a melhor decisão que eu tomei neste tour, pois desci a pé e vi que subir aquelas dezenas de degraus era bemmmm tenso. Paguei 12 dólares.

Segundo meu ingresso o tour começaria às 12:00, porém o guia pediu pra gente chegar até às 10:00, pois era possível entrar mais cedo (acabamos entrando às 11:00). A grande maioria das pessoas que fazem o tour a tarde descobrem esta informação, então a entrada fica super muvucada (tipo metrô da Sé em horário de pico). Depois que você passa a catraca é preciso achar o guia e esperar o restante do grupo. Acho que é mais proveitoso fechar este passeio por conta e contratar o serviço de um guia privado. Não é difícil de encontrar, já que vários deles ficam na entrada oferecendo os serviços.



Entrada de Machu Picchu = Mar de Gente – Foto by Évelin Karen

A caminhada por Machu Picchu é super tranquila (em termos de esforço físico) e bem conturbada (devido a grande quantidade de turistas). É preciso paciência e tempo para tirar a foto perfeita. No dia que eu visitei peguei um tempo super estranho: estava bem abafado, chovia, fazia sol… Coloca a capa e sente calor, tira a capa e começa a chover rs

Plena em Machu Picchu – Foto by Guia
Modelando com meu look mara do dia – Foto by Turista Francês

Em menos de duas horas percorremos o trajeto do parque com o nosso guia. Graças a Deus a  chuva parou um pouco e conseguimos aproveitar bastante. Tivemos várias paradas pra foto, ouvimos várias histórias e sentimos um pouquinho daquele lugar tão rico e importante para o povo Inca.

Aquela foto clássica – Foto by Évelin Karen
Machu Picchu – Foto by Évelin Karen
Pelas ruínas de Machu Picchu – Foto by Évelin Karen

Como eu não consegui comprar a passagem pra voltar de trem (erro no site e no guichê só aceitava doletas), fiz o tour corrido e fui embora. Quem vai com tempo pode continuar caminhando com mais calma, mas não pode ir e voltar dos lugares pelo mesmo caminho. Lembrem-se: antes da saída é possível carimbar seu passaporte. Mais uma forma de deixar Machu Picchu ficar marcado na sua história.

Saí do parque e fiz a trilha de volta das escadarias quase correndo. Cheguei na parte debaixo derretendo e com as pernas bambas. Respirei fundo, coloquei o sorriso no rosto e encarei as duas horas de trilha de volta até a hidrelétrica.

A alegria de quem conheceu mais 1 das 7 maravilhas do mundo – Foto by Évelin Karen

Minha volta foi um tanto conturbada, já que demorei quase uma hora pra encontrar o carro que eu iria embora. Me senti um saco de batata porque cada motorista me jogava pra uma van diferente. Na estrada muito medo, já que era noite, em alguns trechos chovia, em outros nevava e é claro que o motorista corria loucamente. Em um ponto da viagem um dos passageiros comentou com o motorista “a estrada é bem perigosa, não poderia ir mais devagar?” E o motorista respondeu com toda a delicadeza “quem está dirigindo? Eu ou você?”. Achei que ia estourar a terceira guerra mundial, mas parou por aí e eu continuei o caminho rezando e pedindo a proteção de Deus.

Cheguei em Cusco depois da meia noite, fui pro hostel, tomei banho e capotei. Não dormi muito bem porque desta vez fiquei num quarto com gringos bem barulhentos (quem faz a mala às 3 da matina?). Ainda tinha um dia e meio em Cusco e a vontade de conhecer a tal Montanha Colorida, mas o cansaço me venceu e acabei optando por um passeio mais de boa: City Tour em Cusco para fechar minha saga no Peru!